terça-feira, 13 de setembro de 2016

Notícias da Figueira...

Com todo o respeito e consideração pelos profissionais da comunicação social figueirense, as pessoas vêm cada vez melhor, que aquilo que lêm nos jornais que falam sobre a Figueira, pode ser informação, mas não são as notícias do que na realidade se passa na Figueira...
Alguns, certamente poucos, ainda consultam essas páginas à espera de notícias...
Mas as “boas” "simpáticas" e “agradáveis” notícias, que é aquilo que normalmente é publicado, está mais do que provado, não vende!
Se não podem fazer mais, porque não se limitam a noticiar a necrologia, que essa é uma receita já testada e  garantida?..

Não notam qualquer coisa de estranho na mercearia figueirense?.. (II)

O chumbo do executivo camarário de  Duarte Silva (Acta nº. 1 da reunião ordinária de 07-01.2008)...
" - Os pareceres emitidos pela DOT e pelo Trânsito vêm reforçar aquilo que já tinha sido informado nos pontos 2, 3, 4 e 5 da informação técnica de 10/10/2007, pelo que se propõe a emissão de parecer desfavorável ao pedido".
Para amanhã fica a demonstração de como os técnicos mudam de opinião, conforme quem os comanda...

A prova de que ninguém volta da Europa como foi...

Durão Barroso tratado como lobista? 

Nota de rodapé.
"É, portanto, justo que passem a tratá-lo de acordo com a função que sempre desempenhou, como um rei que, finalmente, ocupa o trono depois de desesperar pacientemente por se sentar nele. A Europa poderia aproveitar, aliás, a ocasião e atribuir o mesmo título a muitos outros, começando por Juncker."

Análise ou vontade

"Uma das coisas que mais me diverte é ver alguns comentários a destilarem tristeza e nostalgia com o PCP e o BE dizendo qualquer coisa como «olhem como eles eram e vejam como eles são»
Bizarras saudades, não dos partidos poderosos e reivindicativos, mas dos tempos em que eles estavam fora do poder e esbracejavam impotentes na oposição
Ah!, como a gente os percebe!"

José Pacheco Pereira

Desleixo inqualificável

foto António Agostinho
Desde novembro de 2002, que na praia do Cabedelo, está perpetuado o nome de Mário Silva, recentemente falecido, um artista plástico de referência, culturalmente inserido na geração de 1960, que pautou a sua carreira por uma acção cultural, humorística e literária de contestação e crítica à sociedade.
“Foi uma homenagem que o encheu de orgulho, pois foi na Figueira que aprendeu a amar", afirmou o pintor um dia à comunicação social.
E o seu busto em bronze, da autoria do escultor Agustín Casillas, lá continua, como a foto de ontem à tarde atesta.
Foi uma homenagem feita ainda em vida ao artista – Mário Silva tinha na altura 73 anos - à sua rebeldia e mestria. 
No momento em que o Mestre partiu, o largo onde está o seu busto encontra-se no miserável estado que pode ser comprovado pela foto...
Um homem que fez da vida uma obra de arte, não merece isto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Este arremedo de europa...

daqui
Nota de rodapé.
Como se a questão não fosse o privilégio que Durão Barroso teve em ser presidente da Comissão Europeia; como se a questão não fosse o conhecimento privilegiado adquirido por Durão Barroso enquanto presidente da Comissão Europeia; como se a questão não fosse a agenda de contactos metodicamente preenchida por Durão Barroso presidente da Comissão Europeia.

daqui

Torres

Nota de rodapé.
Eis a marginal, ainda sem as torres Atlântico, o Titanic e a J. Pimenta.
A Figueira era, então, uma cidade. 
Moderna.
Hoje em dia, são evidentes e crassos os erros de planificação na marginal, de que são responsáveis os poderes autárquicos locais dos dois partidos do arco do poder figueirense.
PS e PSD, foram coniventes com os desmandos que se cometeram devido à falta de sensibilidade para o equilíbrio e a manutenção que convém aprender a preservar.
Nenhum deles fica bem na fotografia.
Observe-se a foto a preto e branco e compare-se com a modernidade pacóvia que a Figueira ostenta hoje, naquela marginal, promovida ou consentida por esses responsáveis.

Não notam qualquer coisa de estranho na mercearia figueirense?..

