sexta-feira, 4 de março de 2016
No país "dos cofres cheios", quem semeou porque é que não havia de colher?..
Maria Luís Albuquerque: "a função de administradora não executiva não tem nenhuma incompatibilidade ou impedimento legal pelo facto de ter sido Ministra de Estado e das Finanças e de ser deputada. Qualquer outra leitura que possa ser feita desta nomeação só pode ser entendida como mero aproveitamento político partidário."
A sua crispação sempre foi paralela à falta de vergonha. Associou sempre a arrogância a um evidente mau estar com a democracia.
A sua crispação sempre foi paralela à falta de vergonha. Associou sempre a arrogância a um evidente mau estar com a democracia.
É por demais evidente que para boa parte desta gente, legalidade, transparência, ética ou minudências como pagar contribuições, impostos, cumprir as exigências legais, etc., são “contos para crianças”, coisas, por assim dizer, para “tótós” - nós.
Tecnoformices, relvices, loureirices, salgadices, marquesmendices, amigos mecenas, negócios manhosos e corrupção, tráfico de influências e amiguismo, utilização criteriosa dos alçapões de uma justiça criteriosamente desenhados para efeitos de protecção dos seus interesses e outras habilidades da mesma natureza, são ferramentas diariamente usadas por esta família alargada e diversa que há décadas ocupou um largo espectro do nosso contexto político, social e económico.
Cambada de artistas, nem as moscas, às vezes, mudam. São assim as contas da partidocracia.
Em alternância pois claro. Sem alternativa, evidentemente.
Segundo a voz pop, "todo o trabalho merece recompensa".
quinta-feira, 3 de março de 2016
"Maria Luís Albuquerque contratada para gestora britânica Arrow Global"...
Com um tacho destes, certamente que não estará minimamente interessada em disputar-lhe o lugar...
Maria Luís Albuquerque será a partir de segunda-feira administradora não executiva da gestora de crédito britânica Arrow Global, de acordo com um comunicado que foi tornado público esta quinta-feira. Esta gestora terá comprado créditos ao Banif, denuncia o Bloco de Esquerda.
A informação é confirmada por um documento da Arrow Global.
O PCP lembra regime de incompatibilidades e período de nojo dos titulares de cargos políticos. E diz ter "sérias dúvidas" sobre contratação de ex-ministra. Segundo este partido a Comissão de ética deve pronunciar-se.
"A equação da pesca da sardinha", uma crónica de Rui Curado da Silva
| Uma crónica de Rui Curado da Silva, via AS BEIRAS |
Se pescarmos mais sardinha melhoramos os rendimentos do sector e promovemos o emprego no imediato. No entanto, aumentamos o risco de extinção da espécie, que é um risco real. Por outro lado, um longo defeso da pesca da sardinha coloca em risco a sustentabilidade financeira de todos os actores envolvidos na captura da espécie.
A equação complica-se quando consideramos a situação precária que enfrentam os pescadores durante o período de defeso, sem um estatuto laboral adaptado à particularidade da profissão. Depois de tanto latim sobre a economia do mar, os pescadores continuam a ser tratados como trabalhadores de terceira.
Apesar de a sardinha estar sujeita a defeso biológico desde o início do ano, os sindicatos de pescadores tinham sugerido a sua prolongação até final de abril, retomando a pesca no período em que a sardinha tem melhor qualidade e é mais rentável. Surpreendentemente, o Ministério do Mar decidiu permitir já em março a captura da espécie, embora esteja sujeita a limites quantitativos diários.
Esta decisão é ainda menos compreensível quando, até à data, a causa da redução do stock de sardinha não foi inteiramente compreendida pela ciência e quando apenas em julho serão conhecidos os resultados da avaliação aos stocks de sardinha realizados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
O voto e a lucidez
Este blogue, pelos vistos, anda a incomodar!..
Ainda bem, pois um blogue também pode servir para isso...
Em democracia, não é normal colocar interrogações e levantar questões?..
Ou, a nossa participação como cidadãos, estará reduzida ao boletim de voto?
José Saramago, no Ensaio sobre a lucidez (2004), tem uma interessante abordagem do assunto.
"(…) Em geral não costumo votar, mas hoje deu-me para aqui, A ver se isto vai servir para alguma coisa que valha a pena, Tantas vezes foi o cântaro à fonte, que por fim lá deixou ficar a asa, No outro dia também votei, mas só pude sair de casa às quatro, Isto é como a lotaria, quase sempre sai branco, Ainda assim, há que persistir, A esperança é como o sal, não alimenta, mas dá sabor ao pão, durante horas e horas estas e mil outras frases igualmente inócuas, igualmente neutras, igualmente inocentes de culpa, foram estimuladas até à última sílaba, esfareladas, viradas do avesso, pisadas no almofariz sob o pilão das perguntas, Explique-me que cântaro é esse, Porque é que a asa se soltou na fonte, e não durante o caminho, ou em casa, Se não era seu costume votar, porque é que votou desta vez, Se a esperança é como o sal, que acha que deveria ser feito para que o sal fosse como a esperança, que é verde, e o sal, que é branco, Acha realmente que o boletim de voto é igual a um bilhete de lotaria, Que era o que estava a querer dizer quando disse a palavra branco, e novamente, Que cântaro é esse, Foi à fonte porque estava com sede, ou para encontrar-se com alguém, A asa do cântaro é símbolo de quê, Quando deita sal na comida, está a pensar que lhe deita esperança, Porque é que traz vestida uma camisa branca, Afinal, que cântaro é esse, um cântaro real ou um cântaro metafórico, E o barro, que cor tinha, era preto, era vermelho, Era liso, ou levava desenhos, Tinha incrustações de quartzo, Sabe o que é o quartzo, Já ganhou algum prémio na lotaria, porque é que na primeira votação só saiu de casa às quatro horas, quando já não chovia há mais de duas, Quem é a mulher que está ao seu lado nesta imagem, De que riam com tanto gosto, Não lhe parece que um acto de votar deveria merecer de todos os eleitores com sentido de responsabilidade uma expressão grave, séria, compenetrada, ou considera que a democracia dá vontade de rir, Ou talvez pense que dá vontade de chorar, Que lhe parece, de rir, ou de chorar (…)"
Ainda bem, pois um blogue também pode servir para isso...
