quinta-feira, 4 de junho de 2026

24 anos de CAE

Se recuarmos à segunda década dos anos 80 do século passado, verificamos que durante cerca de 10 anos (1986 a 1995) houve em Portugal um acentuado  investimento em recintos culturais, por parte das autarquias  locais. 
A Figueira, como tem sido habitual, apanhou também esta onda com alguns anos de atraso. O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz abriu em 2002. 
Comemorou no passado dia 1 de Junho 24 anos.
Em 1999, com Santana Lopes como presidente, a Câmara Municipal da Figueira da Foz adquiriu a Quinta da Olaias, um espaço junto ao edifício do Museu e Biblioteca e ao Parque das Abadias, por 1 500 000 €. O objectivo era construir um centro de artes e espectáculos. Santana Lopes, sabia que  a Figueira da Foz precisava de um espaço capaz de receber com dignidade grandes produções, grandes espectáculos e concertos. 
A primeira “pedra” foi lançada a 5 de Novembro de 2000. 
Todavia, o processo que levou à construção do CAE não foi pacífico, por questões políticas e financeiras. A aprovação do CAE, prevista no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio, foi suspensa durante um mês, por intervenção directa do Secretário de Estado do Planeamento. Porém, Santana Lopes nunca desistiu. A sua determinação na defesa da candidatura da construção do CAE, levou o Governo a criar um Programa de Valorização Territorial, uma novidade do III QCA, para poder enquadrar nesse programa o investimento do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
O processo de construção do CAE, depois de submetido ao III Quadro Comunitário de Apoio, lá se candidatou a fundos comunitários. O projecto foi aprovado. O investimento foi de 10 milhões de euros, comparticipado em 50% pelos fundos comunitários. Os outros 50 %, vieram da Administração Central (25 %) e do Município figueirense(25%).
Foi assim, depois de mais algumas peripécias que aconteceram pelo meio, que foi possível inaugurar o CAE no dia 1 de Junho de 2002, já com o  falecido eng. Duarte Silva como presidente da autarquia figueirense.
No início, a gestão do CAE esteve a cargo da Câmara Municipal. Entretanto, também para tornear  dificuldades que tinham ver com a dependência do orçamento camarário, a autarquia figueirense passou o CAE para a gestão da Figueira Grande Turismo EM. 
Depois da extinção da FGT voltou para a tutela da CMFF, que é a quem compete a manutenção deste equipamento cultural de forma a permitir que o seu funcionamento decorra com todas as condições de segurança.
Um equipamento cultural, como o CAE, assume papel insubstituível na promoção do desenvolvimento do nosso concelho. A cultura é fundamental no desenvolvimento  local.
Passados todos estes anos, a oferta de serviços culturais proporcionada pelo CAE, continua a contribuir para melhorar a qualidade de vida dos figueirenses e assume-se como um elemento de reforço da competitividade do concelho da Figueira, ao  promover a sua imagem e a sua visibilidade no exterior?


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Existem mulheres extraordinárias

Graça Freitas: "A minha calma mansa ajudou-me muito".

"Atrás de uma aparente mansidão está uma mulher com uma vida que a formatou para a resistência. Uma conversa com a ex-Diretora Geral da Saúde sobre cicatrizes, pandemia, arrependimentos, cancro e saber."

Para ouvir clicar aqui.

Greve Geral: respeito

O pacote laboral é ultrajante, pela falta de respeito do seu conteúdo por quem trabalha. 
O tempo da Revolução Industrial já aconteceu há muito. Charles Dickens já nos tinha esclarecido sobre comportamentos tutelares unilaterais. 
Todavia, as ficções do século passado estão a convocar novas realidades.
Quem paga é que manda. Quem trabalha que obedeça e cale-se. É a mobilidade nas empresas que se quer. É pelo crescimento económico, dizem, como se fossemos todos parvos.
Vamos dizer não ao Pacote Laboral. Vamos dizer não aos comportamentos tutelares. Viva a GREVE GERAL.
A UGT, a meu ver, tem muito a explicar sobre a tomada de posição extemporânea que tomou ao demarcar-se desta manifestação de vontade dos trabalhadores portugueses.
A CGTP IN, sozinha, tem muita força.