Está a acontecer há alguns anos, em silêncio, um brutal aumento do preço dos bens alimentares no nosso país.
Sem primeiras páginas e sem especialistas das televisões, este será brevemente o maior desafio de Portugal: a fome.
Neste momento, curiosamente, na Figueira, se há  sector económico onde se verifica uma concorrência feroz, é na mercearia...
Anda no ar qualquer coisa de muito estranho...
Não esquecer: dois dos portugueses mais ricos, são merceeiros...

domingo, 11 de setembro de 2016

Taça de Portugal de Surfing 2016/2017

Associação Surf Costa De Caparica é a grande vencedora da Taça de Portugal de Surfing 2016/2017.
Destaque para os figueirenses Jaime Jesus e Tomás Silva que venceram a Taça de Portugal nas suas categorias, Bodyboard Open e Bodyboard Junior respectivamente. 
ABFM - Associação de Bodyboard Foz do Mondego sagrou-se vice campeã da Taça de Portugal na Categoria de Bodyboard, titulo que foi ganho pelos atletas de Carcavelos. 
Na classificação geral a ABFM alcançou o 5º lugar e a Associação Surf Figueira Foz o 6º.
 


Via Pedro Agostinho Cruz

Hoje, a título excepcional, vou falar de mim e do meu objectivo de vida

Quando eu nasci, em 1954, na minha casa não havia electricidade (apesar da luz eléctrica ter chegado à Cova e Gala em março de 1940), rede de esgotos e nem água canalizada.
Imagino, o quanto isso não será complicado de compreender para certas pessoas que, nos dias de hoje, vivem na Aldeia!..

O meu berço foi pobre e as fraldinhas eram de pano. 
A minha saudosa avó Rosa Maia e a minha mãe lavavam as fraldas que me acolhiam os sobejos do corpo, com a água do poço, o recordado poço do Tzé Maia, num tanque ao lado e com a ajuda do sol, que as corava. 

Não havia casa de banho na minha casa. 
Para me darem banho na cozinha, a minha mãe e a minha avó aqueciam, em lume de lenha, uma panela de água.
O gás era caríssimo e a energia eléctrica ainda não tinha chegado à minha casa...
Sou do tempo do candeeiro a petróleo.

Entretanto, o tempo foi passando e as condições melhoraram.
O meu pai até ser vivo (morreu em junho de 1974), a minha mãe e a minha avó, sacrificaram as vidas para darem o melhor que puderam à família.
E, por isso, conseguimos melhorar, apesar de todos os que vieram a seguir, vivam e continuem a andar na vida a pulso. 
Isto é: conforme podemos.
Umas vezes de lado, outras a subir, muitas delas a descer, mas vamos sempre para algum lado. 

Viver assim assim nem sempre é fácil e muito menos simpático ou sedutor. 
A sociedade não facilita o percurso de quem escolhe viver com dignidade e independência.  Nesta sociedade que vive de aparências, a linha do equilíbrio é ténue. Todos sabemos isso. 
Mas, isso é óbvio, é aquilo que que nos querem obrigar, é o que esperam de nós, é o que os outros esperam das nossas acções, dos nossos sonhos e das nossas projecções. 

Mas nem todos somos iguais. Ao longo da vida, sempre procurei trabalhar com a conta, o peso e a medida que me permitiu não necessitar de favores, mas procurei fazê-lo sempre sem exageros que me perturbassem o equilíbrio para viver a vida da forma que optei por viver: com responsabilidade mas independência. 
Tenho uma vida simples, equilibrada, transparente e translúcida. 
Isto, claro, tirando as noites de prazer, óbvio, quando toda a barraca tem o direito de abanar e a cama de ranger... 
Chegado aqui, passado o tempo em que exigi a mim próprio ser profissional e competente, posso garantir que me estou marimbando que as pessoas pensem se sou eu que valho pouco, ou se eram os outros que queriam mais de mim.

Na minha juventude os tempos eram outros, mas ao menos sabia, porque estava bem explicito e definido, que não havia liberdade.
Hoje, a maioria, vive numa prisão disfarçada de espaços abertos, habilmente mantida, numa movimentação repleta de espartilhos, vivendo numa luz a fingir que brilha ao sol, mas, na realidade, secando devagarinho, até morrer totalmente exaurida, seca e gasta.

É disso que sempre tentei fugir ao longo da vida...
Será que vou consegui-lo até ao fim?

Porque hoje é domingo, música de dança pela Orquestra Broadway...