Em democracia, não é normal colocar interrogações e levantar questões?..
Ou, a nossa participação como cidadãos, estará reduzida ao boletim de voto?
José Saramago, no Ensaio sobre a lucidez (2004), tem uma interessante abordagem do assunto.
"(…) Em geral não costumo votar, mas hoje deu-me para aqui, A ver se isto vai servir para alguma coisa que valha a pena, Tantas vezes foi o cântaro à fonte, que por fim lá deixou ficar a asa, No outro dia também votei, mas só pude sair de casa às quatro, Isto é como a lotaria, quase sempre sai branco, Ainda assim, há que persistir, A esperança é como o sal, não alimenta, mas dá sabor ao pão, durante horas e horas estas e mil outras frases igualmente inócuas, igualmente neutras, igualmente inocentes de culpa, foram estimuladas até à última sílaba, esfareladas, viradas do avesso, pisadas no almofariz sob o pilão das perguntas, Explique-me que cântaro é esse, Porque é que a asa se soltou na fonte, e não durante o caminho, ou em casa, Se não era seu costume votar, porque é que votou desta vez, Se a esperança é como o sal, que acha que deveria ser feito para que o sal fosse como a esperança, que é verde, e o sal, que é branco, Acha realmente que o boletim de voto é igual a um bilhete de lotaria, Que era o que estava a querer dizer quando disse a palavra branco, e novamente, Que cântaro é esse, Foi à fonte porque estava com sede, ou para encontrar-se com alguém, A asa do cântaro é símbolo de quê, Quando deita sal na comida, está a pensar que lhe deita esperança, Porque é que traz vestida uma camisa branca, Afinal, que cântaro é esse, um cântaro real ou um cântaro metafórico, E o barro, que cor tinha, era preto, era vermelho, Era liso, ou levava desenhos, Tinha incrustações de quartzo, Sabe o que é o quartzo, Já ganhou algum prémio na lotaria, porque é que na primeira votação só saiu de casa às quatro horas, quando já não chovia há mais de duas, Quem é a mulher que está ao seu lado nesta imagem, De que riam com tanto gosto, Não lhe parece que um acto de votar deveria merecer de todos os eleitores com sentido de responsabilidade uma expressão grave, séria, compenetrada, ou considera que a democracia dá vontade de rir, Ou talvez pense que dá vontade de chorar, Que lhe parece, de rir, ou de chorar (…)"
A grande poesia acerta muitas vezes...
| Sophia de Mello Breyner |
Caiu em desmandos confusões praticou injustiças
Mas que diremos da longa tenebrosa e perita
Degradação das coisas que a direita pratica?
Que diremos do lixo do seu luxo - de seu
Viscoso gozo da nata da vida - que diremos
De sua feroz ganância e fria possessão?
Que diremos de sua sábia e tácita injustiça
Que diremos de seus conluios e negócios
E do utilitário uso dos seus ócios?
Que diremos de suas máscaras álibis e pretextos
De suas fintas labirintos e contextos?
Nestes últimos tempos é certo a esquerda muita vez
Desfigurou as linhas do seu rosto
Mas que diremos da meticulosa eficaz expedita
Degradação da vida que a direita pratica?
quarta-feira, 2 de março de 2016
Santana Lopes: mais três anos à frente da SCML...
"Ao ser reconduzido, o provedor parece afastar uma candidatura à Câmara de Lisboa em 2017, a que presidiu entre 2002 e 2005".
O algodão não engana.
Estas jogatanas politiqueiras já não se limitam aos acordos no governo central e nas autarquias...
Quem os não conhecer que os compre, isto é caríssimos: como têm feito nos últimos 40 anos, continuem a votar neles...
São momentos assim que me reforçam a vontade de continuar a tentar fazer do meu mundo pessoal um sítio interessante.
Confesso que, agora, no fim deste dia, até me esqueci dos desgraçados autarcas que transformam as "ideias" em ruído e as terras que gerem em sítios mal frequentados.
Recorro a Fernando Pessoa.
"A Arte tem mais valia porque nos tira daqui".
O algodão não engana.
Estas jogatanas politiqueiras já não se limitam aos acordos no governo central e nas autarquias...
Quem os não conhecer que os compre, isto é caríssimos: como têm feito nos últimos 40 anos, continuem a votar neles...
São momentos assim que me reforçam a vontade de continuar a tentar fazer do meu mundo pessoal um sítio interessante.
Confesso que, agora, no fim deste dia, até me esqueci dos desgraçados autarcas que transformam as "ideias" em ruído e as terras que gerem em sítios mal frequentados.
