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terça-feira, 11 de agosto de 2026

A ruína do edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira vai a concurso público

UMA DUPLA HERANÇA MONTEIRISTA: COMO PRESIDENTE DE CÂMARA SUBSTITUTO E COMO ADMINISTRADOR DO PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ

Serviço público: por ser verdade e para que conste, "ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante, uma esplanada e um café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis".

Hoje aquilo que o Porto da Figueira da Foz, "abriu concurso público para concessão não é mais o edifício no Cabedelo", mas uma ruína à espera de ser demolida!.. 


"A Administração do Porto da Figueira da Foz lançou um concurso público para a concessão de uso privativo de um edifício localizado na praia do Cabedelo, destinado à exploração de um estabelecimento de restauração e bebidas.


📐 O edifício é constituído por dois pisos e apresenta uma área de implantação de 495 m².
🔑 O contrato de concessão terá um prazo de 22 anos, não prorrogável.

📅 Submissão de propostas até às 19h00 do dia 5 de outubro de 2026, na plataforma ANOGOV
👉 Anúncio disponível no Diário da República, aqui: https://shorturl.at/XOzK6
!"

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cabedelo: como espaço público de eleição, não era uma mercadoria. Era um património natural comum que foi destruído

Ontem dia 4 de agosto de 2026, aquela que já foi uma das melhhores esplanadas do concelho da Figueira da Foz, estava assim. Espero que quem de direito se interesse pelo uso que o edifício está a ter.


Quem de direito não percebeu que era o Cabedelo que engrandecia o concelho e não a obra que lá fizeram rapidamente e em força, contra tudo e contra todos. 
O bom senso ficou algures. Sobrou a ignorância.
As piores oportunidades perdidas são aquelas em que verificamos que foram desperdiçadas. 
A ignorância é uma bênção, logo, todos os ignorantes podem ser felizes. Porém, a ignorância consciente, como opção, é também uma forma de auto-protecção: a informação acelera o medo.  
O Cabedelo perdeu encanto e capacidade de sedução. Agora, é um local vazio de gente, vazio de sentimentos e vazio de esperança. O Cabedelo está morto. É um vazio humano num cemitério de obras completamente desajustadas e que nada têm a ver com aquele local. O Cabedelo está morto. Mas está mesmo. Não fiquei muito tempo. Os espaços onde passei belas tardes, locais de alegrias e de esperanças, no fundo altares de almas, estavam vazios. Incomoda-me o vazio, incomoda-me a agonia do Cabedelo, incomoda-me gente que aceita com resignação a morte do Cabedelo. Triste Povo. Triste Figueira. Triste concelho. Triste Cabedelo.
No Cabedelo não aconteceu uma intervenção urbana equilibrada, no pressuposto da “compreensão das diferentes escalas territoriais de inserção, nos processos de reestruturação, nos elementos arquitetónicos, na morfologia urbana existente e nas tradições”.
Uma intervenção urbana, como a que aconteceu no Cabedelo,  não deveria significar uma perda da genuidade do local, mas sim uma melhoria social e estética. Só que, deveria ter acontecido o que não aconteceu: na obtenção deste desiderato era necessária a participação da comunidade local nas discussões e intervenções a serem implementadas.
O que esteve em causa, dada a capacidade de ilusão que as obras provocam na sua passagem, desprendidas da  vivência e do quotidiano das pessoas que aí vivem, foi a liquidação do Cabedelo como o conhecemos.
Como dizem Borja & Forn, em Políticas da Europa e dos Estados para as Cidades, "o maior desafio do planeamento urbano contemporâneo é aumentar o potencial competitivo das cidades no sentido de responder às procuras globais e atrair recursos humanos e financeiros internacionais. Mas, de acordo com vários exemplos que temos assistido, o planeamento tem sido feito à margem da cidade, com total esquecimento das pessoas que ocupam e vivem nesses espaços." 
O Cabedelo, como espaço público de eleição, não era uma  mercadoria. 
Foi um património natural comum que foi destruído.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Dimensão do areal estará a evitar atritos na utilização da área situada a jusante das concessões por banhistas

Via Diário as Beiras

lei aplicada

"Questionado pelo DIÁRIO AS BEIRAS acerca da posição do município em relação à utilização da área da praia situada a jusante da zona concessionada, o vereador do Ambiente, Ricardo Silva, afirmou que “é a que decorre da lei”. E ressalvou: “Nunca houve grandes casos no concelho da Figueira da Foz”. Assim sendo, e de acordo com a legislação em vigor, quem quiser estender a tolha sob o seu chapéu de sol no espaço da praia entre a zona explorada pelos concessionários e o mar pode fazê-lo. Convém, no entanto, que seja respeitada uma faixa de segurança junto ao posto de vigilância dos nadadores-salvadores."

limpeza em curso

"As enxurradas provocadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro inundaram as praias do concelho da Figueira da Foz com toneladas de troncos de madeira. Devido à generalizada falta de mão de obra, só esta semana ficará concluída a empreitada da remoção dos destroços mais pequenos, restando apenas parte da Praia do Cabedelo. Entretanto, como sempre, em julho abrem as piscinas de água salgada aquecida, na Praia do Relógio e na Praia de Buarcos, instalado o parque aquático insuflável e arrancará o transporte de banhistas entre o areal urbano, junto à marginal, e a zona de banhos."

domingo, 14 de junho de 2026

Eles ainda não desistiram...

