segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Há «uma guerra contra as pessoas».

"O escritor grego Theodor redescobre nesta obra – uma das poucas escrita originalmente na língua pátria – uma Grécia sofrendo as terríveis consequências das sevícias praticadas pela troika de agentes não-eleitos formada pela Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu. Um cenário que também conhecemos em Portugal e espalhado como uma peste renitente através da União Europeia sob a designação comum de «austeridade».
As pessoas são as principais vítimas da guerra na Ucrânia, um conflito que, gostem ou não gostem os comentadores encarregados de ajudar a montar a opinião única, é travado entre a Rússia e a NATO.
«Os pobres deixaram de ser pessoas para se tornar apenas um problema», fazendo lembrar «o que o nazismo tinha feito com os judeus, com os comunistas, com os homossexuais, com os ciganos e com muitos mais».

«Há muito que, ao ritmo da implantação do neoliberalismo como sistema de globalização, os direitos e as condições de vida dos seres humanos deixaram de ser referências a respeitar. Espezinhá-los em guerras, em gabinetes governamentais e parlamentos tornou-se banal.»

O fim do sistema socialista, principalmente da União Soviética, da Jugoslávia e do Tratado de Varsóvia, e a consequente institucionalização generalizada do neoliberalismo, com o chamado Consenso de Washington de 1989, marca o início do combate sistemático contra os direitos humanos, sociais e laborais conquistados através do século passado, com a inevitável derrapagem do Estado social para a escravatura envergonhada e a substituição da economia de produção pela da especulação. O mundo passou a ser gerido pela ditadura do mercado ao serviço de poderes e interesses para quem as pessoas se transformaram simultaneamente em peças descartáveis mas também em empecilhos, sobretudo porque continuavam a agir como cidadãos senhores dos seus direitos – e não desistiam de lutar por eles."

Propaganda para iniciados: até na táctica não há inovação

Quantas mais horas de propaganda governamental houver ao Orçamento do Estado para 2023, maior será o choque dos portugueses no próximo ano.

Continuamos a viver no país da elite dos privilegiados. "Os dados da Pordata para o Dia Internacional da Pobreza, assinalado esta segunda-feira, revelam que o número de pessoas em risco de pobreza ou de exclusão social aumentou 12,5% em 2020 comparativamente a 2019, a primeira subida desde 2014. Os mais ricos estão mais ricos e os mais pobres, mais pobres. Conclusão: recuámos. Somos o 2.º país com mais pessoas a viver em más condições materiais."

Os pensionistas e os trabalhadores por conta de outrem, já estão a perder poder de compra, mas em 2023 o impacto vai ser ainda mais brutal. O pacote tem sido bem embrulhado  pela propaganda governamental sustentada pela casta de verdadeiros parasitas que são os gestores e economistas que chamam "privilégios" ao que não passa de direitos.
Eles a falarem em "privilégios"! Eles, que depois de meia dúzia de anos numa instituição, a ganhar ordenados de craques da bola, se reformam a seguir, enquanto para nós, trabalhadores em geral, aumentaram a idade da reforma. 
E, depois, têm a lata, a desfaçatez, o arrojo e a pouca vergonha de afirmar que os pensionistas, funcionários públicos, outros trabalhadores (incluindo os precários, os mal pagos, os pouco qualificados) é que são os privilegiados.
Vivemos num País onde a classe empresarial e as elites financeiras, a prosseguir por este caminho, vão apropriar-se do que resta.
A propaganda faz milagres em defesa das teses monetaristas. 
Os pensionistas, os funcionários públicos e os trabalhadores por conta de outrem são responsabilizados pelos males do país, como os judeus o foram no regime nazi. 
A propaganda serve para isto. O Governo só se mexe para agradar ao grande capital e aos interesses dos empresários. 
Basta ver quem aplaudiu o OE para 20023: o Governo está satisfeito;  os patrões satisfeitos estão; a UGT está satisfeita; até Marcelo expressou satisfação!
Isso significa que o acordo de concertação social não serve os trabalhadores nem os pensionistas.   
PS e PSD são as duas faces da mesma moeda. Tal como no Portugal da Monarquia Constitucional na segunda metade do século XIX, em que o Partido Progressista e o Partido Regenerador dividiam entre eles o bolo nacional, os lugares e a mordomias, neste momento a Democracia fundada em 25 de Abril de 1974 está esgotada, à mercê de uma elite política e financeira sem ideologia, rendida aos interesses imediatistas e à ditadura financeira de Bruxelas. 
Portugal há décadas que está a saque! E quem vai continuar a pagar somos nós: o "povão".

