Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

segunda-feira, 15 de abril de 2013

clube do Aprígio Santos em maus lençóis...

Jogadores da Naval não treinaram em protesto contra salário
O treino no estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz, estava marcado para as 10:00, mas os jogadores reuniram-se uma hora antes e, segundo uma fonte do plantel, decidiram tomar esta posição colectiva face ao atraso de pagamento de quatro meses de salários. In Expresso

Liga confirma perda de 12 pontos 
A Naval perdeu esta segunda-feira 12 pontos na Segunda Liga, por dívidas a dois clubes brasileiros, após a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) ter dado sequência à decisões do Comité Disciplinar da FIFA. In Record


Comentário político, ou conversa de tasca?..

Marcelo Rebelo de Sousa, ontem, na TVI: "Gaspar não tem a categoria política de Salazar"!..

Em tempo.
Embora isto seja difícil de decifrar, alguém terá de ficar mal na fotografia.
Será  Salazar,  Vítor Gaspar, ou Marcelo Rebelo de Sousa?..

País desgraçado, ou desgraçado País?..

«JOSÉ ALBERTO»

Lugre bacalhoeiro de casco de aço e com quatro mastros construído em 1923 na Dinamarca, no estaleiro da firma H. C. Christensen, de Warstre. Foi baptizado pelo seu primeiro proprietário (Red. Damp-og Seilskibs A/S, de Marstal) com o nome de «Caroline» e navegou com carga geral até 1935, ano em que foi adquirido pelos armadores portugueses da Sociedade de Pesca Oceano Lda, da Figueira da Foz. Segundo várias fontes, o «José Alberto» retomou o nome do primeiro navio da cidade da foz do Mondego a ser preparado (em 1902) para a pesca do bacalhau. O lugre de 1935 apresentava 687 toneladas de arqueação bruta e media 60 metros de comprimento fora a fora por 9,90 metros de boca por 3,50 metros de pontal. Podia carregar mais de 11 000 quintais de peixe salgado. Foi-lhe adaptado, em 1937, uma máquina Deutz de 480 bhp de potência. A sua tripulação compreendia 69 homens entre marinheiros e pescadores. Foi seu primeiro comandante (até 1939) o capitão João de Deus. Depois de muitos anos de serviço útil nos longínquos mares do Canadá e da Groenlândia, o «José Alberto» perdeu-se -durante a campanha de pesca de 1968- na zona de Virgin Rocks (Terra Nova), devido a um incêndio que se declarou a bordo e que não foi possível extinguir. Felizmente todos os seus homens puderam colocar-se a salvo antes do soçobro deste malogrado navio bacalhoeiro, que deixou imensas saudades na população figueirense.

Via A Ler Navios

O MARIDO DA LAURA PODERÁ SER INCONSTITUCIONAL?

Como é que se explica ao político que só percebe de tráfico de relações humanas, e nada de relações humanas, que atrás de cada desempregado, está um flagelo, financeiro, é verdade, mas também, uma calamidade...humana?

Via FINALMENTE SOU UM GAJO DESEMPREGADO

domingo, 14 de abril de 2013

A EUROPA NO GOVERNO *



"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."

Eça de Queiroz, in Os Maias

* Título do post sacado daqui

Profundo PSD

O Conselho Nacional do PSD aprovou um voto de louvor ao militante Miguel Relvas, no dia em que este deixou o Governo, subscrito, em primeiro lugar, por Sabrina Furtado, Luís Montenegro e Luís Menezes.
O documento descreve a atuação de Miguel Relvas como "de inexcedível lealdade à causa pública posto ao serviço de Portugal e dos portugueses" e enaltece "o seu contributo como militante e dirigente do partido, particularmente nos últimos cinco anos".

Posse dos novos membros do Governo...

Cardoso da Costa, Pedro Lomba, Emídio Guerreiro, Teresa Morais, Poiares Maduro
e Marques Guedes:  os novos governantes num alinhamento curioso
Passos
- Portas estava «demasiado longe» para assistir à tomada de posse

Bom domingo

sábado, 13 de abril de 2013

Vieram para fazer o que fizeram… Vieram para fazer o que estão a fazer…

1. O governo irlandês conseguiu um prolongamento do pagamento da dívida. Parece que a simpatia se estendeu a Portugal, apesar de todos os esforços de Vitor Gaspar.
2. O alargamento do prazo em sete anos significa que pagaremos menos mil milhões de euros por ano. Uma quantia mais ou menos idêntica à que foi vilmente boicotada pelo tribunal constitucional.
3. Um esquerdista impenitente como eu retira daí que afinal vale a pena negociar com a Europa. Mas, já se sabe, estou intoxicado pelos jornalistas do “Público”.
4. A austeridade continua. Será alargada aos desempregados e aos doentes, ou seja, aos “bens não transacionáveis”...
Isto vai lá.

Os filhos da democracia...