Longe dos olhares, no silêncio dos gabinetes, o Cabedelo foi alvo de um atentado ambiental. O projecto em curso para o liquidar dura, pelo menos, desde 2017...
Ver vídeo de António Agostinho
A vontade, de sua excelência o senhor presidente da câmara da Figueira da Foz de então,  e do seu executivo de maioria absulta, determinou que "aquela é uma zona demasiado nobre para ser ocupada por campistas"
Recordo (como o fiz em devido tempo), que não há os portugueses campistas e os outros... Somos todos portugueses. Na Europa, onde estamos inseridos, a igualdade formal foi uma conquista da Revolução Francesa... 
Quem pensou e falou assim não percebeu o essencial. 
Querem saber o que é essencial numa cidade como a Figueira da Foz?
Tenho todo o gosto em explicar.
Uma cidade é sempre, pelo menos, dual. Tem uma zona cosmopolita e tem, por assim dizer, outras mais característica a que se costuma designar como típicas. 
O tipicismo é a profunda genuinidade... É onde reside a alma de uma cidade como a Figueira, a sua verdade que se tem que manter, sob pena dela se descaracterizar.
É isto que o Cabedelo é: genuíno, assim como está, com o Parque de Campismo, que foi, já lá vão quase 40 anos, que deu vida e alma ao Cabedelo, como todas as suas valências, incluindo a onda de surf, apesar de  a terem liquidado.

O argumento foi o de sempre: ou o dinheiro era gasto agora e já, ou ia para outro lado.
Neste caso do Cabedelo, o argumento era falso. Bastava olhar mais para sul e via-se a olho nu que havia tanto sítio para gastar os 8 milhões e picos que foram gastos para a requalificação e protecção do estado avançado de erosão decorrente do embate das ondas do mar mais para sul: por exemplo, depois do quinto molhe.

Diziam que existiam várias manifestações de interesse para a instalação de um hostel e bangalôs no espaço do campismo... 
Para quem afirmava que o Cabedelo vai ser devolvido à Cova e Gala, para começo de conversa, não estava nada mal. 
Até hoje, porém, nada.
Em toda a costa figueirense, apenas uma pequena parte se mantinha razoavelmente incólume à pressão e especulação urbanísticas induzidas pelo turismo.
Refiro-me, à faixa litoral a sul do Mondego, entre o Cabedelo e o Campo de futebol.
Antes desta requalificação era ainda possível fazer férias em comunhão com a Natureza e frequentar boas praias, sem os inconvenientes das urbanizações selvagens.
Era o único pedaço de Paraíso imaculado  da costa figueirense  que ainda nos restava.

O que aconteceu, não foi nada de novo:  a vontade de muitos autarcas continua a ir no sentido da expansão urbana, normalmente sob a forma de empreendimentos de qualidade duvidosa.
Desta vez saiu na rifa o Cabedelo. Sob a capa de um plano de requalificação da zona, está já mais do evidente que o que está na calha, para seguir dentro de momentos, é uma cedência aos interesses imobiliários. 

sábado, 13 de junho de 2026

Está aberta a época balnear

"A época balnear, no concelho da Figueira da Foz, começa hoje e estende-se até 13 de setembro. A nova temporada arranca com 53 nadadores-salvadores e três coordenadores contratados pelo município. Os nadadores-salvadores, apoiados por quatro motos-quatro, asseguram vigilância das praias de Quiaios, Murtinheira, Cabo Mondego, Tamargueira, Buarcos, Relógio, Forte, Cabedelinho, Cabedelo, Hospital, Cova, Costa Lavos e Leirosa."

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Troiadelos...

Em 2017, em toda a costa figueirense, apenas uma pequena parte se mantinha razoavelmente incólume à pressão e especulação urbanísticas induzidas pelo turismo. 
Refiro-me, à faixa litoral a sul do Mondego, entre o Cabedelo e o Campo de futebol.
Era ainda possível aí fazer férias em comunhão com a Natureza e frequentar boas praias, sem os inconvenientes das urbanizações selvagens. 
Por conhecermos o triste destino da restante costa figueirense, devemos manter-nos atentos e vigilantes. 
Recordo que o Cabedelo nunca tinha tido Bandeira Azul. E bem. Era o único pedaço de Paraíso imaculado  da costa figueirense  que ainda nos restava.
Entretanto, algo mudou. Ficámos a meio caminho. Mas, o objetivo estava lá: quem não tinha categoria para usufruir dum espaço nobre foi para o olho da rua.
Agora temos aquela coisa deserta na maior parte do ano.
O trabalho que havia a fazer foi feito por um executivo de maioria absoluta do Partido Socialista.
E assim se foi abrindo o caminho ao Portugal/2026.
O texto acima não serve para nada. Foi apenas para chamar a atenção para texto "a praia dos ricos" de José Eduardo Martins, Advogado, ex-secretário de Estado do Ambiente, publicado no jornal Expresso.

