segunda-feira, 6 de abril de 2020

COLECTIVIDADES...

"Não existem coletividades a mais no concelho. Há no concelho muitas coletividades, umas vivas, outras defuntas, dependendo dos sócios que têm e da dinâmica do respectivo presidente. As “colectividades vivas” formam pessoas, especialmente jovens músicos e desportistas, mantêm tradições e são assim uma parte essencial da comunidade. Devem ser apoiadas. Existindo várias coletividades na mesma povoação, ou freguesia, aumenta a rivalidade: quem tem mais concertos, quem faz teatro, quem consegue encher o salão de baile, etc. Mais coletividades “vivas”, mais pessoas envolvidas na vida da comunidade. E esse é um aspeto fundamental da democracia participativa, a colectividade enquanto meio agregador intergeracional em oposição ao individualismo reinante. O desafio posto por um elevado número de coletividade reside no perigo da duplicação de infraestruturas, valências e eventos, e ainda na incapacidade de autofinanciamento. Antes da entrada de António Tavares (vereador pelo PS entre 2009 e 2017 ) os apoios eram distribuídos “politicamente” pelas coletividades, sem ter uma base de mérito nem critérios objetivos. O vereador José Elísio ( 2004 -2009, PSD) era um mestre na “compra” de apoios políticos com base na entregue de cheques durante as cerimónias comemorativas das colectividades que lhe eram “queridas”. Não havia “rei nem roque” e a dívida da Câmara Municipal às coletividades chegou a ser de 500 mil Euros em 2008. António Tavares terminou com esse modus operandi, criando um regulamento municipal de apoio ao associativismo, em 2011, que determina os apoios de acordo com um Plano de Atividades e o mérito das propostas realizadas, integradas numa estratégia bem-sucedida de promoção cultural das coletividades. Voltando ao início, o excesso de colectividades não é um problema em si, a dispersão de apoios poderá ser um desafio, que se resolve com uma atribuição criteriosa no âmbito de uma promoção de sinergias e parcerias entre as coletividades, racionalizando os recursos disponíveis."
Via Diário as Beiras

Nota.
Nesta "casa", sempre houve espaço para quem quisesse publicar comentários assinados.
Neste momento, emitir opinião assinada sobre temas fracturantes a nível local  - e há tantos nesta pobre Figueira - equivale a ser alvo de uns quantos frustrados sempre à procura de alguém em quem descarregar a sua própria pobreza de espírito.
Muita gente que conheço, recusa expor-se, não vá aparecer alguém por aí, saído assim do nada, a tentar chamuscar na praça pública quem ouse colocar qualquer pedrinha na engrenagem do politicamente correcto cá do burgo.
Não sei, nem me interessa saber, a razão ou razões por que o fazem. Que lhes faça bom proveito.
Esta nota, serve apenas e tem como objectivo único, saudar quem arrostando com os custos a nível pessoal, se atreve a ter opinião pública e publicada, neste momento, na Figueira.
É o caso dos colunistas do Diário as Beiras. Daí, desde que publico este espaço, ter procurado realçar essa "façanha".

COVID19: Figueira continua com 9 casos confirmados...

Via DGS

"ESQUECIMENTO" CAMARÁRIO VAI SER RECTIFICADO E VAI SER LEVADO A VOTAÇÃO UM VOTO DE PESAR PELO FALECIMENTO DO ENG. VICTOR CUNHA EM PRÓXIMA REUNIÃO DO EXECUTIVO...

Hoje - e bem - na reunião camarária que acabou de terminar, foi aprovado um voto de pesar e guardado um minuto de silêncio em memória do antigo presidente da Junta de freguesia de Buarcos e deputado municipal Joaquim José da Silva Barraca.
Estando a acompanhar em directo a reunião de câmara realizada esta manhã, dei conta (e estranhei...) do lamentável esquecimento a que tinha sido votado o falecimento do Eng. Victor Cunha, antigo deputado municipal e deputado na Assembleia da República, ocorrido em 22 do passado mês de Março, eleito em listas PS, e fiz a seguinte publicação no facebook.
A terminar a reunião de hoje, o presidente Carlos Monteiro sobre o FALECIMENTO DO ENGENHEIRO VICTOR CUNHA, disse:

Registe-se: câmara, em próxima reunião, vai corrigir um "esquecimento", que seria sempre, de todo, lamentável. Ainda bem que vai ser corrigido, por quem de direito.