Pinhal de Leiria: cinco anos depois

Margarida Balseiro Lopes, via Jornal de Notícias
"As juras de amor e as promessas que foram então dedicadas ao Pinhal do Rei foram rapidamente esquecidas pelo poder político. Não foi tão célere a dedicar-lhe os esforços necessários para a sua recuperação como foi sendo, ao longo de décadas, a arrecadar as generosas receitas que o Pinhal de Leiria foi gerando. Na primeira década do século XXI, o investimento nesta Mata Nacional correspondeu a perto de 10% do valor amealhado pelo Estado pela sua exploração.

Seria sempre difícil lidar com o contraste do verde de mais de 11 mil hectares de pinhal com a aridez dos despojos deixados pelo incêndio de há cinco anos. No entanto, é ainda mais perturbador constatar que continuamos a não aprender com os erros e a desvalorizar uma das mais belas imagens que o país tinha para oferecer.

Os especialistas têm sido claros em denunciar os evidentes sinais de abandono do Pinhal de Leiria"...

domingo, 16 de outubro de 2022

A exposição “Percursos e Vidas” é inaugurada amanhã, pelas 14h30, na sala multiusos do Paço de Tavarede, onde estará patente até 28 de Outubro

 Imagem via Município da Figueira da Foz


«É fácil o trocadilho, mas o Presidente da República tinha que tirar qualquer coisa da cartola. Saiu o “coelho”...»


Sabe-se que os portugueses têm a memória curta. Mas, assim tanto?

EXPLIQUEM-ME A ESTRATÉGIA! EXPLIQUEM-ME A ESTRATÉGIA!

"Ainda falam da incontinência verbal do Marcelo: em dois dias Joe Biden conseguiu insultar a Arábia Saudita e o Paquistão, este último classificado como «um dos países mais perigosos do mundo».

Eu sei que a diplomacia anda pela hora da morte, mas duvido que a estratégia do "orgulhosamente sós" venha a ter bons resultados (a não ser para Putin).
E daqui a nada é Inverno."

Emergência

"A CGTP tem toda a razão, estamos confrontados com uma EMERGÊNCIA NACIONAL no quadro de uma emergência internacional. Precisamos de mais mobilização política, unitária e plural, para conseguirmos transformar Portugal segundo os valores da nossa Constituição da República."

sábado, 15 de outubro de 2022

O elo mais fraco

 OBVIAMENTE, DESPEDIU-SE!

"Uma professora foi espancada por familiar de aluno, ou por um grupo que se lhe terá juntado para tanto (ver, por exemplo, aqui aqui). A agressão foi grave, implicou internamento hospitalar. No dia anterior ela teria tentado separar miúdos que brigavam no recreio, fazendo o que está certo: um adulto deve cuidar da segurança das crianças. Parece que um dos miúdos se queixou em casa...

Já conhecemos o guião desta história, igual ou semelhante ao de outras histórias lamentáveis que a precederam.

O Presidente da Câmara destacou bombeiros para vigiar a escola (para sempre?) e o Ministro da Educação manifestou na Assembleia da República “apoio” e “solidariedade” para com a vítima, teve também o cuidado de enviar uma nota às redacções (as "redacções" tornaram-se os megafones da voz de quem pode mandar "notas") onde declara a sua filosofia pacifista: "todos os actos de violência são injustificáveis e inaceitáveis”.  E, tanto quanto sei, por aqui ficou a mais alta intervenção institucional.

A professora tem quarenta anos e era empregada de uma empresa contratada pela Câmara para assegurar as AEC (Actividades de Complemento Curricular). Este estatuto laboral, aliado à idade, constitui por si, uma violência à dignidade humana.

Digo "era" porque a professora, obviamente, despediu-se!"

A entrada é gratuita sujeita a levantamento de bilhete no Posto de Turismo Castelo Engº Silva e no Centro de Artes e Espectáculos

THALASSOS - Pensam que somos loucos? Ainda bem...

"Hoje, no âmbito do projeto "O Mar que nos Une", pelas 21h30, o Espelho de Água vai ser palco «Thalassos», sob a direção artística de André Varandas, uma criação em torno do elemento MAR com especial foco na Arte Xávega.

«Thalassos» visa “dignificar a história e criar a partir do património histórico e cultural um produto artístico de excelência, assente na valorização das comunidades locais e o seu tecido cultural”.

Sob a direção artística de André Varandas, em palco vão estar atores que representam cada um dos municípios da Rede “ O Mar que nos Une” (Figueira da Foz, Cantanhede e Mira), aos quais se juntam elementos de diversas coletividades dos concelhos."