"Parece que começamos finalmente a perceber quão intolerável é, no século XXI, que estes abusos continuem a verificar-se sobre um bem que pertence a todos os portugueses.
Há vinte anos, o litoral alentejano entre Tróia e Melides (sim, com a Comporta e o Carvalhal a ocuparem o meio) foi palco de uma operação cuidadosamente planeada para condicionar a fruição destes 40 quilómetros de costa. Sob a bandeira dos PIN (Potencial Interesse Nacional), grandes grupos imobiliários obtiveram de Pinho e de Sócrates a luz verde para urbanizações de enorme dimensão, erguidas numa das mais sensíveis áreas protegidas do país.
O argumento invocado foi sempre o mesmo, o do turismo de qualidade, do investimento estrangeiro e da criação de emprego. A alternativa óbvia: recuperar as áreas já degradadas ao longo da costa não permitia a entrada nos paraísos pristinos da zona.
Em vez disso, entrou-se de bulldozer pela área protegida adentro, a fim de cavar infraestruturas que viriam a ficar mais de uma década abandonadas. O que ninguém se deu ao trabalho de explicar foi aquilo que verdadeiramente se congeminava e agora se executa: uma fronteira invisível a separar os que podiam e os que não podiam ir à praia.
Falo disto com conhecimento de causa, pois tenho casa em Grândola há muitos anos e sou testemunha direta do que se foi passando. Como tantos outros, fui aos poucos perdendo a paciência para frequentar estas praias, não por falta de vontade, mas por acumulação de obstáculos, sendo o escândalo dos preços a face mais visível de uma atmosfera crescente de exclusão que metade da sinalética pelo caminho nem sequer se dá ao trabalho de disfarçar.
Essa fronteira tornou-se, nos últimos dois anos, escandalosamente visível.
Foi o Expresso quem primeiro o revelou, no ano passado, ao dar conta de que 80% dos acessos ao areal, nos 45 quilómetros entre Tróia e Melides, se encontravam condicionados ou bloqueados por empreendimentos privados.
As dunas, integradas no domínio público desde que D. Luís assim o determinou em 1864, encontravam-se fisicamente cercadas por propriedade privada, entre cancelas, muros e a estratégica ausência de caminhos públicos. A resposta do Estado revelou-se algo tímida, resumindo-se a sinalização obrigatória e a promessas de novos acessos.
Vieram depois os preços, com cafés a cinco euros, espreguiçadeiras a valores de resort na Côte d'Azur e produtos a quantias que excluem as famílias portuguesas de classe média, tudo isto numa praia pública, num bem do Estado. O Governo reagiu com uma portaria de preços máximos, medida necessária, mas insuficiente face à escala do problema.
Já agora, quando vos vierem dizer que sobre o concessionário recaem muitas obrigações (lembro que fiscalizar o cumprimento do acesso de todos os banhistas às suas casas de banho seria, garanto-vos, uma boa ideia), imaginem só que eram donos do único café da vossa terra…
Chegámos agora aos chapéus de sol, a propósito dos quais a APA se viu obrigada a emitir uma norma técnica para esclarecer que os banhistas podem colocar o seu próprio chapéu à frente das concessões. Uma norma a esclarecer o que a lei nunca tinha proibido, mas tristemente necessária porque a prática, tolerada, tinha criado a aparência de uma apropriação que a concessão obviamente não permite, mas que na areia funciona tão bem como uma cancela alta.
Sabemos, no fundo, o que verdadeiramente sucede, pois aqueles que pagam a espreguiçadeira a peso de ouro querem sentir-se nas Maldivas, já que são as Maldivas que pagam, e anseiam por afastar da vista os chapéus foleiros e as sungas do povo. Já aqueles que as vendem precisam de enxotar os pobres, e é mesmo disso que se trata, sob pena de se esvair a sensação de Hamptons e de se perderem as vendas dignas do Mónaco.
Desta vez, porém, a reação foi diferente, mais rápida, mais firme e mais definitiva do que nas polémicas anteriores, e nisso não deixa de haver significado. Parece que começamos finalmente a perceber quão intolerável é, no século XXI, que estes abusos continuem a verificar-se sobre um bem que pertence a todos os portugueses.
Três polémicas a obedecerem a uma única lógica, a da privatização silenciosa e gradual do maior areal português, levada a cabo não por decreto, mas por urbanizações aprovadas onde jamais deveriam ter existido, por concessões atribuídas sem acautelar o interesse público, por sinalética equivocamente conveniente e por décadas de não-fiscalização. A lei nunca cedeu porque o domínio público hídrico é inalienável e imprescritível. Quem cedeu foi a vontade política de a fazer cumprir.
O problema de fundo é o de que aquela faixa de litoral foi, de facto, entregue a um turismo de luxo que exclui os portugueses, e a sua superação exige a revisão das concessões, a abertura efetiva dos acessos e a coragem política de dizer com clareza o que aconteceu.
A praia é pública, sempre o foi, e está na hora de o Estado se mostrar mais forte do que as pífias elites que sempre encontram maneira de o convencer de que aquilo que é nosso lhes pertence."