Será por por causa de três mil euros por ano, que o município vai abandonar o Conselho Empresarial do Centro, num concelho onde é sempre carnaval?

Via Diário as Beiras. 

Nota via José Augusto Marques: "
Para quem não sabe, na última década, o Conselho Empresarial do Centro teve influência direta na instalação de várias unidades industriais na Zona Industrial da Gala."

Já não se cora de vergonha

Tal como escreveu Camilo Castelo Branco:
"Onde morre a vergonha nascem os expedientes desonrosos"...

Hoje há reunião de câmara

Via Município da Figueira da Foz
Assista online | Reunião de Câmara - 06 abril

A primeira reunião de câmara de abril realiza-se na próxima segunda-feira, 06 de abril, pelas 09h15.
A reunião não é pública e será realizada em videoconferência.
Porque é importante que possa continuar a acompanhar a actividade do Município, assista à emissão online.

➡️ https://www.veedeeo.me/veedeeoBroadcast?vn=722846

Consulte a ordem de trabalhos: https://www.cm-figfoz.pt/pages/569?folders_list_39_folder_id=188


Mantenha-se em casa.
Seja um agente de saúde pública.

domingo, 5 de abril de 2020

JÚLIO MACHADO VAZ

COVID19: Figueira continua com 9 casos confirmados

Portugal registou até este domingo 295 mortes, mais 29 que no sábado, e 11.278 casos de covid-19. São mais 754 casos que no dia anterior, correspondentes a uma taxa de crescimento de 7,2%.
Há 1084 pessoas internadas, 267 nos cuidados intensivos (mais 16 que no sábado, um crescimento de 6,4%), de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste domingo.
Via DGS

Governo deixa sem apoio recibos verdes com quebras a pique

"Mesmo com descidas de 80% ou 90% nas vendas e serviços, trabalhadores ficam sem ajuda. Regra apertada trava acesso à moratória no crédito da casa. Sentimento entre excluídos é de dupla desprotecção."

Via Jornal Público

sábado, 4 de abril de 2020

COVID19... (6)

Via Diário as Beiras

Por onde andam os "mamões" figueirenses?

Página do Município figueirense:
"Ser voluntário não é um gesto espontâneo e isolado de solidariedade. É um acto só possível quando inserido numa organização, o que apresenta inúmeras vantagens no planeamento e aproveitamento dos recursos materiais e humanos.
Lançada em 2002 com o objetivo de divulgar e estimular o trabalho voluntário no nosso Município, a Bolsa de Voluntariado visa aproximar os munícipes que pretendem dispor de uma parte do seu tempo em benefício de outros, por um lado, e as instituições sem fins lucrativos que os desejem integrar em projetos de interesse social, por outro."

É sempre positivo que surjam voluntários. No contexto actual, seria mais positivo do que nunca.
Sabemos que existe um risco elevado de contaminação de profissionais como bombeiros, pessoal dos lares e outras pessoas que estão na “linha da frente”
Ainda bem que há voluntários...
Mas, ainda que mal pergunte: algum dos políticos locais se ofereceram como voluntários, dando o exemplo perante a comunidade? 
Quantos autarcas locais se colocaram à disposição, oferecendo-se como voluntários?
Quantos,  dos que mais beneficiaram das mordomia do Município, são voluntários?

Parabéns DR. TOCHA COELHO

COVID19: casos confirmados hoje na Figueira: 9... Há dois dias tínhamos 4.

Via DGS

A Câmara Municipal de Lisboa lembra que o essencial, neste momento, é controlar a curva pandémica...

Segunda-feira há reunião de câmara

DIÁRIO AS BEIRAS

DIÁRIO DE COIMBRA

#FIQUEM EM CASA


Via Diário as Beiras

Os ‘velhos’ e o coronavírus

GUIDA VIEIRA
"Nunca ouvi falar tanto nos “velhos”, porque das “velhas” nem se fala.
Devem ficar isolados se não quiserem morrer mais depressa. Não devem receber visitas, nem dos filhos/as, nem de outros familiares, porque podem ser contaminados por estes.

