Diário as Beiras
sexta-feira, 11 de julho de 2025
quinta-feira, 10 de julho de 2025
quarta-feira, 9 de julho de 2025
terça-feira, 8 de julho de 2025
Biblioteca do jardim já está aberta ao público
[𝐁𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚 𝐝𝐞 𝐉𝐚𝐫𝐝𝐢𝐦 – 𝐔𝐦 𝐯𝐞𝐫𝐚̃𝐨 𝐜𝐡𝐞𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐬 𝐞 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬]
Este equipamento municipal sazonal funciona até 30 de agosto, de segunda-feira a sexta-feira, das 10H00 às 13H00. Realiza actividades às 11H00 - a participação carece de inscrição com 24 horas de antecedência, presencialmente ou através do e-mail biblioteca.municipal@ cm-fi gfoz.pt.
Edição de 2025: «Serenatas do Mondego» destacam Carlos Paredes, Augusto Hilário e Zeca Afonso
segunda-feira, 7 de julho de 2025
Quem comenta em televisão devia ter cuidado com as mentiras do Chega...
Imigrantes têm prioridade no acesso às creches?
Via REVISTA SÁBADO
"Rumores têm circulado nas redes sociais. Saiba o que diz a portaria que regulamenta os critérios de admissão e priorização no acesso às creches.
É nas redes sociais que a teoria de que os "imigrantes têm prioridade no acesso às creches" se tem vindo a espalhar. Apesar da falta de vagas nas creches ser hoje um problema bastante contestado pelos pais, tendo já colocado alguns no desemprego, a verdade é que estes rumores surgiram pelo menos em 2024. Desde então que têm sido defendidos por algumas pessoas. Aconteceu no caso da deputada do Chega, Rita Matias.
"Eles não sabem o que é estar numa sala de espera horas e horas e horas e ter de ver pessoas de outras nacionalidades passarem à frente, porque isto acontece", afirmou em março deste ano durante uma entrevista à empresa Brasil Paralelo.
Mas afinal, os imigrantes passam ou não à frente do português no acesso à creche? À SÁBADO, a presidente da Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular (ACPEEP) esclarece: "Não é verdade. Diz-se muitas coisas nas redes sociais e à conta disso gera-se um ódio contra os imigrantes."
Segundo Susana Baptista, apesar de existir uma lista de prioridades, "nem os desempregados" estão incluídos na mesma. "As prioridades aplicam-se, por exemplo, a crianças que já frequentavam o estabelecimento, a crianças que se encontram em situação económica mais baixa, com deficiência ou que tenham irmãos no estabelecimento. Ao todo são 10 critérios e nenhum deles contou com os desempregados."
Vejamos, então, o que diz a portaria 198/2022 de 27 de julho que regulamenta os critérios de admissão e prioridade no acesso às creches.
"A admissão nas vagas das respostas sociais creche, creche familiar e amas do ISS, I. P., são preenchidas consoante a lista de prioridades.
- Crianças que frequentaram a creche no ano anterior.
- Crianças com deficiência/incapacidade.
- Crianças filhos de mães e pais estudantes menores, ou beneficiários de assistência pessoal no âmbito do Apoio à Vida Independente ou reconhecido como cuidador informal principal, ou crianças em situação de acolhimento ou em casa abrigo.
- Crianças com irmãos, que comprovadamente pertençam ao mesmo agregado familiar, que frequentam a resposta social.
- Crianças beneficiárias da prestação social Garantia para a Infância e/ou com abono de família para crianças e jovens (1.º e 2.º escalões), cujos encarregados de educação residam, comprovadamente, na área de influência da resposta social.
- Crianças beneficiárias da prestação social Garantia para a Infância e/ou com abono de família para crianças e jovens (1.º e 2.º escalões), cujos encarregados de educação desenvolvam a atividade profissional, comprovadamente, na área de influência da resposta social.
- Crianças em agregados monoparentais ou famílias numerosas, cujos encarregados de educação residam, comprovadamente, na área de influência da resposta social.
- Crianças cujos encarregados de educação residam, comprovadamente, na área de influência da resposta social.
- Crianças em agregados monoparentais ou famílias numerosas cujos encarregados de educação desenvolvam a atividade profissional, comprovadamente, na área de influência da resposta social.
- Crianças cujos encarregados de educação desenvolvam a atividade profissional, comprovadamente, na área de influência da resposta social."