Seminário, no CAE, promovido pela Escola da Guarda da GNR, debateu “Direitos Humanos e Forças de Segurança: Confiança no Dever de Respeitar e Proteger”

 Via Diário as Beiras

terça-feira, 2 de junho de 2026

Festas da cidade vão decorrer entre 8 e 24 do corrente mês de Junho

Via Diário as Beiras: "As Festas da Cidade e do São João na Figueira da Foz acontecem, de 8 a 24 de junho. O município preparou um programa cheio de música e animação".

VIVA A GREVE GERAL

Imagem: daqui

Nota de rodapé. 
"Quando uma organização sindical se afasta sistematicamente dos momentos decisivos de luta, quando prefere a mesa do consenso à voz de quem vive do salário, deixa de ser um instrumento de transformação para se tornar uma peça da engrenagem que deveria questionar".

segunda-feira, 1 de junho de 2026

"Central de Lares com aumento de 215% de poluição"

A preocupante conjuntura geopolítica actual, aliada à necessidade de enfrentar a tripla crise planetária, alterações climáticas, perda de biodiversidade e poluição, responsabiliza todos, Estado Central, Poder Local e sociedade civil, para agir em conjunto, em prol das gerações actuais e futuras.

Via Diário as Beiras: "Ranking anual elaborado pela associação Zero aponta um aumento de emissões de 215%, o que projeta a unidade de Lares da 8ª posição, em 2024, para a 3ª, em 2025".

Afonso Eulálio conquistou os portugueses

O coração dos figueirenses tem motivos paar estar em festa

Imagem: Diário as Beiras

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Coligação Evoluir Figueira exige desmantelamento de empresa de biocombustíveis

"A Coligação Evoluir Figueira (BE, Livre e PAN) exigiu hoje a impugnação da consulta pública do Licenciamento Único de Ambiente da unidade de produção de biocombustíveis da BioAdvance e o desmantelamento da empresa instalada na Figueira da Foz. A empresa instalada no terminal do porto da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, esteve a laborar em 2025 sem as devidas licenças e foi investigada pela eventual prática de um crime de poluição com perigo comum. Em comunicado, a coligação manifestou “profunda preocupação e indignação” perante a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de abrir uma nova consulta pública do Licenciamento Único de Ambiente, que decorre até 26 de junho no portal Participa."

"A sua concretização depende sempre do Estudo de Impacte Ambiental e como se trata de um projeto de raiz as questões ambientais podem ser todas acauteladas e criadas condições para os estudos evoluírem", disse o vereador João Martins

Via Diário as Beiras: "Documentação relativa ao investimento de 800 milhões para uma empresa de produção de combustíveis verdes para a aviação já está na Agência Portuguesa do Ambiente"

"Fascismo ao colo"

Imagem de autor desconhecido

Via Miistértos do Organismo, «um número de circo para as televisões, que as televisões passaram como uma "conversa sem filtros", ou quando os media são mais burros que o suposto burro, o receptor da mensagem.

"Até já" disse o criador à criação, três segundos antes de se sentar ao lado da criatura. "As pessoas estão impacientes" largou o pantomineiro do pin durante a prédica, onde chamou fotocópia ao seu boneco de ponto no Parlamento quando era primeiro-ministro. Que  ele está impaciente, ficámos todos a saber.»

Fascismo ao colo, é o nome

terça-feira, 26 de maio de 2026

Morreu a filha do meu Amigo Joaquim Namorado

 


Mais dias de Férias?

 


«No Reino Unido há 28 dias de férias, na Dinamarca 25, na Áustria 25 a 30 e em Malta 24. Porque é que os portugueses têm menos férias do que os outros?». A resposta à questão levantada por André Ventura, líder do Chega, na entrevista que deu à CNN na terça-feira remonta aos tempos da Troika. Entre as medidas de austeridade aplicadas pelo Governo PSD/CDS-PP de Passos Coelho estava a redução de 25 para 22 dias úteis de férias.

https://www.abrilabril.pt/nacional/o-chega-anti-tacho-e-o-unico-partido-com-deputados-no-conselho-de-opiniao-da-rtp

A pergunta terá sido, certamente, retórica. André Ventura era, afinal de contas, um militante do PSD durante esse período e foi o próprio Pedro Passos Coelho quem o catapultou para a ribalta, escolhendo o então quase desconhecido comentador de futebol para encabeçar a lista do PSD/CDS-PP (os centristas retiraram o seu apoio durante a campanha) à Câmara Municipal de Loures. Entre reiterados suspiros por três Salazares, Ventura nunca deixou de sustentar a esperança de que um dia, numa manhã de nevoeiro, o primeiro-ministro que roubou três dias de férias ao portugueses em nome da produtividade voltasse à vida política nacional.

