domingo, 6 de julho de 2025

À atenção dos Vereadores da Cultura e da Toponímia: em nome do rigor histórico - Praia da Sardinha e não Cais da Sardinha

Como escreveu um dia José Saramago: "a finitude é o destino de tudo".
Existem coisas do passado, que nos trazem à  memória (sempre as memórias) afectos que  pensávamos que seriam indestrutíveis.
Este é um deles. A Praia da Sardinha existiu. Ela só desaparece com o desassoreamento do rio. Durante décadas, a lota foi em frente ao Feteira, na Praia da Sardinha.
Entretanto, continua a prevalecer a falta de conhecimento da verdadeira história da cidade, por parte de quem esteve à frente dos destinos da Figueira durante anos!..
Desconhecer, para um político, não é grave. Mas, não ter a curiosidade de saber de verdades fundamentais para as nossas vidas, aflige-me...
Numa nota enviada ao Palhetas, em Novembro de 2016, o distinto, erudito, premiado e reconhecido intelectual, Sua Exa. o Dr. António Tavares, na altura também vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, e que já era vereador desde 2009, tenta justificar o que não tem justificação - o "porquê" da atribuição da designação "Cais da Sardinha", ao local que a foto mostra, respondeu o seguinte: «Não encontrámos nenhum documento onde o local em apreço seja designado por “praia” e muito menos por “Praia da Sardinha”. Poderá haver, mas desconhecemos.»
E não é que desconheciam mesmo!..
A Figueira merece...
Entretanto, a Figueira é uma cidade que continua  a perder recantos e encantos.
Reponham a memória e a verdade histórica: Praia da Sardinha, se faz favor…
A verdade histórica é esta - PRAIA DA SARDINHA e não CAIS DA SARDINHA.
A nossa cidade tem encantos e recantos que merecem ficar na história com verdade e com rigor!..
O que nos ensina a moral desta história? ...aquilo que já sabíamos: que os eruditos e intelectuais que passam pelo poder na Figueira, não nos ensinam nada...

sábado, 5 de julho de 2025

Na Figueira, a "silly season" já se nota em Julho...

ABERTURA DA ÉPOCA BALNEAR DA PISCINA MUNICIPAL DE FERREIRA-A-NOVA aconteceu ontem. Ficou assim inaugurada a "silly season" 2025 na Figueira, ano de eleições autárquicas...
A chamada "silly season", pesadelo dos jornalistas que encaram  a profissão a sério, costuma ocorrer no mês mais ocioso do ano - Agosto -  em que parece que tudo pára e nada de relevante acontece. Agosto ainda tarda uns dias. Mas, a "silly season" na Figueira já se nota em Julho.
As notícias que nos chegam têm o carácter leve e inconsequente da "silly season"... Na sua irrelevância, as notícias da "silly season" tranquilizam-me. Não digo em relação ao País, mas à Figueira.
O saldo vai ser apurado em Setembro/Outubro próximo futuro.
Imagem (para ver melhor clicar em cima) via P Santana Lopes e Suzana Monteiro

Quarenta anos de Freguesia de São Pedro

São Pedro passou a freguesia há quase 40 anos.
Porém, a luta já vinha de trás.
Em 1974, os habitante destas povoações apresentaram uma petição ao Ministro da Administração Interna solicitando a criação de uma nova Freguesia, fazendo, assim, eco de velhas aspirações anteriores ao 25 de Abril.
A 11 de Julho de 1985, em reunião plenária, a Assembleia da República decretou a criação da atual freguesia de São Pedro. O primeiro executivo eleito honrou para sempre a data na toponímia da Aldeia, dando o nome da Avenida 12 de Julho à antiga 109, uma vez que a publicação em Diário da República aconteceu em 12 de Junho de 1985.
O primeiro executivo tomou posse em 5 de Janeiro de 1986.
Os povoados da Cova e da Gala pertenceram, administrativamente, à freguesia de Lavos, até ao ano de 1985.
Palheiros da Cova-Gala
Embora muitos diferentes, por respeito ao passado e ao sentir dos descendentes dos ílhavos que fundaram, primeiro a Cova e, cerca de 40 anos depois, a Gala, a Cova e Gala continuam a ser a Aldeia. 
Para mim - e certamente para muito mais gente -, a Cova Gala não estão mortas.
A Gala, continua, logo ali, remate da Ponte dos Arcos, para quem vem do norte.
Fica na outra margem do lado sul da foz do Mondego. 
E, como as terras que seguem um rio até ao mar, é um prolongamento do Cabedelo – ou seja, aquele cabo de areia que se forma à barra dos rios.

