domingo, 1 de fevereiro de 2026

OS TRÊS TENORES: foi tudo um desastre. A tempestade e o Governo

"Num país às escuras, com telhados no chão e pessoas desesperadas a pedir ajuda, o Governo de Luís Montenegro escolheu a invisibilidade. A ministra da Administração Interna desapareceu. O ministro da Defesa, Nuno Melo, simula trabalho."

Esperança

OS JORNALISTAS DA VISÃO EM VENCIDOS

"Um grupo de doze jornalistas tenta salvar a revista Visão. Num certo sentido, tentam salvar uma ideia de jornalismo livre. Em Vencidos, Luís Osório terá no estúdio seis dos que, contra tudo e contra todos, fazendo a revista a partir de casa e sem receber um euro há longos meses, são a imagem da coragem e da convicção numa ideia. Um programa para a história que junta Rui Tavares Guedes, Rosa Ruela, Filipe Luís, Margarida Davim, Alexandra Correia e Manuel Barros Moura. Esta talvez seja a última hipótese de acreditarmos que a poesia e a coragem, quando aliadas, têm sempre uma força que às vezes não imaginamos ou não valorizamos."

Barragem da Aguieira com mais capacidade para mitigar cheias no Baixo Mondego

Via Diário as Beiras

«O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse hoje que a barragem da Aguieira está abaixo da cota de referência e com muita capacidade de retenção de água para mitigar eventuais inundações no baixo Mondego.

Em Coimbra, no final de uma reunião de trabalho com autarcas em que participou o secretário de Estado da Proteção Civil, José Pimenta Machado salientou aos jornalistas que a barragem está com “muito encaixe” para responder a uma semana que se prevê muito difícil em termos de precipitação, segundos as previsões meteorológicas.

“Estamos muito bem preparados para o evento de hoje ao final do dia e que vai ganhar intensidade a partir da madrugada de segunda-feira”, referiu o presidente da APA, salientando que as cotas das barragens da Aguieira e das Fronhas foram descidas para existir “encaixe para amortecer a cheia”.»

Imigrantes dão quatro mil milhões à Segurança Social, cinco vezes mais do que recebem

 Via Jornal de Notícias

As contribuições dos imigrantes para a Segurança Social ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos quatro mil milhões de euros, em 2025. O valor representa cinco vezes mais do que recebem em prestações sociais, num total superior a três mil milhões de saldo positivo. Um terço dos impostos é de brasileiros, seguindo-se a população indiana e a angolana, quando vários setores dependem cada vez mais dos estrangeiros para funcionar.

Para Eugénio Fonseca, ex-presidente da Cáritas, os números comprovam que os imigrantes não são um encargo para o país. Já Jorge Bravo, economista, fala com mais cautela, alertando que a conta do que estes cidadãos vão receber no futuro em prestações sociais não está feita.

A catástrofe revelou o Presidente Seguro

Via Público

Toda a gente sabe que é na cama do hospital que se conhecem os amigos, mas também é nas tragédias que se revelam as lideranças políticas. 

A catástrofe que atingiu a zona centro do país mostrou, para quem tivesse dúvidas, como será Seguro depois de tomar posse como Presidente da República. 

Com o Governo em anomia perante o estado de sítio que se encontra o distrito de Leiria e adjacentes, António José Seguro mostrou a sua capacidade de estar ao lado das populações, falar com autarcas, empresários e fazê-lo com discrição. 

E mostrou também um candidato capaz até de dar "murros na mesa" em relação ao Governo e à União Europeia que recusa, segundo o Eco, a extensão dos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência para atender às necessidades da população em estado de fragilidade. Para Seguro, é "lamentável" e "a visão burocrática" a "imperar sobre a necessidade e a urgência de apoiar humanitariamente as pessoas".