Além desta portaria confirmar a inexistência de uma priorização de imigrantes, a mesma informação foi também confirmada pelo Ministério da Educação em entrevista ao Observador. "A nacionalidade do aluno não é critério nas matrículas dos alunos e em nenhum dos artigos da legislação em vigor está expresso que as crianças e os alunos vindos do exterior têm prioridade sobre os restantes."
domingo, 6 de julho de 2025
Morreu o artista plástico Filinto Viana
O funeral realiza-se hoje, do Centro Funerário Oliveira, a partir das 10H30, para o Cemitério Oriental, às 14H30.
Isto foi só medíocre
Aliás, genericamente, considero-me um optimista minimamente informado, que o mesmo é dizer - um pessimista.
Podem considerar os optimistas, que tudo tem solução, desde que haja boa vontade - numa palavra, porque sim - que o mesmo é dizer, por milagre ou passe de mágica.
À atenção dos Vereadores da Cultura e da Toponímia: em nome do rigor histórico - Praia da Sardinha e não Cais da Sardinha
Existem coisas do passado, que nos trazem à memória (sempre as memórias) afectos que pensávamos que seriam indestrutíveis.
Entretanto, continua a prevalecer a falta de conhecimento da verdadeira história da cidade, por parte de quem esteve à frente dos destinos da Figueira durante anos!..Desconhecer, para um político, não é grave. Mas, não ter a curiosidade de saber de verdades fundamentais para as nossas vidas, aflige-me...
Reponham a memória e a verdade histórica: Praia da Sardinha, se faz favor…
A verdade histórica é esta - PRAIA DA SARDINHA e não CAIS DA SARDINHA.
sábado, 5 de julho de 2025
Na Figueira, a "silly season" já se nota em Julho...
A chamada "silly season", pesadelo dos jornalistas que encaram a profissão a sério, costuma ocorrer no mês mais ocioso do ano - Agosto - em que parece que tudo pára e nada de relevante acontece. Agosto ainda tarda uns dias. Mas, a "silly season" na Figueira já se nota em Julho.
As notícias que nos chegam têm o carácter leve e inconsequente da "silly season"... Na sua irrelevância, as notícias da "silly season" tranquilizam-me. Não digo em relação ao País, mas à Figueira.
Imagem (para ver melhor clicar em cima) via P Santana Lopes e Suzana Monteiro
Quarenta anos de Freguesia de São Pedro
Porém, a luta já vinha de trás.
Em 1974, os habitante destas povoações apresentaram uma petição ao Ministro da Administração Interna solicitando a criação de uma nova Freguesia, fazendo, assim, eco de velhas aspirações anteriores ao 25 de Abril.
A 11 de Julho de 1985, em reunião plenária, a Assembleia da República decretou a criação da atual freguesia de São Pedro. O primeiro executivo eleito honrou para sempre a data na toponímia da Aldeia, dando o nome da Avenida 12 de Julho à antiga 109, uma vez que a publicação em Diário da República aconteceu em 12 de Junho de 1985.
O primeiro executivo tomou posse em 5 de Janeiro de 1986.
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| Palheiros da Cova-Gala |
Para mim - e certamente para muito mais gente -, a Cova Gala não estão mortas.
A Gala, continua, logo ali, remate da Ponte dos Arcos, para quem vem do norte.
Fica na outra margem do lado sul da foz do Mondego.
E, como as terras que seguem um rio até ao mar, é um prolongamento do Cabedelo – ou seja, aquele cabo de areia que se forma à barra dos rios.
Já não é só uma aldeia de pescadores. Mas ainda tem pescadores.
Ao fundo, na direção do poente - e antes das dunas, que a separam do areal da praia, junta-se cada vez mais intimamente – quer dizer: sem uma nítida separação – a um lugar que tem o nome de Cova.
Os dois lugares estão ao mesmo nível – o das águas do mar - e formam a Aldeia e base da freguesia de São Pedro, que tem ainda o Cabedelo e a Morraceira.
Do lado norte, é a cidade - e essa, sim, vem registada nos mapas de terra e nas cartas de mar – chama-se Figueira da Foz.
A Cova e Gala, porém, continua a ser a nossa raiz. Têm origem na fixação de pescadores, oriundos de Ílhavo, nas dunas da praia da Cova, por volta 1750/1770. De acordo com alguns documentos, estudados pelo único Homem que realizou verdadeira pesquisa histórica sobre as origens da Cova e Gala, o Capitão João Pereira Mano, tempos houve em que pescadores naturais de Ílhavo, desceram a costa portuguesa à procura de peixe e água potável que lhes permitisse a sobrevivência.
