terça-feira, 15 de setembro de 2009

500 euros de telemóvel por mês?... Coisa pouca quando se pensa que é à borla…

Via o blogue política de choque, fui alertado para a notícia que reproduzo abaixo do diário as Beiras de hoje:

“A ADMINISTRAÇÃO da Empresa Geral de Fomento (EGF) entrou com um processo cível no Tribunal da Figueira da Foz exigindo ao antigo presidente o pagamento de mais de cinco mil euros de chamadas telefónicas.
Miguel Almeida utilizou o cartão de telemóvel atribuído pela estrutura durante cerca de um ano depois de ter saído.
Entretanto, o antigo presidente do conselho de administração propôs um acordo que passava
pelo pagamento de metade da verba reclamada, mas a empresa não aceitou a proposta e
avançou para tribunal. “Se existe o processo cível é porque eu entendo que eu não devo pagar.
Não sou eu quem trata dessas coisas, ou seja, do pagamento de despesas de telecomunicações, é o meu contabilista, e a empresa não me tinha avisado”, justificou Miguel Almeida ao DIÁRIO AS BEIRAS.
Esclareceu ainda que o número de telemóvel utilizado era o mesmo que tinha antes de presidir
à EGF. “Saí da empresa e não foi cancelado o cartão de telemóvel. Fiz chamadas durante
um ano e não só não cortaram o telemóvel, como não me avisaram que continuava a fazer
chamadas pagas pela EGF. Ora, isto denota um princípio de má gestão”, acusa Miguel Almeida.
E garantiu: “não sou rico, não tenho dinheiro para pagar essa factura”.
O deputado e candidato à Assembleia da República e número três da lista de Duarte Silva à Câmara da Figueira da Foz conclui que a data da entrada do processo em tribunal não é mera coincidência. “Acho estranho que a um mês das eleições entre este processo em tribunal.
Como dizia o outro, não há coincidências…”, rematou.
Miguel Almeida presidiu à EGF, do Grupo Águas de Portugal, durante oito meses, entre 2004 e 2005.”

2 comentários:

Fernando disse...

Estes são os que são denunciados, cadê os outros, ou têm dúvidas dos abusos destes "senhores" que julgam que são mais que os outros.
Eu também não sou rico mas pago, sempre, as minhas dívidas, e ponto final.
De facto isto não é nada comparado com o que para aí vai.
Se fosse no Japão, onde as pessoas se suicidam por questões como esta...
F.S.

Joaquim Moreira disse...

Esta cabeça, entende que por exemplo, se um professor mudar de escola não deve devolver as chaves do seu cacifo, quem aluga uma casa, finalizado o período de aluguer, não deve devolver as chaves ao senhorio,etc...
A responsabilidade destes novos figurantes, nomeadamente em lugares de responsabilidade,é tb extensiva a quem os lá colocou,não devido ao mérito ou a um concurso,mas no seguimento da prestação de favores e de engenhosas "cambalhotas"
JM