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Padre Guilherme Dj, é um dos cabeças de cartaz do festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio

Uma autarquia é como uma família: obtém dinheiro (receitas) e com esse dinheiro compra coisas e presta serviços (despesas). 
Nos próximos meses deste ano de 2026, mais uma vez, vamos ter dias felizes aqui pela Figueira!
Porém, alguém se interessa por saber quanto é que vai custar?
Na Figueira,  tem sido sempre carnaval: por exemplo, em outubro de 2016, "o PSD (então na oposição) preocupava-se em ver as contas do carnaval de 2016", que se tinham realizado 8 meses antes, no início de fevereiro!.. 
Em 17 de outubro de 2016, João Portugal, então na situação (vereador PS já não me lembro de quê),  disse na reunião de câmara: "as contas estavam para ser apresentadas com o novo protocolo a assinar com a Associação, mas ainda não chegaram a acordo sobre o valor do próximo ano. Pretendem um financiamento e programa mais arrojado, para melhorar os carros alegóricos..."
Moral da história: na Figueira é sempre carnaval, mas ainda é mais carnaval em ano de eleições!..
Sou pouco de elogiar. Mas, de vez em quando lá vai: ainda bem que temos mais um executivo camarário que gosta de desafios verdadeiramente desafiantes e não é um mero apontador de problemas. Ainda bem que, com os meios escassíssimos que tem, labuta quotidianamente para fazer o seu melhor no campo da promoção da agitação e propaganda. Com mais alguns políticos, assim, e há muitos, em vários cantos do território figueirense, dá para resgatar um pouco de ânimo e de fé neste concelho.
Perfeitos, nós?.. 
Claro que não... 
Mas, já fomos mais imperfeitos...
Vejamos. 
Que clima temos na Figueira! Que bem que se come! Que bom e barato é o vinho! Que bem escrevem os nossos prémios Leya! A quantidade de queijos franceses que já se podem comprar nos supermercados figueirenses!..
Estou a falar a sério!
E as belezas da nossa terra! As praias!.. Então o Cabedelo está maravilhosa!..
Que simpáticas são as pessoas! 
Desculpem, mas começa a ser inegável: é que não se está nada mal na Figueira.
Até o autor deste blog, já esteve mais insatisfeito...
Na Figueira a vida só é dura para os fracos e moles. 
Festa é festa. Siga a Festa.
Via Diário as Beiras, conheçam as mais fresquinhas novidades sobre o assunto...
"O RFM SOMNII Intermarché realiza-se de 10 a 12 de julho, no local de sempre, ou seja, na Praia do Relógio, na Figueira da Foz. No fim de semana seguinte, no dia 17, no mesmo recinto e tendo também em comum a promotora MOT, sobe ao palco Sting, já com lotação esgotada. Um dia depois, é a vez do concerto de Lewis Capaldi. O diretor executivo da MOT destacou o desenvolvimento da parceria com a Câmara da Figueira da Foz, que permitiu consolidar o festival de música eletrónica e avançar com a realização de concertos internacionais na cidade. Por outro lado, frisou que a MOT decidiu apostar na Região Centro do país, em detrimento de Lisboa e do Porto, para a realizar de grandes eventos.

O dj Padre Guilherme é um dos cabeças de cartaz da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, ao lado do australiano Timmy Trumpet e do neerlandês Hardwell. “Vamos criar algo de especial. Acredito que vai ser tudo à volta de criar uma viagem que envolve a pista de dança”, antecipou ontem o dj Padre Guilherme, na apresentação do festival aos jornalistas. Nos espetáculos do dj Padre Guilherme misturam-se música eletrónica com a voz do Papa Francisco, textos bíblicos e “mensagens de fé e esperança”. Acerca da música eletrónica, o padre da Póvoa de Varzim que também é dj sustentou que é um género musical inclusivo, recorrendo a uma frase do Papa Francisco a propósito de uma Igreja para “todos, todos, todos”. “Na música eletrónica também há lugar para todos, todos, todos”, afirmou. 

Para a atuação do dj Padre Guilherme, “o céu é o limite”, destacou o diretor executivo da promotora do RFM SOMNII Intermarché, Tiago Castelo Branco. “É motivo de orgulho para os portugueses termos um artista com esta dimensão [internacional]”, vincou o responsável da MOT, referindo-se ao dj Padre Guilherme. Tiago Castelo Branco considerou a atuação do dj Padre Guilherme “o momento alto” da 12.ª edição do festival de música eletrónica.