Quase 40 anos depois do fim da ditadura de Salazar/Caetano, o Estado social e a escola pública, educou e formou aqueles que estão a proceder à sua destruição.
E, pasmem, foram os que dentro do sistema, os que foram eleitos pelos Portugueses, os que  seguiram as regras da democracia, os  que estão a fazer todo o trabalhimo!
Estes são os verdadeiros filhos do 25 de Abril?.. 
Ou do 25 de Novembro?..
A Democracia tem destas coisas.
 Vejamos, dois exemplos:

Declaração de interesses.
Neste momento, desde meados de outubro p.p., após 41 anos de carreira contributiva para a segurança social, estou desempregado.
Os 6% que me querem retirar, do meu ponto de vista, é um roubo.
Sinto-me roubado e não posso  apresentar queixa na esquadra mais próxima. 
Portanto, ninguém irá preso...
E se não  se prende ninguém por me roubar a mim e a centenas de milhares  de portugueses, porque carga de água é que se há-de prender alguém por assaltar um banco ou uma carrinha de valores?...
Mais: já agora, se me querem roubar, a mim e a centenas de milhares de  desempregados, porque é que esse tal de gaspar não elabora um decerto a mandar fuzilar, por exemplo 500.000 desempregados?...
Será porque, por enquanto,  é contra a lei fundamental do país?...
Pois, se é só por isso, é um muito fraco argumento: roubar 6% também o é!..

Veleiro alemão naufragado quarta-feira já foi removido da praia do Cabedelo...

O veleiro alemão, naufragado na quarta-feira à entrada do porto da Figueira da Foz, foi removido esta manhã da praia do Cabedelo, numa operação que envolveu uma grua de grandes dimensões e decorreu ao longo de cinco horas.

Mais pormenores aqui.

Uma carta de "amor" à troika e de "ódio" aos portugueses, escrita em inglês!..

Ver aqui, em português.

«Este Governo parecia estar de pedra e cal e agora abana por todos os lados»

A Sociedade Instrução Tavaredense encheu-se a noite passada para receber o secretário-geral do Partido Comunista Português.


Jerónimo de Sousa afirmou que o actual Governo chegou ao poder “prometendo o que sabia que não ia cumprir”,  “fazendo agora da chantagem a sua tábua de salvação”. O líder comunista considerou que a decisão do Tribunal Constitucional (TC), que “obriga o Governo a devolver os subsídios que roubou”, foi dramatizada pelo PSD para ser, juntamente com a própria Constituição da República Portuguesa, “a origem de todos os problemas actuais e riscos futuros do país” quando, assegurou Jerónimo de Sousa, estão em causa “apenas umas décimas” do défice das contas públicas. “Este Governo é responsável por um valor que equivale a três vezes mais do que o representado pelas quatro normas chumbadas pelo TC”, garantiu. “Este Governo é que já destruiu 430.000 empregos; já empurrou para a emigração mais de 250.000 pessoas”, acusou. O objectivo da dramatização pelo Governo, defendeu o secretário-geral do PCP, é levar avante “as políticas de liquidação das prestações sociais e dos serviços públicos (…) favorecendo interesses privados”, como, acredita, “há muito estava programado pelo actual Governo com o FMI e a Troika”. A solução, diz Jerónimo de Sousa, é “devolver a palavra ao povo” e “não dar tréguas a esta política”. Defendendo “o valor estratégico da luta”, o líder comunista sublinhou que “este Governo parecia estar de pedra e cal e agora abana por todos os lados”.

Estaleiros Navais do Mondego, ferrovia e arroz

Jerónimo de Sousa não esqueceu, na sua intervenção, os problemas que afectam mais directamente a Figueira da Foz. Sobre os Estaleiros Navais do Mondego (ENM), lembrou “os 236 navios construídos”, e a mão-de-obra altamente especializada numa área crucial para o país, lamentando “todo o processo que culminou na venda a uma empresa sem condições financeiras nem experiência na construção naval”.
Aos produtores de arroz do Baixo Mondego, Jerónimo de Sousa deixou uma palavra de solidariedade, apontando o dedo aos sucessivos ministros que “vão sempre dizendo que há dinheiro para a obra hidroagrícola, mas esta nunca avança”.
No que respeita à ferrovia, o líder comunista acusou PS e PSD de a destruírem, em conjunto. “Primeiro foram as oficinas da EMEF, agora preparam-se para encerrar a Linha do Oeste e desmantelar o ramal Pampilhosa-Figueira da Foz”, concretizou.