E André Ventura, ao lado do seu novo partido, nunca deixou de sustentar as políticas neoliberais do seu velho mentor. Em 2021, enquanto deputado único, Ventura ausentou-se na votação de um documento do PCP que consagrava «o direito a um mínimo de 25 dias úteis de férias anuais para todos os trabalhadores» (chumbada pelos votos do PS/PSD/CDS-PP e IL), mas a posição do Chega sobre o assunto (completamente ausente nos seus programas eleitorais) e que agora é condição fundamental para viabilizar o pacote laboral ficou bem expressa nas mais recentes votações na Assembleia da República.

A 7 de Fevereiro de 2025, os 49 deputados do Chega (incluindo André Ventura) juntaram-se ao PSD, à Iniciativa Liberal e ao CDS-PP para chumbar todas as quatro propostas que assegurariam a recuperação dos três dias de férias roubados em 2012. O voto contra do Chega e a abstenção do PS garantiram o chumbo das propostas do PCP, BE, Livre e PAN. Neste momento, uma nova proposta do PCP com o mesmo propósito está a ser discutida em sede de comissão parlamentar.

A posição afirmada por André Ventura esta semana: «Eu não quero saber de onde é que a proposta vem, eu quero que seja boa para quem trabalha, para quem se esforça - não quero saber se é do Bloco [de Esquerda], do PCP, podem-me chamar o que quiserem, bloquista, socialista, liberal, fascista, o que quiserem» - é uma posição que o líder do Chega adoptou recentemente. Na semana passada. Não é só nas medidas do pacote laboral que a mobilização popular está a ter efeito nos principais proponentes do neoliberalismo.

"Ao que foi possível apurar na altura do acidente, os animais terão escapado de uma cerca próxima e estariam a dormir na linha."

 Via Diário as Beiras

Novos investimentos na Figueira precisam de estudos de Impacto Ambiental claros e fundamentados. Neste momento, o que se está a discutir é o "sexo dos anjos"

A notícia é esta.
Projeto de 800 milhões de combustível verde para aviação quer ‘aterrar’ na Figueira da Foz
"A empresa francesa Elyse Energy já avançou com uma “proposta de definição de âmbito” (PDA) do seu projeto em Portugal, que antecede a avaliação de impacte ambiental.
A empresa francesa Elyse Energy está a dar os primeiros passos para instalar um projeto energético na Figueira da Foz. É nesta cidade portuguesa que pretende produzir combustível sustentável para a aviação (SAF na sigla em inglês).
Segundo o Expresso, arrancou a fase preliminar do licenciamento ambiental do projeto da Elyse Energy, que deverá exigir um investimento de 800 milhões de euros, de acordo com a Câmara Municipal da Figueira da Foz. A empresa francesa já avançou com uma “proposta de definição de âmbito” (PDA) do seu projeto em Portugal, que antecede a avaliação de impacte ambiental."

Entretanto, segundo a edição de hoje do jornal Diário as Beiras, a "Elyse Energy já iniciou contactos para desenvolver um projeto de combustível sustentável, que deverá consumir o equivalente a 3,8% do consumo anual de eletricidade em Portugal".
"O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, reagiu às notícias sobre a instalação de uma unidade de produção de combustível sustentável para aviação na Marinha das Ondas, defendendo a necessidade de clarificar o papel do município e criticando o que considera ser um clima de “insinuações” e contestação recorrente a investimentos no concelho. Numa declaração publicada ontem nas redes sociais, o autarca referiu-se ao projeto para sublinhar que a autarquia não tem intervenção direta na sua promoção."

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Goooooolo do Torreense

O Torreense ontem teve uma vitória que teve tanto de inesperada, como de justa, merecida, e espectacular. 
Ontem foi o Clube mais representativo do concelho onde existe o melhor Carnaval genuinamente português, que marcou mais um golo. 
A vida é mesmo assim.
A bola é redonda. 
Contudo, se calhar, cá pela Figueira, isto está a ficar excessivamente redondo
E, quando menos se espera, a bola cai-nos em cima.
Vocês estão a perceber alguma coisa?
Eu ignorante me confesso.
Mas, também nunca fui bom em nada.

Portugal não vai a votos

 Via Diário de Coimbra

Era uma vez uma casa que cortava um rua ao meio

 Via Diário as Beiras