A vereadora da Câmara da Figueira da Foz Cláudia Rocha afirmou ontem que a cidade é também um destino de grandes concertos internacionais. “Apostamos nesta nova dinâmica de [fazer] da Figueira da Foz um destino, além de turístico, de concertos internacionais”, defendeu a autarca, que falava na apresentação da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, de 10 a 12 de julho, na Praia do Relógio, da mesma promotora dos concertos de Sting e Lewis Capaldi, no fim de semana seguinte. Nos próximos anos, outros artistas internacionais atuarão no areal urbano daquela cidade.

Na edição deste ano do RFM SOMNII Intermarché há dois djs internacionais de topo que regressam ao palco do festival, o australiano Timmy Trumpet e o neerlandês Hardwell, o segundo 10 anos depois. “Vamos ter três dias de muita animação”, garantiu João Pedro Sousa, da rádio RFM, parceira da promotora MOT no festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio. Os djs Padre Guilherme, Vini Vici, Dual Damage, Diego Miranda, Will Sparks, Kaaze, Sound Rush, Nifra e Tiago Cruz são outros dos nomes confirmados no cartaz da 12.ª edição do evento."

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Quando é reatado o serviço de transporte de bicicletas na travessia fluvial do Mondego?

A embarcação Carlos Simão, um catamarã elétrico de 11,50m, foi adquirido pelo município por quase meio milhão de euros. É tripulada por um mestre e um marinheiro e tem lotação, para além da tripulação, para 36 passageiros, bicicletas e trotinetes, incluindo pessoas com mobilidade reduzida.

Na foto, o blogger figueirense António Agostinho (que realizou um investimento brutal, para aderir à mobilidade verde, sem qualquer ajuda do Estado), no Cais do Cabedelo, local que certamente por lapso, não foi incluído na visita que os vereadores executivos, Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins, realizaram na passada terça-feira ao sul do concelho. O "Carlos Simão" está imobilizado há vários meses (situação recorrente. Recorde-se: azar do caraças - avariou logo no dia seguinte ao baptismo.) e a travessia do Mondego, por via fluvial, é importante e estruturante para a mobilidade verde no concelho da Figueira da Foz.

Um pouco de história
Em finais de Setembro de 2020, o executivo então à frente dos destinos da «Câmara da Figueira da Foz já tinha estudado o assunto e anunciou que iria apresentar a curto prazo uma embarcação elétrica para efetuar transporte de passageiros entre as duas margens do rio Mondego.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da autarquia na altura, Dr. Carlos Monteiro, adiantou que o município estava a preparar o processo de aquisição.»
Segundo Carlos Monteiro, tratava-se de uma embarcação com painéis fotovoltaicos, com capacidade para 45 a 50 passageiros e transporte de bicicletas, cujo preço ronda os 530 mil euros. 
Veio uma embarcação com lotação para 30 e poucos passageiros e transporte de bicicletas...

“Havendo uma embarcação elétrica, a transição entre margens é muito menos poluente e mais rápida”.
Portnato, era de esperar que a embarcação  operara-se todos os dias. 
O presidente da câmara justificou ainda a aposta nas ligações de barco no Mondego com o facto de o Hospital Distrital da Figueira da Foz, que “tem 800 funcionários”, se encontrar na margem sul da cidade. 
Depois de ouvir a intenção do autarca, a então ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, disse que não será “nada difícil incluir” o projeto nas “elegibilidades”, com vista a financiamento. A governante destacou o projeto da Ciclovia do Mondego como um exemplo de coesão e de diminuição do trânsito e da poluição em zonas urbanas. “Esta primeira fase é simbólica e é sinal da aposta deste concelho numa mobilidade de futuro”, salientou a ministra, na inauguração dos primeiros quatro quilómetros da ciclovia no concelho da Figueira da Foz, entre a estação de caminho-de-ferro e Vila Verde, no distrito de Coimbra.»

Os anos passaram. Mudou o presidente de Câmara e no dia 24 de Maio de 2023 realizou-se na Estação Fluvial da Margem Sul – Cabedelo (Figueira da Foz) a cerimónia de Baptismo do Barco Eléctrico que passou a ter o nome do ex Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, Carlos Simão.
A retoma da travessia do Mondego por barco foi um sucesso e foi necessário o reforço com outra embarcação: o Costa Nova que veio de Aveiro.
«As embarcações Carlos Simão e Costa Nova, as duas embarcações que asseguraram a travessia da foz do Rio Mondego nesse verão, uma elétrica e outra com motor de combustão, entre 16 de julho e 30 de novembro de 2023, transportaram 69.744 passageiros.»
O Costa Nova desapareceu e a embarcação Carlos Simão tem tido avarias constantes. Neste momento, a travessia fluvial entre as duas margens da foz do Mondego, está a ser feita há vários meses por embarcação que não foi projectada para esta realidade. Resultado: leva alguns (poucos) passageiros e nenhuma bicicleta.
 
