quinta-feira, 27 de junho de 2019

Homenagens do 24 de de Junho...

 Via página do munícipio figueirenses no facebook.
"Na passada segunda-feira, 24 de junho, Dia da Cidade e feriado municipal, o Município atribuiu, numa cerimónia que se realizou no Centro de Artes e Espectáculos, 60 distinções honoríficas a pessoas singulares e colectivas.
O Presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, referiu na sua intervenção, que ser aquele o momento de homenagear “aqueles que contribuíram de diversas maneiras para engrandecer a nossa cidade, o nosso concelho”.

O ex-edil, João Ataíde, que recebeu a Chave de Honra da Cidade, afirmou tratar-se da "maior distinção" que alguma vez recebeu. Por sua vez, Lídio Lopes, que recebeu a Medalha da Cidade - que lhe confere o título de cidadão honorário, referiu-se ao momento como “único”.
Já José Bernardes, a quem foi atribuída a Medalha de Mérito Técnico-Científico em prata dourada, afirmou que "nada nos é tão caro como o apreço dos nossos".
Foram ainda distinguidos pela Autarquia, com a Medalha de Bons Serviços, os funcionários da Câmara Municipal, entretanto aposentados: José Manuel Teixeira das Neves Barros, Medalha de Bons Serviços em Prata Dourada; Maria de Lurdes de Lima Dias Coutinho Maltez, Medalha de Bons Serviços em Prata; Augusto da Costa Dias, Medalha de Bons Serviços em Prata; José Joaquim Silva Neto; Medalha de Bons Serviços em Prata; José Cordeiro Gonçalves- Medalha de Bons Serviços em Prata; Dulce Maria Lemos Fernandes da Cunha, Medalha de Bons Serviços em Prata.
Também Sansão Coelho, a "Associação Letras Nómadas” e Olga Brás, foram distinguidos com a Medalha de Mérito Cultural em prata, a Medalha de Mérito Social em prata dourada e a Medalha de Mérito Social em prata dourada, respectivamente.
A sessão não ficaria completa sem a entrega de Diplomas de Reconhecimento à “Bonae Spei" e a Isabel Lino, Dulce Pedrosa, Fernanda Jordão e Vera Parracho, quatro voluntárias da Marinha das Ondas.
Foram igualmente reconhecidas, 10 PME´s (Pequenas e Médias Empresas) Líder e 45 Excelência, sediadas no concelho.
Carlos Monteiro agradeceu a todos os homenageados pelo «esforço desenvolvido para o bem comum, o bem dos figueirenses, da cidade da Figueira da Foz e do concelho»."


"A câmara de Viseu homenageou - repito HOMENAGEOU - o João Félix e o seu presidente chamou-lhe um Novo Viriato."
Perante isto, um cidadão figueirenses interroga-se.

O que terá falhado, para que não tenha sido homenageado João Damasceno, o novo aguadeiro do concelho?
Carlos Monteiro e João Damasceno. Carlos Monteiro, um velho conhecido de João Dasceno, e uma voz, que antes de 2009, se fazia ouvir quando o assunto era água e o seu preço...

Estava na cara o que ia acontecer...

Imagem via Diário as Beiras
OUTRA MARGEM, PREVIU E AVISOU...
domingo, 26 de março de 2017
Vamos lá então discutir o PDM... (10)

quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Parecer favorável para a construção de um Aldi nas Abadias... (a propósito do PDM feito à medida... Vamos então continuar a discutir?)

Tal como disse um dia destes a vereadora Ana Carvalho (minuto 14 do vídeo): "o PDM também foi feito à medida. Claro que sim...".
Embora haja quem não goste serviço público, é isto... No meio de tudo isto, neste caso, registe-se a coerência do PSD.

Descarbonização: blá, blá, blá... “Mobilidade urbana sustentável”: blá, blá, blá...

Na Figueira, há coisas que, realmente, me fazem uma certa confusão. Ainda não tinha tido oportunidade de olhar devidamente como é, afinal, o programa da descarbonização e a “mobilidade urbana sustentável”
Até que hoje, via Pedro Silva, tive oportunidade de ler o texto abaixo. Ao que parece, foi o que fiquei a matutar, o programa da descarbonização e a “mobilidade urbana sustentável”, tal como tantas coisas na Figueira, trata-se de uma bela conversa da treta. Portanto, "tudo isto para nada"...