Já não é só uma aldeia de pescadores. Mas ainda tem pescadores.
Ao fundo, na direção do poente - e antes das dunas, que a separam do areal da praia, junta-se cada vez mais intimamente – quer dizer: sem uma nítida separação – a um lugar que tem o nome de Cova. 
Os dois lugares estão ao mesmo nível – o das águas do mar - e formam a Aldeia e base da freguesia de São Pedro, que tem ainda o Cabedelo e a Morraceira.
Do lado norte, é a cidade - e essa, sim, vem registada nos mapas de terra e nas cartas de mar – chama-se Figueira da Foz. 

A Cova e Gala, porém, continua a ser a nossa raiz. Têm origem na fixação de pescadores, oriundos de Ílhavo, nas dunas da praia da Cova, por volta 1750/1770. De acordo com alguns documentos, estudados pelo único Homem que realizou verdadeira pesquisa histórica sobre as origens da Cova e Gala, o Capitão João Pereira Mano, tempos houve em que pescadores naturais de Ílhavo, desceram a costa portuguesa à procura de peixe e água potável que lhes permitisse a sobrevivência.

"Decorria o ano de 1791, quando Manuel Pereira se deslocou a Lavos, com a sua mulher Luísa dos Santos e alguns familiares, para batizar seu filho Luís, que nascera havia quatro dias, no lugar da Cova.
O dia quinze desse mês prometia ser quente, mas a viagem, a pé, de três quilómetros, do lugar da Cova, primeiro pelas areias das dunas e cabeços, depois pela estrada que ladeava o rio até à Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Lavos, decorreu alegre e folgada. Chegada a hora aprazada, o padre cura, Tomás da Costa, batizou solenemente o recém-nascido Luís, cujos familiares eram de Ílhavo.
Este foi o primeiro batismo cujo assento regista um nascimento no lugar da Cova e, como tal, o reconhecimento da existência do povoado.
Anos antes, provavelmente entre 1750 e 1770, um grupo de pescadores, naturais de Ílhavo, constroem palhoças feitas de junco ao abrigo do maior médão a Sul da foz do Rio Mondego.

Lá ao fundo, a Norte, vislumbrava-se a vila de Buarcos e, mais perto e já bela, a recém nascida vila de Figueira da Foz. Era a promessa segura, com o Mondego ao lado e as terras de Lavos estendidas a Sul, do bom escoamento das pescas.
Como e porque se estabeleceram assim, na cava de uma duna, logo de cova foi apelidada.
O povoado de Gala, por seu turno, começa a tomar forma quando, vários anos após se terem instalado na Cova, alguns pescadores se deslocaram para Nascente e ergueram aí pequenas barracas ribeirinhas para recolha de redes e apetrechos de pesca. Foram-se erguendo, também à beira do rio, grandes armazéns de madeira para salgar, conservar e comercializar a sardinha proveniente das artes da Cova."