A dança, formalmente, é uma manifestação artística que não prescinde de uma outra arte: a música.
Ver a dança, porém,  apenas dessa forma é profundamente redutor. 
A dança é um acto complexo e significativo.
Nomeadamente, é a expressão de múltiplos sentimentos que nela se sublimam... 
Oiçam o vídeo e imaginem o que quiserem...
Por mim, de entre as diversas danças, a que prefiro é um Tango dançado com sentimento. 
A sua graciosidade impetuosa, o seu ritmo e volteios imprevistos, o encontro puro e duro dos corpos, tudo isso  prende e encanta. 
Há quem diga que o Tango simboliza a vida...

sábado, 10 de setembro de 2016

Mais um que nos deixou mais pobres

foto sacada daqui

Morreu Mário Silva

Aos 86 anos de idade, faleceu hoje em Coimbra, no Lar Domus Vitae, o artista plástico Mário Silva.
A cremação será no Complexo Funerário da Figueira da Foz.
Mário Silva, escreveu quem o conheceu e percebe do assunto, "foi um dos maiores artistas portugueses do século XX e um espírito livre. Um artista excêntrico, obstinado, anárquico e contestatário. Nunca obedeceu a qualquer corrente. Assumiu um estilo independente e, não obstante, “conseguiu vingar” - o que, neste país, é obra!
Fora disso, foi uma espécie de duende folgazão.
Gostava de cães, de mulheres, de vinhos (tintos), de amigos e da arte (não necessariamente por esta ordem." 
Condolências à família.

Gestão do campo de futebol sintético da freguesia de S. Pedro: uma pergunta a quem de direito

Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro:
1.Este campo de futebol sintético, como sabe muito melhor do que eu, foi feito com dinheiros públicos pelo executivo da Junta de Freguesia de S. Pedro, no final do último mandato de Carlos Simão.
2.Este campo de futebol sintético, neste momento, como sabe muito melhor do que eu, com dinheiros públicos, está a sofrer obras para passar a ter iluminação e a poder ser utilizado em horários nocturnos, que é quando as crianças estão disponíveis para a prática desportiva extra escolar.
3.Este campo de futebol sintético é propriedade da Junta de Freguesia de S. Pedro.

Pergunto ao Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro:
Vai a Junta de Freguesia de S. Pedro, numa estrutura desportiva, de que foi a única empreendedora e de que é a única proprietária, permitir e autorizar que uma sociedade desportiva, com objectivos puramente comerciais (o pagamento de uma jóia de inscrição e 40 euros mensais não está ao alcance de muitas bolsas dos pais na Cova e Gala...), passe a explorar esta estrutura, criada e financiada por dinheiros públicos, para em primeiro lugar, fomentar o desenvolvimento físico e desportivo da juventude covagalense?

Nota de rodapé.
A Junta de Freguesia de S. Pedro é a única entidade que, neste momento, pode ainda evitar hipotecar o futuro que esta  mais valia - que é esta infra-estrutura desportiva - representa para juventude covagalense.
A cedência, a concretizar-se, entre o Grupo Desportivo Cova-Gala, a sociedade comercial desportiva que vai explorar as instalações da Junta de Freguesia de S. Pedro, necessariamente, só poderá acontecer com a anuência e autorização da entidade pública que é a autarquia de S. Pedro.
Como é claro, a Direcção do Grupo Desportivo Cova-Gala, a não ser que Junta de Freguesia de S. Pedro assim o autorize, não tem competência para ceder umas instalações que não são sua propriedade, por cinco anos, a uma entidade privada
Aqui, como é óbvio, há um problema de legalidade, com o conceito desta parceria pública local, e não apenas dificuldades contornáveis de gestão e implementação.
A meu ver, a Direcção do Grupo Desportivo, legalmente não tem competência para assinar um contrato de cedência dumas instalações que são propriedade da Junta de Freguesia de S. Pedro, que o mesmo é dizer da população da Cova e Gala.

O "pequeno" problema de Passos...

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A "velhinha" Ponte dos Arcos...

