Via Diário as Beiras
sábado, 14 de junho de 2025
sexta-feira, 13 de junho de 2025
Port Wine
que tem a foz em Liverpool e em Londres
e em Nova-York e no Rio e em Buenos Aires:
quando chega ao mar vai nos navios,
cria seus lodos em garrafeiras velhas,
desemboca nos clubes e nos bares.
O Douro é um rio de barcos
onde remam os barqueiros suas desgraças,
primeiro se afundam em terra as suas vidas
que no rio se afundam as barcaças.
Nas sobremesas finas, as garrafas
assemelham cristais cheios de rubis,
em Cape-Town, em Sidney, em Paris,
tem um sabor generoso e fino
o sangue que dos cais exportamos em barris.
As margens do Douro são penedos
fecundados de sangue e amarguras
onde cava o meu povo as vinhas
como quem abre as próprias sepulturas:
nos entrepostos dos cais, em armazéns,
comerciantes trocam por esterlinos
o vinho que é o sangue dos seus corpos,
moeda pobre que são os seus destinos.
Em Londres os lords e em Paris os snobs,
no Cabo e no Rio os fazendeiros ricos
acham no Porto um sabor divino,
mas a nós só nos sabe, só nos sabe,
à tristeza infinita de um destino.
O rio Douro é um rio de sangue,
por onde o sangue do meu povo corre.
Meu povo, liberta-te, liberta-te!,
Liberta-te, meu povo! – ou morre.
"Afinal, a feira popular de S. João vai continuar a realizar-se no parque das Gaivotas. Pelo menos, este ano"...
Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar em cima da imagem)
"O município está a ampliar a área, no areal de Buarcos, para poder receber os equipamentos que continuam no parque da Gaivotas, na Figueira da Foz. No entanto, Manuel Domingues ressalvou que a roda gigante, devido aos custos elevados da deslo calização para Buarcos, que, disse, rondam os 100 mil euros, manter-se á no parque das Gaivotas até ao fim do prazo da licença, que termina no f inal do ano. A eventual saída das autocaravanas do parque das Gaivotas – poderão ir para a freguesia de São Pedro – e a mudança dos equipamentos de diversões para Buarcos têm por finalidade libertar mais lugares para aparcamento de viaturas no maior parque de estacio namento da cidade."
Joka Mateus: de futebolista, fundador da claque a presidente da Naval 1893
Via Diário as Beiras (para ver melhor clicar na imagem)
quinta-feira, 12 de junho de 2025
A rotunda Poeta Joaquim Namorado: a injustiça dura sempre até um dia...
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| Teresa Namorado: "homenagem ao meu Pai". |
"A rotunda que faz interligação entre a Avenida Dr. Mário Soares e a Rua da Várzea de Buarcos tem uma nova designação. Desde ontem à tarde que se apelida de Rotunda Poeta Joaquim Namorado, numa homenagem a um dos iniciadores e teóricos do movimento neorrealista em Portugal, cuja cerimónia de inauguração do topónimo decorreu perante a presença do executivo da Câmara da Figueira da Foz e da Junta de Freguesia de Buarcos e S. Julião, bem como representantes de diversas entidades figueirenses, família e amigos do homenageado a título póstumo."
Campeão das Províncias: Poeta Joaquim Namorado eternizado numa rotunda da Figueira da Foz

quarta-feira, 11 de junho de 2025
Rotunda Joaquim Namorado: a inauguração do topónimo é realizada hoje, pelas 18H00
"O Município da Figueira da Foz atribuiu o nome de Joaquim Namorado à rotunda junto ao Centro de Saúde de Buarcos, na avenida Mário Soares. A inauguração do topónimo é realizada hoje, pelas 18H00, cerimónia que conta com o presidente da câmara, Santana Lopes e familiares do homenageado."
