sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Liberdade sob ameaça

 «"Foi transportado num autocarro, escoltado por um carro policial com os rotativos ligados, para o hotel, ali chegado foi encaminhado para a zona do check-in, tendo-lhe sido atribuído o quarto, altura em que foi informado que não podia sair do quarto, onde teria de permanecer durante os próximos 14 dias. Foi informado que as refeições seriam fornecidas pelo hotel em três momentos definidos do dia, havendo duas alturas em que podia solicitar refeições/snacks adicionais. Acatou o que lhe foi indicado, verificando que havia um agente da PSP à porta de entrada do hotel".

Que crime cometeu este homem? Nenhum. E foi vítima de procedimentos próprios de um estado totalitário. A descrição, atrás citada, plasmada no acórdão do Tribunal Constitucional que declarou inconstitucional a quarentena obrigatória à chegada aos Açores, decretada pelo Governo regional, devia fazer-nos arrepiar e motivar ampla reflexão. Ela prova como o medo ganha terreno, tolhe-nos, aceitamos que nos privem da mais básica liberdade sem protesto. A reboque do vírus institucionaliza-se o controlo e a repressão. É bom lembrar que da parte do Governo de Lisboa não se ouviu uma palavra em relação à decisão do executivo liderado pelo socialista Vasco Cordeiro.
Em nome do vírus, e do medo de ser contagiado e de contagiar, estamos a soçobrar a uma tirania. Um tirania a transformar cada um de nós no polícia do outro, a deixar que o Mundo se feche, a viver virado para o interior de si próprio, da sua casa, da sua família mais restrita. Em suma, a aceitar docilmente que nos vigiem, que acompanhem os nossos passos, como se isso nos pudesse salvar. Ao contrário do apregoado por muitos, não sairemos melhores desta crise de saúde pública. Pelo contrário. Se nada fizermos, acordaremos num Mundo perigoso e totalitário. Já aconteceu outras vezes.»

Na Figueira é sempre carnaval (também em 2021): decisão será tomada depois do verão....

Via Diário as Beiras.

A Câmara da Figueira da Foz e a organização do Carnaval, a cargo da Associação do Carnaval de Buarcos/ Figueira da Foz ainda, ainda não decidiram se vai ou não haver desfiles em 2021. Tanto a autarquia como os organizadores vão adiar a decisão até ao limite, dada a incerteza que, neste momento, existe em relação à evolução da pandemia e às medidas sanitárias que, entretanto, possam ser adotadas. 

“Vamos adiar a decisão o máximo possível, para ver como evolui a pandemia, a não ser que a associação tenha uma intenção diferente. Se [a crise sanitária] se mantiver estável, não vale a pena interrompermos o circuito de recuperação do turismo que se está a verificar na Figueira da Foz e o Carnaval será realizado. Por isso, parece-me prematuro tomar já a decisão”, defendeu o presidente da câmara, Carlos Monteiro, em declarações feitas ao DIÁRIO AS BEIRAS. 
A Associação do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz está em sintonia com o autarca. José Gouveia, da direcção, afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS que os desfiles começam a ser preparados em setembro. No entanto, tendo em conta a conjuntura sanitária, o prazo para iniciar os preparativos poderá ser dilatado até outubro. 

A Figueira nas primeiras dos jornais regionais de hoje

"PSP detém três mulheres por furto a ourivesarias"
 "Judiciária apanha autora de tentativa de homicídio"

 
Pode-se argumentar que isto é o reflexo do jornalismo tabloide, que substituíu, no seu desempenho, “interesse público” por “interesse do público”
Em vez da deontologia, que defende o interesse público, está a concorrência, que sacrifica todos os direitos civis ao “interesse do público”. Numa palavra: ao negócio. 

A selvajaria tabloide é semelhante ao que temos na sociedade em geral. Vale tudo: a ética existente é que dá acesso ao poder e ao dinheiro. Não se olha a meios para atingir os fins. 
A Figueira é uma sociedade em crise profunda. Por enquanto, alguns conseguem ver a ponta do icebergue. Outros, porventura a maioria, nem isso. 
A verdade, porém, é que não há um único investimento público realizado (ou em curso) pelos executivos socialistas nos últimos 11 anos no concelho da Figueira da Foz, que o torne mais competitivo em relação aos concelhos vizinhos. 

