domingo, 19 de outubro de 2025

CNRT e Fretilin exigem conclusão da auditoria à construção do navio Haksolok

Os dois principais partidos timorenses pediram ao Ministério Público e à Comissão Anticorrupção (CAC) que conclusa a auditoria à construção do navio Haksolok, que está a ser construído em Portugal desde 2014.

"O CNRT pede, e manifesta publicamente, ao Ministério Público e à CAC que concluam rapidamente este processo para que possa ser remetido ao tribunal e se obtenha um resultado que diga claramente se houve ou não irregularidades", afirmou o deputado Natalino dos Santos, do Congresso Nacional de Reconstrução Timorense, partido no poder.

A CAC enviou no final de 2023 o processo para apreciação do Ministério Público.

O deputado da bancada do Governo afirmou que, caso contrário, o assunto do Haksolok continuará a ser apenas um tema político, debatido em público e a causar confusão na população.

Natalino dos Santos sublinhou que o CNRT quer que o processo seja rapidamente levado a tribunal, para se saber quem tem ou não razão. 

O deputado lamentou ainda que, passados 10 anos, o navio nunca tenha chegado a Timor-Leste, apesar de o país ter investido somas avultadas. Timor-Leste investiu 12 milhões de euros na aquisição de 95% dos estaleiros da Figueira da Foz, infraestrutura que entrou em insolvência e que tinha praticamente como único cliente a construção do `ferry` Haksolok, que devia ligar a capital timorense, a ilha de Ataúro e o enclave de Oecusse, no oeste do país, na altura gerido por Mari Alkatiri.

O orçamento inicial da embarcação, em 2014, era de 13,3 milhões de euros, tendo sido depois assinadas três adendas contratuais adicionais num montante total de 12 milhões de euros. A operação de compra do Haksolok é uma das mais polémicas dos últimos anos em Timor-Leste, causando intensos debates entre sucessivos governos e partidos políticos e, ainda agora gera fortes críticas a Mari Alkatiri e à Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA).

O contrato para a construção do Haksolok foi assinado com a Atlanticeagle Shipbuilding em setembro de 2014 e os trabalhos arrancaram em 2015, mas estão parados há vários anos. Depois de um pedido de insolvência, a AtlanticEagle Shipbuilding viu aprovado em 96% um Plano Especial de Recuperação, com os votos favoráveis da Autoridade Tributária, Segurança Social e do maior credor, precisamente a RAEOA.

O presidente da bancada da Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente), Aniceto Guterres, recordou que o seu partido já pediu há muito tempo ao Governo e aos deputados da bancada governamental para ser realizada a auditoria e, caso existissem indícios de crime, que se procedesse a uma investigação.

"Temos ouvido recentemente que a auditoria e a investigação estão em curso, mas nunca se apresentou qualquer resultado, e ninguém se pronuncia sobre o assunto", lamentou. O deputado da Fretilin sublinhou que, se houver de facto crime, o processo deve seguir o seu curso normal e ser encaminhado ao Ministério Público ou à CAC, para que se faça justiça. Aniceto Guterres afirmou que atualmente a Fretilin não está no Governo, pelo que a questão do Haksolok, que ainda não foi resolvida, é da responsabilidade do atual executivo.

Em julho, a Comissão C -- Finanças Públicas do Parlamento Nacional de Timor-Leste visitou o estaleiro na Figueira da Foz e esteve reunida com os responsáveis locais. No final da vista, Bruno Costa, sócio minoritário da empresa, explicou que o Estado timorense já transferiu para a AtlanticEagle Shipbuilding cerca de 12 milhões de euros, faltando ainda receber oito milhões de euros, o que tem atrasado o processo de construção do "Haksolok" e afetado o normal funcionamento da empresa da Figueira da Foz. 

Com capacidade para transportar 377 passageiros, 26 veículos ligeiros e até 5.500 quilos de carga, o "Haksolok" foi encomendado para fazer a ligação marítima entre o enclave timorenses de Oecusse, no oeste do país, a ilha de Ataúro e a capital de Timor-Leste, Díli."

Via RTP

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

PS não o faz por menos: no que respeita a abstenções - ou violenta ou exigente!..


