quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Ruína e desleixo junto à melhor, mais aprazível e mais apetecível zona balnear do concelho da Figueira da Foz: o Cabedelo, em S. Pedro...

Foto sacada daqui. Mais fotos aqui.

Por brincadeira, diz-se pela Figueira que já tivemos a carraça das Abadias e a pulga da praia (outrora da Claridade, agora da Calamidade)...
Passado o verão, continuamos a ter, em pleno processo de evolução, o caruncho do Cabedelo.

Anjo exterminador...

A presente campanha política que nos está a conduzir à escolha para os próximos 4 anos, resume-se nisto.
"Ou nós, em maioria absoluta, ou o caos"
Percebe-se bem: para este anjo exterminador para além das maiorias absolutas, não há mais nada...
Ontem, Paulo Portas, num jantar comício na Casa do Povo da Ribeirinha, na ilha Terceira, Açores, que começou atrasado e sem casa cheia, apelou aos eleitores para que não confiem em promessas "que já deram para o torto" e preservem aquilo "que são resultados"
Quanto aos resultados o vice primeiro-ministro concretizou com ar sério e de homem de estado. 
"A economia está a crescer, há mais emprego, a confiança está elevada, as exportações a bater recordes, o investimento disparou e a agricultura está acima do tempo dos socialistas”.
Perante os militantes e os líderes do CDS/PP nos Açores,  o dirigente nacional dos populares anunciou ter pedido aos presidentes de Câmaras Municipais do CDS-PP para darem o exemplo e implementarem o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) pensado para melhorar o rendimento das famílias. 
“Eu pedi aos presidentes de Câmara do CDS, que se a situação financeira do município o permitir, dêem o exemplo e sejam entre os primeiros a criar o IMI familiar, que dará um desconto às famílias que por terem um maior núcleo familiar, obviamente, têm mais despesas”, prometeu Paulo Portas...
Ao contrário do que acontece no continente, em que o CDS-PP concorre às legislativas coligado com o PSD, nos Açores os populares concorrem coligados com o PPM às eleições de 04 de outubro.

Governos que praticam políticas liberais!..

As livrarias vão ser proibidas de fazer descontos superiores a 10% no preço dos livros editados ou importados há menos de 18 meses, segundo o decreto de revisão da lei do preço fixo do livro publicada hoje em Diário da República. 
Esta proibição não se refere apenas a descontos imediatos, mas a todo o tipo de promoções, créditos ou vantagens para aquisição posterior, como sejam os acumulados nos cartões de fidelização ou os vales de descontos.

O estado de coma da politica na Figueira analisado pel´O Conde D'Abranhos

Aqui.

ALERTA! ALERTA COSTEIRO 14/15 - Missão Reflorestação

Engenheiros e Técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas vão estar hoje na Cova-Gala, São Pedro, com a finalidade de escolher e avaliar o melhor local/zona, para que  no dia 23 de Novembro, Dia da Floresta Autóctone, se plantem os mil pinheiros mansos.

Via Pedro Agostinho Cruz

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O drama dele, que no fundo acabou por ser também o nosso, foi não ter enveredado pela música...

Ainda só estamos em Setembro...

foto Pedro Agostinho Cruz

O caso da isenção das taxas em Buarcos e São Julião...



Conforme demos conta aqui, os eleitos do PSD na Assembleia de Freguesia de Buarcos e São Julião, liderados por Carlos Tenreiro, solicitaram uma assembleia extraordinária deste órgão para ver esclarecidos os detalhes da animação de verão organizada por comerciantes. Essa assembleia realiza-se hoje, pelas 19 horas e 30 minutos, na Escola do 1.º Ciclo do Viso. Em causa estão os eventos realizados por concessionários de quiosques do jardim Dr. Fernando Traqueia, com vedação de espaços públicos e cobrança de entradas e isenção de taxas municipais, que como o vídeo demonstra teve enorme afluência.




Para ver melhor, basta clicar em cima das imagens
O executivo da Junta de Buarcos e São Julião (PS) afirmou, através de Rui Duarte, que esta autarquia “disponibilizou apoio (isenção de taxas) aos eventos em causa e a outros que, como este, contribuam para a promoção turística da freguesia”
Isto, no mínimo, é algo de estranho: de harmonia como o Artº. 4º. do Contrato de Concessão, cabe ao concessionário suportar os custos inerentes à animação de verão, nomeadamente o pagamento de artistas, taxas e licenças com direitos de autor, ruído, policiamento, etc. 
Conforme se verifica pelo teor do ofício da Câmara da Figueira, a Junta de Freguesia de Buarcos beneficiou da isenção das taxas, quando pelo contrato de concessão elas deveriam ter sido pagas pelo concessionário!.. 
A Junta chutou para canto e informou que apoiou a organização, partindo do princípio de que as entradas não eram pagas, o que não aconteceu... 
Vamos lá ver o que acontece na reunião extraordinária, a realizar mais logo ao fim da tarde...