Recorro a Fernando Pessoa.
"A Arte tem mais valia porque nos tira daqui".
Nesta margem estamos mesmo em risco elevado...
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| Via eng. Daniel Santos |
Como se pode rever clicando aqui, chamo a atenção ainda para a imagem de insensibilidade e incompetência política, perante o enorme problema que a Figueira tem a sul da barra do Mondego, demonstrada pela vereadora da câmara municipal da Figueira da Foz, Ana Carvalho, nas declarações que presta à jornalista.
A ignorância da senhora pode até ser completamente inocente. Mas, para quem vive na orla costeira a sul do concelho - Cova-Gala, Costa de Lavos e Leirosa - é potencialmente perigosa. Confesso que me custou aguentar até agora calado esta perigosa demonstração de ignorância de uma responsável política sobre o mar e as suas dinâmicas.
De realçar, ainda, que a senhora vereadora revelou, digamos assim, uma displicência assustadora, quando se referiu às populações da margem esquerda do Mondego...
O autoritarismo costuma esconder incompetência. Enquanto gente como a senhora vereadora Ana Carvalho estiver no edifício dos Paços do Município, não vou andar descansado...
Admito exultar de alegria, no dia em que criaturas como esta senhora vereadora deixarem a política figueirense e forem dar uma volta ao bilhar grande...
Porque a vida deve ser festejada...
A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) está a comemorar 18 anos na Figueira da Foz...
| Foto José Santos, via Figueira na Hora |
Vão realizar-se diversas iniciativas que se vão prolongar ao longo do ano 2016.
A primeira realizou-se ontem, dia 1 de março, com uma acção de sensibilização em SBV (Suporte Básico de Vida), apelando à importância da chamada 112, correctamente feita e atempada. Esta acção decorreu na área comercial do Foz Plaza, no período compreendido entre as 15 e as 22 horas, dirigida ao público que frequenta e trabalha nesta superfície comercial e que teve bastante participação, através da ocupação de 8 espaços no corredor da área comercial, onde foram colocados os manequins de SBV e profissionais da VMER que participaram no evento que contou com a presença do presidente do conselho de administração do HDFF e a coordenadora do CODU Centro e Direcção Regional do Centro do INEM.
Recorde-se que na Figueira da Foz este serviço é disponibilizado por 25 médicos e 13 enfermeiros.
No próximo sábado, dia 5 de março, realizar-se-á um jantar de aniversário com a presença dos profissionais que integraram esta equipa desde 1998.
terça-feira, 1 de março de 2016
É tão simples como isto:
Quem não quiser igual, pois que vote diferente...
Uma coisa é fazer diferente, outra é dizer que se está a fazer diferente ou que, a seu tempo, "quando for possível", se irá fazer diferente. Uma coisa é mudar, outra é prometer mudanças enquanto se vai fazendo igual em cima da paciência infinitamente elástica de quem aceita que tudo fique na mesma, como vai ficando. Na boa tradição do centrão, o Governo PS acaba de imitar o seu antecessor na substituição de um comissário político por outro comissário político na presidência do CCB. Os socialistas podem agora argumentar com o que quiserem, o único critério foi a cor do cartão partidário. Os anteriores fizeram o mesmo, pois fizeram. Por isso é que agora, para não fazerem igual, teriam que fazer diferente. Seria necessário vontade e coragem política. Seria preciso abdicar dos tachos no aparelho do Estado que vão servindo para premiar as lealdades dentro dos aparelhos partidários. E eles não são doidos. São os tachos que os catapultam para o topo do aparelho dos partidos respectivos. E nenhuma atribuição de nenhum tacho tem um custo eleitoral com expressão suficiente para obrigá-los a quebrar com a cultura dos dois partidos. Se para a grande maioria dos eleitores a captura dos organismos públicos pelos aparelhos partidários é uma questão lateral na formulação das suas decisões sobre o partido ao qual confiam o voto, se a maioria dos portugueses incorporou como natural que o seu voto sirva também para dar o poder de substituir boys laranja por boys rosa e vice-versa, seguramente que não serão aqueles cujas carreiras se fazem à sombra desta indiferença que irão tomar a iniciativa de matar a sua galinha dos ovos de ouro. Amanhã já quase ninguém se lembrará que o Presidente do CCB foi escolhido pela sua militância partidária, sem concurso público nem projecto conhecido. E as próximas eleições serão muito depois de amanhã.
Uma coisa é fazer diferente, outra é dizer que se está a fazer diferente ou que, a seu tempo, "quando for possível", se irá fazer diferente. Uma coisa é mudar, outra é prometer mudanças enquanto se vai fazendo igual em cima da paciência infinitamente elástica de quem aceita que tudo fique na mesma, como vai ficando. Na boa tradição do centrão, o Governo PS acaba de imitar o seu antecessor na substituição de um comissário político por outro comissário político na presidência do CCB. Os socialistas podem agora argumentar com o que quiserem, o único critério foi a cor do cartão partidário. Os anteriores fizeram o mesmo, pois fizeram. Por isso é que agora, para não fazerem igual, teriam que fazer diferente. Seria necessário vontade e coragem política. Seria preciso abdicar dos tachos no aparelho do Estado que vão servindo para premiar as lealdades dentro dos aparelhos partidários. E eles não são doidos. São os tachos que os catapultam para o topo do aparelho dos partidos respectivos. E nenhuma atribuição de nenhum tacho tem um custo eleitoral com expressão suficiente para obrigá-los a quebrar com a cultura dos dois partidos. Se para a grande maioria dos eleitores a captura dos organismos públicos pelos aparelhos partidários é uma questão lateral na formulação das suas decisões sobre o partido ao qual confiam o voto, se a maioria dos portugueses incorporou como natural que o seu voto sirva também para dar o poder de substituir boys laranja por boys rosa e vice-versa, seguramente que não serão aqueles cujas carreiras se fazem à sombra desta indiferença que irão tomar a iniciativa de matar a sua galinha dos ovos de ouro. Amanhã já quase ninguém se lembrará que o Presidente do CCB foi escolhido pela sua militância partidária, sem concurso público nem projecto conhecido. E as próximas eleições serão muito depois de amanhã.
