domingo, 9 de junho de 2019

E depois do adeus a Buarcos...

Há problemas no paraíso?..

Costa e a prioridade da corrupção

"António Costa já percebeu que o tema pode pegar e fez o que os políticos habitualmente têm feito nesta matéria: prometeu qualquer coisa. Desta vez, veio dizer que, na próxima legislatura, combater a corrupção será uma prioridade
É espantosa esta declaração. 
Ela tem implícito o reconhecimento de que o partido que viu ser preso um antigo líder, que enfrenta um dos mais graves processos judiciais de toda a história de Portugal, que continua a ter autarcas, deputados, ex-ministros e ex -secretários de Estado envolvidos em investigações, não fez do combate à corrupção uma das suas principais prioridades."

sábado, 8 de junho de 2019

Em 2007, "tivesse o líder do BCP sido escolhido livremente pelos accionista"...

Depois do silêncio, uma inaceitável intervenção


"Neste dossier nada faz sentido. No Banco de Portugal, mas também na actuação do Governo. Qualquer accionista consciente ficaria preocupado se o presidente e dois administradores de uma empresa saíssem directamente para dirigir a principal concorrente. Sem passarem por um período de nojo, Santos Ferreira e os dois elementos que o acompanham levam naturalmente da CGD para o BCP os segredos, os planos, a estratégia, os negócios, a forma de cativar os clientes mais importantes.
O apoio dado pelo Governo a esta transferência mostra a escala de valores com que estamos a lidar: é importante ter gestores amigos no BCP, nem que para isso seja preciso sacrificar o valor do banco do Estado. Isto não é um comportamento normal de um accionista.
Este é um caso em que a mão invisível do mercado teve pouca ou nenhuma importância. Já a mão manipuladora do Estado foi muito visível, condicionando fortemente as decisões que deviam ter sido tomadas pelos accionistas."

Resumo da semana...



Via Paulo Pinto


"Festa da Sardinha voltou ao Coliseu.Depois de uma enorme afluência no primeiro dia - sexta feira, continua hoje.A sardinha servida aos comensais era excelente."

Um mito urbano acerca de mim que tem de ser desmascarado: gosto de política e dos políticos...

Considero a  actividade política exigente, nobre e importante. Por uma razão simples: tem consequências na vida de todos nós.

O desenvolvimento de um país, uma região, um concelho, uma aldeia, está intrinsecamente ligado à qualidade da governação.
Daí a importância da qualidade dos  políticos que escolhemos, pois é ela que determina, de forma muito significativa, a qualidade da democracia e o consequente desenvolvimento social e económico. 
A intervenção política dos políticos que passaram pela governação do nosso concelho foi  de tal forma importante e consequente na vida de todos, que os resultados são facilmente visíveis por nós. Basta estar minimamente atento.

Por isso, sou exigente e reivindicativo. Aos políticos exijo rigor e exigência na gestão da "coisa pública". Não é mau feitio: é o sagrado dever do exercício da cidadania.
No mínimo, espero dos políticos visão, conhecimento e a capacidade de trabalho. É deles que a capacidade de sonhar, a confiança, o exemplo de trabalho, entrega e rigor deve partir. Espero também que sirvam e não se sirvam. A ética terá de estar presente na forma  como gerem a "polis".
Espero, ainda, que sejam incorruptíveis e consequentemente imunes a influências ou benefícios materiais ou de estatuto. É a sua independência relativamente a domínios que não sejam o estrito cumprimento da defesa dos interesses do povo, que asseguram a tão ambicionada qualidade da democracia e governação e consequentemente do desenvolvimento e coesão económica e social. Desde muito novo aprendi (e jamais esqueci...) que não há outro princípio de liderança que funcione que não assente na liderança pelo exemplo.
Lamentavelmente temos vindo a assistir à desvirtuação desses princípios.
A vida política figueirense está cheia de favores, amiguismos e interdependências. Entre políticos. Entre os políticos e o poder económico. E entre os políticos e muitos outros interesses, nomedamente o futebol e o carnaval...