Na obra, "As Freguesias de S. Pedro, Lavos, S. Julião e Buarcos" o ilustre galense, Capitão João Pereira Mano regista que a Cova e a Gala estão, desde a sua origem, cultural e socialmente ligadas ao mar e o seu povo sempre viveu de forma intensa os dramas e glórias que o mar, na sua imensidão, proporciona. Disso são exemplo a ajuda prestada ao desembarque das tropas de Wellesley no Cabedelo, que contribuiu para pôr cobro às Invasões Francesas e aos naufrágios de bateiras no rio, de traineiras na safra da sardinha, ou ainda, de barcos de pesca à linha e mais tarde de arrasto, na longínqua pesca do bacalhau. Assim se perde no limbo do tempo a ligação ao mar e ao rio deste povo que deu origem ao povoado da Cova.
Desde as artes usadas no mar da Cova D’Oiro, passando pelas artes utilizadas no rio, pela Pesca do Bacalhau, pelo Cabo Branco, pela Marinha Mercante, pela Pesca da Sardinha, pelo Arrasto, pela Pesca Artesanal, a todas elas aderiu o homem de Cova e da Gala, ao longo do seu percurso. Também não se pode esquecer o elevado número de naturais da Cova-Gala que, ao longo dos tempos, se foram radicando nos Estados Unidos, como emigrantes e ligados às pescas na sua maior parte.

A denominação Cova-Gala atribuída à população destes dois lugares, não surge por acaso. Trata-se de um uso, já com alguns anos, dos seus habitantes que, acompanhando o percurso do progresso e as suas incidências no avançar das duas povoações ao encontro uma da outra, unindo o que outrora era separado por uma fina faixa de areia, cabeços e valados.
Ao contrário do que aconteceu durante muitos e muitos anos, a Cova e a Gala vivem numa "fraterna união".
É isto a verdadeira História da Cova e Gala. A que nos foi legada por João Pereira Mano.
"É isto a verdadeira História de Portugal".

O concelho da Figueira está preparada para receber as autocaravanas?

Houve uma “explosão do autocaravanismo e Portugal sofreu uma invasão, mas não se está a conseguir adaptar”.
O que se passa em Portugal, acontece na Figueira.
Onde é que estão as estações de serviço e áreas de acolhimento?
As estruturas não têm de ter “custos exorbitantes”, bastam coisas “básicas” para garantir a manutenção.
Na Figueira, a solução passa, segundo mostraram os «os associados da ACIFF que responderam a uma consulta, por uma larga maioria»,  por «uma preferência para uma deslocalização do parqueamento destas viaturas para uma zona mais periférica da cidade da Figueira da Foz».
Que o mesmo é dizer, levar as caravanas para Sâo Pedro, Costa de Lavos ou Quiaios.
É sempre o mesmo: o que não interessa à cidade, manda-se para as Aldeias.
Recordo o sempre actual Manuel Luís Pata, numa das inúmeras e enriquecedoras conversas de café que ao longo da minha vida tive com ele: “A Figueira nasceu numa paisagem ímpar. Porém, ao longo dos tempos, não soubemos tirar partido das belezas da Natureza, mas sim destruí-las com obras aberrantes. A única obra do homem de que deveríamos ter orgulho e preservá-la, foi a reflorestação da Serra da Boa Viagem por Manuel Rei. Fez o que parecia impossível, essa obra foi reconhecida por grandes técnicos de renome mundial. E, hoje, o que dela resta? – Cinzas!..”
Imagem: Diário As Beiras
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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Cerimónita emotiva de dor e luto

Via Munícipio da Figueira da Foz
«Foi numa cerimónia bastante emotiva, que no dia 3 de julho, foi inaugurado, ao final da tarde, na Av. do Mar, na Praia da Leirosa, um memorial de homenagem aos seis pescadores – Joel Reboca (Regalheiras de Lavos); José Manuel Garcia (Buarcos); Jorge Evangelista (São Julião); Filipe Mesquita Julião (Bizorreiro do Paião) e Eugénio Pata Russo, José Alberto Conceição Jacinto (Praia da Leirosa) -, falecidos no naufrágio da embarcação Virgem Dolorosa.

 A cerimónia, à qual assistiram familiares, amigos, autarcas e representantes de diversas entidades civis e militares, contou, para além da bênção do memorial pelo padre Paulo Silvestre, com a leitura, por Carla Veríssimo que, em nome da Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves, que teve duas técnicas embarcadas na Virgem Dolorosa até à véspera do naufrágio, endereçou as condolências às famílias e efetuou a leitura de um poema dedicado aos pescadores.»