Via Diário as Beiras

"Fruto de algumas boas companhias e de uma “evolução positiva de racionalidade”, a minha vida material tem sofrido cortes assinaláveis. Desfiz-me de um negócio, vendi um apartamento, despachei quase toda a colecção musical, doei metade da roupa, despedi-me de livros lidos e relidos, e transformei num monte de lixo dezenas de objectos de aparente utilidade. O resultado foi, muito resumidamente, uma enorme leveza de espírito. Têm sido tempos de busca pelo que é importante. 
Consulto a bola de cristal e observo-me num dia distante a viver experiências transcendentais junto de uma comunidade indígena auto-sustentável na Bacia do Congo, ostentando longas barbas brancas e vestindo uma saia de folhas de cedro. Enquanto não chega o dia, vivo hoje a fase em que equaciono periodicamente a presença do automóvel na minha vida. Vejo-o como um empecilho poluente a ocupar demasiado espaço. Encaro-o como um consumidor abusivo de recursos naturais e financeiros. Acuso-o de excesso de protagonismo. Apelido-o de propiciador de dependências. 
No entanto, olho para a minha cidade e constato que a “mobilidade urbana sustentável” é apenas um conjunto de palavras bonitas que encaixam de forma aleatória num qualquer programa eleitoral, onde o automóvel é rei e senhor. 
A alternativa? Fazer um par de quilómetros num autocarro desconfortável, quase vazio, na presença de um motorista mal encarado. O preço? 1,45 €. De trotineta? Igual ou pior. Em viatura própria? Menos de 50 cêntimos. O diagnóstico? A mobilidade sustentável é uma farsa. 
A conclusão? Não vai ser fácil chegar ao Congo."

Enigma...

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Até lá, ainda há muita areia a tirar da praia da Figueira...

Tudo isto é catita...

Bem vindos ao concelho maravilha.
Cada dia há uma novidade mais espantosa e espampanante.
Contudo, em boa verdade, as coisas, por aqui,  já se sabe não tem consequências ...
O povo é sereno, mas, sobretudo manso.

Contudo, como todos já demos conta, ultimamente na Figueira as coisas estão em crescendo ...
Mais do que maravilhosas, são deliciosas ...
Ontem, Marco Azevedo, da Sociedade Lusa de Espectáculos, empresa do grupo Braver, produtora executiva do festival, deixou um cheiro da sua grandeza:  "Promotor do RFM Somnii diz que Figueira da Foz poderá ser a Cannes ou Ibiza nacional!"

Ibiza: A piscina do primo Esteves, em Buarcos, deverá ser mais ou menos assim...

Imagem de Cannes... Mas, a cidade das fitas, é a Figueira.

O prédio Coutinho e a Figueira

Muito se tem falado, ultimamente, de Viana do Castelo e do prédio Coutinho...



Para conhecer a sua  história clicar aqui.
A propósito: quando é que alguém explica aos figueirenses estes excrementos  arquitectónicos (ver fotos), autênticos crimes ambientais, perfeitamente desenquadrados e desintegrados do espaço envolvente, desrespeitando a memória histórica da cidade, que têm a capacidade de resistir a toda e qualquer requalificação...



Eis a marginal, ainda sem as torres Atlântico, o Titanic e a J. Pimenta.



A Figueira era, então, uma cidade.
Moderna.
Hoje em dia, são evidentes e crassos os erros de planificação na marginal, de que são responsáveis os poderes autárquicos locais dos dois partidos do arco do poder figueirense.
PS e PSD, foram coniventes com os desmandos que se cometeram devido à falta de sensibilidade para o equilíbrio e a manutenção que convém aprender a preservar.
Nenhum deles fica bem na fotografia.
Observe-se a foto a preto e branco e compare-se com a modernidade pacóvia que a Figueira ostenta hoje, naquela marginal, promovida ou consentida por esses responsáveis.
Quem enriqueceu na Figueira com estes crimes ambientais?

Humor absurdo

Via Diário de Coimbra

"Foram ontem apresentadas as “linhas mestras” do “RFM Somnii”, organizado pela “Braver Entertainment”, que tem como parceiro a Renascença e que vai decorrer de 5 a 7 de Julho, tentando alcançar este ano, as 200 mil pessoas, mas «ficaremos satisfeitos se vendermos 125 mil bilhetes», disse Marco Azevedo, satisfeito, porque a estratégia dos últimos anos, «foi afirmar o festival a nível nacional e internacional, até por uma questão de patriotismo». Além disso, salientou, apesar de ser “apenas” um evento, «pode dar um contributo forte para requalificar a cidade em termos turísticos»."
 