Não devem sair à rua, a não ser para realizar pequenas tarefas, mensais, ou pontuais, se não quiserem ficar contaminados pelas pessoas que não estejam a, pelo menos, dois metros de distância.

Que não se podem sentar nos banquinhos das ruas onde passavam muitas horas a “matar” a solidão, a ver as pessoas a passar, ou, então, a jogar às cartas para “matar” o tempo e conviver ao ar livre, porque podem apanhar o vírus.

Que não podem ir ao cais olhar o mar e sonhar com os seus amores ali vividos, ou com as viagens que fizeram, ou desejaram fazer, porque é perigoso.

Que são olhados de lado, como se fossem “bichos” raros, se por acaso ainda tiverem força para fazer uma pequena caminhada nos arredores da sua habitação.

Que não podem ir ao café conversar, sobre tudo e sobre nada, mas falar, rir e brincar com os seus amigos antes de fazerem o almoço, ou mesmo tomar apenas um café após este.

Que não podem ir comer a sopa, acompanhada de um “pãozinho”, que vários restaurantes disponibilizavam com todo o cuidado e atenção.

Que não podem apanhar o sol que os aquece, sentir o vento nos cabelos, dar que fazer às pernas, para que as mesmas não fiquem ainda mais frouxas.

Que não podem escolher uma peça de roupa, uns sapatos, um utensílio de que precisem, porque o que tinham se avariou e não sabem encomendar pela internet – a maioria nem sabe o que é.

Estes “VELHOS” estão cheios de medo. A sua solidão é a pior agonia que lhes podia acontecer. Vivem aterrorizados com as notícias, que dizem que as mortes devido ao coronavírus são, na sua maioria, de velhos como eles.

Alguns já não suportam estar sós. Tentam furar as proibições e são logo jogados para a fogueira pelos julgadores destes tempos. “Estes velhos deviam era estar em casa. São uns tontos, uns palermas, e são eles que nos estão a infetar com a sua irresponsabilidade. “Vai para casa velho de m...”...

E os velhos, por serem mais frágeis, por já terem outras patologias, de “velhos”, mesmo se sentindo ofendidos, lá vão para a sua solidão, chorando a mesma, como sempre o fizeram, só que agora muito mais sós e mais tristes.

Já é demasiado arrasador estar sempre a ouvir, a ler e a ver nas notícias, que são os velhos que morrem mais devido a este vírus, o que me tem levado a pensar, muitas vezes, na razão da sua letalidade nesta fatia da população.

Senhores governantes, em nome dos velhos, sobretudo dos que não têm voz, ou lobbies poderosos que os defendam, percebam o que leva um velho a “furar” o isolamento obrigatório e não venham ameaçar com multas penalizadoras a quem, de vez em quando, comete uma “infração”. Lembrem-se que a liberdade que os velhos conquistaram foi o maior instrumento contra a sua solidão, e é isso que está em causa e que os faz sofrer mais.

A nós, os “velhos” destes tempos, vamos ter que nos sacrificar, mais uma vez, para nos voltarmos a encontrar e podermos nos beijar e abraçar muitas vezes, mas um pouco mais de respeito, e de sentido de humanidade, não faz mal a ninguém.

PS: escrevi de propósito “velhos” no masculino, porque é assim que se ouve. As “velhas” nem são faladas... Sabe-se lá porquê?..."

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Ora bolas: já andavam por aí a dizer que era um fato à medida do Vara...

Perdão de penas por causa da covid-19 exclui políticos presos

«Os indultados terão de ter mais de 65 anos ou problemas de saúde. Os perdões de pena serão anulados e o tempo de prisão somado a nova pena, no caso de haver novo crime. As precárias prevêem a antecipação da liberdade condicional mas num máximo de seis meses.
Ficam de fora do perdão de penas condenados que tenham cometido os crimes, “no exercício das suas funções, envolvendo violação de direitos, liberdades e garantias pessoais dos cidadãos, independentemente da pena”, se o crime foi cometido enquanto pertenciam a forças policiais e de segurança, às forças armadas, funcionários e guardas dos serviços prisionais. Excluídos são também os que praticaram crimes durante o exercício de “cargo político ou de alto cargo público”, de “magistrado judicial ou do Ministério Público”.»