"Social-democracia, sempre!": um slogan para a reeleição
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| foto daqui |
Reduzir os custos do trabalho, cortar 600 milhões de euros nas pensões a pagamento, transformar a sobretaxa de IRS e os cortes nos rendimentos de temporários em permanentes.
Notável...
Na Figueira, um notável é, como se sabe, alguém que, em certa altura da vida, exerceu o direito aos seus quinze minutos de glória.
Como, que eu saiba, por aqui ninguém descobriu o caminho marítimo para a Índia, o caminho mais fácil e mais directo é alguém participar num qualquer concurso televisivo. Em devido tempo terá o merecido prémio: por exemplo, ser rei do carnaval e abafar, ao que me disseram, 4 mil merecidos euros.
Todavia, podemos ainda, com um pouco de boa vontade, considerar que aparecer em festas de "sociedade", ocupar um cargo político, por irrelevante que seja, ser acusado de um crime infame, ser advogado de alguém acusado de um crime infame, são também vias apropriadas para aceder à notabilidade. De tal modo é fácil aceder à ribalta na Figueira que, a meu ver, ser não-notável na Figueira, isso sim, é que começa a se tornar uma raridade, acessível apenas a gente sofisticada, marginal ou especial.
Segundo li no Figueira na Hora, o PS figueirense quer incluir o Cabo Mondego no Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal.
Vai daí, o deputado municipal socialista, Luís Ribeiro, apresentou na reunião da Assembleia Municipal realizada ontem à tarde, uma proposta nesse sentido.
O estranho aconteceu a seguir: viria a ser retirada, sendo substituída por uma recomendação com os mesmos pressupostos, para inclusão do geo-monumento e do couto mineiro do Cabo Mondego no Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal e ainda na respectiva rede a ser criada.
Isto, no mínimo, foi notável. Mais notável, ainda, porém, é que a proposta inicial de Luís Ribeiro passou de proposta a recomendação, não pelo seu conteúdo, mas sim por questões formais que se prenderam com o facto dos deputados não terem recebido em tempo a proposta para análise!..
Agora, terá de ser novamente apresentada, no formato de proposta formal, numa próxima reunião da Assembleia Municipal.
Isto, só não é politicamente notável, porque toda a gente que se interessa minimamente na Figueira pela política, tem conhecimento que nesta fornada do grupo do PS na Assembleia Municipal existem alguns totós e bétinhos que são facilmente comidos pela oposição, como se viu na Assembleia Municipal realizada no dia 14 de dezembro de 2015.
Que falta fez na tarde de ontem à bancada do PS figueirense o "velho" João Carronda...
Põe-te bom depressa caro Amigo...
Não é com tomadas de posição de força partidária, por parte da maioria socialista, fundamentalistas e excessivas, que se põe um importante órgão do poder local, como é a Assembleia Municipal da Figueira da Foz, a funcionar e ao serviço dos interesses do nosso concelho.
Como, que eu saiba, por aqui ninguém descobriu o caminho marítimo para a Índia, o caminho mais fácil e mais directo é alguém participar num qualquer concurso televisivo. Em devido tempo terá o merecido prémio: por exemplo, ser rei do carnaval e abafar, ao que me disseram, 4 mil merecidos euros.
Todavia, podemos ainda, com um pouco de boa vontade, considerar que aparecer em festas de "sociedade", ocupar um cargo político, por irrelevante que seja, ser acusado de um crime infame, ser advogado de alguém acusado de um crime infame, são também vias apropriadas para aceder à notabilidade. De tal modo é fácil aceder à ribalta na Figueira que, a meu ver, ser não-notável na Figueira, isso sim, é que começa a se tornar uma raridade, acessível apenas a gente sofisticada, marginal ou especial.
Segundo li no Figueira na Hora, o PS figueirense quer incluir o Cabo Mondego no Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal.
Vai daí, o deputado municipal socialista, Luís Ribeiro, apresentou na reunião da Assembleia Municipal realizada ontem à tarde, uma proposta nesse sentido.
O estranho aconteceu a seguir: viria a ser retirada, sendo substituída por uma recomendação com os mesmos pressupostos, para inclusão do geo-monumento e do couto mineiro do Cabo Mondego no Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal e ainda na respectiva rede a ser criada.
Isto, no mínimo, foi notável. Mais notável, ainda, porém, é que a proposta inicial de Luís Ribeiro passou de proposta a recomendação, não pelo seu conteúdo, mas sim por questões formais que se prenderam com o facto dos deputados não terem recebido em tempo a proposta para análise!..
Agora, terá de ser novamente apresentada, no formato de proposta formal, numa próxima reunião da Assembleia Municipal.