Imagem via Diário as Beiras
segunda-feira, 9 de junho de 2025
Mais um episódio da série actualmente em exbição na Figueira, "Santana, a caminho da maioria absoluta"
Via Diário as Beiras:
«O presidente da Junta de Maiorca, Rui Ferreira, recandidata-se pela coligação da recandidatura independente de Santana Lopes, adiantou o autarca maiorquense ao DIÁRIO AS BEIRAS, acrescentando que se desfiliará em breve do PS. Rui Ferreira afirmou que decidiu mudar de força política por causa do “relacionamento nulo com a Concelhia do PS” e porque “grande parte das pessoas da secção de Maiorca do PS não teriam interesse que fosse o candidato do partido”.»
sábado, 7 de junho de 2025
sexta-feira, 6 de junho de 2025
Hoje há reunião de câmara e a concessão da piscina-mar vai a votos
A proposta para a celebração do acordo de cedência de utilização e exploração do complexo piscina-mar está na ordem de trabalhos da reunião de Câmara da Figueira da Foz que se realiza esta tarde, a partir das 17 horas. Após aprovação por este órgão autárquico, a proposta passará pelo crivo da Assembleia Municipal, onde será sujeita a votação.
Como sabemos o município irá conceder a exploração do equipamento, por 40 anos, à Empresa Nacional de Turismo (Enatur), cujo presidente do conselho de administração é Paulo Pereira Coelho, antigo vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, ex-secretário de Estado e ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que anunciou fazer um investimento inicial de seis milhões de euros.
Nesta época balnear, a reabertura da Piscina-Praia está prevista para o dia 02 de julho.
quinta-feira, 5 de junho de 2025
Festa é festa
Em 2025, o mês de Junho é em grande na Figueira.
É habitual ouvir dizer: “todos os anos deveria haver eleições”. Porém, na minha já longa vida, vi anos seguidos de eleições com a Figueira e o País a ficarem sempre mais para trás.Logo a seguir ao 25 de Abril, a cada vitória do PS/Figueira, os vencedores logo diziam que os figueirenses tinham validado a sua estratégia e, com este argumento, nunca se corrigiram.
A Figueira estagnou e foi sempre caindo. As vitórias socialistas municipais no nosso concelho, só fizeram a Figueira perder importância no distrito e no País.
Depois, entre 1997 e 2009, tivemos a alternância: o PSD. Primeiro, com Santana Lopes (e, da acusação nunca se livrou, o despesismo...). Depois, com Duarte Silva (que levou o PSD/FIGUEIRA a implodir, pura e simplesmente...).
Em 2009, voltámos à desgraça que desembocou entre 2019 e 2021 na gestão trágica por sucessão de Carlos Monteiro.
Em Setembro de 2021, Santana Lopes, em circunstâncias muito difíceis, conseguiu uma maioria relativa, que passou a absoluta, com a cooptação de Ricardo Silva, único vereador eleito pelo PSD em 2021.
Foi um sinal para o que viria a seguir.
Mas a Figueira não podia ser mais?
Podia...
Mas vamos ao que interessa ao Povo.
Via Diário As Beiras: "a cantora Daniela Mercury é cabeça de cartaz das Festas da Cidade da Figueira da Foz, que celebram o S. João. A brasileira tem o palco reservado para o dia 23 deste mês. O espetáculo começa após o desfile das marchas populares. Além de Daniela Mercury, uma das maiores referências da música popular brasileira, o cartaz das Festas da Cidade inclui outros nomes sonantes, mas da música feita no lado de cá do Atlântico lusófono. Pedro Abrunhosa actua no dia 21, Paulo Gonzo no dia 22, os Anjos no dia 24, os Sons do Minho no dia 20, Romana no dia 14 e Némanus no dia 13. Estes artistas portugueses completam um cartaz de espetáculos que privilegia a diversidade de público.
O programa conta, também, com actuação diária de djs.
Os espetáculos, com entrada livre, realizam-se na praça João Ataíde. É neste espaço ribeirinho onde também decorrerão a Festa da Sardinha, de 8 a 10, e a Feira das Freguesias, de 13 a 24."
A abordagem política à gestão de uma Câmara Municipal, pode ser feita de diversos ângulos.
Desde logo.
Se não houver Festas da Cidade com vedetas nacionais e internacionais contratadas ao preço do mercado o que ficam a pensar os figueirenses?
Estarão disponíveis para compreender e aceitar estas poupanças em festas e fogo de artificio?
Sinceramente, duvido. E além do mais, não daria votos.
Como justificação, diz-se que estas festanças atraem milhares de turistas à cidade.