Seguro mandou apagar a música dos comícios, reduzir a festa e avançou com propostas concretas para ajudar as populações, que interpelam o Governo e fazem nestes dias um contraste evidente com um Executivo abúlico e "em aprendizagem". Deixou críticas ao Governo na gestão da crise, que este sábado subiram de tom: "A solidariedade dos portugueses não pode substituir a solidariedade do Estado". 

Não é na campanha dos jantares que se fica a saber como irá actuar um futuro Presidente da República. Esta "campanha" que ninguém desejou revela muito mais o que será um futuro PR que qualquer discurso vibrante com apoiantes eufóricos. Os portugueses sabem o que esperar de Seguro no meio do caos. Talvez até os seus críticos dentro da elite do PS estejam a reavaliar posições."

Obrigado, Bangladesh

Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 30/01/2026

À saída de uma vila alentejana dou com um dos muitos cartazes que o Chega e o seu chefe, André Ventura, espalharam por Portugal inteiro: “O Alentejo não é o Bangladesh.” Pois não, não é: o Bangladesh não precisa de importar alentejanos para conseguir sustentar a sua agricultura, para fazer as sementeiras e as colheitas, para apanhar a azeitona e a amêndoa. Tivesse o Bangladesh uma barragem como a do Alqueva — “Construam-me, porra!” (a tal que ia dar trabalho a todos os alentejanos e tornar prósperos os seus agricultores) — e hoje não haveria ninguém a trabalhar no regadio do Alqueva nem a tornar próspera a sua agricultura. Mas, felizmente para os alentejanos, os “violadores, assaltantes e bandidos” com que, segundo Ventura, o “socialismo” e os “partidos de esquerda” encheram o país nos últimos anos, vindos de África, do Bangladesh ou do Brasil, não se importam de fazer o trabalho duro nos campos que a maioria dos alentejanos já não quer fazer. E, mesmo dormindo em barracões ou contentores, ou em casas onde cabem 30 no lugar de três e pagando aos senhorios alentejanos por 30 e não por três, essa gente estranha que o socialismo importou continua a trabalhar, recebendo o ordenado mínimo e vivendo em condições de indignidade. Ou mesmo fazendo trabalho forçado e semiescravo nos campos alentejanos, vigiados e ameaçados por guardas da GNR, em regime de supranumerário e ao serviço de “empresários” agrícolas apoiados por dinheiros europeus e que, tal como André Ventura, vão à missa todos os domingos e são contra o acordo com o Mercosul, porque, dizem, os do Mercosul podem vender mais barato porque não têm as preocupações sociais deles. Obrigado, Bangladesh!

Numa praça de uma aldeia algarvia entro num café cujo interior está submergido por uma intensa vozea­ria, digna de um souk árabe. Mas não — sossega, Ventura —, não são árabes, são algarvias, e esta é a sua ocupação diária: tagarelar e jogar à raspadinha. O dia inteiro, porque não há nada de necessário para fazer que os imigrantes não façam: eles trabalham e os algarvios votam no Chega — ao que parece porque temem que eles venham substituí-los e com isso fazer submergir esta nossa exaltante civilização judaico-cristã. Na mesa em frente da minha estão três mulheres em desabrida gritaria, às quais se vem juntar também uma empregada da casa. E ali estaciona à conversa, até que alguém lhe grita do balcão: “Ó Mena, anda trabalhar que há clientes à espera!” Aí, a provável votante do Chega vira-se, furibunda: “Eles que esperem, não vês que estou na conversa? Era o que faltava!” Por um momento imagino a mesma cena protagonizada por um empregado ou empregada que fizesse parte do rol dos assaltantes, violadores ou bandidos de que fala Ventura — devia ser bonito! Porque o Algarve — que vive quase exclusivamente da prestação de serviços aos turistas — dá-se ao luxo de votar no partido que quer expulsar os que prestam esses serviços e sem os quais todo o Algarve colapsaria em dois tempos. Porque os africanos, brasileiros, asiáticos, essa ralé de assaltantes e violadores, além de servirem nos hotéis, nos restaurantes e nos campos de golfe, também estão na construção civil, ajudando a construir os hotéis, vivendas e aldea­mentos onde os turistas dormem, servidos pelos imigrantes. Obrigado, Bangladesh!»

sábado, 31 de janeiro de 2026

Marcelo Rebelo de Sousa diz que Forças Armadas vão reforçar meios no terreno

Via Diário as Beiras

“[A intervenção das Forças Armadas] ampliou-se, está a ampliar-se e agora a prioridade passa a ser as inundações. É fundamental essa intervenção logística nas inundações”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, na Figueira da Foz, durante a visita a diversos locais afetados pela depressão Kristin.