Isto, só não é politicamente notável, porque toda a gente que se interessa minimamente na Figueira pela política, tem conhecimento que nesta fornada do grupo do PS na Assembleia Municipal existem alguns totós e bétinhos que são facilmente comidos pela oposição, como se viu na Assembleia Municipal realizada no dia 14 de dezembro de 2015.
Que falta fez na tarde de ontem à bancada do PS figueirense o "velho" João Carronda...
Põe-te bom depressa caro Amigo...
Não é com tomadas de posição de força partidária, por parte da maioria socialista, fundamentalistas e excessivas, que se põe um importante órgão do poder local, como é a Assembleia Municipal da Figueira da Foz, a funcionar e ao serviço dos interesses do nosso concelho.
Dobre
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| Fernando Pessoa |
E pu-lo na minha mão
Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.
Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;
Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
A cobertura amovível do Coliseu Figueirense
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| Via A Figueira na Hora |
A intervenção maior (cobertura e ventilação) encontra-se orçada em cerca de dois milhões de euros. Contudo, o projecto prevê ainda “a modernização ou construção de uma base de uma série de espaços de apoio, como sanitários, camarins, locais de venda e promoção dos espectáculos, zonas de convívio e de lazer destinadas ao público”...
Para que esta conversão possa sair do papel e passar à realidade, “não pode a Companhia do Coliseu Figueirense comportar com todo o referido esforço financeiro, não possuindo a necessária capacidade para dar resposta a um projecto desta natureza”.
Segundo Miguel Amaral a Companhia do Coliseu Figueirense “não poderá deixar de ter como parceiro privilegiado a autarquia de forma a permitir a formalização de uma candidatura a fundos comunitários que permitam a angariação de verbas suficientes para colocar em prática a obra em causa”.
Numa fase posterior, o presidente do Coliseu Figueirense espera ainda o apoio da autarquia na “promoção e dinamização no preenchimento da agenda de actividades a serem levadas ao referido espaço”.
O que pensa alguém que não tem vocação para este futebol...
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| Foto Pedro Agostinho Cruz |
Perdemos.
O que não me surpreendeu...
Dadas as condições de trabalho que o Clube tem, só podemos competir para alcançar um qualquer lugar no pódio da pobreza...
Ontem, o Cova-Gala foi derrotado em casa pelo Eirense por 1-2 e continua nos últimos lugares da tabela classificativa da Divisão de Honra da AFC.
O Cova-Gala ocupa o 14º. lugar, soma 19 pontos (5 vitórias, 4 empates e 11 derrotas).
A competir connosco, está uma outra realidade em termos de condições de trabalho...
Na próxima jornada, a equipa de Rui Camarão desloca-se a Soure para defrontar o Sourense, actual 2º classificado, com 41 pontos.
Há muitos anos, que o Cova-Gala anda a viver acima das suas parcas possibilidades.
Tal, deve-se ao voluntarismo, ao pundonor, à dedicação de muita pouca gente que gosta do Clube, pois no que concerne a apoios, de quem de direito, haveria muito ainda a conversar...
Parece que, agora, existe a possibilidade de as coisas mudarem a breve prazo...
Espera-se que isso seja uma realidade, pois o Cova-Gala, está numa corrida de resistência, mas a correr numa situação de enorme desigualdade.
Pelo que vi ontem, saí do jogo convicto que nos vamos, mais uma vez, aguentar.
Há anos que nos andamos a aguentar na divisão de honra, a muito custo.
Não será ainda este ano, apesar da falta de condições de trabalho serem cada vez menos, que iremos atirar a toalha ao chão.
Não considerem este desabafo, como o discurso do treinador que quer motivar os seus atletas.
Quando andamos na rua, por vezes, deparamo-nos com alguns sem-abrigo e devemos pensar que nós, qualquer um de nós, pode vir a ser como eles.
E se os sem-abrigo aguentam, porque é que nós, por enquanto, os sem abrigo da divisão de honra, não havemos de continuar a aguentar?
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Chove
| José Gomes Ferreira |
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
O folclore do Partido da Catarina
Preconceito é uma palavra com conotação negativa.
O que é natural. O preconceito prevalece sobre a mente e
a razão. Quando uma pessoa pensa e decide com base no preconceito, a
probabilidade de pensar e actuar mal aumenta.
O preconceito alimenta a polémica e
prevalece sobre a ciência e sobre as evidências da vida.
Escrito isto, fica aquilo que, a meu ver, é uma postagem lúcida e oportuna e que foca AS conquistas do BE.
Passo a citar o Jumento.
“Até aqui tudo o que de bom a
esquerda considerava ter sido o resultado dos seus contributos
políticos eram conquistas de Abril, a partir de agora deixam de ser
conquistas de Abril para passarem a ser as conquistas do Bloco. O BE
considera que o OE não é o dele mas que as boas medidas estão lá
porque o BE o exigiu, na prática o PS continua a ser o partido da
direita pois tudo o que cheire a esquerda deve-se ao BE.
Ainda não sabemos que medidas poderão
ser incluídas no OE durante o debate na especialidade mas uma coisa
é certa, tudo o que de mau lá continue ou seja acrescentado é da
responsabilidade do PS, tudo o que de bom se mantenha ou seja
incluído é obra dos deputados do BE.
