A propósito da guerra interna no PS figueirense, o blogue POLITICAZINHA recomenda: "bebam uma coca-cola que isso passa"!...O meu conselho a todos os candidatos, porém, é um puco diferente...
A propósito da guerra interna no PS figueirense, o blogue POLITICAZINHA recomenda: "bebam uma coca-cola que isso passa"!...

“Quando a coisa corre mal são sempre os mesmos trabalhadores por conta de outrem, funcionários públicos e pensionistas a fazer furos no cinto. Este indecoroso Bloco Central vai tributar rendimentos de 500 e poucos euros. Vai encarecer medicamentos a quem já não os pode comprar. Vai aumentar bens de primeira necessidade. Vai asfixiar as famílias e a economia. Tudo porque o mundo mudou nos últimos 15 dias, como diz Sócrates. E Portugal quando muda e varre estes políticos para bem longe!?”
Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto do Correio da Manhã


Hoje, enquanto confeccionava o almoço, fui assistindo, embora sem grande atenção, às reportagens e aos directos televisivos da visita papal.
No meio daquele frenesim mediático, embora mais atento ao petisco que à televisão, fiquei com uma dúvida: somos um país realmente religioso ou um país mais virado para o espectáculo?...
“Sócrates ainda tem uma esperança: colar o PSD às soluções impopulares a que a Europa e a realidade o estão a forçar. Fazer com que Passos Coelho, antes mesmo de ter posto um pé no Governo, desfaça, também ele, as suas promessas, designadamente a de não admitir uma subida de impostos. Caso Passos Coelho caia na armadilha de se associar à cura dolorosa a que os portugueses vão ser constrangidos, politicamente, ninguém o duvide, o PSD passará a ser parte da doença. Ficará umbilicalmente ligado aos remédios socialistas e acabará por se tornar demasiado parecido com eles. Imerecidamente, então, mimetizando o seu principal opositor, o PS alcançará uma absolvição parcial da má governação com que nos assolou nos últimos cinco anos.”

Ao ver tanta sacanice,
que os crentes fazem a Deus,
talvez não seja tolice,
ser mais ateu que os ateus
Neste momento, os "altos representes do Estado" - católicos, agnósticos, ateus - acotovelam-se para receber Bento XVI, no início da visita do Papa a Portugal. Ninguém quer ficar fora da fotografia, para mais tarde recordar. Nada tenho a objectar ao gesto aberto, generoso e hospitaleiro dos representantes do Estado português neste acolhimento a um líder espiritual que é também Chefe do Estado do Vaticano, além de representante da principal confissão religiosa do País. Um verdadeiro Estado laico não é aquele que ignora ou desrespeita as religiões: é aquele que sabe dialogar, conviver e cooperar com todas elas. Mas, até por isto, é chocante o contraste da recepção agora dispensada ao Papa com a atitude envergonhada dos mesmos "altos representantes" quando aqui veio o Dalai Lama, que apenas alguns deles receberam, e sempre pela porta das traseiras. O líder espiritual tibetano, também venerado por milhões de pessoas, além de prestigiado Prémio Nobel da Paz, merecia o tratamento digno que o Estado português lamentavelmente lhe negou.