"Decorria o ano de 1791, quando Manuel Pereira se deslocou a Lavos, com a sua mulher Luísa dos Santos e alguns familiares, para batizar seu filho Luís, que nascera havia quatro dias, no lugar da Cova.
O dia quinze desse mês prometia ser quente, mas a viagem, a pé, de três quilómetros, do lugar da Cova, primeiro pelas areias das dunas e cabeços, depois pela estrada que ladeava o rio até à Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Lavos, decorreu alegre e folgada. Chegada a hora aprazada, o padre cura, Tomás da Costa, batizou solenemente o recém-nascido Luís, cujos familiares eram de Ílhavo.
Este foi o primeiro batismo cujo assento regista um nascimento no lugar da Cova e, como tal, o reconhecimento da existência do povoado.
Anos antes, provavelmente entre 1750 e 1770, um grupo de pescadores, naturais de Ílhavo, constroem palhoças feitas de junco ao abrigo do maior médão a Sul da foz do Rio Mondego.
Lá ao fundo, a Norte, vislumbrava-se a vila de Buarcos e, mais perto e já bela, a recém nascida vila de Figueira da Foz. Era a promessa segura, com o Mondego ao lado e as terras de Lavos estendidas a Sul, do bom escoamento das pescas.
Como e porque se estabeleceram assim, na cava de uma duna, logo de cova foi apelidada.
O povoado de Gala, por seu turno, começa a tomar forma quando, vários anos após se terem instalado na Cova, alguns pescadores se deslocaram para Nascente e ergueram aí pequenas barracas ribeirinhas para recolha de redes e apetrechos de pesca. Foram-se erguendo, também à beira do rio, grandes armazéns de madeira para salgar, conservar e comercializar a sardinha proveniente das artes da Cova."
Na obra, "As Freguesias de S. Pedro, Lavos, S. Julião e Buarcos" o ilustre galense, Capitão João Pereira Mano regista que a Cova e a Gala estão, desde a sua origem, cultural e socialmente ligadas ao mar e o seu povo sempre viveu de forma intensa os dramas e glórias que o mar, na sua imensidão, proporciona. Disso são exemplo a ajuda prestada ao desembarque das tropas de Wellesley no Cabedelo, que contribuiu para pôr cobro às Invasões Francesas e aos naufrágios de bateiras no rio, de traineiras na safra da sardinha, ou ainda, de barcos de pesca à linha e mais tarde de arrasto, na longínqua pesca do bacalhau. Assim se perde no limbo do tempo a ligação ao mar e ao rio deste povo que deu origem ao povoado da Cova.
Desde as artes usadas no mar da Cova D’Oiro, passando pelas artes utilizadas no rio, pela Pesca do Bacalhau, pelo Cabo Branco, pela Marinha Mercante, pela Pesca da Sardinha, pelo Arrasto, pela Pesca Artesanal, a todas elas aderiu o homem de Cova e da Gala, ao longo do seu percurso. Também não se pode esquecer o elevado número de naturais da Cova-Gala que, ao longo dos tempos, se foram radicando nos Estados Unidos, como emigrantes e ligados às pescas na sua maior parte.
A denominação Cova-Gala atribuída à população destes dois lugares, não surge por acaso. Trata-se de um uso, já com alguns anos, dos seus habitantes que, acompanhando o percurso do progresso e as suas incidências no avançar das duas povoações ao encontro uma da outra, unindo o que outrora era separado por uma fina faixa de areia, cabeços e valados.
Ao contrário do que aconteceu durante muitos e muitos anos, a Cova e a Gala vivem numa "fraterna união".
É isto a verdadeira História da Cova e Gala. A que nos foi legada por João Pereira Mano.
O concelho da Figueira está preparada para receber as autocaravanas?
O que se passa em Portugal, acontece na Figueira.
Onde é que estão as estações de serviço e áreas de acolhimento?
As estruturas não têm de ter “custos exorbitantes”, bastam coisas “básicas” para garantir a manutenção.
sexta-feira, 4 de julho de 2025
Cerimónita emotiva de dor e luto
A cerimónia, à qual assistiram familiares, amigos, autarcas e representantes de diversas entidades civis e militares, contou, para além da bênção do memorial pelo padre Paulo Silvestre, com a leitura, por Carla Veríssimo que, em nome da Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves, que teve duas técnicas embarcadas na Virgem Dolorosa até à véspera do naufrágio, endereçou as condolências às famílias e efetuou a leitura de um poema dedicado aos pescadores.»


