Pelo menos até que alguma coisa corra
mal o BE vai continuar em campanha eleitoral permanente e até o
regresso do bom tempo vamos ter que ficar a dever à Catarina
Martins. O país está a levar com doses de cavalo de propaganda
bloquista, o parlamento aprova de manhã e o BE, desrespeitando os
seus parceiros de maioria parlamentar faz a sua propaganda à tarde,
chamando a si a autoria de tudo o que possa trazer votos.
A excitação é tanta que até já
lhes deu para usar decisões parlamentares para lançar as suas
guerrinhas contra a Igreja, usando os seus símbolos e fazendo um
grande favor ao PSD e à direita transformando-os em objecto de
chacota. Durante meses vamos ter de aturar a Cristas e o Passos a
usar um cartaz desenhado por um qualquer idiota do BE.
Para o BE não é o futuro do país nem
os direitos dos portugueses que estão em causa, se ajudar a direita
a derrubar este governo e conseguir mais 2% de votos farão uma
festa, pouco se preocupando se nos quatro anos seguintes os
trabalhadores perderem direitos ou sofrerem perdas brutais de
rendimentos. No fim da legislatura a Catarina cá estará para
anunciar a queda do Pedro.”
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Bioesfera abordou a "requalificação" de praias e a "renaturalização" de sistemas dunares
O programa passou no sábado, dia 27/02/2016, pelas 13H, na RTP2.
Não desafies a alegria
| João José Cochofel |
a alegria.
Quando ela chegue
um instante só
não lhe perguntes
porquê?
Estende as mãos ávidas
para o calor
da cinza fria.
Esta malta...
Nada disto já me surpreende, nada disto já me afecta.
Há muito que não confio nos carreiristas dos partidos do "arco do poder".
Problema e defeito meu, certamente.
Muita boa gente me tem dito ao longo da vida que, em democracia, é assim: criam-se nas creches privadas dos partidos os futuros líderes.
Passos Coelho, veio de um desses aviários. Andou a fingir que era jovem até não poder mais (parece que tirou um licenciatura privada aos 39 anos!...). Depois, foi para umas empresas que fingiam ser fantásticas, graças aos favores de esforçados, diligentes e competentes relações públicas - como exemplo, quase todos sabemos da existência desse extraordinário Relvas...
A única coisa que me amofina um pouco - já muito pouco mesmo - é ver gente que politicamente pensava doutra dimensão pactuar, poupar e aceitar os franganotes criados e alimentados nos aviários partidários.
Santana chegou lá. Sócrates chegou lá. Passos chegou lá... Seguro foi atropelado pelo Costa e, só por isso, não chegou lá...
Sobre Passos, ainda me lembro de também Mário Soares, do alto da sua imensa sapiência, garantir que com Passos se podia falar devido à sua simpatia.... apesar de ser demasiado neoliberal.
Há muito que eu conheço e ando desconfiado com esta maltinha alimentada pelos senadores partidários.
E, confesso, que também neste caso detesto ter razão.
Não valem merda nenhuma e a comprovar está o facto de lhe terem confiado a governação do País e de certas autarquias, como foi o caso da Figueira e o resultado ter sido o que sentimos na pele...
Isso, foi excesso de confiança, como penso que a maioria de nós já percebeu...
Ou será que estou optimista de mais e, isso, ainda não é verdade?..
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Na Figueira investe-se na organização dos dias parolos
| foto sacada daqui |
Há parolos em todo o lado.
Há parolos candidatos a parolos.
Há parolos eleitos pelo povo.
Há parolos nas elites.
Há imensos parolos, o que é um bocadinho chato.
Também há os parolos que não permitem que algo "não parolo" se afirme.
Isso acontece porque há imensos parolos com algum poder.
Pode ser que as coisas mudem um dia, mas vai ser difícil.
Os parolos tem uma camada muito fina de parolice que lhes cobre todo o corpo, cobre-lhes os olhos e atrofia-lhes o cérebro.
Os parolos não serão propriamente estúpidos, são apenas parolos, pronto, é outra coisa, muito difícil de definir mas que se topa à légua.
Enfim, há dias em que os parolos estão mais salientes.
Até parece que se organizam entre si para a grande parolada.
São os dias parolos.
Se é que ainda não tinham percebido.
LOGRO
O Governo de Passos & Portas andou a gabar-se de ter poupado 2.500 milhões de euros na renegociação de nove PPP rodoviárias. Todos ouvimos os corifeus do economês louvar a proeza. Mas Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, foi ontem ao Parlamento apresentar as contas reais: a poupança foi de 700 milhões de euros, ou seja, 28% do alardeado por Passos & Portas. Ouvido em audição conjunta nas comissões de Orçamento e Finanças e de Economia e Obras Públicas, o ministro também chamou a atenção para um detalhe lesivo dos contribuintes: nos termos dos novos contratos, as grandes reparações nas vias passam a ser da responsabilidade do Estado. Dito de outro modo, os accionistas privados fizeram um negócio da China.
daqui
daqui
5.ª edição do “Maior Sunset de Sempre, RFM SOMNI”, que se vai realizar de 8 a 10 de Julho na Praia do Relógio da Figueira da Foz
100, 200 mil, são apenas números.
A mim dão-me jeito para adormecer. Não adormeço mas, tal como os jornais, descubro números incríveis.
Sunset quer dizer, na língua portuguesa, pôr do sol, decadência, ocaso...
Por outra palavras, o outro lado do espelho e ao mesmo tempo o reflexo, ensolarado, dos restantes dias do ano na Figueira.