«PS anuncia “abstenção exigente” no OE2026 para Governo não ter desculpa pela sua incompetência».
Em 2011, o PS de António José Seguro viabilizou o Orçamento de Estado (OE) do governo de Passos Coelho, abstendo-se na votação. À época, a abstenção foi pomposamente anunciada como uma «abstenção violenta».
Agora, em 2025, José Luís Carneiro anuncia a viabilização do OE do Governo de Luís Montenegro através da abstenção, mas não é uma abstenção qualquer, trata-se de uma «abstenção exigente».
A adjectivação é diferente, mas o objectivo é o mesmo: mascarar a abstenção, viabilizar a política da direita e procurar enganar o «pagode».

Luto Municipal por Jorge Dias

Via Município da Figueira da Foz

"Observa-se hoje um dia de Luto Municipal, decretado pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, pela morte do fotógrafo Jorge Manuel Martins Dias.

Assim, a Bandeira do Munícipio da Figueira da Foz estará içada a meia haste em todos os edifícios municipais, como forma de expressão de pesar pelo seu falecimento."

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Morreu Jorge Dias

Foto Pedro Agostinho Cruz
"A fotografia figueirense ficou mais triste"

Morreu Jorge Dias, fotógrafo competente e talentoso com actividade na nossa cidade ao longo de 50 anos.

Jorge Dias, além de fotógrafo, era um Cidadão que devia ser lembrado como um Homem livre que contribuiu activamente para a implatanção do regime democrático, contribuindo activamente no derrube da ditadura.

Foi membro constituinte do Núcleo da URAP na Figueira da Foz e militar de Abril. Em Abril de 1974 Jorge Dias era militar no RAP 3, na Figueira da Foz Cito o que disse no dia 24 de Abril de 2023 (no "velho" Café Nau, sala emblemática dos chamados "Cafés Tertúlia ou Café Cultural" na Figueira, que tantas recordações traz aos ainda resistententes velhos democratas figueirenses) no convívio entre cultores da Liberdade e do 25 de Abril.  "registei o que me incumbiram, ou seja, tudo o que fosse motivo de registo fotográfico. Mas houve outras nuances, como a detenção do comandante da unidade, Sílvio Aires de Figueiredo, levada a efeito por mim e pelo capitão Dinis de Almeida, que lhe deu voz de prisão. O comandante não aderiu ao golpe, era uma força de bloqueio, como outras que existiam no RAP 3."

... «no âmbito da Estratégia Local de Habitação da Figueira da Foz (ELHFF) e do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação»

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Resultados das autárquicas 2025 na Figueira da Foz

Câmara Municipal: Maioria absoluta para Santana Lopes: elege 6 vereadores. PS elege apenas 2. Chega consegue um mandato.


Assembleia Municipal: sem surpresa a vitória da lista liderada por José Duarte Pereira.

FreguesiasChega surpreende em Maiorca. PS em perda,  consegue vitórias em algumas (Bom Sucesso, Quiaios, Santana, Vila Verde) a norte do Mondego e uma a sul (Marinha das Ondas). 

Excelente resultado de Luís Medina e Silva em Brenha.

domingo, 12 de outubro de 2025

País real: mais de metade do país em risco de ficar sem cobertura jornalística

Enfraquecimento de rádios e jornais locais "tem sido acompanhado por um fortalecimento dos gabinetes de comunicação das câmaras municipais" - 1,7 milhões de pessoas sem ou com pouca informação local.

O estudo da Universidade da Beira Interior revela que mais de metade do território nacional corre o risco de ficar sem cobertura jornalística. O problema afeta, sobretudo, o interior, mas já está a chegar aos territórios de maior densidade populacional. O estudo "Desertos de Notícias Europa 2025", coordenado em Portugal pelo Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI) e divulgado ontem pelo jornal Público, alerta para a escassez cada vez maior de rádios, jornais e site dedicados às notícias locais.

Segundo o relatório, há 45 concelhos onde não existe qualquer órgão de comunicação local ou cobertura jornalística, o que afeta perto de 245 mil pessoas. A situação torna-se mais grave quando mais de metade do território nacional — cerca de 1,7 milhões de pessoas — corre um risco elevado de não ter fontes de informação confiáveis e regulares sobre a realidade do próprio concelho. A região de Trás-os-Montes e os distritos de Portalegre e Beja são os mais afetados.

