segunda-feira, 24 de agosto de 2020
Recordando uma grande voz de uma certa América
As grandes canções contam e fazem parte da nossa história.
Pete Seeger (Greenwich Village, Nova Iorque, 3 de maio de 1919 — Nova Iorque, 27 de janeiro de 2014), contou histórias e fez história.
Os grandes seres humanos, como Pete Seeger, são cada vez mais raros. Coragem, intervenção cívica e talento musical, acompanharam sempre a vida intensa de Pete Seeger.
A caminho dos 5 milhões...
Ultrapassámos uma fasquia importante: estamos a caminho dos 5 milhões de visitas.
Não aconteceu por acaso. Outra Margem, desde a sua aparição, assumiu-se como um blogue incomodativo, interveniente, politicamente muito incorrecto, intenso e polémico. É, também, um blogue para gente decente e, tanto quanto possível, justa. Isso nota-se em todas as polémicas em que nos envolvemos. Não virámos nunca a cara à luta, mas entrámos nas guerras blogosféricas que valiam a pena ser travadas, sempre com elevação.
Outra coisa não seria de esperar do responsável por este espaço.
domingo, 23 de agosto de 2020
Nota da direcção do Expresso
Comunicado da direcção do Expresso sobre a divulgação de um excerto de uma conversa privada de jornalistas do jornal com o primeiro-ministro.
Para ler, clicar aqui.
O que está em questão é isto, dito pelo primeiro ministro: "É que o presidente da ARS mandou para lá os médicos fazerem o que lhes competia. E os gajos, cobardes, não fizeram.”
Ouçam Beethoven
Este País (e esta Aldeia) de pensamento único e correcto, está a dar cabo de mim!..
Estou com medo de não conseguir sobreviver a tanto progresso e tanta fraternidade democrática e socialista...
A natureza do PS, é o que é...
Os genes dos socialistas são o que são.
A evolução é o que é...
A sétima sinfonia de Beethoven, possivelmente, é a obra mais incrível que o homem conseguiu fazer...
Ouçam.
António Costa desmentido
A notícia diz tudo: «Estatutos dos médicos desmentem Costa».
Para quem tiver dúvidas, incluindo o PR, pode consultar os estatutos da Ordem dos Médicos.
Pinheiros cortados na Tocha dão lugar a “falos”
«Depois do corte de pinheiros seculares e saudáveis junto ao parque de merendas das Berlengas, na Tocha, mas não de eucaliptos ou acácias podres, o povo, seja ou não local, encontrou uma forma original de protesto: “plantou”, no lugar das árvores, peças em forma fálica feitas de madeira e cartolina.
Desde que o português é língua e símbolo da Nação que o povo, e o do Norte que o diga, recorre ao obsceno para tornar bem claro o que pensa. Umas vezes com rudeza, outras com espírito e sentido de oportunidade, algumas com criatividade e ironia singulares. Embora sendo algo nosso, natural, não escusa o pedido aos leitores para que dêem o devido desconto, porque descrever o cenário que desde ontem se tornou atracção no lado direito da estrada que liga a Tocha à Praia da Tocha pode levar a segundas interpretações.
As peças são grandes, imponentes, vêem-se ao longe, tanto assim é que há automobilistas a parar e a tirar fotografias para divulgação nas redes sociais. Estão erectas, fixadas nas raízes de árvores cortadas. Sem dúvida, são resultado de trabalhos manuais: a cartolina vermelha foi primeiro cortada para representar um pénis, depois “enroscada” numa espécie de espeto em madeira que fixa a peça à raíz das árvores cortadas. Não é uma coisa tosca, as roscas utilizadas nas fixações mostram que houve trabalho cuidado e que quem o fez percebe do assunto. Para os lados da Tocha, à indignação pelo corte das árvores acresce agora uma nova preocupação: é que aquilo que ali está, diz-se à boca pequena, é seguramente “uma espécie invasora”.
Ironias à parte, o cenário é o resultado da “revolta popular” pelo que foi feito, diz Fernando Pais Alves, com o presidente da Junta de Freguesia da Tocha a partilhar informações que tem recebido de forma não oficial. Ao que parece, o corte de árvores saudáveis de grande valor económico tem ocorrido em várias partes do país.
«É grave», acusa o autarca que, sobre o caso específico do parque das Berlengas, até compreenderia o corte de alguns pinheiros que eventualmente pudessem vir a ameaçar a pista pedonal e de cicloturismo. Refira-se que a Junta de Freguesia pedira ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) que cortasse pinheiros queimados «em risco de cair para a pista».
Em vez disso, o ICNF cortou o que era bom, pinheiros que «valem uma pequena fortuna», e deixou «os queimados, os eucaliptos e as acácias», critica Fernando Pais Alves, ao notar que a floresta também é riqueza».
A luta do ser humano pela dignidade tem muitos séculos
Dignidade, é fazer o que é certo e tem de ser feito. Independente do que lhe for ordenado.
Subserviência, é fazer o que lhe foi ordenado. Independente do que é certo e deveria ter sido feito.
MORTE DE D QUIXOTE
Abaixo o D. Quixote
com cabeça de nuvens
e espada de papelão!
(E viva o Chicote
no silêncio da nossa Mão!)
Pobres, gritai comigo:
Abaixo o D. Quixote
que só nos emperra
de neblina!
(E viva o Archote
que incendeia a terra,
mas ilumina!)
Pobres, gritai comigo:
Abaixo o cavaleiro
de lança de soluços
e bola de sabão
no elmo de barbeiro!
(E vivam os nossos Pulsos
que, num repelão,
hão-de rasgar o nevoeiro!)
Um poema de José Gomes Ferreira
sábado, 22 de agosto de 2020
Nunca esperem por "sapatos de defunto"...