A mim dão-me jeito para adormecer. Não adormeço mas, tal como os jornais, descubro números incríveis.
Sunset quer dizer, na língua portuguesa, pôr do sol, decadência, ocaso...
Por outra palavras, o outro lado do espelho e ao mesmo tempo o reflexo, ensolarado, dos restantes dias do ano na Figueira.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Que agradável descoberta: Fernando Campos, um talentoso blogger, um mestre nos bonecos e um especialista em futebol!
| Johan Cruyff, "talvez, o melhor jogador de futebol de todos os tempos", desenhado pelo Fernando Campos |
Para mim, que estou a milhas do talento do Fernando, futebol já foi paixão, agora é divertimento.
E pronto. Quem gosta, gosta... Quem não gosta, não gosta... Aliás, não costumo discutir gostos...
Até há quem goste do Mateus rosé!..
No entanto, para mim que gosto de vinho, o Mateus rosé é um vinho de merda...
Em Portugal, os portugueses dividem-se em dois tipos. Os que percebem de futebol; e os que não percebem de futebol
Portugal é dos portugueses. E os portugueses somos muitos. Muito diferentes. Essa é uma das nossas riquezas.
“Em Espanha, todos os 22 jogadores fazem o sinal da cruz antes de entrar no campo. Se funcionasse, seria sempre empate."
Que agradável surpresa...
Ainda bem que o Fernando escreve assim sobre futebol. E sobre a vida...
A espuma dos dias...
Um título de primeira página, com pompa e circunstância, para a fotografia, dado à estampa esta semana na imprensa figueirense: "Figueira prepara adaptação do município às alterações climáticas".
Para abreviar e resumir, anotei da página 3, AS DEZ PRIORIDADES ESTUDADAS NO MUNICÍPIO!
Passo a citar:
"1. Constituição de equipa municipal multidisciplinar para estudar estratégias
2. Alimentação artificial das praias a sul
3. Criação de cadastro rural
4. Introdução nos instrumentos de gestão de território de normas que evitem edificação em zonas de risco
5. Dinamização da bolsa de terras para uso de terrenos abandonados
6. Introdução de melhores práticas no planeamento e gestão de bens naturais municipais (parque arbóreo e zonas verdes)
7. Aumentar a resiliência da floresta aos incêndios com introdução de espécies adequadas
8. Aumentar a resistência dos sistemas dunares
9. Prever a criação de um sistema de deteção e gestão municipal
10. Protecção da ilha da Morraceira e das Lagoas da Vela e das Braças."
É óbvio que qualquer cidadão, minimamente informado e preocupado, perante o quadro actual de vulnerabilidades e as previsões climáticas, concorda que a erosão costeira e os incêndios florestais são as maiores preocupações no concelho da Figueira da Foz.
Curiosamente, porém, a Câmara da Figueira ainda recentemente iniciou obras de Concepção (ideias)/Requalificação e Reordenamento da Praia e Frente de Mar da Figueira da Foz e Buarcos onde vai gastar 2 milhões de euros, praia da Figueira essa, cujas areias são necessárias para repor as praias do sul!..
Isto é gestão integrada e sustentável da zona costeira entre as diversas entidades públicas?
Por outro lado, que ideia peregrina é essa da municipalização do areal da praia que está na mente dos responsáveis pela autarquia figueirense?
Cito MANUEL LUÍS PATA, ("um modesto marítimo figueirense que sempre amou a sua Terra e sempre sofreu com as consecutivas asneiras que LHE foram feitas ao longo da sua longa vida") e pergunto "se alguma empresa privada arriscaria o seu capital nessas obras; porém, já não temos a mesma opinião sobre as mentalidades administrativas do Estado, porque os dinheiros a gastar são do erário público e ninguém exige responsabilidades pelas enormes asneiras que se têm cometido no nosso degradado país, sendo a Figueira uma das grandes vítimas, porque há asneiras que vão servindo de suporte às novas asneiras."
Nesta tarefa diária de comentar a "espuma dos dias", muitas vezes, esquecermos o que provoca essa espuma que tenta submergir-nos.
Nem sempre comentamos o que é importante para a vida dos cidadãos.
Mas, será que isso existe para quem manda na Figueira?
Para eles, o que conta verdadeiramente não são as obras de fachada realizadas ao sabor e de harmonia com os calendários eleitorais?
E pronto. Esta é, apenas, mais uma postagem simples que por aqui fica.
Sem a grandeza das opiniões dos intelectuais no poder, no fundo os que definem, põem em prática e gastam o nosso caroço com as suas ideias e conveniências políticas.
É, contudo, uma história que atormenta os meus dias.
Desculpem se incomodei alguém importante com mais esta banalidade que me incomoda e preocupa.
Voltarei certamente a este assunto um dia destes.
Citando Rui Curado da Silva, "precisamos de ir muito mais além nas políticas ambientais municipais."
Para abreviar e resumir, anotei da página 3, AS DEZ PRIORIDADES ESTUDADAS NO MUNICÍPIO!