49º. FestiMaiorca realiza-se de 14 a 24 do corrente mês

Via Diário as Beiras 


BANDA DE MÚSICA DA FORÇA AÉREA

A banda de música da Força Aérea Portuguesa realiza esta noite, pelas 21H30, um concerto em Alqueidão. Ontem, atuou em Carvalhais de Lavos e amanhã tem lugar um concerto no CAE
Os espetáculos integram as comemorações dos 73 anos daquele ramo das Forças Armadas, que decorrem na Figueira da Foz até este domingo.

APA alertada para comporta do Pranto e Canal do Mondego

Via Diário as Beiras

"O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) foi esta semana abordado por agricultores e outros afetados pela rotura da comporta Maria Mata, no Rio Pranto, na freguesia do Alqueidão, no sul do concelho da Figueira da Foz, e pela presidente da Junta de Alqueidão, Clarisse Oliveira. Em declarações aos jornalistas, Pimenta Machado adiantou que o concurso público para a empreitada de reparação da comporta deverá ser lançado até ao final deste mês. O orçamento é de cerca de dois milhões de euros. A obra terá um prazo de execução de 12 meses.

A falta de manutenção do canal, ao longo de cinco quilómetros, tem permitido a acumulação excessiva de vegetação, o que poderá vir a provocar, a médio, longo prazo, constrangimentos na captação de água. O presidente da APA garantiu que vai analisar a exposição feita pela Águas da Figueira, visando um trabalho conjunto da concessionária de água e saneamento do concelho da Figueira da Foz com o município figueirense, a APA e a central de ciclo combinado da EDP instalada em Lares."

Santana Lopes: “Isto era uma faca espetada no coração da Figueira”

Segundo publicação do Município figueirense, a inauguração da reabilitação do Edifício O Trabalho, agora Edifício Bellevue, realizou-se ontem e deixou satisfeito Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara da Figueira da Foz, que participou na cerimónia.

“Isto era uma faca espetada no coração da Figueira, aqui no centro, e ao mesmo tempo é um exemplo para alguns, não investidores, mas especuladores, nem que seja às vezes com o destino das comunidades” frisou o presidente da autarquia, para quem o dia é foi de “festa para a Figueira da Foz”, festa realizada de “modo discreto”, e a ser ver “bem”, pois advogou “que na vida é bonito assim, deixar os factos falarem por si, sem se fazer muito alarido.”

Paul Henri Schelfhout, presidente da Finangeste, agradeceu todo o apoio e colaboração dos serviços municipais, desde “a boa receção quando se entra na câmara, ao gabinete do senhor presidente”.
O empresário salientou que “as coisas têm corrido bem” e que “foi um prazer investir na Figueira”, sublinhando que o edifício Bellevue é “já o terceiro investimento da empresa no concelho” e que “abre portas para os próximos.”

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Extremamente desagradável...

 Guilherme Fernandes: "Anjos levam Sofia Escobar e Ana Moura a tribunal por saberem cantar"?..

Foi durante mais de 20 anos factor de preocupaão para moradores e comerciantes

Na década de 80 do século passado, a Figueira foi desfigurada (o Edifício Trabalho é dessa época) por um urbanismo pobre, condicionado pelos interesses privados que “capitalizaram cada metro quadrado”. 
Depois de anos e anos de peipécias várias, as obras de reabilitação começaram no início do ano de 2022. "O edifício deverá começar a ser habitado até ao final do verão"...
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O Edifício "O Trabalho", uma das mais famosas telenovelas figueirenses, foi construído na segunda metade da década de 1980.
Em declarações prestadas ao DIÁRIO AS BEIRAS em dezembro de 2017, o engº. Daniel Santos afirmou que o edifício “nunca devia ter sido construído. Não se trata apenas de um problemas estético, que retirou harmonia, trata-se de uma questão funcional, porque criou problemas de insolação, por causa do ensombramento que ele projecta nos outros edifício”.
O engº. Daniel Santos, por outro lado, apontou também problemas de funcionalidade, como o aumento do tráfego automóvel e a falta de estacionamento na zona, que “não tem capacidade para suportar a carga decorrente da ocupação do edifício”
Na altura, o engº. Daniel Santos defendeu que “a construção daquele imóvel contribuiu para retirar entidade ao Bairro Novo".