Um postal para a Dulce Cardoso PonardDesde 1975 que andam a tentar atropelar-me.
Isto não é uma queixa. Por norma, não sou de me queixar. Muito menos, quando consigo dominar as tentativas de atropelo.
O que tem acontecido.
Raramente reagi a insultos e ameaças. Ao longo destes mais de 45 anos, têm sido várias as tentativas e de várias maneiras.
Quase sempre com um denominador comum: minadas por uma certa incompreensão do que é a Liberdade e de um evidente fanatismo analfabeto.
Como actuavam os salazaristas: quem não é por nós é contra nós.
46 anos depois do 25 de Abril de 1974, pouco mudou na Aldeia.
Os pequenos ditadores de aldeia têm ido por aí. E têm tido povo suficiente para votar neles.
Povo, é uma entidade abstracta. Serve para tudo. Se não concordamos, com a boçalidade irresponsável e habitual, sugerem-nos uma ida sem regresso à Rússia soviética.
Interrogo-me, por vezes: será que aquelas cabecinhas conseguem imaginar que podem existir outros percursos?
Para estes casos, ignorá-los é a solução. Não se convive com quem nos quer fazer viajar por sítios que não escolhemos. A maledicência e a ignorância desprezam-se. Sem contemplações e sem remorsos.
Algas e descargas submarinas, presumivelmente oriundas das papeleiras, "inundaram" praias da Figueira
«A agitação marítima e a inversão das correntes dominantes, que ontem tomaram a orientação
sul-norte, provocaram fortes perturbações nas praias
do concelho: na cidade, os
efeitos mais visíveis foram
a invasão de algas; na Murtinheira, porém, o areal foi
“inundado” por uma substância escura e pegajosa,
presumivelmente oriunda
de descargas submarinas
das papeleiras.
O areal da Murtinheira
apareceu cheio de uma espuma viscosa e escura que
“se colava aos pés”, como
disse ao DIÁRIO AS BEIRAS
um banhista, no local.
Em causa estarão as descargas das papeleiras, feitas por um emissário submarino, a 1,5 km da costa.
Este efluente, diga-se, resulta de dois tratamentos prévios mas, ainda
assim, contém lamas e
matéria orgânica.
Sobre
esta matéria, o DIÁRIO
AS BEIRAS contactou a
câmara, mas não obteve
resposta em tempo útil.»
Entretanto, no Cabedelo, a "cagadeira" já foi limpa...
Espera-se que tenham tido cuidado com "os cacos", pois podem ser obras de arte...
Paço de Maiorca: PS criticou em 2008 mas absteve-se na votação
Acta nº. 8/2008, da reunião camarária realizada em 14-4-2008, confirma críticas do PS
mas também abstenções
no processo do Paço de Maiorca.
Mais pormenores, via Diário as Beiras:
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
O desconhecimento e o cuidado a ter com "os cacos", pois podem ser obras de arte...
Conforme o que editei no facebook (aqui e aqui), numa breve passagem hoje pelo Cabedelo, deparei com a obra de arte visível na foto.
Não sei desde quando aquilo lá está. Não sei quanto tempo lá irá estar.
Alerto, porém, para a qualidade do material usado nesta original forma de protesto e para a estupidez que seria enviá-lo para o lixo.
Lembrei-me de uma «estória» de 2004, contada nas páginas do JN pelo Paulo Dâmaso no dia 8 de janeiro de 2005.
Passso a citar.
«Uma peça de uma escultura integrada numa exposição de arte contemporânea, patente no Centro de artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz, dada como desaparecida, na última semana de Dezembro, foi "mandada para o lixo por engano" admitiu, ao JN, uma empregada de limpeza.
A peça - os "cacos" como já é conhecida - faz parte de um lavatório com um dos cantos partido e estava colocada junto àquele, no chão da sala de exposições. A obra de arte, intitulada "As Frases", é da autoria do artista plástico e poeta Jimmie Durham, norte-americano descendente dos índios Cherokee.
"Não foi por mal que coloquei os cacos no contentor. Foi um engano" confessou a auxiliar de limpeza. "Pensei que aquilo (os cacos) fosse lixo de obras que estivessem a decorrer", contou. Só que o "lixo" vale alguns "milhares de euros" e pertence à obra de Jimmie Durham incluída na exposição, organizada pelo Centro Cultural de Belém intitulada "Eu, Tu, Eles", baseada num conjunto de peças, de artistas nacionais e estrangeiros, da colecção de arte contemporânea do Instituto das Artes .
"Vi os cacos no chão. Perguntei a uma colega se eram para deitar fora. Disse-me que sim, peguei na pá e na vassoura e deitei tudo no contentor" revelou ainda a funcionária.»

Apesar de insólita, a situação não é única. Em 9 de julho passado, dois elementos do executivo da junta de freguesia de S. Pedro foram à Praceta Mário Silva, no Cabedelo, retiraram a placa, que se pode ver na foto, e inutilizaram-na. Foram eles, os senhores António Manuel dos Santos Salgueiro, presidente, e Jorge Aniceto Pimentel dos Santos, tesoureiro.
Certamente que não o fizeram por mal. Fizeram-nos, simplesmente, porque devem desconhecer que a liberdade de expressão é, na liberdade, um dos direitos mais importantes que se tem.
Sem ela, nada mais existe.
Assim como devem continuar a desconhecer que o entendimento de liberdade, de expressão e opinião, tem no centro o direito de os outros se exprimirem com toda a liberdade, mesmo que isso nos ofenda. O que não era o caso.
É o direito de os outros dizerem aquilo que mais nos choca, que quem ama a liberdade defende acima de tudo. Não há relativização possível para este critério.
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