Passo a citar:
"1. Constituição de equipa municipal multidisciplinar para estudar estratégias
2. Alimentação artificial das praias a sul
3. Criação de cadastro rural
4. Introdução nos instrumentos de gestão de território de normas que evitem edificação em zonas de risco
5. Dinamização da bolsa de terras para uso de terrenos abandonados
6. Introdução de melhores práticas no planeamento e gestão de bens naturais municipais (parque arbóreo e zonas verdes)
7. Aumentar a resiliência da floresta aos incêndios com introdução de espécies adequadas
8. Aumentar a resistência dos sistemas dunares
9. Prever a criação de um sistema de deteção e gestão municipal
10. Protecção da ilha da Morraceira e das Lagoas da Vela e das Braças."
É óbvio que qualquer cidadão, minimamente informado e preocupado, perante o quadro actual de vulnerabilidades e as previsões climáticas, concorda que a erosão costeira e os incêndios florestais são as maiores preocupações no concelho da Figueira da Foz.
Curiosamente, porém, a Câmara da Figueira ainda recentemente iniciou obras de Concepção (ideias)/Requalificação e Reordenamento da Praia e Frente de Mar da Figueira da Foz e Buarcos onde vai gastar 2 milhões de euros, praia da Figueira essa, cujas areias são necessárias para repor as praias do sul!..
Isto é gestão integrada e sustentável da zona costeira entre as diversas entidades públicas?
Por outro lado, que ideia peregrina é essa da municipalização do areal da praia que está na mente dos responsáveis pela autarquia figueirense?
Cito MANUEL LUÍS PATA, ("um modesto marítimo figueirense que sempre amou a sua Terra e sempre sofreu com as consecutivas asneiras que LHE foram feitas ao longo da sua longa vida") e pergunto "se alguma empresa privada arriscaria o seu capital nessas obras; porém, já não temos a mesma opinião sobre as mentalidades administrativas do Estado, porque os dinheiros a gastar são do erário público e ninguém exige responsabilidades pelas enormes asneiras que se têm cometido no nosso degradado país, sendo a Figueira uma das grandes vítimas, porque há asneiras que vão servindo de suporte às novas asneiras."
Nesta tarefa diária de comentar a "espuma dos dias", muitas vezes, esquecermos o que provoca essa espuma que tenta submergir-nos.
Nem sempre comentamos o que é importante para a vida dos cidadãos.
Mas, será que isso existe para quem manda na Figueira?
Para eles, o que conta verdadeiramente não são as obras de fachada realizadas ao sabor e de harmonia com os calendários eleitorais?
E pronto. Esta é, apenas, mais uma postagem simples que por aqui fica.
Sem a grandeza das opiniões dos intelectuais no poder, no fundo os que definem, põem em prática e gastam o nosso caroço com as suas ideias e conveniências políticas.
É, contudo, uma história que atormenta os meus dias.
Desculpem se incomodei alguém importante com mais esta banalidade que me incomoda e preocupa.
Voltarei certamente a este assunto um dia destes.
Citando Rui Curado da Silva, "precisamos de ir muito mais além nas políticas ambientais municipais."
Porque a memória costuma ser curta...
... fica uma curta reflexão sobre as pensões.
"O governo PSD/CDS-PP fez opções políticas que tiveram impacto significativo sobre as pensões dos portugueses que, na maioria dos casos, descontaram uma vida inteira para verem ser-lhes retirado o que era seu por direito. O PS, em campanha, prometeu mais do que agora está a dar, é certo, mas entre um aumento de meia-dúzia de tostões e o corte de 600 milhões de euros que o anterior governo se preparava para aplicar, quer-me parecer que a maioria dos portugueses preferirá a primeira opção. E não deixa de ser curioso que aqueles que ontem procuravam aumentar ainda mais os cortes sobre as pensões venham agora falar em justiça social e hipocrisia.
Que grande lata!"
"O governo PSD/CDS-PP fez opções políticas que tiveram impacto significativo sobre as pensões dos portugueses que, na maioria dos casos, descontaram uma vida inteira para verem ser-lhes retirado o que era seu por direito. O PS, em campanha, prometeu mais do que agora está a dar, é certo, mas entre um aumento de meia-dúzia de tostões e o corte de 600 milhões de euros que o anterior governo se preparava para aplicar, quer-me parecer que a maioria dos portugueses preferirá a primeira opção. E não deixa de ser curioso que aqueles que ontem procuravam aumentar ainda mais os cortes sobre as pensões venham agora falar em justiça social e hipocrisia.
Que grande lata!"
Em tempo.
Porque a memória costuma ser curta, recorde-se que o PPD/PSD até já foi do tempo em que a "SOCIAL-DEMOCRACIA QUE DEFENDIA VISAVA A CONSTRUÇÃO IRREVERSÍVEL DO SOCIALISMO"!
Hoje é difícil perceber o que realmente será.
Nuns dias é liberal, noutros vive pendurado na manjedoura estatal, por vezes e conservador e quando a coisa corre mal abre uma gaveta na São Caetano, sacode o pó e tira de lá a social-democracia.
Tem dias em que é mais troikista do que a Troika mas se as eleições estiverem à porta corre a distribuir aumentos e nomeações na função pública.
Em campanha compromete-se a não aumentar impostos, chegado ao poder impõe um brutal aumento da carga fiscal e, regressado à oposição, indigna-se com todo e qualquer aumento de impostos.
As contradições, tal como as orientações ideológicas, multiplicam-se e a indefinição é absoluta.
Alguém me explica que PSD é este?
Peter Pereira - fotojornalista natural da Cova Gala... *
* - “Vivi nos Estados Unidos a maior parte da minha vida, mas tenho orgulho de ser português, de promover o país o quanto posso e vou sempre considerar-me português”.
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