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Que pena que eu tenho por não poder votar em Brenha

A verdade sobre Luís Pedro e a Freguesia da Brenha

Américo Coelho - o responsável pela petição em termos nacionais para os projetos das reversões das freguesias fossem debatidos na Assembleia da República em tempo útil para estas eleições autárquicas

"Conheci o Luís Pedro num momento decisivo: quando me contactou para pedir ajuda no processo de restauração da Freguesia da Brenha. Desde então, acompanhei de perto a sua luta, a sua entrega e o seu amor profundo pela terra que o viu crescer.
Vi-o enfrentar obstáculos com coragem. Vi-o emocionado quando, na Assembleia da República, a primeira votação chumbou a desagregação da Brenha. Vi-o persistir, trabalhar incansavelmente, dedicar milhares de horas do seu tempo pessoal para que Brenha voltasse a ser freguesia. E conseguiu.
Luís Pedro foi o grande obreiro desta conquista. E por isso, não posso ficar em silêncio perante as acusações injustas e falsas que lhe têm sido feitas. Não sou habitante da Brenha, mas conheço este processo melhor do que a esmagadora maioria dos candidatos. E posso afirmar, com total isenção: Luís Pedro agiu sempre com verdade, com dedicação e com amor pela sua comunidade.
É claro que serão os brenhenses a escolher o futuro Presidente da Junta. Mas peço que o façam com base em factos, não em calúnias. A verdade importa. A justiça importa. E a Brenha merece líderes que tenham demonstrado, na prática, o que significa servir.
Peço desculpa por esta intervenção, mas não podia deixar passar em branco a mentira. A minha solidariedade é total com Luís Pedro — porque quem luta pela sua terra com esta entrega merece respeito, não difamação."

Nota de rodapé.
Por não ser freguês de Brenha o meu voto nas eleições do próximo domingo, dia 12 de Outubro de 2025, vai ser em branco.

A "irrelevância" do CHEGA e a "relevância" do PS...

Carneiro diz que o Governo respeitou as suas linhas vermelhas e que a porta à viabilização está “aberta”.
«Ao segundo Orçamento do Estado (OE) do segundo Governo de Montenegro, a história parece estar contada: a viabilização da proposta por parte do PS está mais próxima. E o Executivo pode nem vir a precisar do voto do Chega, mesmo que tenha ido ao encontro das exigências tanto dos socialistas como de André Ventura. A decisão final ainda não está tomada, falta ser debatida e carimbada pelos órgãos do partido, mas o secretário-geral do PS já marcou o tom e a margem para um voto contra passou a ser quase nenhuma. “O Governo correspondeu às exigências do PS, nomeadamente em relação às questões laborais, ao SNS, à Segurança Social pública e ainda ao tratamento fora do orçamento das questões de natureza fiscal”, disse José Luís Carneiro. E por isso a porta está mais aberta à viabilização, ainda que com a ressalva de que este OE “não é” do PS.»

Nota de rodapé.
"Um PS que acha normal aprovar (ou abster-se) quanto a um orçamento que reduz para 10% o IRS de senhorios que colocam rendas a 2.300€, enquanto enfermeiras que recebem os mesmos 2.300€ pagam 35,5% de IRS não serve para nada.
Um PS que "viabiliza" um orçamento que continua a isentar meninos ricos que compram casas de 330 mil euros, com o dinheiro dos papás, ou lhes aplica a taxa mínima de IMT de 8%, enquanto decide não aumentar o RSI - Rendimento Mínimo de Inserção, para pessoas que vivem no limiar da pobreza e da indignidade tornar-se-á um verbo de encher.
Quem concorda, "viabiliza".
Quem discorda, apresenta um Orçamento alternativo que demonstre as diferenças das opções orçamentais.
E vota contra.
Ficar a meio do muro é que não.
Depois, não se queixem que outros lideram a oposição".

Domingo é dia de ir votar...