Onde é que estão as empresas que investiram cá? E porquê? Porque, ao contrário do que este executivo camarário quer fazer passar, infelizmente para os figueirenses, o concelho não é atraente para investir. 
Além de estar a comprometer o presente, este executivo está a comprometer o futuro. 
Na Figueira, nos últimos 11 anos, não houve, não há e nem vai haver, uma política para a juventude. Onde está o emprego para a juventude se fixar na Figueira? 

Gastam-se rios de de dinheiro em agitação e propaganda. Contudo, o problema não é financeiro, é mais profundo. Este executivo, independentemente de, porventura, poder ter entre os seus membros alguém com valor, no colectivo reflecte quem o dirige: não tem dimensão, visão nem capacidade para pensar o futuro. 
Sobretudo, não tem coragem para promover e dignificar uma sociedade onde a juventude se sinta livre de gente que anda sempre no beija-mão ao poder. 
Não é com gente assim, incluindo juventude, que depende da subsidiodependência dos dinheiros camarários, que vamos lá. 

 Nos últimos anos, como quase todos sabemos, a Figueira tem-se limitado a sobreviver. Enquanto concelho perdemos peso. Quase todos temos visto os nossos vizinhos a ultrapassarem-nos. Por muito bem que a máquina de agitação e propaganda continue a funcionar não vai conseguir esconder o óbvio: estamos a empobrecer. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Superfinal da Liga Europeia vai mesmo disputar-se...

...mas, na Nazaré 
"Ao contrário do que foi noticiado na última terça-feira, a Superfinal da Liga Europeia de futebol de praia vai mesmo acontecer este verão, mas num sítio diferente do originalmente planeado. Depois da Câmara Municipal da Figueira da Foz ter renunciado à organização do evento, por falta de condições, a Nazaré disponibilizou-se para dar casa à competição que define o campeão europeu. No comunicado da BSWW foi anunciado que, para além da Liga Europeia masculina, a o Estádio do Viveiro vai acolher o torneio feminino, bem como a Euro Winners Cup, na semana seguinte. «Uma melhoria das condições na Nazaré depois de meses de Covid-19 significa que a capacidade de organizar um torneio internacional e a possibilidade de receber os melhores da Europa foi fiável», pode ler-se. A Superfinal da Liga Europeia disputa-se entre os dias 1 e 6 de setembro."

Dia 8, Paulo Marçalo vai apresentar "O Silêncio Perpetua os Espaços"

Vai ser apresentado o último trabalho poético de Paulo Marçalo: "O Silêncio Perpetua os Espaços".
O evento vai ter lugar no Café com Arte Original (Coimbra) entre as 16:00 e as 20:00 e usufruir de um espaço amplo e esplanada espaçosa ou assistir pela página do Facebook da Vieira Duque Galeria de Arte e Cultura às 16:30.
A aquisição da obra poderá ser feita por encomenda.

Via Vieira Duque

Um "miminho" às mulheres...

Imaginemos que os artistas, podiam ser o «casal» maravilha que governa a autarquia figueirense. 
O tamanho da toalha, um desafio para quem vai ter de concluir obra para conseguir votos em 2021. 
A ver vamos, como diz o ceguinho, se a toalha não cai antes das próximas eleições, deixando as partes, que costumam estar ocultas, à mostra. Video sacado daqui

Estudo sobre os Efeitos da Declaração do Estado de Emergência no Jornalismo no Contexto da Pandemia Covid-19, que alia Universidade de Minho, Coimbra e Lisboa, põe a nu a crescente precarização da profissão e crise nos média.

"Jornalismo no Estado de Emergência: mais tecnologia, menos trabalho de terreno, mais instabilidade laboral, menos expectativas."