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Finalmente, uma novidade política

Há políticos como as folhas de Outono: de vez em quando também largam umas gotas...


Desde que tenho memória, que tenho dado conta do azar que a Figueira tem tido com quem a tem governado.
Os figueirenses, por culpa sua, pois têm sido eles que os escolhem, têm tido a pouca sorte de terem a  governá-los pessoas de subserviência e de servilismo. 
A prioridade e a marca mais fácil de ver na cultura dos "nossos" políticos locais, foi sempre servir o dinheiro e quem o tem.
Podem dizer-me que isso é o natural, o lógico  e o humano. 
Contudo, além de  triste, isso  é explicação para muita coisa. 
É por isso que os pobres detestam a riqueza e quem a detém. 
Vamos - e isso talvez venha a ser uma mais valia que o Passos Coelho vai deixar aos portugueses -  ter de recuperar a cultura dos pobres, os valores dos pobres, a riqueza da vida dos pobres. 
Os pobres não invejam, não admiram, mas também não respeitam os ricos. Compreendem-nos e lamentam-nos. Acham caricatos os ares e a importância em que os ricos têm as aparências. 
No teatro que é a vida, os pobres só pensam numa coisa, que os ricos consideram aborrecida, "sobreviver" um dia de cada vez. 
Os nossos governantes - nacionais e locais  -  detestam os pobres. E, calões como são, fazem uso da lei do menor esforço:  tratam dos ricos, de quem dependem e a quem bajulam e veneram e se submetem
Como comecei por afirmar, desde que tenho memória, todos  os executivos figueirenses  estiveram sempre ao lado dos interesses dos ricos e dos poderosos. Nem com o 25 de Abril isso mudou. 
Querem um exemplo, visível e prático: onde estão as contrapartidas para os figueirenses pela concessão da zona de jogo?.. 
O poder económico é um grande problema. O poder económico cala, o poder económico esmaga, o poder económico consegue transformar-se num simulacro da verdade e da virtude. A caridadezinha serve para isso... 
Os pobres não são estúpidos e sabem isso melhor do que ninguém. 
Porém, os pobres não são feitos de uma substância diferente da dos ricos. 
Os exemplos de pobres que ascenderam ao poder político estão por aqui mesmo ao nosso lado e falam por eles próprios: o poder corrompe e é uma engrenagem implacável
Os pobres que não querem o poder são mais livres, mais perspicazes, mais autênticos e mais lúcidos. 
Os nossos governantes locais não chegariam aos ambicionados cargos eleitos pelos pobres, porque estes não acreditam em políticos - e têm razões para isso
Mas a sociedade não é só constituída por ricos e pobres. Também é constituída por pessoas que pensam que os pobres são pobres porque merecem. E é aqui que entra em força a ideologia. 
A tendência actual é para esconder e negar as ideologias: fazem-nos crer que identificam as nossas necessidades e os nossos objectivos e adoptam medidas, ainda que desastrosas e injustas para quem as vai sentir na pele, mas lógicas,  à luz da verdade propalada pela propaganda para os atingir. 
Não importa se as medidas são boas ou más, correctas  ou incorrectas do ponto de vista humano, social democrático,  jurídico, histórico... 
Basta pouco, muito pouco: apenas, que do ponto de vista do poder económico, sejam lógicas e sirvam os seus interesses egoístas.

No país da promiscuidade...

Banco de Portugal faz contratação polémica
 "O Banco de Portugal (BdP) tem contratado várias sociedades de advogados, bancos de investimento e consultoras para assessorar a resolução do BES e a venda do Novo Banco. Mas há uma aquisição de serviços recente que pode suscitar dúvidas, pelo potencial conflito de interesses. O regulador financeiro contratou os serviços de apoio jurídico da Cuatrecasas, Gonçalves Pereira para os processos relacionados com a resolução do BES. Esta é a sociedade que trabalha com os chineses da Anbang, o primeiro qualificado para negociar em exclusivo com o BdP a compra do Novo Banco. Apesar de o grupo segurador estar para já fora da corrida após o fracasso das negociações, houve dois contratos com a Cuatrecasas assinados em junho e julho, meses em que a Anbang se posicionava como potencial candidato a futuro dono do Novo Banco."