A ponte já não existe. Mas, continua a ser uma bela fotografia.
Na Gala, como se pode ver, ainda nem existia a “malfadada” marginal que veio destruir a zona ribeirinha, a que dava identidade ao burgo piscatório.
Na época, a Ponte dos Arcos ainda não estrangulava o trânsito.
Porém, isso na altura já acontecia na antiga estrada 109, no percurso entre a Gala e a cidade da Figueira, mas era mais a norte, na ainda mais “velhinha” e já também demolida Ponte da Figueira, a que ligava o restaurante “Covil do Caçador” ao Posto da Polícia (ai que saudades, ai, ai!..).
Depois, veio a nova, moderna e airosa Ponte da Figueira, que passou o estrangulamento de trânsito para a Ponte dos Arcos...
Principalmente na chamada “época alta” – Junho, Julho e Agosto... – e nos dias de peregrinação a Fátima, eram filas, arreliadoras e intermináveis de todo o tipo de veículos, a entupir o acesso à Freguesia de S. Pedro, onde está o Hospital Distrital, o Porto de Pesca, a Zona Industrial...
Não podemos, porém, é esquecer os altos serviços prestados pela desaparecida Ponte dos Arcos, que continua na memória de muitos covagalenses como um dos ex-líbris de S. Pedro, modelo de arquitectura simples mas elegante, que emprestava ao Mondego, naquele local, um toque de especial beleza, qual moldura ondulante de fino porte, agradável à vista e de harmonioso perfil panorâmico, que tantas saudades deixou naqueles que viam nela uma importante referência paisagística.
A foto, do meu ponto de vista, dá uma ideia precisa que ilustra esta mensagem de saudade de quem, ao longo de várias décadas, todos os dias, teve de fazer a travessia do Mondego pela Ponte dos Arcos.
No envelhecimento há coisas que custam. Vermos desaparecer locais e coisas onde fomos felizes, que marcaram o percurso já percorrido, dói no mais fundo de nós. Arranha-nos a alma.
Este assomo de nostalgia tem a ver com o desaparecimento da Ponte dos Arcos. Mas, não só...

Os transportes colectivos na Figueira...

Dizem que Ingvar Kamprad, fundador do IKEA, se desloca de autocarro sempre que pode e dorme em pensões quando viaja para negócios. 
Nos Estados Unidos não é incomum vermos celebridades no metropolitano. 
Vários políticos europeus lideram pelo exemplo, na bicicleta ou no eléctrico.
Na Figueira anda-se de popó... 
Os políticos figueirenses, responsáveis pelo assunto, devem ter tanta vontade de conhecer "in loco" o serviço público de transportes que prestam aos habitantes como de embarcar num vagão de gado a caminho de Auschwitz.
O que os olhos não vêem o coração não sente, lá diz o povo nos próprios transportes em que é largado ao abandono.
Porque não se fala disto no facebook?.. 

... e se parassem para pensar?..



Um juiz do país real...

imagem sacada daqui
... "mais um modelo de virtudes na linha do nosso ruralismo, é um traço característicos dos que se afirmam nos valores da pureza nacional, são sempre pobres, estudantes que começaram do nada, gente que bebeu as virtudes da mãe ou do avô que sempre viveu no campo, que não se prostituiu nos valores citadinos. Ainda há poucos anos venderam-nos a imagem da avó Prazeres de um tal Vítor Gaspar, mulher da Serra da Estrela, mas o neto acabou por fugir e arranjou um tacho em Nova Iorque. Agora temos mais um modelo de virtudes e não tardará muito para se ouvirem vozes a indicá-lo um grande futuro na Presidência."

Nota de rodapé.
Não tem nada que saber:  o "saloio de Mação" a Presidente!" 
Evidentemente, que depois de Marcelo...

Temos que nos consciencializar, de uma vez por todas, que a poluição deu cabo da qualidade de vida na nossa cidade e arrabaldes...


Temos que nos consciencializar, de uma vez por todas, que a poluição deu cabo da qualidade de vida na nossa cidade...

Conforme pode ser lido hoje no jornal AS BEIRAS, com chamada de primeira página e tudo, dando voz à concessionária de água e saneamento do concelho, Águas da Figueira, os "odores de esgotos na Ponte do Galante vão ser eliminados"...
Tarefa muito difícil, digo eu...
A foto à direita, é dos anos sessenta do século passado. Recorda as casas que ocupavam o espaço onde foi construído o hotel, na foto da esquerda, e que tanta polémica provocou... Numa avenida junto ao mar, dos prédios de primeiro andar, passou-se para um  edifício com 16 pisos. Quem manda na Figueira, pôde. Ponto final.

A não esquecer a fita que continua em exibição no mesmo local: Galante – a Farsa – Retrato de incultura urbanística.
Há imagens que ficam para sempre.
E fica-nos na memória porque são de uma subtileza enorme. Tudo sugerem...
E é precisamente aí que reside o enorme poder de fixação que provocam em todos os que recordam esta fita.
Na verdade, para quem costuma estar atento ao pulsar da Figueira ao longo dos tempos, impossível esquecer esta imagem. 
Tornou-se numa imagem de marca da Figueira, pós 25 de Abril, a que não podemos fugir, pois ela impõe-se-nos de uma forma incontornável... 
Seria imperdoável não lhe prestarmos a atenção devida.