As palavras acima, vazias, pouco exigem do raciocínio. O chamado vazio interior, que se diferencia da escassez de reflexão e da secura da inteligência – exprime-se, em geral, mediante estratégias menos desonestas.
Façamos o seguinte exercício: consideremos a água a substância e a sede o vazio. Coloquemos,  todos os dias, sobre a nossa mesa de trabalho duas garrafas: uma cheia de água; outra sem líquido.
A garrafa com água é para o caso de termos sede; a garrafa sem água é para o caso de a não termos. Neste contexto, está tudo previsto: subentende-se não apenas o preenchimento do vazio, por parte de uma substância, mas, também, o preenchimento de uma substância por parte do vazio.
É no carácter absurdo – ou meramente escusado –  que se baseia o humor: a organização do "RFM Somni" vai tentar alcançar este ano, as 200 mil pessoas, mas «ficaremos satisfeitos se vendermos 125 mil bilhetes»...

... para "breve"

Via Diário as Beiras. Edição do dia 26.06.2019.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Corrupção...

Portanto, é dia de aguardar por uma longa tradição: esperar que o Cristo desça de novo à Figueira e resolva os nosso problemas duma vez por todas...

Estamos em Portugal...


"A medida arranca no início de julho. Os emigrantes ou luso-descendentes podem receber um apoio superior a 6.500 euros para voltarem e trabalharem em Portugal Continental. IEFP conta gastar 10 milhões."
Estamos em Portugal, local desertificado da Europa,  com resorts de luxo, onde os endinheirados virão passar uns dias...
Um médico português, que ganha 10 mil euros mensais no Reino Unido, ou um enfermeiro que ganha 8 mil na Suíça, ou um e um engenheiro que ganha outro tanto no Luxemburgo, ainda vão ficar indecisos e a  pensar no que estavam por lá  a fazer!..

O que é ofensivo, no meio disto tudo, é que somos nós, todos os que permanecemos por cá, apesar da degradação de cuidados de saúde e de serviços públicos, mas a pagar impostos, e muitas outras taxas exorbitantes, incluindo as moderadoras, que damos possibilidade destes desvarios dos políticos: subsídios de regresso, isenção de impostos a emigrantes, benefícios a estrangeiros residentes, etc., etc. 
Ainda vou equacionar emigrar para ver se o meu País me considera e tem algum respeito pela pessoa que eu sou...

Cuidado: alguns lambe-cus entram por vezes em desgraça, sobretudo quando, dominados por uma pulsão exibicionista denunciam em público os cus que andaram a lamber...

Via Público

No Portugal antigo, nos tempos da sociedade rural e do paroquialismo, era a “graxa” que dava “lustro” aos mais poderosos. Mais tarde surgiram os “lambe-botas”; e actualmente, é o tempo dos “lambe-cus”

Sabem porque é que não se construiu um terminal de cruzeiros na Figueira?

Já tinham pensado nisto, depois das resmas de cruzeiros que nos últimos anos demandaram a Figueira!..
A Figueira chegou a estar fortíssima no turismo de cruzeiros: teve até um navio de passageiros com a lotação de um autocarro!..
Aliás, uma cidade como a Figueira, servida por várias autoestradas, comboio e porto de mar que até já recebe cruzeiros, só pode aspirar a voos mais altos.
E o futuro, que vai ser ser risonho, está já aí.  “O aeroporto virá a seu tempo”. Segundo  João Ataíde “há aceitação - por parte da Força Aérea - para se criar uma gare civil na base aérea de Monte Real, desde que haja uma empresa que a queira explorar”, disse em maio de 2015 o anterior autarca da Figueira da Foz visivelmente satisfeito com os resultados da passagem dum cruzeiro pelo porto da cidade de que, então, era “mayor”.
Entretanto, os figueirenses, continuam ver passar os navios e os aviões.
Quem perdeu foram os turistas: onde é que se podem apreciar as nossas Brisas, beber chá de Limonete e apreciar os dotes artísticos do anterior "mayor", a não ser na Figueira!..