Lembrando que sempre foi defensor da intervenção das Forças Armadas enquanto agente de Proteção Civil, “até pela sua capacidade de mobilização”, o chefe de Estado precisou que após a deslocação para o terreno de meios militares, na sequência da depressão Kristin, em Ferreira do Zêzere e Tomar (Santarém) e Marinha Grande (Leiria), essa capacidade vai ter mais meios para prevenir consequências de inundações.

«Se tiver um resultado superior ao da AD em Maio, o líder do Chega estará preparado para fazer grandes estragos ao Governo. Mas talvez ainda não “substituir o PSD” já, como diz Pacheco de Amorim»

Ana Sá Lopes 

Uma crise política pode estar à porta



quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Pedro Santana Lopes critica Governo após depressão Kristin: “Connosco ninguém contactou”


Via Expresso

«O ex-primeiro-ministro e presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz recorreu às redes sociais para criticar a posição do Governo português face aos danos deixados no concelho pela depressão Kristin.

Pedro Santana Lopes escreve que nenhum membro do Executivo lhe ligou até agora para prestar apoio: "connosco ninguém contactou", começa por explicar na publicação do Facebook.

"Contactou, por telefonema e mensagem, António José Seguro. Dos atuais órgãos de soberania, ninguém. Mas não faz falta", continua.

António José Seguro também visitou Leiria (a região mais afetada pela depressão Kristin) na quarta-feira sem avisar nenhum órgão de comunicação para não atrapalhar os trabalhos de limpeza das autoridades.

Santana Lopes termina referindo: "Ligou ontem o Presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, muito gentil, a colocar os recursos da sua autarquia ao nosso dispor".»

Atlanticeagle quer a Naval Centro

«O volume de trabalho dos estaleiros navais da Figueira da Foz, concessionados à Atlanticeagle Shipbuilding, leva a administração a querer ficar também com a concessão dos estaleiros vizinhos desativados Naval Centro.

Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o administrador da Atlanticeagle Shipbuilding, Bruno Costa, frisou que a expansão das instalações, que estão a tornar-se pequenas, é um desiderato antigo.

“A nossa estratégia desde o início é a expansão do estaleiro. O volume de trabalho começa a justificar mais espaço para trabalhar”, afirmou o empresário e administrador.

“A nossa manifestação de interesse na Naval Centro já a pus em cima da mesa há já alguns anos. [A concessão] tem estado num impasse. Teoricamente, estaria atribuída a uma empresa, mas nunca se viu nada ali”, ressalvou Bruno Costa.»

Kristin soprou a 202 km/hora

Imagem: Pedro Agostinho Cruz

«A tempestade Kristin que afectou, na madrugada de ontem, todos os concelhos (19) da Região de Coimbra, “soprou” a 202 km/hora, segundo registos recolhidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na estação meteorológica de Soure. 

A informação foi divulgada ontem pelo comandante do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, Carlos Luís Tavares, num balanço feito aos jornalistas. “Por volta das 02H00 fizemos um “briefing” do IPMA que nos disse que a depressão não ia entrar às 03H00, mas iria entrar por volta das 04H00/05H00. Foi o que aconteceu. Por volta das 05H00 foi quando foram sentidas as maiores rajadas e houve o maior número de ocorrências. Foi, felizmente, um episódio rápido, mas com muito impacto nos muncípios”, disse o comandante. 