Alguma coisa está a correr menos bem desde o início com a embarcação feita propositadamente para efectuar a travessia do Mondego para transportar pessoas e, trotinetes e bicicletas.
Tantas avarias numa embarcação com cerca de 3 anos de actividade é algo de completamente anormal...

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Allianz Figueira Pro abre Liga MEO Surf 2026 com regresso dos principais nomes do surf nacional ao Cabedelo

Primeira etapa da temporada arranca a 2 de abril na Figueira da Foz e reúne campeões nacionais, antigos vencedores da prova e candidatos ao título num arranque decisivo para o ranking de 2026.

Exclusivo OUTRA MARGEM: início da construção de nova ETAR em S. Pedro está para breve

Era um dos segredos mais bem guardados na Figueira.
Porém, a Agência Caralhete News conseguiu o furo em rigoroso exclusivo.

O problema já dura, pelo menos, desde 2006, mas vai ficar resolvido em breve... 
Quem é frequentador das melhores praias do concelho da Figueira da Foz e passa nas imediações da ETAR de S. Pedro, na chamada "estação alta"  vai deixar de sentir o perfume no ar!.. 
Em pleno mês de Agosto, era uma atracção turística este autêntico cartão de visitas... Muitos veraneantes, só para sentirem esta sensação terceiro mundista numa urbe cosmopolita como a Figueira, não dispensavam snifar esta preciosidade honorífica, cujo odor só podia ser usufruído no trajecto entre a rotunda à entrada Gala e a Morraceira. 
Contudo, esta mais valia, que dura há muitos anos, tem os dias contados. A construção de uma nova e moderna Estação de Tratamento de Águas Residuais de São Pedro está prevista para breve. 
Recorde-se que a resolução foi prometida em 2018, pela maioria absoluta do PS. Na altura, o presidente João Ataíde avançou que a Câmara da Figueira da Foz iria construir um novo equipamento na zona industrial, para tratar os efluentes industriais. 
Registe-se que a ETAR da freguesia da outra margem da cidade, que trata os efluentes da zona industrial, hospital, porto de pesca, unidades de conserva de peixe e esgotos domésticos, tem a capacidade máxima de tratamento de efluentes esgotada. 
Quem passar nas imediações da ETAR de S. Pedro no decorrer da próxima época balnear ainda não vai notar a diferença. Sabe-se, porém, que a nova Estação de Tratamento e Águas Residuais estará terminada em Junho de 2028. O projecto está avaliado em mais de 30 milhões de euros, sendo  27,29 milhões de fundos comunitários. O restante valor será suportado pela concessionária pelo abastecimento de água e tratamento de esgotos no nosso concelho e pela Câmara Municipal. 
Fica assim sem efeito o projecto do by pass dos afluentes de S. Pedro para a Etar de Vila Verde, pois isso implicaria a necessidade de um investimento avultado para o concretizar. 
A ideia de utopia está sempre presente em nós e funciona como uma válvula de escape. E assim, de uma penada, vão dois by passes à vida na Aldeia: o by pass do Cabedelo e o by pass da merda da ETAR DE S. PEDRO... 
Na imagem, o novo e modelar equipamento que a Câmara da Figueira da Foz vai construir na zona industrial, para tratar e resolver de vez o problema dos esgotos do sul do concelho, pois vai servir também para tratar os efluentes industriais da Soporcel e da Celbi.

terça-feira, 17 de março de 2026

Esta nossa barra: mais uma vítima mortal....

Faleceu o elemento feminino da tripulação do veleiro francês que na semana passada naufragou junto à entrada da barra do porto da Figueira da Foz, apurou o DIÁRIO AS BEI RAS. 
O homem, entretanto, teve alta médica. 
A vítima, Corinne Quesnel, de 59 anos, faleceu numa unidade hospitalar de Coimbra, para onde foi transferida do Hospital Distrital da Figueira da Foz, na sequência do agravamento do estado de saúde. Segundo a mesma fonte, o corpo deu ontem entrada no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses de Coimbra, para realização de autópsia. A tripulação do veleiro era constituída por um casal de nacionalidade francesa. 
A embarcação ficou à deriva junto à costa da Figueira da Foz, no passado dia 11, após a tripulação ser projetada para a água, na sequência do adernamento do veleiro. O acidente aconteceu junto à barra. Os tripulantes foram resgatados da água por elementos da Estação de Salva-Vidas do Instituto de Socorros a Náufragos, instalada no Cabedelo, e transportados, numa ambulância dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, para o Hospital Distrital da Figueira da Foz com sinais de hipotermia, aparentemente sem a vida risco. 
 Entretanto, o quadro clínico de Corinne Quesnel complicou-se. “Estávamos a recolher as redes da lampreia e avistámos um veleiro a vir da parte norte, a fazer-se à barra. Vimo-lo a apanhar a primeira volta de mar, mas endireitou-se; voltou a apanhar outra e endireitou-se novamente, ficando à deriva, e a tripulação foi projetada para a água”, afirmou ao DIÀRIO AS BEIRAS o armador Alexandre Carvalho.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira está assim...

