Via jornal Público
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Entregar a escola a este modelo de gestão autárquica? – texto do Paulo Prudêncio
«Para Eduardo Souto Moura, que tem 40 anos de relações com a administração portuguesa, "o pior da corrupção na nossa administração é o poder local". No programa "Primeira Pessoa", o arquitecto diz (a partir do minuto 23 na RTP Play) que, por isso, votou contra a regionalização. Salientou que com estas declarações "o vão matar" e que "o poder local é o expoente máximo da manipulação de dinheiros e favores que ninguém vislumbra e com parcialidades nas decisões sobre loteamentos e aprovação de projectos".
As nações que falham por inconsistência de políticas inclusivas têm uma característica comum: constituição de vários órgãos com funções semelhantes numa mesma organização. O resultado é a dispersão da capacidade das oposições e da fiscalização, e a inscrição de decisões autocráticas a favor de oligarquias e contrárias à distribuição da riqueza.»
"A municipalização das escolas no presente contexto constitui mais um rude golpe no já fragilizado sistema educativo, na medida em que, por um lado, os reizinhos autárquicos ficam de mãos livres para manipular a seu bel prazer a totalidade do pessoal docente e funcionários. Por outro, e ainda pior, o ensino fica complementarmente à mercê das conveniências e interesses político-partidários, amiguismos, tráfico de influências e tudo o mais em que sabemos ser fértil o dito poder. O próprio ensino deixa de ter uma matriz nacional para descambar em miríades de orientaçõezinhas locais. A classe docente fica inteiramente dividida no seu poder de contestar quaisquer orientações por mais nefastas ao adequado funcionamento das escolas ou aos interesses dos alunos. Que a qualidade dos resultados e que a eficiência caia em flecha, nada disso preocupa as elites que estão por trás de todas estas maquinações. Claro que é indispensável melhorar substancialmente o sistema eleitoral autárquico, dando-lhe mais transparência, agilidade, representatividade e responsabilização, mas mais importante ainda seria a criação de uma autoridade fiscalizadora independente, do tipo Provedoria, dotada de reais poderes de intervenção. Uma ferramenta legal imprescindível seria também uma verdadeira lei das incompatibilidades que estabelecesse que nenhum funcionário de qualquer nível pudesse tomar decisões nas quais tivesse interesse directo ou indirecto. Na ausência destes dois cruciais instrumentos de controle, o navio continuará a seguir a toda a velocidade rumo ao iceberg."
O ex-Presidente da República voltou a escrever um artigo de opinião no jornal “Expresso”.
Resumindo, foi assim: "Tudo o que correu mal é da responsabilidade do PS, do BE e do PCP"!..
Recorde-se.
Foi o "19º Presidente da República Portuguesa, tendo sido eleito por sufrágio universal em 2006 e reeleito em 2011".
"Exerceu o cargo de Ministro das Finanças e do Plano em 1980-81, no Governo do Primeiro-Ministro Francisco Sá Carneiro, e foi Presidente do Conselho Nacional do Plano entre 1981 e 1984. Presidiu ao Partido Social Democrata (PSD) entre maio de 1985 e fevereiro de 1995."
"Esta semana, o Parlamento português concordou com uma coisa. É verdade. Por unanimidade, o Parlamento vai legislar para acabar com a discriminação que ainda existe dos dadores de sangue homossexuais. Resumindo, os deputados querem que fique claro que há comportamentos de risco que nada têm a ver com a orientação sexual.
Ora bem, para este transplante temos várias opções, todas elas muito boas. Aqui, temos o sangue de uma senhora doméstica que só conheceu um marido, a vida toda. Também temos um heterossexual, que uma vez numa festa da universidade decidiu experimentar. E acabou de chegar uma reserva de um homossexual que vive num T2 com dois bulldogues-franceses.
Quero é que me salve a vida, caraças. Quero lá saber se é tinto ou se é branco!"
«Cerca de 150 aviões chineses sobrevoaram ilha com estatuto de independência desde 1949. Relações entre Taipé e Pequim vivem "o pior momento em quatro décadas".
A pergunta 16 de José Pacheco Pereira, via Revista Sábado
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| O grande segredo nas últimas eleições autárquicas foi o feeling que Santana teve em antecipar a motivação do voto dos figueirenses |
Também na Figueira se viu, num passado recente, muito boa gente perder a compostura por não saber aceitar outras opiniões, viessem elas de onde viessem: do interior do seu partido ou externas...
Na Figueira, esses políticos ao mostrarem de que massa são feitos, permitiram que gente suficiente votasse nas últimas autárquicas tendo em conta o fundamental: arejar um pouco, ainda que também por pouco tempo, a arena política figueirinhas...
"... num país com milhares de milhares de vigaristas de meia tigela, quem consegue como ele chegar ao estrelato e aparecer tantas vezes na televisão, em todos os canais e telejornais, ao lado de vedetas como o seu advogado e dos seus ‘off shores’, além de comentador televisivo, o insigne Dr. José Miguel Júdice que é dono da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, e foi um dos fundadores do extinto MDLP, ao serviço de Spínola e de um comandante de jagunços chamado Alpoim Calvão?"