Amanhã realizam-se duas sessões da Assembleia de Freguesia de Buarcos e São Julião...

«Os eleitos do PSD na Assembleia de Freguesia de Buarcos e São Julião, liderados por Carlos Tenreiro, solicitaram uma assembleia extraordinária deste órgão para ver esclarecidos os detalhes da animação de verão organizada por comerciantes. 
Em causa estão eventos realizados por concessionários de quiosques do jardim Dr. Fernando Traqueia, com vedação de espaços públicos e cobrança de entradas e isenção de taxas municipais. A principal força política da oposição, que lidera a coligação Somos Figueira, afiança que estas contrapartidas da concessão (organização de eventos) não estão contempladas no respectivo contrato e exige que a junta apresente as contas relativas à animação. 
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, o executivo da Junta de Buarcos e São Julião (PS) afirmou, através de Rui Duarte, que esta autarquia “disponibilizou apoio (isenção de taxas) aos eventos em causa e a outros que, como este, contribuam para a promoção turística da freguesia”
O PSD queixa-se ainda que a assembleia extraordinária não foi convocada nos prazos regimentais, estranhando, por outro lado, que a mesma tenha sido marcada para o mesmo dia da sessão ordinária – amanhã, às 19H30 e 21H00, respectivamente, na Escola do 1.º Ciclo do Viso
A presidente da mesa da assembleia, Isabel Maranha Cardoso, justificou, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, que as duas sessões foram agendadas no mesmo dia e horários próximos “para não obrigar as pessoas a duas deslocações e evitar custos logísticos”

A isenção do serviço publico de televisão

Vítor Gonçalves, ou aliás Vítor Gonçalves Loureiro, sobrinho de Dias Loureiro, esse mesmo empresário exemplar que Passos aplaudiu, foi o jornalista escolhido para entrevistar os líderes partidários nas legislativas 2015...
Certamente por mero acaso do destino, é também o autor de uma biografia que “reconstitui os últimos cinco anos do percurso do antigo primeiro-ministro” Cavaco Silva e na qual este “responde a todas as dúvidas que ficaram em aberto e lança um olhar sobre o passado e o futuro do país”.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

São estes...

"A Europa decide hoje o futuro de milhares de refugiados, na reunião de ministros do Interior da União Europeia. Entretanto, a Alemanha suspendeu o acordo de Schengen e fechou a fronteira com a Áustria. A própria Aústria e a Eslováquia tomaram decisões no mesmo sentido. Ontem, dez jovens e quatro bebés morreram perto de uma ilha grega, quando o rudimentar barco de pesca em que viajavam se virou."

Em tempo.
São estes que, nada tendo, anseiam por continuar a viver...
São estes que, vítimas do  egoísmo dos EUA e da velha Europa, ainda nos procuram!
São estes que, pondo em risco as suas vidas e as dos seus filhos, querem estar connosco!
São estes, que tememos!..
São estes, que nos envergonham perante os nossos filhos...
São estes que nos assustam?..

Foram-se os festivais de verão, voltaram as noites de segunda ao canal 1...

A tenda está sempre montada  e a música vai continuar a ser de merda...
Está de volta Fátima Campos Ferreira.
Posto isto, a pergunta pertinente a fazer é a seguinte: teríamos um jornalismo de merda se não tivéssemos um público interessado em assuntos de merda? 
Ou então, numa variação digamos talvez mais assertiva: teríamos um público realmente interessado em assuntos de merda se não tivéssemos um jornalismo de merda?