Respeitosamente...

Anónimo, nessa condição, não esperes diálogo... 
O teu comentário foi apagado, porque isto não é uma espelunca...
Queres comentar, faz favor de ser educado. E se o alvo da tua falta de educação for o dono do blogue, pior ainda.
A casa é minha e todos estão convidados, mas quem vem aqui para insultar anonimamente o dono da casa é posto na rua.
Queres insultar-me, és livre de o fazer... Claro que, para isso tens que deixar de te esconder por trás dessa cobarde capa do anonimato.
Aplicam-se aqui as mesmas regras de civilidade do mundo real. Se não as aprendeste, não vou ser eu que tas vou ensinar. Limito-me a não publicar os teus comentários.
Quero, portanto, e cordialmente que vás dar uma volta ao bilhar grande...  
Lembra-te: o tempo e a objectividade são um bem escasso.
E, a verdade, é que a maior parte do que por aí se escreve, como comentário anónimo, é puro lixo e desinteressante...
Portanto, não dá para perder tempo...

A cidadania promovida na Madeira pela JSD não é pouco ambiciosa...

Em verdade, a única reacção minimamente inteligente a esta notícia, seria desatar para aqui a rir às gargalhadas… 
Se calhar, no entanto, pensando melhor, talvez o melhor seja mesmo chorar...

Vejamos...
A JSD de Santana, na Madeira, na sua primeira actividade do novo mandato, organizou-se para escolher os "Miss e Mister Santana"....
O primeiro evento, patrocinado pela casa de chá do Faial, do novo mandato dos jovens líderes da concelhia madeirense não escolheu só o "casal JSD" - Bruno Caldeira e Andreia Oliveira - como ainda entregou prémios noutras categorias. Segundo noticia o JM-Madeira, foram atribuídos as distinções "do Público" e "Simpatia"...

Nota de rodapé.
Já agora: porque é que não lhes mudam as fraldas e não lhes dão de mamar?.. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O feice e o martelo

«As redes sociais são a grande vitória ideológica e a grande derrota comercial das revistas cor-de-rosa.
Ideologicamente, as revistas ganharam: a ideia de que a vida privada deve manter-se privada, de facto, acabou.
(…) Não parece ser bom negócio pagar por uma publicação que promete revelações sobre a intimidade dos famosos quando eles a exibem gratuitamente no chamado feicebuque.»

Ricardo Araújo Pereira, revista na Visão, de hoje. 

Via Entre os textos da memória

"Obras no areal da praia vão entrar na fase de acabamento" e "de um modo geral as pessoas gostam", disse o vereador Carlos Monteiro...

Com o fim à vista da época balnear, os trabalhos de intervenção no areal da praia vão recomeçar, com «a continuação das passagens pendentes, - já que alguma madeira não chegou em tempo útil -, acabar os passadiços e iniciar as plantações», explicou ao Diário de Coimbra, o vereador das obras municipais, admitindo que a fase da vegetação «poderá ser mais tarde, dependendo das condições do clima». Carlos Monteiro adianta que «estamos a entrar na fase de acabamentos. Está tudo a decorrer como o previsto», frisou o autarca, que diz compreender que seja «uma intervenção que pode não agradar a todos, mas de um modo geral, as pessoas gostam», disse, apesar de admitir que existem «coisas a afinar», mas que só serão detectadas «com o uso». As obras no areal da praia ascendem aos 2 milhões de euros, comparticipados em 74% por fundos do Turismo (contrapartidas de jogo).

Nota de rodapé.

Senhor vereador Carlos Monteiro, permita que lhe diga, que ao contrário do que afirma no jornal acima citado, isto não está a decorrer como o previsto.
O previsto, já em 1958, antes do início das obras dos molhes, era que o LNEC antevia o que posteriormente se veio a comprovar: o enorme  aumento  da praia  da Figueira da Foz devido à construção do molhe norte, uma vez que funciona como uma barreira ao forte transporte de areias que se faz sentir ao longo da costa de norte para sul.   
O excessivo crescimento da praia de banhos da Figueira, em todas as soluções ensaiadas, tornou-se altamente prejudicial à manutenção de boas profundidades no canal da barra, referindo-se que “no caso da Figueira da Foz, qualquer canal que venha a ser dragado, e de que resulte uma secção molhada muito superior à que actualmente existe, não se manterá logo que as areias comecem a contornar o molhe norte".
Este  fenómeno  de  assoreamento  do  estuário  é  facilmente  compreendido através da análise da passagem de areias que ocorre da praia a norte para a praia  a  sul do rio Mondego e pela explicação de como se forma o banco da barra  (banco de areia que se forma em frente à Foz do rio Mondego, altamente prejudicial para a navegabilidade do porto)