Não duvido.
Contudo, qual o seu efeito reprodutivo na economia figueirense?
É significativo, ou estamos perante um turismo de massas onde poucos consomem e muito poucos pernoitam na cidade?
Não tenho, como penso ninguém ter, resposta concreta e objectiva para estas perguntas.
Que eu saiba, apesar dos milhões já gastos pela autarquia figueirense nos últimos 50 anos neste tipo de eventos (S. João, passagem de ano e Carnaval) está por realizar o estudo que fundamente, ou não, esta dispendiosa opção política de turismo de massas.
Em Junho de 2025, mais uma vez, vamos ter dias felizes aqui pela Figueira!
Na nossa cidade, a vida só é dura para os fracos e moles.
Alguém se interessa por saber quanto é que isto vai custar?
Festa é festa. Siga a Festa.
Depois, para mim, que já estou naquela idade (é preciso explicar?..), em que bom, muito bom mesmo, é comemorar o que acontece sem datas.
Dançar, apenas pelo prazer de movimentar o corpo, beber e comer com bons amigos, apenas pelo prazer e pela extravagância de viver.
Dia a dia. Cada dia.
Na foto, obtida via Diário As Beiras Daniela Mercury que actua na noite de S. João na Figueira.
sexta-feira, 30 de maio de 2025
E tudo o vento levou.: a pegada socialista está a ser dizimada também na Figueira da Foz
Para quem não consiguiu perceber a importância de um executivo, de maioria absoluta socialista, que esteve 12 anos no poder na Figueira da Foz (2009/2021), aqui está um bom exemplo da criação e manutenção de espaços públicos ao serviço das populações.
Foto da minha saudosa Amiga Clara Gil
Quando tirei esta foto (em 23 de Maio de 2017) não fui preparado, mas um tempo depois, deliciei-me com uma bela bucha: uma sandes de leitão regada com coca cola.
Nunca levei foi um garrafão de 5 litros para fazer um piquenique com todos os matadores.
Agora, já é tarde: as mesas e os bancos foram retirados deste local mais do que apropriado para os excursoniastas torrarem.
Pelo que julgo saber, estas mesas e bancos não estão desperdiçados: vão servir para melhorarem S. Pedro (Parque de Merendas?) e Bom Sucesso (Lagoa das Velas?).
Chama-se a isto repartir o mal pelas Aldeias....
O presidente P P Santana Lopes não dorme em serviço.
Cleo Diára: “Sou uma imigrante em Portugal no momento em que os imigrantes não são bem-vindos. Então eu quero que que fique bem assente que eu sou uma imigrante.”
"Quem ainda não conhecia o nome, é melhor tomar nota: Cleo Diára é uma atriz que vai dar que falar. Já se tinha destacado em flmes como Diamantino, de Gabriel Abrantes, ou O Vento Assobiando nas Gruas, de Jeanne Waltz.
Agora, recebe o prémio de Melhor Atriz na secção Un Certain Regard, com o flme O Riso e a Faca, de Pedro Pinho. Na cerimónia de entrega dos prémios, a atriz luso-cabo-verdiana declarou: “Sou uma imigrante em Portugal no momento em que os imigrantes não são bem-vindos. Então eu quero que que fique bem assente que eu sou uma imigrante.”
Nascida na Cidade da Praia, em 1987, Cleo Diára mudou-se para Portugal com apenas 10 anos. Tem-se afirmado no panorama artístico português, sendo uma das fundadoras do coletivo Aurora Negra, juntamente com Isabél Zuaa e Nádia Yracema, que visa dar voz a mulheres negras nas artes performativas."
Uma notícia destas obriga a reflectir sobre a socidade que estamos a construir, 50 anos depois da conquista da Liberdade, no País de Abril.
50 anos depois, no País de Abril vivemos no meio disto.
Culto da tradição – como se toda a verdade já estivesse revelada há muito tempo e o que precisamos é ser fiéis a ela. O tradicionalismo é uma espécie de cartilha na disputa de hegemonia fascista sobre corações e mentes. O pensamento do principal guru dos “donos do poder”, a pregação das igrejas pentecostais e as falas – quando dizem algo – são impregnados de uma veneração da verdade já revelada em escritos sagrados e de valores espirituais mais tradicionais do cristianismo. “Deus, pátria, família e propriedade”, com a força que estão de volta como pregação, não deixam dúvida. Fascismo e fundamentalismo sempre vêm juntos.