No próximo domingo vamos a votos.
Na Figueira, concelho e freguesias, vai ser escolhido quem vai governar nos próximos 4 anos.
É um momento importante. 
Precisamos de políticos que gostem das pessoas, da Figueira e das suas freguesias.

Não é  momento para ficar em casa.
Em 2025 tudo está diferente. 
Política não é apenas votar; é também disputar narrativas.
Os abstencionistas são os cidadãos que o sistema convenceu de que não vale a pena votar, porque são todos iguais. 
O problema é que, em democracia, os maus governos só podem ser afastados do poder pelo voto!
No domingo vamos votar. 
Como quiserem, em quem quiserem, mas votem.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

As obras desta nossa ponte...

 Via Diário as Beiras

"Empresários da restauração da margem sul afirmam que cortes noturnos reduziram faturação"

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Sting em concerto único em Portugal

Será no dia 17 de julho de 2026, uma sexta-feira, na Praia do Relógio, na Figueira da Foz. Bilhetes vão custar entre os 60 e os 120 euros.

A flotilha: valha-nos Ferro Rodrigues, Pedro Nuno e “Chicão”

 Ana Sá Lopes

"Se tivesse sido André Ventura a enviar à família uma mensagem de que estava há 48 horas sem comida nem água, nos centros de detenção da Venezuela, a compaixão seria imensa neste país político."
Para ler melhor clicar na imagem


5 de Outubro de 1910, a Figueira e os Homens de bem

Quem sempre determina o rumo do mundo, são duas espécies de seres humanos.
Os que fazem da sua vida uma inspiração a luta pela esperança, pela democracia e pelo futuro. 
E os outros.
É por isso, que quando desaparece alguém que deu exemplo de generosidade e dedicação, que olhou para diferentes como semelhantes ou para semelhantes como iguais, ficamos abandonados à sorte de uma humanidade que continua a revelar-se animalesca, verificando-se, nos últimos tempos, uma  revalorização do ódio, uma perseguição do outro, a obsessão da identidade nacional como desculpa para a agressão.
É por isso que Portugal em 2025 está a ficar tão perigoso.

A implantação da República em Portugal, aconteceu como um golpe inevitável dado o clima que se vivia no país.
Nos últimos anos de monarquia a situação sócio- económica do país agravava-se de dia para dia, a crise tinha-se instalado, o povo vivia na miséria em contraste com a abundância em que viviam a classe política, a burguesia e a nobreza. Esta situação agravou-se com a questão do Ultimato Inglês, onde era exigido que Portugal se retirasse do território entre Angola e Moçambique (zona do Mapa cor-de-rosa), perdendo os benefícios de que usufruía nessa região. O descontentamento foi geral, tanto mais que ainda reforçava o poder do Rei, e os ânimos exaltaram-se. A partir de 1906 conjurava-se já o derrube da monarquia constitucional. Em 1908 deu-se, efectivamente, uma primeira tentativa de destituição da monarquia, mas falhou, tendo sido, no entanto, morto o Rei D. Carlos I e o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe. O regicídio deu-se no Terreiro de Paço, onde foram ambos abatidos a tiro. D. Manuel foi o seu sucessor. Nos anos seguintes o clima foi-se agravando e, em 1910 o país vivia num caos com conspirações dos republicanos de um lado, conspirações dos monárquicos do outro, os operários faziam greve reclamando melhores condições de trabalho e de vida e a classe média, mostrava-se tão furiosa como o operariado, pois perdiam com a falência do banco Crédito Predial Português, dirigido por chefes políticos da monarquia. Os republicanos reclamavam, acima de tudo, com a ordem forçada em que se vivia, reclamavam uma “greve geral” e a ideia, por muito disparatada que parecesse, começou a soar bem. As operações que levaram à queda da monarquia revelaram-se fáceis face à desorganização das forças monárquicas.