Na enchente as areias entram dentro do estuário donde são em parte ou na totalidade expelidas na vazante para fora do estuário depositando-se a uma distância maior ou menor consoante o coeficiente da maré e a amplitude da vaga. Só após o banco da barra ter atingido uma certa cota é que se começa a dar a passagem para as praias a sul. Neste caso, as areias expelidas pela vazante para o banco da barra caminham sob a acção das correntes de maré e da vaga para a praia a sul.
Uma  vez que a  areia tenha contornado a testa do molhe norte começará a caminhar ao longo da face interior do molhe. Forma-se, assim, um princípio  de cabedelo que se vai pouco a pouco desenvolvendo até que as correntes de vazante começam a erodi-lo e a transportar o material arrancado para fora das testas do molhes depositando-o na zona do futuro banco da barra.

Por  razões desconhecidas para Manuel Traveira (tive acesso a uns sub- capítulos duma tese do arquitecto figueirense Manuel Traveira, sobre a questão dos molhes...), eventualmente explicadas pelo conteúdo de outros estudos aos quais não teve acesso, a construção dos molhes não seguiu importantes recomendações  apontadas  pelo  LNEC.  
A saber: o  traçado  curvo  do  molhe norte com a sua testa no alinhamento do antigo molhe sul (molhe velho), possibilitando uma maior protecção do estuário contra a penetração da vaga no seu interior; o molhe sul recuado (250  metros)  em relação ao molhe norte com  vista  a  facilitar a transposição natural das aluviões da margem norte do rio para as praias a sul; a construção de uma guia submersa no prolongamento do molhe velho, a fim de assegurar um traçado mais regular e com melhores profundidades.

Portanto, a barra e a praia da Figueira estão assim por vontade dos homens.
Basta de tanta mentira.
É urgente demonstrar às pessoas que existe um problema muito grave mas que tem solução. 
"Qualquer que seja a solução para consolidar as areias a norte, será uma certidão de óbito para a Figueira da Foz, porque a praia vai continuar a crescer".

Impagável...

... a mim, pessoalmente, nem me ocorreria nada melhor.
Em Montemor-o-Velho, a «Geringonça» não funcionou: o vereador da CDU "nem aplaudia o presidente..."

Em tempo. 
Citando o vereador CDU: "a grande preocupação da "maioria" (contratada) socialista é a vitória nas próximas eleições e a unanimidade de posições, sem discussão nem reflexão.
Para isso, não hesita em recorrer aos cofres municipais e mascarar a realidade através de propaganda interna do Gabinete de Comunicação, que mais parece o órgão central de beatificação do presidente e da propaganda insistentemente negociada com os órgãos de comunicação locais e regionais, que já nem consideram necessário comparecer à maior parte dos eventos que noticiam, tão completa lhes é fornecida a informação, textos e fotos incluídas.
No texto publicado no diário "As Beiras", fica bem patente o entendimento que o presidente da câmara tem sobre o relacionamento com as outras forças políticas representadas no município de Montemor! Diz que não é prestador de contas do vereador da CDU... E que o vereador da CDU nem lhe batia palmas.... 
Pois, é sabido que o presidente da câmara nunca gostou de discutir as ideias e números do seu mandato, sempre preferiu fomentar a sua opacidade, baralhando os valores e os dados de modo a que os vereadores e os cidadãos não possam entender quanto é que se gastou, no concreto, ficando confrontados apenas com os totais dos balanços e prestações de contas oficiais.
Também tem procurado impor uma imagem unipessoal de domínio do actual executivo, que não encontra legitimação legal nas leis estruturantes das autarquias locais, mas que é alimentada pela passividade e subserviência dos restantes vereadores da maioria socialista, não convivendo nada bem com as críticas que lhe são feitas nem com as sugestões que vão sendo apresentadas no sentido do desenvolvimento do nosso concelho.
A actual maioria anda sempre em festa, faz das romarias o seu principal programa de acção, confunde o exercício do mandato com uma campanha eleitoral permanente, aproveita a posição institucional e os meios públicos para lançar desafios aos opositores e fazer favores aos apoiantes, em três anos de mandato parece já ter chegado ao estado de abuso que outros atingiram "apenas" ao fim de três mandatos... 
O presidente da câmara não perde a oportunidade para ser arrogante e tentar diminuir os que se lhe opõem, perdido que anda no labirinto orgânico e programático que tem escavado, não percebendo o desnorte a que chegou!
Estamos em período de festa e de convívio, independentemente do modelo escolhido os habitantes do concelho são sempre generosos com a Feira do Ano, aparecem em massa, aceitam os bons e os maus programas, todo o executivo municipal faz o mesmo, evita trazer as divergências para as festas, não se percebendo, portanto, qual a razão para tanta arrogância nos números especiais dos jornais a elas dedicados?"