Luís Filipe Rocha venceu a 2ª. edição do Figueira Film Art

A longa-metragem “Cinzento e negro”, do realizador Luís Filipe Rocha,  foi a grande vencedora do Figueira Film Arte – Festival de Cinema da Figueira da Foz. 
“Cinzento e negro” é um filme produzido pela Fado Filmes. Conta a história de Maria, uma mulher traída pelo companheiro, David, quando este lhe rouba um saco de dinheiro e foge, refugiando-se na ilha do Pico. Furiosa e determinada a vingar-se, ela propõe a um inspector da Polícia Judiciária, Lucas, perseguir e encontrar o companheiro. Entretanto, David, numa visita à ilha do Faial, apaixona-se por uma faialense, Marina, empregada do mítico bar Peter Café Sport. Maria e Lucas procuram David nos Açores, cruzam-se com Mariana no Faial e os três vão descobrir David na sua casa da montanha, no cimo do Pico. Num confronto final, como numa tragédia grega, Maria e David ajustam as contas que o destino lhes traçou
A cerimónia de entrega dos prémios da segunda edição do Figueira Film Art, dirigido por Luís  Albuquerque e herdeiro do extinto Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz,  decorreu  na sessão de encerramento realizada na noite de sábado, no Casino Figueira.
O júri, liderado por Andrzej Kowalski, classificou "Trama", de Luísa Soares, como a melhor curta documental. Além de Andrzej Kowalski, Pedro Pinto, Paulo Antunes e Sihan Félix integraram também o júri do festival, que começou no passado dia 7.
O prémio da melhor curta ficção foi para "A Tua Plateia", de Óscar Faria, tendo sido atribuída uma menção honrosa a Gustavo dos Santos, pela sua obra "Percpção delicada de um raio de luz".
"Nerve", subtítulo de Chicolaev (Francisco Freitas), venceu o Figueira Film Art na categoria "videoclip", tendo o júri distinguido "Achievement", de José Castanheira, com uma menção honrosa.
"Nómada Existencial", de Nuno Pais, foi escolhida pelo júri como a melhor curta escolas.
O troféu da melhor realização foi atribuído, "ex-aequo", a Luís Filipe Rocha e Roly Santos, com as películas "Cinzento e Negro" e "Manos Unidas", respectivamente.
O prémio de melhor actor principal coube a Adriano Carvalho, pela sua participação em "Doce Lar", enquanto Joana Bárcia foi considerada a melhor actriz principal, pelo seu papel em "Cinzento e Negro", de Luís Filipe Rocha, também distinguido pelo melhor argumento dos filmes a concurso.
Rodrigo Raposo foi premiado pela melhor música original, em "Trama", tendo André Szankowski, em "Cinzento e Negro", sido reconhecido pela melhor fotografia. Pedro Sousa Raposo, com "Trama", teve direito a uma menção honrosa.
"Manos Unidas" recebeu o prémio da melhor montagem, área em que a menção honrosa distinguiu "A Campanha do Creoula", de André Valentim Almeida.

Serviço pago pelo público ao PaF?..

O Prós e Contras de hoje tem como tema: «teríamos um ex-primeiro ministro preso se o PS fosse governo?» 

Em tempo. 
Tempo de antena oferecido ao dr. Rangel e aos que serve?..

domingo, 13 de setembro de 2015

A "estória" da vinda da Troika e as falhas de memória de Catroga, 4 anos e picos depois...

Não há nenhum português que não saiba quem negociou, acordou e assinou o memorando com a Troika: PS, PSD e CDS
Mas, Eduardo Catroga, que já tem uma certa idade, deve andar com problemas de memória: numa carta aberta ao líder do PS António Costa, a que o Diário de Notícias teve acesso, Eduardo Catroga diz que "tem de haver limites para a manipulação do passado". E afirma que o PSD foi "sistematicamente ignorado".
Eduardo Catroga frisa que foram as três instituições que a compunham a Troika que decidiram iniciar uma ronda de conversas com os partidos políticos de representação parlamentar, assim como com os parceiros sociais e outras entidades da sociedade civil, pelo que o PSD foi naturalmente incluído nesse conjunto de interlocutores.
"A conversa não foi uma negociação. Na referida reunião, o PSD transmitiu à troika as linhas gerais da política económico-financeira do seu próprio programa partidário. A troika limitou-se a escutar-nos". Nessa conversa estiveram além de Catroga, Carlos Moedas e Abel Mateus.
O economista e antigo ministro das Finanças afirma, agora, que o "PSD foi sistematicamente ignorado" pelo governo de então, e só encontrou "silêncio e opacidade" em torno das negociações com a troika. Daí as quatro cartas que Catroga diz ter escrito, nessa altura, ao ministro Pedro Silva Pereira e foram públicas.
Nem vou escrever mais nada. Para verificarem como estes políticos mudam de opinião conforme a oportunidade, vejam o vídeo abaixo.
É só comparar entre o que diz agora Catroga, com o que disse na altura, especialmente a partir dos 4 minutos e 39 segundos

Olho com pena genuína para esta gente: a minha memória está consideravelmente melhor. 
Ou isso, ou não tenho necessidade de me esquecer de me esquecer.