Para memória futura, fica este CONTRIBUTO (SEM CANDURA) PARA A COMPRENSÃO DO EDIFÍCIO “O TRABALHO” de Nelson Fernades

14 de Maio de 2020.
"Volta agora a discussão sobre o edifício “O Trabalho”. E parece que mais uma vez se aponta como solução a compra do edifício pela Câmara, para depois demolir. Portanto a Câmara gastava na compra, na demolição e nas obras para utilizações futuras. E o proprietário recebia dinheiro pelo mono. E pelos antecedentes talvez pegue.
David Monteiro, num recente escrito dizia do edifício como centro comercial. “A ideia era interessante: um edifício no centro da Figueira, construído para albergar comércio, escritórios, estacionamento coberto e habitação. Para mais, estávamos no tempo da explosão das superfícies comerciais e a Figueira, evidentemente, não passou ao lado deste fenómeno”. Isto é, um dia alguém passou por ali olhou para aquele espaço e pensou. Aqui ficava bem um centro comercial. E vai daí construiu-se o edifício.
A análise de David Monteiro, e outras que tenho lido são de uma angelical candura. Porque há uma realidade subjacente que não é tão inócua quanto se pode pensar. Analisar o edifício “o Trabalho” isoladamente, sem o enquadrar no plano mais vasto da urbanização da Figueira da Foz do tempo é confundir a árvore com a floresta.
Dois pressupostos prévios. Não havia Plano Diretor Municipal, nem a Lei do Financiamento das Autarquias Locais estava em vigor. O autofinanciamento estava em voga, sobretudo através da venda de património. Para urbanização vendiam-se terrenos municipais, e autarquia que não tivesse terrenos vendia ar, através das construções em altura. Por outro lado o turismo de massas tinha os seus exemplos na Quarteira ou em Troia, pelo que a Figueira haveria que entrar na moda.
Sem falar das urbanizações dos subúrbios, (Tavarede, Vila Verde) ou na Encosta Sul da Serra da Boa Viagem, a malha urbana mais afetada foi a Marginal Oceânica, e, no seu seguimento a parte norte da Esplanada Silva Guimarães, e ainda o quarteirão do Hotel Portugal. A transformação da Marginal Oceânica iniciou-se com a construção do Hotel Atlântico, do lado sul, e depois de algumas vicissitudes, o edifício do J. Pimenta a Norte. Estes dois edifícios funcionaram como baliza para as cérceas. Assim estas, passaram então de seis andares para doze, e mais tarde completou-se a urbanização do gaveto na rotunda da Ponte do Galante, entre a rua de Buarcos e a Avenida 25 de Abril para sul. Com a urbanização do quarteirão do Hotel Portugal, e ainda com a “modernização” do edifício do Casino, ficou pronta a primeira fase da transformação que á época se desenhou para a Figueira da Foz.
Mas havia uma segunda fase que seria a Marginal Ribeirinha. Esta marginal envolvia a parte sul da Esplanada Silva Guimarães, o Mercado Municipal e os edifícios adjacentes, onde funcionava um colégio de freiras, casas de habitação e comércio. O edifício “o Trabalho”, e um outro prédio (o edifício Foz) situado no gaveto entre a rua da Liberdade e a rua Académico Zagalo, são a parte visível, deste projeto para a zona ribeirinha. Tal como para a Marginal Oceânica foram traçadas balizas a norte e a Sul, estes dois edifícios eram as balizas da urbanização virada á foz do rio.
Houve na realidade um contrato entre a Câmara e o promotor imobiliário, contrato esse que ainda hoje anda pelos tribunais, que envolvia a alienação do Mercado Municipal, cedendo a Câmara terrenos para a construção de novo mercado nos terrenos a norte do Parque das Abadias. Este, no seguimento da aquisição dos terrenos do mercado, adquiriu, por permuta, o colégio das freiras, (construindo o edifício da Casa de Nossa Senhora do Rosário na Rua José da Silva Ribeiro), e outros edifícios com limites no Passeio Infante D. Henrique e na Rua Francisco António Dinis.
Tal projeto foi inviabilizado porque os figueirenses se opuseram num movimento que abrangeu parte importante da sociedade da época, e obrigou a Câmara a abortar tal plano. Com efeito o Bairro Novo ficou praticamente sem residentes, o Casino alterou a sua oferta, o espaço para atividades terciárias foi exagerado, e o modo de estar dos “banhistas” alterou-se por completo. E do ponto de vista estético, estes prédios, incluindo o Casino obviamente, e também o posterior edifício da Ponte do Galante, noutra era, são daqueles que nenhum arquiteto reivindica a paternidade.
Em resumo, o edifício “O Trabalho” é o remanescente de uma urbanização abortada que compreendia mais cinco edifícios no espaço do Mercado Municipal e outro, ou outros, na parte do Passeio Infante D. Henrique.
Se deve ir abaixo ou não, confesso que não sei. Mas que não deve haver injeção de dinheiros públicos, não! Que o Hotel Atlântico é um caso de remodelação de sucesso, é! Que o proprietário deve ser o responsável pela solução, deve! Que enquanto não encontrar a solução deve ser bem sobrecarregado com IMI, e com a fiscalização severa do estado de conservação do prédio, deve!"