Mister Torrão, eu não sou de Montemor, mas percebi o óbvio: o consenso é, nas sociedades, na política, na economia ou na cultura, uma pequena acalmia antes das tempestades. 
É assim...
A política é um teatro: e a essência da dramaturgia, como dizia Aristóteles, é o conflito. 
Quanto maior e mais intenso for o drama, maior e mais intenso é o espectáculo. 
Portanto, mister Torrão, alminha de Deus: não se queixe... V. Exa. "nem sequer ouviu Jorge Camarneiro antes de apresentar as mediadas consideradas importantes"!..
Mister Torrão: em Montemor, o fim de um ciclo, que para seu desgosto e azar pessoal vai ser breve, está defronte dos seus olhos.

Caia fora, Presidenta desgraçada

A Praia da Figueira da Foz/Buarcos é sobejamente conhecida, sobretudo, pelo seu extenso areal. Existem longos passadiços de madeira que estão iluminados durante a Noite... *



* Daqui

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Estes politicos figueirenses são mesmo rasteirinhos na sua idiossincrasia! Sabem que não vão durar para sempre, mas nada fazem no sentido de transmitirem a memória...

"Opinar sobre o território e a sua reformulação administrativa apenas e tão-só com base em sentimentos de perda ou de alcance de benefícios é malbaratar o conhecimento acumulado de séculos e, sobretudo, não contribuir para as soluções de futuro. A Câmara promoveu, com muito sucesso, em 2011, um “Curso sobre a história da Figueira”. No final, foi prometida a sua repetição, o que infelizmente não veio a acontecer. Quase que me atreveria a dizer que qualquer autarca deveria passar pelos banco dessa “escola”, que se deseja vir a ser repetida. Sob pena de dizer muita asneira…"

Acabei de citar Daniel Santos...

aF265


Virou o disco e voltámos ao típico...

Em 2009, houve quem chegasse a imaginar que o Partido Socialista na Figueira seria uma coisa diferente... 
Que o João Ataíde era um político progressista e o contrário do João Portugal.  

E houve gente que, em 2009, de facto, nos quis fazer pensar que assim era. 
Mas, quem esteve atento, viu o óbvio: nas caravanas de campanha, via-se gente feliz e sorridente acompanhando os abutres engravatados do PS figueirense. 
Viu-se gente de esquerda que assinaram, deram o nome, estiveram  nas listas e foram vereadores, porque nos queriam fazer que queriam construir a nova cidade. 

O PS na Figueira, em 2009, depois de ter estado arredado da manjedoura, quis dar uma de partido aberto e p’rá frente, com independentes (...depois, alguns, filiaram-se em situações humilhantes...), que não foi caçar ao PSD ou ao CDS... 
O PS na Figueira, em 2009, apelou à cidadania. 
Alguns acreditaram que poderiam fazer a diferença, não só com o voto, mas fazendo parte das listas, ou em troca duma t-shirt ou do emprego pró rebento...
Em 2009, o PS figueirense teve apoios de artistas de vários matizes, incluindo juristas e economistas. 

Foi moderno, mas passados meia dúzia de anos voltámos ao típico.

Freddy Mercury

N passado dia 5, Freddy Mercury, nome artístico de Farrokh Bulsara (Stone Town, 5 de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991), teria feito 70 anos. Como não consigo encontrar palavras para falar sobre "a louca vida de Freddie Mercury", deixo-vos este vídeo desta estrela rock.
E um agradecimento pelos bons momentos que a sua música proporcionou à minha geração...

