"O Município da Figueira da
Foz vai instalar duas cafetarias, com
esplanada, na ribeirinha praça da
Europa, para concessão a privados através
de concurso público. O anúncio foi feito
ontem, na reunião de câmara, por Santana
Lopes (FAP). Por sua vez, o vereador João
Martins acrescentou os detalhes. A decisão
surgiu após o concurso lançado em 2025
pela administração portuária para dois
equipamentos semelhantes, que seriam
instalados no passeio marítimo, ter ficado
deserto, devido ao oneroso caderno de
encargos para os potenciais interessados,
que teriam de assegurar a construção dos
espaços comerciais e pagar uma renda
considerada demasiado alta.
Os vereadores do PS que
ontem participaram na reunião
de câmara fizeram reparos à estética das cafetarias que o Município da
Figueira da Foz vai instalar na ribeirinha
praça da Europa.
Em termos urbanísticos, destacou Rui Carvalheiro, “o visual não é o mais adequado
para o local”. Susana Pereira concordou e,
por outro lado, sugeriu que as estruturas
fossem envidraçadas, para proporcionar
contacto visual com a foz. O presidente
da autarquia, Santana Lopes (FAP), concordou que o projeto pode ser alterado,
tendo o vereador executivo João Martins
ficado incumbido de contactar a empresa
que fornece as estruturas."
Citação do jornal Diário as Beiras, edição de hoje.
Assisti em directo, via internet, a esta parte da reunião camarária realizada ontem e tive oportunidade de ver que esta parte crispou o vereador Ricardo Silva. "Se fazemos é porque fazemos, se não fazemos é porque não fazemos".
No momento em que a política figueirense está tão calminha como a vida das pessoas, vamos recordar algo que se passou há 11 nos: a "estória" do americano.
Decorria o mês de novembro de 2015. A Câmara da Figueira da Foz tinha novos projectos para os quiosques da cidade.
O processo de demolição dos que se encontravam abandonos tinha sido iniciado, sendo os espaços colocados em hasta pública.
Como já havia explicado, em reunião de câmara, a então vereadora Ana Carvalho, existiam três projectos – a simulação de um americano, arquitectura simples e duplo (forma de hexágono).
O Clube Náutico da Figueira da Foz, através de uma nota de imprensa, contestou declarações da vereadora, a um órgão de comunicação social.
A autarca disse que “técnicos da autarquia desenvolveram três projectos”.
No documento, assinado pelo presidente da direcção do CNAFF, Miguel Amaral, lia-se que “o projecto de quiosque americano não foi desenvolvido pelos técnicos da câmara, mas antes corresponde a uma ideia e obra apresentada” pelo clube “junto da autarquia, em 22 de agosto de 2014, num pedido de implementação de um quiosque a localizar-se no passeio da avenida de Espanha”. O CNAFF alegou que se tratava de uma obra da autoria da arquitecta Joana Tenreiro Dinis. E lamentou que a “câmara tivesse recorrido a trabalhos de terceiros e procurasse apropriar-se do mesmo, exibindo-o publicamente como sendo seu, sem que tenha pedido autorização ou colhido o respectivo consentimento por parte do seu autor”.
Neste sentido, podia ler-se ainda na nota de imprensa do Clube Náutico, a arquitecta “pondera apresentar uma queixa junto das entidades competentes por usurpação e violação de direitos de autor”.
Contactada, pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a vereadora Ana Carvalho esclarece: “Não houve plágio”.
“A ideia inicial do quiosque ser tipo americano partiu do vereador Carlos Monteiro, há uns anos, e o projecto implementado é do arquitecto das obras municipais Nuno Melo”.
Passados 11 anos, passámos dos quiosques às cafetarias.
As mudanças estão em curso.
Não podemos deixar de continuar a acreditar que, na Figueira, apesar de todas as resistências, enganos e mal entendidos, os quiosques e as cafetarias são o futuro da nossa cidade.
A Figueira é uma comédia…