A Figueira também viveu os acontecimentos de Outubro de 1910.
Manuel Gaspar de Barros, Memórias
"Nos anos que precederam a proclamação da República, os republicanos organizavam conferências de propaganda em todo o país. Na Figueira isso acontecia frequentemente, com numerosos vultos políticos. Só quero agora referir que conhecei então o Prof. Miguel Bombarda. Veio uma vez fazer umas dessas conferências no Teatro Príncipe, que mais tarde ardeu.
Em 1910 eu tinha 9 anos. A nossa habitação era na rua da Lomba e o meu pai tinha um pequeno escritório no rés-do-chão. No dia 3 de Outubro à noitinha o meu pai disse-me: “Vais ser um homenzinho e quero-te dizer uma coisa. Rebentou em Lisboa uma revolução para proclamar a República. Hoje aqui não sabemos mais nada”. Mas no dia seguinte, 4 de Outubro, o meu pai não veio almoçar e à noite não veio jantar. Não sabíamos dele e, ao entrar da noite, minha Mãe começou a ficar inquieta, não sabia o que havia de fazer. A cidade estava agitada, corriam muitos boatos, na madrugada do dia 5, perante a inquietação de minha mãe a minha avó, que tinha grande ascendente sobre meu Pai, resolveu-se afazer alguma coisa. Mandou um empregado procurá-lo pela cidade e dizer-lhe que ela lhe queria falar; ele não apareceu à hora matutina do primeiro almoço, e contou que, de pé, dum banco da praça Nova, tinha conseguido pelo seu prestígio político, manter ordeira toda a população agitadíssima pela vitória da República em Lisboa.
Nos dias seguintes, talvez nos dias 5 e 6 de Outubro, eram manifestações e cortejos por toda a cidade. Vivas, discursos, a cada paragem, homens roucos de tanto gritar. Meu pai seguia nessas manifestações e eu acompanhava-o. Um dos tribunos mais em evidencia era o Snr. António Lino Franco, farmacêutico na Praça Velha. Nas manifestações as filarmónicas tocavam incessantemente a “Portuguesa”, o nosso hino. Em seguida foi a mudança da bandeira azul e branca, da Monarquia, pela verde rubra da República, nos edifícios públicos. No forte de Santa Catarina deixaram-me puxar a adriça para içar a bandeira verde-encarnada. Possuo uma fotografia da cerimónia."

Na foto da comemoração do 5 de Outubro de 1971 na Figueira, (obtida via Mário Bertô Ribeiro) é visível o Homem e  o Mestre da política e da escrita, de seu nome José Fernandes Martins.
Morreu em 28 de Abril de 2000. Tinha nascido a 17 de Fevereiro de 1941. Nome completo: José Alberto de Castro Fernandes Martins. Para os Amigos, simplesmente o ZÉ. 
Purista do verbo e do enredo no dissertar da pena, concebia o jornalismo como uma arte e uma missão nobre. “Também a lança pode ser uma pena/também a pena pode ser chicote!” 
Andarilho e contador de histórias vividas, passou em palavras escritas pelo Notícias da Figueira, Diário de Coimbra, Diário Popular, Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, República, Opinião, Vértice, Mar Alto (de que foi co-fundador), Barca Nova (de que foi fundador e Director) e Linha do Oeste. 
No associativismo passou pelo Ginásio Clube Figueirense e Sociedade Boa União Alhadense. 
Lutador contra o regime deposto pelo 25 de Abril de 1974, teve ficha na PIDE. Foi membro da Comissão Nacional do 3º. Congresso da Oposição Democrática que se realizou em 1969 em Aveiro. Chegou a ser preso pela polícia política. 
Com a sua morte, a Figueira perdeu uma parte do seu rosto. Não a visível, mas a essencial. Era crítico e exigente. Mas, ao mesmo tempo, bom, tolerante e solidário. 
Mais de 25 anos depois da sua morte, a Figueira, a cidade que amou toda a vida, continua a ignorá-lo.
Zé Martins, de costas e em primeiro plano, é o terceiro a contar da direita

domingo, 5 de outubro de 2025

PARABÉNS. AGORA E SEMPRE "POR UMA FRATERNA UNIÃO"

 Hoje, 5 de Outubro de 2025, o Grupo Desportivo Cova-Gala completa 48 anos de existência.

Foi aqui que se realizou em 9 de Junho de 1978, em casa emprestada, na sede do Centro Social da Cova e Gala, a primeira Assembleia Geral do Grupo Desportivo Cova-Gala.