É aos políticos, por serem isso mesmo – políticos -  a quem mais se tem de  exigir. 
Nunca me esqueço que, nas campanhas eleitorais, são eles que fazem promessas ao povo, que é ao povo que imploram pelo voto,  povo esse que  deveriam respeitar e representar depois de graças ao povo, dado por esse povo, ascenderem ao poder. 
Na Figueira, uma democracia de qualidade exige, de todos nós, a começar nos políticos, novos modelos de comportamento, ética e transparência. 
Os políticos podiam dar um sinal: retomar as reuniões de câmara à porta aberta ao povo e aos jornalistas. 
Era um pequeno pormenor, um pequeno sinal, um pequeno passo no muito caminho que há percorrer para desbravar e desenvolver para alcançarmos a desejada  evolução da democracia figueirense.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Constâncio...

"CGD: Vítor Constâncio, acusado de omitir factos no Parlamento, vai voltar a ser ouvido".

Desejavelmente, espera-se já com a memória recuperada. 
O que não vai ser nada fácil: os Portugueses não têm memória, só têm saudade.

Falta de memória, ou a falta de vergonha?..

Vítor Constâncio reage: “Não tenho memória” de dar luz verde ao empréstimo de Berardo...

Assim é que é bonito: tudo fica bem quando acaba em bem...

A crónica de hoje no jornal Diário as Beiras.

Parque Verde quer ser um grupo de pressão. Será que aguenta?..

Ainda a "Leslie"...

PCP/Figueira preocupado com possíveis incêndios exige medidas céleres por parte do ICNF

“Avolumam-se as preocupações sobre a enorme massa de material altamente combustível que permanece no terreno, ainda resultado da catástrofe que se abateu sobre o concelho aquando da tempestade Leslie, em outubro passado. Preocupa-nos sobremaneira pensar no que poderá vir a acontecer se um qualquer foco de incêndio deflagrar, vindo encontrar condições favoráveis à sua propagação, podendo provocar nova tragédia de consequências imprevisíveis”, alerta em comunicado a Comissão Concelhia da Figueira da Foz do Partido Comunista Português.
Assim, o PCP apela às populações “para que se mantenham atentas e vigilantes, exercendo o seu direito de pressionar as entidades com responsabilidade nestas matérias, nomeadamente órgãos autárquicos e serviços de Protecção Civil”.
A concelhia comunista solicita à Câmara Municipal da Figueira da Foz “no sentido de tomar urgentes providências, nomeadamente exercendo influência e exigindo medidas céleres por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e eventualmente por parte de outros serviços com autoridade sobre o sensível problema em questão”.

A política ainda pode surpreender?..

Ideias com potencial - o fungagá da bicharada


“Há características mais humanas num chimpanzé ou num cão do que numa pessoa em coma” André Silva, PAN 

Via O Sítio dos Desenhos
"O amor dos animais contém muito da desaprovação pelos seres humanos e é próprio dum melindroso estado de revolta que não encontrou a sua linguagem", dizia Agustina num dos seus sibilinos, prescientes, certeiros e lapidares aforismos.
Aquilo a que todos os media, e até o Marcelo (!), embevecidos, deram graças por não ter chegado a Portugal, afinal chegou. Ou melhor, sempre cá esteve – apenas não tinha encontrado ainda a sua linguagem. Esse larvar e melindroso estado de revolta, que alastra por toda a Europa e pelo mundo, achou em Portugal, no sentimentalismo do amor à bicharada, a linguagem de uma nova moral destituída de empatia pelos seus semelhantes. Uma moral sem culpa, mas de frémitos totalitários e ânsias censórias e proibicionistas.
O homem-comum-que-não-lê, o desinformado convicto, o apolítico de nascença (ou por vocação), o pobre-de-direita, as misses a concurso, o público do correiodamanha e a plateia da crestina já têm um novo deus; e André Silva é o seu profeta. 
Eis por fim a res pública sem ideologia - só com (bons) sentimentos. De fácil adesão porque sem compromisso. O sonho húmido dos idiotas de todos os tempos; o delíquio da estupidificação; o ideal cumprido da maioria silenciosa - Abaixo a esquerda! Abaixo a direita! - Viva toda a bicharada!