A herança, é aquilo que está a ser utilizado pelos políticos figueirenses para nos continuarem a adormecer...

imagem sacada daqui
Na Figueira e no concelho existe um consenso generalizado sobre o estado desgraçado em que o concelho se encontra. 
Exceptuando os donos disto (poucos em número, mas soberanos no poder), os tolos (que argumentam com um optimismo incurável) e os crentes iludidos (mesmo contra todas as evidências), a esmagadora maioria dos seres pensantes que habitam o concelho da Figueira da Foz, pelo menos no íntimo das suas consciências, não duvidam da situação dramática a que isto chegou.

Importante será lembrar, à luz de uma ou outra realidade, antes que o seu destino seja o esquecimento, isto é, a impunidade, que o estado da cidade e do resto do concelho, não aconteceu por um caso de azar ou um nefasto golpe de má sorte.
Nada disso. A degradação da Figueira e do resto do concelho, é obra dos figueirenses através de poderes que foram delegando naqueles que menos deveriam exercê-los - os autarcas escolhidos nos últimos cerca de 40 anos. 
Entre os eleitos titulares de cargos que tiveram realmente capacidade para influir no rumo da Figueira e do resto do concelho, creio que não houve um único que se tivesse aproveitado - competem entre si nas capacidades e atributos para conseguirem terem feito degenerar uma Terra tão linda.

Gostaria de, em consciência, poder abrir um parêntesis e registar uma potencial excepção, mas confesso que a não  consigo vislumbrar.
Fechado o parêntesis, fica a realidade: salta à vista que o estado degenerado da Figueira e do resto do concelho, não foi fruto de um golpe de azar e muito menos de uma nefasta conjuntura de má sorte.
Ao longo destes cerca de 40 anos, tenho tido a necessidade de administrar o desprezo com extrema parcimónia, pois o número de candidatos entre a classe política local foi sempre muito numerosa...
A Figueira está uma lixeira.

Por agora fico por aqui. 
A hora de parar de mexer no computador, é quando procuro pelo ícone da lixeira, se quero mandar alguma coisa fora...

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Por vezes, acabamos por ser os nossos principais adversários, sem nos darmos conta...

Uma parte da realidade, não é a realidade: é uma outra realidade. 
Quando a história não está toda contada, é uma outra história. 
A realidade é apenas aquilo de que nos apercebemos.
Eliot tinha uma visão mendeliana da cultura. Tal como ele, também desconfio do sucesso junto do figueirense real, da transmissão imediata das qualidades culturais do cinema por parte de uma elite citadina. 
Santana Lopes ao contribuir para interromper o Festival de Cinema da Figueira deu um golpe na cultura cinematográfica local de que vai ser difícil recuperar.
Entretanto, a Figueira engordou e a satisfação de necessidades culturais enfraqueceu.
Na Figueira, a esmagadora maioria do people que conheço, precisa tanto de cinema como de um buraco no sapato no inverno. 

Recorde-se, que ao longo dos anos, ficaram impunes as censuras praticadas contra José Vieira Marques e o seu Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz (que respondeu, continuando… tentando continuar a organizar esse Festival de Cinema até onde pôde… e ainda conseguiu até à 31ª edição, em 2002…)
Na Figueira, a cultura não é amada. É só desejada.
As elites culturais da cidade desapareceram e os "agentes culturais" esperam agora que um autarca os satisfaça. 
Mas a decadência, já explicava Hesíodo, apenas acrescenta valor ao trabalho, e a cultura é coisa de ociosos. 
E um vereador da cultura tem muito trabalho. E já com sete anos de poder executivo está, compreensivelmente, extenuado e desiludido.
Portanto, nada de mais natural que um político desiludido dos homens, procure conforto nos livros...

Ao cuidado do CDS-Madeira

Foto: Correio da Venezuela
O líder do CDS-PP Madeira está preocupado com a comunidadeportuguesa madeirense residente na Venezuela, vai daí, com acusações de passividade à mistura, incitou o governo regional a trabalhar num plano para preparar o regresso das centenas ou até milhares de emigrantes naquele país. Parece-me sensato, mas mais sensato seria se António Lopes da Fonseca, líder centrista madeirense, pegasse no telefone e desse uma apitadela a Paulo Portas, um tipo irrevogavelmente impecável, que até se mexe bem para aqueles lados e é de abraço com o Maduro. Ele vai lá, e, habilidoso como é, cria uma ponte aérea para a diáspora e ainda vem de lá consultor da PDVSA. Quem sabe não fica mesmo do outro lado do Atlântico. Ficávamos todos a ganhar.