Mas, vamos ao essencial: sabem porque é que não se construiu um terminal de cruzeiros na Figueira?
Para evitar as más notícias: a Figueira, com o incremento que o turismo de cruzeiros estava a ter, neste momento, provavelmente já seria a sétima cidade portuária da Europa! Lisboa é a sexta cidade portuária da Europa com mais emissões poluentes, a sexta mais poluída por causa dos cruzeiros.
As emissões de óxido de enxofre na costa portuguesa causadas pelos navios de cruzeiros são 86 vezes superiores às dos automóveis.
Ao contrário do que aconteceu em Lisboa, o anterior autarca, actual secretário de estado do ambiente, decidiu não construir o terminal na Figueira, porque como grande e reputado especialista, especialmente em problemas ambientais, certamente já estava a par dos malefícios com a poluição que a construção de um terminal de cruzeiros traria à Figueira!
Note-se, as preocupações que Carlos Monteiro herdou com o ambiente, a descarbonização e alterações climáticas. Está aqui a justificação dos milhões que estão a ser investidos no concelho - Buarcos, casco velho da cidade e Cabedelo são exemplos disso. Percebem agora porque é que não quiseram  trazer para o coração da Figuiera uma fonte poluente da dimensão de um terminal de cruzeiros.
Por outro lado, mesmo em termos económicos,  é previsível que, devido a preocupações ambientais, de governos e cidadãos, os cruzeiros tendam a declinar.
O que nos vale é termos autarcas de grande visão estratégica. Foi isso, que  evitou não só um enorme prejuízo financeiro, mas também um elefante branco à beira Mondego.
Finalmente e não menos importante: os figueirenses vão deixar de poder surpreender os ilustres visitantes com um jogo de futebol, disputado num pelado pré-histórico que já não existe em lado nenhum, até dentro em breve no campo do Cabedelo...

Perante a realidade e a  hipocrisia, valha-nos a ironia com os dentes afiados...

Ramalho Eanes

Via Diário de Notícias
Ramalho Eanes.

A corrupção é uma "epidemia que grassa pela sociedade" e isso em parte deve-se não só a uma "cultura de complacência" mas também a um sistema partidário que escolheu a via do "encastelamento", onde "o mérito foi substituído pela fidelidade partidária" e no qual "a administração pública foi colonizada" pelos partidos, sobretudo pelos do "arco do poder" ("PS e PSD, mas também ocasionalmente o CDS").
Os deputados, disse, são no Parlamento "mais delegados dos partidos do que representantes dos eleitores". Em consequência, "muitos eleitores não se sentem representados no poder político". Isto, somado ao clientelismo partidário, gera então o tal problema "epidémico" de corrupção. E como exemplo de "colonização do Estado" pelos partidos, falou explicitamente do "exemplo da Caixa Geral de Depósitos", com os respetivos "custos diretos e indiretos na modernização do país".
Mas, segundo fez sempre questão de sublinhar, o problema da corrupção não se centra exclusivamente no sistema político - contando antes, para se poder desenvolver, com uma sociedade civil fraca. "Quando a moral pública enfraquece, fragiliza-se o interesse coletivo", afirmou. E assim "abrem-se portas à corrupção".

Perguntas figueirinhas

Se as trotinetes existem por causa da «mobilidade», porque é que elas retiram a mobilidade aos peões, ocupando os passeios, as esplanadas, as praças, as ciclovias e as ruas?..

segunda-feira, 24 de junho de 2019

A questão das taxas moderadoras

"PS aprovou o fim das taxas moderadoras sem faseamento e depois recuou?"

Vivemos, com a GERINGONÇA, numa prática capitalista,  pretensamente com uma cultura de esquerda.
Vejamos, por exemplo, o que se passa na saúde. O PS não quer acabar com as apetitosas e suculentas negociatas e, ao mesmo tempo, diz que quer um SNS tendencialmente gratuito.
Com o PSD e o CDS, sabemos com o que podemos contar: passamos  a viver numa cultura capitalista - cada um trata de si e a Igreja trata dos pobres. 
Com o PS, nunca sabemos. Definam-se de uma vez por todas: ou enveredam na saúde por  uma verdadeira prática socialista, ou acabam com os sonhos...
Qualquer das opções envolve riscos para os socialistas...
Esse, é o problema de António Costa.