sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Todos não somos de mais


Quem tem a ousadia, como  é o meu caso, de desde 1976  ter opinião própria e ter a veleidade, ainda por cima,  de expô-la publicamente, especialmente em meios pequenos, aprende, com o tempo, a lidar com as críticas à mensagem  e  os ataques ao mensageiro.
Lido com isso há décadas. Apesar de nos quererem fazer crer que vivemos num País e numa Terra de brandos costumes, já tive de tudo: desde ameaças explícitas do patronato  até ameaças físicas…
Deixo à vossa imaginação o resto.
Embora correndo os riscos inerentes de quem ousa assumir a vida em plenitude, ainda para mais num meio pequeno e medríocre como é a Figueira,  nunca, como hoje,  foi tão importante escrever e ter opinião livre – na Figueira e no País.
A falta  de verdadeiros órgãos de informação deixou o espaço livre para a propaganda.
Sabemos que, espaços como este, não passam de D. Quixotes.
Contudo, nada é mais importante na vida do que ser livre.
Portugal,  está longe de ser uma nação civilizada. A Figueira, está longe de ser uma cidade aberta e tolerante.
Num País moderno e numa cidade civilizada e adulta, o pensamento e as ideias diferentes  coexistiriam  num contexto saudável, franco e aberto, sem preconceitos, sem amputações provocadas por velhos ódios recalcados, escondidos, latentes, perversos.
Por isso mesmo, por haver tanto caminho a percorrer até chegarmos a uma sociedade livre e tolerante, todos não somos de mais para alcançarmos essa aparente utopia.

3 comentários:

mario ferreira disse...

Faço minhas as tuas palavras.
A liberdade só existe quando um direito de todos

Olímpio disse...

Uma sociedade livre e tolerante, mas o que é que os meus amigos Agostinho e colega Mário, me querem vender?
Para regularizar as vossas consciencias civicas só de uma banda, por isso unicas, venham é pagar um almoço ao barbeiro e cabeleireiro da Cova Gala, para depois conversarmos sobre essa tal sociedade livre e tolerante Aí vai aquele abraço universalista e fraterno, mas não me vendam banha da cobra pela vossa rica e preciosa saude Olimpio fernandes

Olímpio disse...

Sociedade livre e tolerante! mas o que é que os meus amigos Agostinho e colega Mário, me querem vender?
Mas uma sociedade livre e tolerante no comunismo, só de uma banda só? Venham é pagar um almoço ao barbeiro cabeleireiro, seus safados, de elevadas consciências civicas, é certo, mas de todo vencidas na história e no tempo, porque nada livres e muito menos tolerantes. Tolerante sou eu em vos aturar, meus caros amigos. Abraço sem bufos á esquina! Olimpio Fernandes