quarta-feira, 2 de julho de 2025

«Os portugueses precisam de uma RTP livre e independente, que não mude ao sabor de equívocos ou dos ciclos políticos»

 Via Jornal Público (para ler melhor clicar na imagem)

Sinceramente, a agenda de um Secretário de Estado é muito complicada...

 ...   e lá se foi o meu cafezinho gratuito...

Via João Pedrosa Russo

"A conferência marcada para hoje teve de ser cancelada. Pedimos desculpa a todos os interessados, mas o Senhor Secretário de Estado teve um compromisso de ultima hora que o impede de estar presente. O nosso obrigado pela compreensão."

«Os portos têm um papel muito importante na descarbonização»...

 Via Diário as Beiras


Pescadores, heróis esquecidos que têm de arriscar a vida todos os dias para continuar a existir

«O Município da Figueira da Foz convida a comunidade a estar presente na cerimónia de homenagem aos pescadores falecidos há um ano, vitimas do naufrágio da Embarcação "Virgem Dolorosa", que se realiza no próximo dia 3 de julho, quinta-feira, na Praia da Leirosa (Av. do Mar), com o seguinte programa:

19H00 – Celebração de uma missa, na capela da Praia da Leirosa;
- Seguida do descerramento de um memorial em homenagem aos pescadores falecidos.»

Santo António, São João e São Pedro já se acabaram *..

Fotos via Figueira na HoraMunicípio da Figueira da Foz

E depois das festas dos santos populares, há que beber muita água, voltar a uma alimentação mais regrada, leve e saudável, garantir boas noites de sono e fazer exercício físico moderado  para reverter a barriga. Para o ano há mais. 
* - Título inspirado nesta velhinha marcha.

A urgência da luta pela paz

"A guerra não é um acidente de percurso, é a tentativa planeada pelo poder económico das principais potências capitalistas para a saída da sua própria crise, assumida e concretizada pelo poder político que dá expressão aos seus interesses.

As suas consequências são impostas aos povos com a morte e a destruição das condições de vida. O genocídio do povo palestiniano, a escalada de guerra de Israel no Médio Oriente, agora também com o apoio e participação directa dos EUA na agressão ao Irão, o conflito que se trava na Ucrânia ou a militarização da Ásia-Pacífico são quatro exemplos que confirmam o sério perigo que a escalada de confrontação e de guerra representa para o futuro da Humanidade."

João Oliveira

Mamdani, Jonet e Mariana Leitão: mérito, privilégio e família

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