Os concelhos mais afetados foram Figueira da Foz, Cantanhede, Soure, Montemor-o-Velho, Condeixa-aNova, Penela, Miranda do Corvo e Coimbra. No entanto, foi um vento que se projetou até à Pampilhosa da Serra e aos concelhos do interior, como Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil ou Góis. 

Recorde-se que, em outubro de 2018, durante a tempestade “Leslie”, a rajada mais forte foi registada na Figueira da Foz (176km/ hora).

Os danos provocados pela tempestade afetaram todo concelho. Nove pessoas ficaram desalojadas e três sofreram ferimentos ligeiros.»

Diário as Beiras (para ver melhor a imagem clicar na imagem)

A tempestade Kristin também causou prejuízos ao Grupo Desportivo Cova-Gala.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Nove pessoas ficaram desalojadas na Figueira da Foz

"Nove pessoas de quatro famílias, residentes em três freguesias do município da Figueira da Foz, ficaram desalojadas devido à depressão Kristin e vão ser alojadas pela Câmara Municipal, disseram fontes autárquicas e dos bombeiros.

Os nove desalojados pertencem a quatro agregados familiares, um da freguesia de Alqueidão, na margem esquerda do Mondego, dois da freguesia urbana de São Julião, que coincide com os limites daquela cidade litoral do distrito de Coimbra, e outro da freguesia de Buarcos."

Para continuar a ler clicar aqui.

O edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira está assim...

Serviço público: por ser verdade e para que conste, "ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante, uma esplanada e um café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis".

Não sei porquê, mas quase sempre que vou ao Cabedelo, sou abordado sobre o estado de degradação do mamarracho com mau aspecto, que é agora o  edifício que serviu de sede administrativa ao antigo parque de campismo que existiu no Cabedelo.
Lá tenho que recorrer ao que foi publicado pelo Diário as Beiras, na edição de 19 de Maio de 2023.
"Os concessionários que aguardavam luz verde para instalarem os seus equipamentos na zona requalificada do Cabedelo já podem levantar as licenças de construção, uma vez que a passagem dos terrenos e de três edifícios, da administração portuária para o Município da Figueira da Foz, já foi formalizada. 
São quatro os espaços concessionados: um destinado a restauração e os outros a escolas de surf. 
Àqueles quatro, em breve poderão juntar-se outros três. 
«Possivelmente, vamos avançar com a concessão dos balneários do antigo parque de campismo, que também deverão ser utilizados para apoios de praia [restauração], negócios relacionados com a actividade do surf ou outros» - disse na altura o vereador Manuel Domingues. 
Ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante e café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis. 
Este imóvel instalado na nova praça do Cabedelo é o mais cobiçado.  
O edifício-sede do antigo parque de campismo integra o estudo de viabilidade económica para a concessão da futura marina do Cabedelo, daí ter sido excluído do pacote de transferência de património da administração portuária para o município."

Recorde-se, que o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, que eu conheço como as palmas das minhas mãos, que condicionou todo o projecto de requalificação do Cabedelo, que deu, por responsabilidade da gestão socialista então à frente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, naquilo que já todos sabem, que se encontra em estado de degradação em marcha acelerada, tem tudo para tonar-se numa BELA e TURÍSTICA ruína, a acompanhar, num futuro não muito longínquo, a ruína geral que vai ser o resultado do plano de requlificação  do Cabedelo levado a cabo pelo município da Figueira da Foz entre 2017 e 2022.
Naqule edifício, em tempos não muito recuados, existiu, na minha opinião, a mais bela e aprazível esplanada debruçada sobre o mar do concelho da Figueira da Foz.
Neste momento, depois da passagem da Kristin, o edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira da Foz, ficou assim:

Foi recordista mundial dos 10.000 metros entre 1984 e 1999

Fernando Mamede, um dos maiores de sempre do atletismo português, morreu.

NA FASE DE CONSTRUÇÃO

 VIA DIÁRIO AS BEIRAS