Serviço público: por ser verdade e para que conste, "ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante, uma esplanada e um café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis".

Não sei porquê, mas quase sempre que vou ao Cabedelo, sou abordado sobre o estado de degradação do mamarracho com mau aspecto, que é agora o  edifício que serviu de sede administrativa ao antigo parque de campismo que existiu no Cabedelo.
Lá tenho que recorrer ao que foi publicado pelo Diário as Beiras, na edição de 19 de Maio de 2023.
"Os concessionários que aguardavam luz verde para instalarem os seus equipamentos na zona requalificada do Cabedelo já podem levantar as licenças de construção, uma vez que a passagem dos terrenos e de três edifícios, da administração portuária para o Município da Figueira da Foz, já foi formalizada. 
São quatro os espaços concessionados: um destinado a restauração e os outros a escolas de surf. 
Àqueles quatro, em breve poderão juntar-se outros três. 
«Possivelmente, vamos avançar com a concessão dos balneários do antigo parque de campismo, que também deverão ser utilizados para apoios de praia [restauração], negócios relacionados com a actividade do surf ou outros» - disse na altura o vereador Manuel Domingues. 
Ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante e café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis. 
Este imóvel instalado na nova praça do Cabedelo é o mais cobiçado.  
O edifício-sede do antigo parque de campismo integra o estudo de viabilidade económica para a concessão da futura marina do Cabedelo, daí ter sido excluído do pacote de transferência de património da administração portuária para o município."

Recorde-se, que o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, que eu conheço como as palmas das minhas mãos, que condicionou todo o projecto de requalificação do Cabedelo, que deu, por responsabilidade da gestão socialista então à frente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, naquilo que já todos sabem, que se encontra em estado de degradação em marcha acelerada, tem tudo para tonar-se numa BELA e TURÍSTICA ruína, a acompanhar, num futuro não muito longínquo, a ruína geral que vai ser o resultado do plano de requlificação  do Cabedelo levado a cabo pelo município da Figueira da Foz entre 2017 e 2022.
Naqule edifício, em tempos não muito recuados, existiu, na minha opinião, a mais bela e aprazível esplanada debruçada sobre o mar do concelho da Figueira da Foz.
Neste momento, depois da passagem da Kristin, o edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira da Foz, ficou assim:

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Passou agora a ser “uma obra inevitável”: «consenso parlamentar para construção de bypass»

Há novidades: segundo o Diário de Coimbra "o Livre conseguiu validar no Orçamento do Estado para 2026 a proposta para lançar o concurso público para a conceção e construção da obra do sistema fixo de transposição sedimentar (bypass) da Barra da Figueira da Foz, cuja verba mínima disponível é de 18,1 milhões de euros, a qual deve ser financiada através da alocação de fundos do Programa Portugal 2030". Para Miguel Figueira, do SOS Cabedelo, a decisão tomada na segunda-feira na Assembleia da República, por unanimidade, reflete o “consenso político e académico” sobre a solução a adotar para evitar a erosão na costa sul da Figueira da Foz. O activista sublinhou à agência Lusa que “este consenso reflete a consciência social que ajudámos a construir e, finalmente, está definido o caminho a adotar pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que tem de colocar em prática a solução que se impõe”“Sempre defendemos a solução de ‘bypass’, baseados na comunidade científica e como aplicação do melhor que se faz noutras partes do mundo, porque é impossível manter a areia na praia, se esta não estiver sempre a ser alimentada”, frisou.

Recordemos algumas questões:
1ª. 
"Entre 1958 e 2020,  Portugal continental perdeu 1313 hectares de costa, o equivalente a 1313 campos de futebol, com recuos da linha de costa entre 0,5 e 9 metros por ano", segundo informações da Agência Portuguesa do Ambiente.
Na década de 2010/2020, "o agravamento das taxas de erosão foi de um terço entre a Costa Nova (Ílhavo) e Mira, duas vezes entre Castelo do Neiva e Esposende, Ofir (Esposende) e Estela (Póvoa de Varzim), Cortegaça e Furadouro e a sul do Torrão do Lameiro (Ovar) e, pior, três vezes entre Cova-Gala e Lavos (Figueira da Foz)."
3ª.
A Figueira da Foz tem um problema de sedimentos: acumulam-se em frente à cidade, a Norte da foz do rio Mondego, e estão em falta nas praias a sul. A solução para resolver o problema existe: a solução passa por instalar um sistema fixo que transponha as areias do Norte para Sul, concluiu em 2021 um estudo encomendado pela Agência Portuguesa do Ambiente.
“by-pass” para transferir areias da praia, que devido a um acidente ambiental provocado pelo homem, tem o maior areal da Europa, é a solução para a costa sul do concelho.
Em 2023, a maioria absoluta do PS, inviabilizou esta pretensão da comunidade figueirense na discussão do Orçamento Geral do Estado para 2024.
desequilíbrio brutal na costa do nosso concelho, foi-se agravar anos após ano. 
O concurso público para a concepção e construção do BYPASS voltou a ser votado na Assembleia da República, nas alterações ao Orçamento de Estado 2025. Chumbou. A proposta do Livre, era igual à do ano anterior.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Avarias constantes da embarcação Carlos Simão não são normais: o que está a acontecer?