"Muito trabalharam os jornalistas durante o Estado de Emergência para informar a sociedade, em particular, sobre a pandemia e os seus efeitos. Alguns agoniaram-se para conciliar a vida profissional com a vida pessoal e familiar. Houve mais recurso a tecnologia, menos trabalho de terreno e surgiram algumas inquietações éticas e deontológicas. Findo esse período, nota-se mais instabilidade laboral e menos expectativas. Acentuou-se a precarização da profissão.
Das redacções para casa 
Antes do estado de emergência, 65,5% dos jornalistas trabalhavam a partir de uma redacção. Faziam-nos não só os pertencentes aos quadros das empresas, mas até alguns dos que trabalham em regime de avença (28,8%) ou recibo verde (20,6%). Durante o estado de emergência, isso alterou-se por completo. Mais de dois terços passaram a trabalhar a partir de casa (66,7%). Só um reduzido grupo (17,6%) continuou a fazer da redacção o seu local de trabalho principal. Até pela natureza dos meios, essa proporção era maior entre os da televisão (47,8%) e os da rádio (36,3%). No confinamento, os jornalistas serviram-se mais do que nunca do email e do telefone para trabalhar e não se coibiram de experimentar novas plataformas de videoconferência e reunião online. O teletrabalho exigiu, como menciona o relatório divulgado esta quarta-feira, “material informático e equipamentos de ligação à Internet, novas fórmulas de acesso remoto ao trabalho da redacção, software de gravação e edição de conteúdos ou, ainda que numa menor expressão, meios de protecção e segurança, como perches ou outras formas de proteger os equipamentos”. E alguns jornalistas tiveram de adquirir parte disso. Que comunicação e que jornalismo para o mundo pós-coronavírus? Que comunicação e que jornalismo para o mundo pós-coronavírus? O recurso a novas ferramentas é entendido por estes profissionais como “benéfico ou mesmo muito benéfico”. Facilita o acesso, poupa tempo. Não é, porém, igual a ir ao sítios, observar, cheirar, conversar cara a cara com os protagonistas. Naquele tempo, muitos jornalistas deixaram de sair em reportagem para verificar, em loco, o que estava a acontecer ou falar com as fontes nos seus contextos (de 11,5% para 33,5%)."
Via Jornal Público

Na Figueira, há coisas que acabam bem… Nos filmes... (2)

"Agradeço ao Aires Pedro, à Beatriz Dinis, ao Bruno Manique, e - claro - à Turismo Centro de Portugal, na pessoa de Pedro Machado e dos seus colaboradores mais próximos (e a muitas outras pessoas e entidades que não posso enumerar neste post, mas a quem dirijo os meus pensamentos) por tornarem possível este mágico momento em que as Aldeias Históricas de Portugal são protagonistas de um filme brilhante que vai sendo premiado em festivais internacionais de primeira linha!"

Na Figueira, há coisas que acabam bem… Nos filmes...

«Vídeo realizado para o Município da Figueira da Foz, no âmbito da participação na Feira Internacional de Turismo de Berlim 2020, pela equipa brasileira do Studio Eureka, vencedora do prémio Art&Factory, da edição 2018 do ART&TUR - Festival Internacional de Cinema de Turismo

Todas as imagens foram recolhidas antes do início da pandemia.»

Morreu a encenadora e actriz Fernanda Lapa

A actriz Fernanda Lapa morreu hoje, aos 77 anos, em Cascais, onde estava hospitalizada, anunciou esta quinta-feira em comunicado a Escola de Mulheres. "

"É com profundo pesar e imensa tristeza que a Escola de Mulheres comunica a morte de Fernanda Lapa, directora artística desta companhia desde a sua fundação, em 1995".

Um hino à anomia

Isto, a meu ver, é admitir, num auto de fé público, que somos um povo de corrupção moral elevada e sem remédio. Perfeitamente insensível a valores éticos que impliquem o sacrifício de posições de poder, dinheiro e boa vidinha, alcançáveis sem tal empecilho. Alguém disse um dia (não me recordo agora quem), que "a ética não dá de comer".

Beirute

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

O prémio

Imagem via Rádio Condestável
Imagem via Rádio Regional do Centro. Para ouvir Carlos Monteir, clica aqui.
De um momento para o outro, o executivo da Figueira faz lembrar um pobre a quem saiu a lotaria. Só que aqui, o prémio não saiu: foi comprado
Depois de esbanjado o prémio, vamos ficar ainda mais pobres. 
Oxalá assim não fosse. O pior ainda está para vir, mas já se adivinha o que aí vem. 
Entretanto, continuamos extasiados com prémios comprados e rodas gigantes. 
É o que temos. O sonho está a desfazer-se e a realidade vai impor-se. O outono vai começar em breve e o inverno vem depois. E para a Figueira continua a ser um longo inverno de quarenta anos. Depois de mais 12 anos de irresponsabilidade e abusos, a realidade vai chegar em 2021.
E temos de ser nós a decidir...