Cartas de Agustina Bessa-Luís vão ser distribuídas aos figueirenses

 Via Diário as Beiras

SEGUNDO O DIÁRIO AS BEIRAS "ALGUNS DOS SUSPEITOS DAS AGRESSÕES A UMA PROFESSORA EM VILA VERDE JÁ FORAM IDENTIFICADOS PELA PSP"

 Via Diário as Beiras

«Ao contrário de Marcelo Rebelo de Sousa, que se precipitou a saudar os números pouco “elevados” apurados pela Comissão — e, com isso, aliviar a responsabilidade da Igreja —, nós percebemos que isto é apenas a ponta do icebergue de uma estrutura sinistra e submersa, que durante décadas guardou dentro de si um segredo vergonhoso, ocultando-o dos fiéis, da sociedade e das autoridades. Protegendo os seus criminosos, como as máfias fazem.»

Para ler, clicar aqui.

COMENTANDO OS COMENTADEIROS DE SERVIÇO - II

 

Via Abril

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Santana coloca Bombeiros a vigiar escola de Vila Verde

 

Laurinda e a marcha dos vulneráveis

"Depois da salutar chuva de críticas, o município de Lisboa cancelou, e bem, a «marcha das pessoas vulneráveis» na Avenida da Liberdade, promovida pela Vereadora com o pelouro dos Direitos Humanos e Sociais, Laurinda Alves, em parceria com a «Associação Impossible – Passionate Happenings», que teria lugar na próxima segunda-feira, 17 de outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza."

Para continuar a ler clicar aqui.

Ricardo Silva, vereador PSD na Câmara da Figueira, em rota de colisão com o partido pelo qual foi eleito e é militante

 Via Diário as Beiras

Um Serão com o Marquês

15 outubro, 21h30, Auditório Municipal da Figueira da Foz

Ponte da Figueira da Foz vai estar condicionada durante 21 meses para obras

"A Ponte Edgar Cardoso, sobre o Rio Mondego, vai estar condicionada ao trânsito a partir do final de outubro e durante 21 meses, o prazo previsto para a empreitada de reabilitação e reforço daquela infraestrutura. 

Segundo os representantes da Infraestruturas de Portugal (IP), que participaram hoje numa sessão de esclarecimento no auditório municipal da Figueira da Foz, a partir do início dos trabalhos, previstos para o dia 31 de outubro, o tráfego rodoviário vai ser reduzido a uma faixa em cada sentido até ao final da empreitada.

A partir de fevereiro, de acordo com o gestor da Unidade de Conservação Operacional do Centro/Norte, Rafel Savedra, o trânsito será cortado no período noturno, com excepção para os veículos de emergência, entre as 20h30 e as 06h30, excepto nas noites de sexta-feira para sábado e sábado para domingo.

A circulação pedonal, de bicicleta ou outros meios está impedido já a partir do início dos trabalhos e durante toda a obra.

Está previsto ainda a colocação de semáforos limitadores de velocidade para o trânsito que circular na ponte, de 1,4 quilómetros de extensão, e o corte alternado das duas faixas de rodagem, com circulação condicionada a uma via em cada sentido.
“A parte mais importante da obra será a substituição dos tirantes”, disse António Savedra, acrescentando que a intervenção inclui reforço das vigas do tabuleiro e do sistema de fixação do tabuleiro, reabilitação dos aparelhos de apoio, decapagem e pintura geral do tabuleiro metálico e trabalhos complementares de pavimentação, iluminação, drenagem, juntas de dilatação, reparação e protecção de superfícies de betão.
A Ponte da Figueira da Foz, como também é conhecida, projetada pelo professor Edgar Cardoso, foi a primeira ponte rodoviária com o tabuleiro «atirantado» realizada em Portugal, tendo sido aberta ao tráfego em 1982.

Na sessão, que lotou o auditório municipal, os participantes mostraram-se preocupados com os acessos alternativos, que obrigam a entrar em autoestrada, tendo o presidente da autarquia, Santana Lopes, referido que uma das exigências do município, do actual e anterior executivo, é que a via alternativa (A17) para transpor o rio Mondego não seja portajada.

Respondendo a sugestões levantadas, o autarca adiantou que a autarquia está a trabalhar na questão dos parques alternativos e dos transportes rodoviários a partir do Parque Urbano.
“É lógico e natural, perante tudo o que foi dito e as preocupações que suscitam todas estas necessidades de transporte, vamos trabalhar mais com o Hospital Distrital para o eventual reforço dos meios de atendimento nos Centros de Saúde do lado norte para evitar deslocações para a outra margem”, acrescentou o presidente da Câmara.
A empreitada de reabilitação e reforço da Ponte Edgar Cardoso representa um investimento de 16,8 milhões de euros."

Via Jornal de Notícias