Segundo o Município da Figueira da Foz, devido a avaria da embarcação, a travessia fluvial entre as duas margens da foz do Mondego encontra-se  “suspensa por tempo ainda por determinar”.
Entretanto, o serviço é assegurado pelo miniautocarro elétrico “Fozbus”.
Em finais de Setembro de 2020«a Câmara da Figueira da Foz já tinha estudado o assunto e anunciou que iria apresentar a curto prazo uma embarcação elétrica para efetuar transporte de passageiros entre as duas margens do rio Mondego.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da autarquia na altura, Dr. Carlos Monteiro, adiantou que o município estava a preparar o processo de aquisição.»
Segundo Carlos Monteiro, trata-se de uma embarcação com painéis fotovoltaicos, com capacidade para 45 a 50 passageiros e transporte de bicicletas, cujo preço ronda os 530 mil euros. 
Veio uma embarcação com lotação para 30 e poucos passageiros e transporte de bicicletas...
“Havendo uma embarcação elétrica, a transição entre margens é muito menos poluente e mais rápida”, sublinhou o autarca, que pretendia ter a embarcação a operar todos os dias. 
O presidente da câmara justificou ainda a aposta nas ligações de barco no Mondego com o facto de o Hospital Distrital da Figueira da Foz, que “tem 800 funcionários”, se encontrar na margem sul da cidade. Depois de ouvir a intenção do autarca, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, disse que não será “nada difícil incluir” o projeto nas “elegibilidades”, com vista a financiamento. A governante destacou o projeto da Ciclovia do Mondego como um exemplo de coesão e de diminuição do trânsito e da poluição em zonas urbanas. “Esta primeira fase é simbólica e é sinal da aposta deste concelho numa mobilidade de futuro”, salientou a ministra, na inauguração dos primeiros quatro quilómetros da ciclovia no concelho da Figueira da Foz, entre a estação de caminho-de-ferro e Vila Verde, no distrito de Coimbra.»
Os anos passaram. Mudou o presidente de Câmara e no dia 24 de Maio de 2023 realizou-se na Estação Fluvial da Margem Sul – Cabedelo (Figueira da Foz) a cerimónia de Baptismo do Barco Eléctrico que passou a ter o nome do ex Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, Carlos Simão.
A retoma da travessia do Mondego por barco foi um sucesso e foi necessário o reforço com outra embarcação: o Costa Nova que veio de Aveiro.
«As embarcações Carlos Simão e Costa Nova, as duas embarcações que asseguraram a travessia da foz do Rio Mondego nesse verão, uma elétrica e outra com motor de combustão, entre 16 de julho e 30 de novembro de 2023, transportaram 69.744 passageiros.»
O Costa Nova desapareceu e a embarcação Carlos Simão tem tido avarias constantes.
Neste momento, a travessia fluvial entre as duas margens da foz do Mondego encontra-se  “suspensa por tempo ainda por determinar”. 
Alguma coisa está a correr menos bem: tantas avarias numa embarcação com pouco mais de 2 anos de actividade não será algo anormal?..

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Mondego

 Foto: António Agostinho

O meu rio, claro, é o Mondego, rio que marcha para a foz, trazendo a memória e histórias de boas gentes e paisagens únicas.

Conheço-o, sobretudo, na parte mais final, a partir da Ereira, antes de se espraiar no Atlântico, frente à Figueira da Foz e ao Cabedelo. Mas, também já o vi na zona de Penacova, Coimbra e Montemor-o-Velho.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Estátuas de Mário Silva e a "A preguiça" vandalizadas


Sem estabelecer uma ligação entre os dois casos, a escultura “A preguiça” foi vandalizada poucos dias depois de o busto do pintor Mário Silva, instalado na praça da Praia do Cabedelo, também ter sido alvo de actos de vandalismo. A face foi pintada com várias cores e o tronco vestido com uma camisola. Na escultura “A preguiça”, além de ter sido partida a perna direita, foi colocada uma “meia” no pé da perna danifi cada.
Será que estamos numa sociedade sem valores ou referênciais, onde não existe tempo, inteligência e disponibilidade para contextualizar rigorosamente nada?
Será que estamos a caminhar para o vácuo completo e egoísta?...