O mundo que temos é este em que vivemos. Portanto: «não importa para onde tentamos fugir, as injustiças existem em todo o lado, o melhor é encarar essa realidade de frente e tentar mudar alguma coisa.» Por pouco que seja, sempre há-de contribuir para aliviar...
Via Diário as Beiras: "Para Carlos Monteiro, a utilização do
bypass móvel naquela zona poderá assegurar a proteção das
dunas artificiais, através da cobertura permanente com areia.
Contudo, aquele sistema de
projeção de areias para as praias
não impede a APA de poder vir
a optar por outras soluções
propostas pelo estudo que está
a ser realizado na Figueira da
Foz sobre a erosão costeira. Em
causa está a transposição de três
milhões de metros cúbicos de
inertes da zona a norte do molhe
norte para as praias do sul do
concelho. Os resultados deverão
começar a ser divulgados no primeiro trimestre deste ano".
Houve quem tivesse conseguido"descobrir", nos 30 minutos de debate de João Ferreira com o candidato do Chega, 9 (nove) minutos em que Ventura não falou por cima para boicotar e, assim, impedir que se ouvisse João Ferreira.
O facto de uma pessoa ser eleita democraticamente não faz dela democrata. A democracia, ao contrário do que se imagina, não se esgota, nem se cumpre, no acto eleitoral. Ventura, é disso um exemplo real.
Mais uma vez, estou a acompanhar a reunião de câmara que, no momento em que escrevo este texto, continua a decorrer nos Paços do Municípo. Quem está a dirigir os trabalhos, no caso o presidente da câmara, mostra-se aparentemente bem disposto. Os trabalhos vão decorrendo. Pelo meio o presidente vai metendo umas "buchas", que o devem divertir imenso, pois é sempre o primeiro a começar a rir.
Não sei bem porquê, lembrei-me dos "Gato Fedorentos". Porque pode parecer estranho, vou tentar explicar: continuo a ter a dúvida se os "Gato" têm mesmo graça, ou acham que são engraçados.
É uma dúvida que tenho. A meu ver, os membros do grupo, em especial Ricardo Araújo Pereira, antes de serem humoristas, são sobretudo activistas. Porém, tenho ainda outra dúvida: são, porque são; são, porque acham que passa bem; ou são porque sim.
Aos humoristas, basta dizer mal de um governo. O povo gosta. E ri. Em tempos, tive oportunidade de ver algumas piadas dos "Gato" divertidas e inteligentes. Porém, a meu ver, isso foi chão que deu uvas. Mesmo os grandes humoristas - o Herman é disso exemplo - tiveram o seu apogeu. O Herman, contudo, depois de ter perdido terreno na televisão, soube adaptar-se: andou por aí a encher salas de espectáculo. Mas, o Herman é um caso aparte: sabe tocar viola, piano, ferrinhos, gaita de beiços, canta razoavelmente e conta piadas. Os "Gato" têm limitações. O Ricardo Araújo Pereira, teria dificuldades em imitar o Herman. Todavia, há sempre uma hipótese: há semre a possibilidade de aparecer um amigo com a possibilidade da oferta de um job a preceito.
O Natal foi recentemente comemorado, o que costuma ser uma chatice para os perus: todos sabemos que a todos os perus aparece sempre um natal para lhes atrapanlhar a vida. Entretanto, perdi o fio à meada do texto, pois estou a acompanhar o prosseguimento da sessão de câmara. Os trabalhos vão decorrendo. Pelo meio o presidente continua a meter umas "buchas", que o devem divertir imenso, pois é sempre o primeiro a começar a rir...
"As obras no estádio tinham um prazo de execução de 90 dias. Iniciadas em Setembro de 2019, somam um atraso de cerca de ano. O atraso deve-se (também) ao estado do tempo e à crise pandémica..."
Ontem, devido ao confinamento, vi muita televisão. Todos os canais falaram muito - e justamente - de Carlos do Carmo.
Porém, ao ver toda esta farturnha, não pude deixar de recuar 38 anos.
Carlos do Carmo esteve na Figueira para participar em 1983, na Festa de Homenagem que, por iniciativa do semanário barca nova, foi prestada a Joaquim Namorado.
O espectáculo (SARAU CULTURAL) foi realizado no Casino na noite de 28 de Janeiro desse já longínquo ano.
Na altura, era eu um aprendiz de jornalista. Na qualidade de chefe de redacção do barca nova estive nessa tarde de um sábado, 28 de Janeiro de 1983, a acompanhar o ensaio. Carlos do Carmo, já então uma estrela do panorama artístico português, que não me conhecia de lado nenhum, foi de um trato e de uma amabilidade que jamais esqueci.
Carlos do Carmo, antes do 25 de Abril já cantava fado, mas não o do choradinho e o da lamechice.
Na altura, Carlos do Carmo estava a "sentir o peso do carimbo comunista", pois era presença em iniciativas realizadas pelo PCP, nomeadamente a Festa do Avante.
Esteve cinco anos sem cantar na RTP, então o único canal de televisão em Portugal.
Lembro-me de ter a ousadia de naquela tarde de 28 de Janeiro de 1983 lhe ter falado nisso.
Calmamente, respondeu: "Estou habituado a perder, normalmente voto no PC e sou do Belenenses."
Muitos anos mais tarde, li numa entrevista, ao ser questionado sobre esse período da sua vida:
"Foi a altura em que comecei a cantar no estrangeiro. Se me perguntar se me lembro das pessoas que me fizeram isso, lembro-me. A algumas delas até lhes falo muito bem. Mas coitadas, fazem dó".
Já agora: sabiam que o fado Por morrer uma Andorinha era, para os velhos presos comunistas, uma espécie de hino entre eles?