Rua 5 de Outubro em Buarcos (3)

"Rua 5 de Outubro em 
Buarcos: um puzzle de várias peças, três modos de ordenamento. De leste para oeste o primeiro troço, a partir do final da R. Rancho das Cantarinhas até à rotunda, tem sentido duplo. Aqui a via é interrompida e substituída por calçada. Uns metros além recomeça e até à confluência com a Capitão Guerra tem trânsito no sentido oriente ocidente, não permitindo o acesso a esta artéria; é um beco de limitada utilidade, só acesso a estacionamento.
O facto está a matar os poucos comerciantes instalados, por escassez de clientes. A partir deste local a rua é interrompida de novo, voltando a “acontecer” depois. Até à parte elevada das muralhas são apenas autorizadas cargas e descargas entre as 7 e as 16, por 20 minutos, a fim de abastecer o comércio e com acesso a garagens. Na última parte, em direcção ao Tamargueira, as viaturas circulam em ambos os sentidos nos trezentos metros.
Alterações? A população deveria ter uma palavra. Habitam ali muitos idosos que se a rua for fechada ficarão sem acesso motorizado às habitações, com as dificuldades associadas. Como trazer compras, como deslocar-se à baixa da vila? Com o trânsito proibido nem um táxi poderão chamar. No restante da rua: uma confusão. Junto às muralhas, manter-se-ia certamente o que hoje se “exige”. Sendo uma zona eminentemente turística, não me parece mal que não passem por ali constantemente automóveis, por razões de segurança e saúde. Com esplanadas de restaurantes, desagradável será comer sardinhas “sabendo” a combustível!
E as famílias agradecerão ter as suas crianças, sempre buliçosas e imprevisíveis, protegidas do perigo. Mas com este troço fechado como se procede à ligação com o miolo do casario? Ao abrigo do “excepto residentes” que poderia ser a norma? Depois da “interrupção” a situação manter-se-ia obrigatoriamente igual, a menos que se emendassem os erros cometidos. Impensável não haver acesso ao estacionamento junto ao Caras Direitas, impossível impedir o trânsito da Rancho das Cantarinhas! Será que a rua não é bem isto e o Google Maps está desactualizado? Julgo que não!"

O Cabedelo está a ser alvo de muita atenção... (2)


Será já resultado do trabalho de campo do presidente Carlos Monteiro?.. 
Já agora, recordo que esta fase da obra já deveria ter terminado em Dezembro passado...
Com o descofinamento e com os dias de verão que se verificaram em Maio, principalmente ao fim de semana, o trânsto no Cabedelo foi um caos. As obras de requalificação do Cabedelo, (e não é só por estarem ainda em curso), retiraram capacidade de estacionamento. Houve dificuldades no estacionamento dos veículos e constrangimentos na circulação rodoviária. Na passada reunião de câmara, o presidente informou que será aplicada uma solução que passa por criar uma entrada e uma saída, gerando capacidade de estacionamento. De acordo com o que foi dito por Carlos Monteiro, o circuito terá entrada pela estrada de acesso ao Cabedelo antiga e saída pela nova, desembocando na rotunda entretanto criada nas proximidades do campo de futebol do Cova-Gala (um pouco a nascente). Carlos Monteiro garantiu que, assim, liberta-se espaço para “centenas de lugares de estacionamento”. Por outro lado, proporciona-se uma “melhor circulação”.
NA ALDEIA DO «BREVE» NADA SE CUMPRE.

Prémio para a autarquia figueirense

Vem hoje com chamada de primeira página nos jornais regionais, que a "autarquia figueirense foi premiada pelo Lisbon Awards Group (LAG) – Prémio Autarquia do Ano”, na sub-categoria de “Empreendedorismo e Startups”, com o projecto “Ecossistema de Empreendedorismo”, uma .parceria entre a Câmara Municipal, a Incubadora de Empresas, a Associação Comercial e Industrial (ACIFF), a Universidade de Coimbra e o Centro de Ciências do Mar e Ambiente (MARE)."
O prémio foi atribuído por uma entidade privada com fins lucrativos.

O PESCÓDROMO DE LAVOS

4 de agosto de 20016

...PESCÓDROMO abriu no dia 6 de Agosto.

 
Quatro anos depois, o Pescódromo de Lavos continua a ser uma excelente possibilidade para um convívio de família, ao mesmo tempo que pesca o almoço ou o jantar do próprio dia. Quem nunca quis ser pescador e sentir a luta de um robalo ou de uma dourada na cana de pesca? A única diferença é o número de telefone: deve marcar o número 963 725 104, e não o que então era indicado! Também pode consultar a página Pescódromo de Lavos no Facebook.

Um rei (emérito)!..


Dizem que é para salvar a monarquia...