Repulsa ao modernismo – que leva a considerar as conquistas humanas em termos de direitos e de emancipação social como perversidades da ordem natural. Nega-se, em consequência, a racionalidade e, com ela, toda a ciência e a tecnologia. Não falta gente com tal forma de pensar no governo e seus seguidores. Para eles, direitos iguais são um absurdo. Mudança climática é uma “invenção de comunistas”. E por aí vai.
Culto da ação pela ação – fazer e agir, acima de tudo. Como diz Eco, para fascistas “pensar é uma forma de castração”. Daí a atitude de suspeita à cultura, pois é vista como algo crítico. Em consequência, todo mundo intelectual é suspeito. Ainda Eco, “O maior empenho dos intelectuais fascistas oficiais consistia em acusar a cultura moderna e a intelligentsia liberal de ter abandonado os valores tradicionais”.
Não aceitação do pensamento crítico – pensar criticamente é fazer distinções e isto é sinal de modernidade, pois o desacordo é base do avanço do conhecimento científico. O fascismo eterno considera a divergência como traição. Deve-se aceitar a verdade da ordem estabelecida. Daí, “escola sem partido”, sem iniciação ao pensamento crítico e a liberdade de expressão e ação.
O racismo na essência – segundo Eco, com medo da diferença, o fascismo a explora e potencializa em nome da busca e da imposição do consenso. Os e as diferentes não são bem vindos. Por isso, o fascismo eterno é essencialmente racista e xenofóbico. Daí a identificar os diferentes como criminosos a linha é reta.
O apelo aos precarizados e frustrados – todos os fascismos históricos fizeram apelo aos grupos sociais que sofrem frustração e se sentem desleixados pela política. As mudanças no mundo do trabalho, promovidas pela globalização econômica e financeira, são terreno fértil para o fascismo.
O nacionalismo como identidade social – nação como lugar de origem, com os seus símbolos. Os e as que não se identificam com isso são inimigos da nação. Portanto, devem ser excluídos. Podem ser os nascidos fora da nação, como os imigrantes, ou por se articularem com forças externas – o tal “comunismo internacional” – ou, ainda, por não se enquadrarem no padrão “normal” de nacionalidade. O nacionalismo vulgar é o cimento agregador de qualquer fascismo.
A vida como guerra permanente – no fascismo, a gente não luta pela vida, liberdade, bem viver, mas vive para lutar. A violência é aceita como regra e a busca de paz uma balela. Vencem os mais fortes, armados. Há um culto pela morte na luta.
O heroísmo como norma – o herói, um ser excepcional, sem medo da morte, está em todas as mitologias.
O machismo como espécie de virtude – em sendo difícil a guerra permanente e a demonstração de heroísmo, o fascismo potencializa as relações de poder na questão sexual, segundo Umberto Eco. Aqui também não faltam manifestações de patriarcalismo e machismo, com intolerância com o que é considerado divergente da norma em questões sexuais. Não há lugar para a liberdade de opção sexual e de gênero.
O líder apresentado como intérprete único da vontade comum – o povo é o seu povo, o seu entendimento do que seja o povo e sua vontade comum. Como diz Eco, estamos diante de um populismo de ficção.
Mais um...
"O Oliveira do Hospital não evitou a descida de divisão mas a derrocada dos oliveirenses pode não ter ficado por aqui. Segundo o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, o clube poderá mesmo não ocupar a vaga no Campeonato de Portugal se não encontrar um parceiro para a SAD.
O O. Hospital, recorde-se, assumiu o controlo da SAD em fevereiro, depois de o investidor brasileiro Edvaldo Lúcio ter abandonado o projeto e procurou um novo investidor. Na reta final da temporada chegou a ser público o acordo para a transferência de 90% das ações para as mãos de Hidalgo Colletto mas o investidor nunca cumpriu o que estava acordado e o negócio gorou-se."


















