sexta-feira, 18 de agosto de 2006

A propósito de um comentário




Foto "sacada" ao Cova-Gala e sua gente
http://groups.msn.com/covagalaesuagente


O Senhor Vitor Abreu remeteu-nos um comentário para o post "Será possível discutir o problema?"
O comentário foi publicado no local próprio.
Porém, dado o inegável interesse e relevância do assunto, fica a citação neste espaço:

“Este assunto não está encerrado e apresentarei brevemente a opinião de pessoas que defendem várias soluções. Mas também vos esclarecerei sobre os regulamentos existentes para se realizar uma Festa Religiosa em honra de um Santo. Agora espero que este assunto de tão grande importância para a nossa Freguesia não sirva para ataques políticos pois se assim for a minha intervenção neste blog termina. O meu lema é um por todos e todos por São Pedro seja qual for a cor. Até breve...”

Para que tudo fique claro e límpido, passamos igualmente a transcrever a posição do OUTRA MARGEM.

“O OUTRA MARGEM não é responsável pelas opiniões emitidas no espaço dedicado aos comentários. É seu propósito que haja a máxima liberdade de expressão
A participação dos covagalenses na discussão e troca de ideias sobre os problemas da sua Terra é uma manifestação democrática e saudável de inegável interesse cívico. Foi esse o espírito dos que pensaram, criaram e mantêm este espaço.”


Pelo exposto pensamos que, tanto o Senhor Vítor Abreu, como o OUTRA MARGEM, naturalmente cada um do seu modo, todos estamos por São Pedro.
Resta-nos, uma vez mais, disponibilizar o espaço deste Blog para um assunto que consideramos do máximo interesse ser abordado, com elevação, pelos covagalenses.
É essa a razão de ser deste fórum de informação e discussão dos problemas da nossa Terra.
Venha o esclarecimento.

8 comentários:

albino disse...

Máxima liberdade de expressão?
ò Agostinho, tu trata-te, pá.
Andas sempre de tesoura, cola e lápis nos coment´rios e agora vens falar em liberdade de expressão.
Trata-te, pá.

Agostinho disse...

Se estiver a pensar insultar ou difamar pessoas ou grupos, para prejudicar a utilização leal deste espaço, informamos que é tempo perdido. Os comentários poderão ser apagados sem aviso.

Gato Preto disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Agostinho da Silva disse...

São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.

miguel torga disse...

COMUNICADO
Na frente ocidental nada de novo.
O povo
Continua a resistir.

Sem ninguém que lhe valha,
Geme e trabalha
Até cair.

vitor abreu disse...

Aqui vai o prometido em relação ás normas que regulam uma festa religiosa.
FESTA DO PADROEIRO
Nove determinações do conselho Presbiterial da Diocese de Coimbra acerca das Festas Religiosas.
1. “O Bispo de Coimbra pede aos Párocos e comissões de festa a leitura da Carta Pastoral da Diocese de Coimbra publicada em 10 de Outubro de 1988.

2. A realização de uma festa cristã popular e tradicional, quando nela se manifestam atitudes de fé, oração, convívio fraterno, alegria sã, é um valor. Desprezar sistematicamente este modo de expressão religiosa poderá ser um erro, humilhando grupos humanos a quem não se deu suficiente catequese e provocando a sua agressividade ao sentirem-se feridos nas suas tradições. Por isso, seguindo as criteriosas do Directório da Santa Sé, peço aos Párocos e outros responsáveis da Diocese que acolham a organização destas festas, munindo-se de paciência quando ela for necessária e empenhando-se em dar à comunidade em tempo oportuno, a necessária catequese, para que as tradições de piedade tenham motivações de fé e expressões condignas.

3. O bom senso pastoral ajudará a todos, pastores e fiéis, a distinguir, entre o elenco local das festas, aquelas que merecem maior cuidado e as que poderão ter realização simples ou até omitir-se por falta de condições. Assim, os Párocos hão-de garantir a sua presença e a celebração da Eucaristia na festa principal da Paróquia, habitualmente em honra do Padroeiro. Mas os fiéis não poderão exigir que um sacerdote, desrespeitando o culto de Deus e, por vezes, as leis da Igreja, presida no mesmo dia a múltiplas festas, com celebrações precipitadas e procissões sem dignidade.

4. Para obviar a que isso aconteça, será necessário que as comunidades aceitem alterar a data da sua festa, marcando-a em diálogo com o Pároco. Na impossibilidade de haver um sacerdote, que possa presidir, o Pároco e sempre ele, indicará um leigo que poderá conduzir uma Celebração da Palavra de Deus e dirigir os cânticos e a oração durante a procissão.

5. Para que isso se faça com a dignidade que o culto de Deus nos pede e com edificação de quem toma parte no acto religioso ou o observa de fora, devem o Pároco e o Leigo escolhido preparar previamente o modo da celebração. O uso do Pálio é reservado para as procissões com o Santíssimo Sacramento ou o Santo Lenho, levados por um sacerdote. O leigo poderá levar um crucifixo bem escolhido, sendo aconselhável que ele vista uma túnica ou opa, digna e apropriada.

6. Quer no calendário, quer em outros procedimentos, deve respeitar-se o que a liturgia determina, tomando-a sempre como regra de agir e fonte de piedade.

7. As expressões de regozijo e de arte que habitualmente se conjugam com os actos de piedade, tais como as ornamentações, os foguetes, as filarmónicas, os conjuntos musicais, não devem de modo algum colidir com aquilo que é central numa festa cristã: os actos de culto. A igreja aceita unir a sua presença e os seus gestos a tradições locais, como “festas da terra” ou comemorações de acontecimentos cívicos. Mas só o fará se os valores sagrados do culto cristão forem respeitados.

8. No referente aos Mordomos, mantém-se em vigor o disposto na Carta Pastoral de 1988, sublinhando-se uma vez mais o que se requer para a sua escolha ; sejam pessoas cristãs e praticantes da fé. O Conselho verificou que muitos dos atritos e dificuldades surgidos na realização das festas resultam justamente da constituição das comissões e falta de critério na escolha dos mordomos. Por isso, se aos pastores se pede paciência e compreensão, das comunidades espera-se o acolhimento das normas estabelecidas em ordem à boa escolha de quem possa garantir que sejam verdadeiramente cristãs as festas da sua terra.

9. Também se mantêm actuais as disposições de 1988 relativas à prestação de contas e ao destino das receitas. Lembra-se a este propósito, que contradiz o Evangelho e a nossa fé o desequilíbrio, por vezes escandaloso, nos gastos com os elementos exteriores de algumas festas, entre eles a excessiva quantidade de foguetes ou as somas avultadas para conjuntos musicais. Estejam presentes no espírito de todos as necessidades maiores da comunidade, sem esquecer que entre eles haverá situações de pobreza. A reacção que por vezes se verifica no pagamento de licenças devidas pela realização da festa, leva-nos a lembrar que este é um modo de partilha com as necessidades colectivas da Diocese. Que esta perspectiva comunitária da nossa fé não seja esquecida. “

Anónimo disse...

Meu Deus,como anda o povo da minha terra!...Gregos contra Troianos...Galantes contra Covenses...Meu Deus...manda pra cá o Quim Barreiros e que a festa se faça no local de sempre,como sempre foi,mesmo antes dos canteiros..a rodear o que é do povão...também não gosto quando sujam o adro...ó quim barreirossss, atão não vens á 1º tourada da terra? olha que é pra festa...de S. Pedro...coitado nem tem nada a ver com isto...que os toiros não urinem no campo do Cova/Gala...ÁMEN...