Aumentar impostos… ao capital

“Ora agora governas tu, mal; ora agora governo eu, mal”, ironizou Jerónimo de Sousa, a propósito dos chamados partidos do arco do poder. A receita, partilhada também, “continuará a ser a de aumentar impostos e sacrifícios sempre aos mesmos, deixando de fora o capital”. Com críticas directas aos “donos” dos grandes grupos económicos que retiraram as suas sedes fiscais de Portugal, “Pingos Doces e Continentes”, o secretário-geral do PCP lamentou que “esses capitalistas com as costas quentes ainda tenham a arrogância de defender que a solução passa por salários ainda mais baixo, julgando que podem falar como antes do 25 de Abril”.
A manter-se o rumo, Jerónimo de Sousa afirma que “o desemprego aumentará, o país ficará mais pobre e nunca conseguirá pagar a dívida”. Em sentido contrário, o PCP defende “a renegociação total da dívida, em todos dos prazos”, já que as modificações parciais se destinam, acredita, a perpetuar a dívida e a dependência, assegurando juros cada vez maiores aos credores. Apoiar políticas de aumento da produção, de reindustrialização, de agricultura e das pescas, pondo travão às PPPs onde, acusa, “a montanha pariu um rato”, e às rendas excessivas nas energias, “em que nos atiraram areia para os olhos”, é a solução defendida pelo PCP, “tendo como objectivo o pleno emprego”.

« É possível derrotar este Governo e salvar o país»

“Portugal precisa de um Governo que não seja um pau mandado”, disse Jerónimo de Sousa. Para que isso aconteça, sublinhou, “é preciso acreditar que é possível derrotar este Governo e salvar o país” e, acrescentou, “não há solução patriótica e de Esquerda sem o PCP”.
“Queremos ruptura, mudança e participação numa política de Esquerda”, afirmou, “mas não queremos um ou dois ministérios, para depois sermos co-responsáveis de uma política de Direita”, concluiu.

Texto de Andreia Lemos, sacado ao Figueira na Hora
Fotos António Agostinho

O Governo quer pôr desempregados, doentes e reformados a descontar sobre descontos que já fizeram!..


Vítor Gaspar afirmou nesta sexta-feira em Dublin, Irlanda, que uma das medidas com que o Governo conta preencher o buraco orçamental deste ano será um "redesenho" das contribuições que serão impostas aos beneficiários dos subsídios de desemprego e de doença.

O que têm estes dois homens em comum?..

Miguel Relvas foi professor no ensino superior. O ex-ministro que tem o grau académico de licenciado em causa deu aulas no Instituto Superior de Comunicação Empresarial. A seu cargo tinha a cadeira de Marketing Político. O programa Sexta às Nove descobriu que Miguel Relvas partilhou a docência desta disciplina com António José Seguro. 

Daqui

Mercado Municipal vai reabrir em Junho próximo

A mudança do mercado provisório, instalado na Praça das Gaivotas, para o mercado municipal,acontecerá a 3 de junho próximo
Os comerciantes e os clientes habituais vão notar muitas diferenças, com a traça original a combinar com novas e modernas soluções de arquitetura de interiores, além da melhoria das condições higiénicas e sanitárias. Entre as novidades destaca-se a intervenção no piso superior, ao qual também pode aceder-se através de escadas rolantes, com novos espaços comerciais. Está prevista para esta zona do mercado a instalação de postos de atendimento da Águas da Figueira, serviços de câmara e um banco. Há ainda espaço para um restaurante ou similar, com vistas para o jardim municipal e para o rio.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Gaspar do direito?

Fiquei a saber que Poiares Maduro acha que salvar o euro é o maior desafio da Europa (eu pensava que seria combater o desemprego, mas a verdade é que o “sonho” europeu destas elites parece valer bem o pesadelo de milhões de desempregados). Fiquei também a saber, através de mais uma inenarrável peça de Eva Gaspar, que Maduro já garantiu que o PIB islandês até caiu cerca 40%, graças à crise financeira. Consultando as estatísticas islandesas concluo que caiu um total de cerca de 10%, em 2009 e 2010, e que a recuperação já se iniciou, com os níveis de desemprego conhecidos, ou seja, nunca se ultrapassou os 8% (Portugal antes do euro era assim em termos de taxa de desemprego). É claro que Maduro fala do rendimento medido em dólares, o que diz muito sobre a natureza de classe do seu raciocínio (sempre preocupado com quem viaja e com quem importa carros e tal) e o que obviamente toma em conta a vital desvalorização da moeda islandesa (para ajudar ao mais rápido ajustamento da economia). Medida desta forma a crise nem se vê em Portugal, até porque o euro se valorizou (a crise não existe para quem tem emprego garantido sem cortes e viaja muito para os EUA). É claro que para quem vive na Islândia essa medida tem pouco significado. O que conta é mesmo a evolução do rendimento real, do rendimento nominal descontada a inflação. De resto, este tipo de exercício diz muito sobre o tipo de argumentos que demasiados defensores do euro fazem e sobre os jornalistas que os reproduzem com tanto entusiasmo. Temos mais um para sacrificar o país em nome dos amanhãs europeus que cantam. Isto não vai correr bem.

João Rodrigues