OUTRA MARGEM, um espaço com memória...

Estávamos em 30 de Setembro de 2016...

"O coreto do Jardim Municipal, uma das obras do regime a concretizar..."




Só mudou um pormenor: em vez de Ataíde, vai ser Monteiro a inaugurar. Afinal, estava tudo previsto!..

Coimbra tem outro encanto!


quinta-feira, 6 de junho de 2019

A postura habitual...

Afinal, o secretário de estado do ambiente já vai ao parlamento. 
Ainda por cima, logo hoje, dia de debate quinzenal. Registe-se: João Albino Ataíde das Neves veio representar todo o Ministério do Ambiente... O secretário de estado está a ganhar o seu espaço e a sua importância... 
Já a postura, como a foto demonstra, é sempre a mesma: a postura habitual de quem sempre se achou dono disto tudo. Na Figueira, claro. 

Movimento Cívico figueirense Parque Verde cria carta de princípios

"O Movimento Parque Verde, reuniu, discutiu e decidiu.
Final de tarde agradável em que prevaleceu a democracia participativa.
Obrigado a todos os que estiveram presentes e aos ausentes que, de uma forma ou de outra, não puderam comparecer.
Foi bonito! Vamos continuar..."

Segundo o Diário as Beiras, o Movimento Cívico Parque Verde, criado há cerca de 20 anos para defender os corredores verdes da cidade da Figueira da Foz definidos pelo Plano Garrett e pelos arquitectos Alberto Pessoa e Ribeiro Telles (Abadias, Várzea de Tavarede e Vale do Galante), apresentou e debateu, ontem, a sua carta de princípios.
Luís Pena, porta-voz do movimento e um dos seus fundadores, disse ao jornal que o Parque Verde continuará a ser um movimento cívico informal. Isto é, por ora, não será constituído formalmente.
“Este modelo tem funcionado bem, sem ser constituída uma associação. Debatemos esse assunto, mas chegámos à conclusão que é melhor continuar assim”
Por acaso, como tive ontem oportunidade de dizer ao Luís Pena, não penso assim. Respeito o passado do Parque Verde, mas entendo que neste momento e nesta fase da vida figueirense, o Parque Verde se quer ter uma palavra a dizer em termos de intervenção efectiva e cívica na gestão da "coisa pública" tem de assumir. O que se passou com a gestão do processo de Buarcos, deveria constituir matéria de reflexão. A  Câmara, fez que recuou, mas acabou por fazer tudo o que queria. Essa é que acabou por ser essa, como diria o Eça...

Momentos do social no ambiente

Imagem via Diário as Beiras

Dia D: 6 de junho de 1944

Hoje, os jornais estão cheios com o 75º aniversário do desembarque aliado na Normandia.
As operações mediáticas são igualmente operações militares. A contra informação não é apenas aquilo que pode ser considerado facknews. Nestes dias, assistimos - sem notar - a mais uma dessas operações, de remontagem dos cenários da forma que mais se ajeita a quem está - hoje! - a fazer a História. Muito à laia da velha máxima de George Orwell: "Quem domina o passado, domina o futuro. E quem domina o presente, domina o passado".
Na verdade, a reviravolta na segunda guerra não se deu na Normandia, mas na União Soviética. E é pena como a história dos vencedores - de alguns vencedores - passa na cabeça dos jornalistas como faca quente por manteiga.
Dois terços dos efectivos alemães deslocados para a frente leste foram lá derrotados. Mesmo no campeonato de mortos na guerra, a Europa ocidental fica muito atrás da URSS, precisamente devido ao atraso na abertura dessa segunda frente na Europa.
A correspondente da Antena 1 lembrou que existe um canto dos Estados Unidos doado pelo Estado francês, para albergar os dez mil mortos caídos em defesa da Europa. Mas se os Estados Unidos perderam cerca de 300 mil homens desde a sua entrada no conflito em 1941, e a Inglaterra cerca de 375 mil, a União Soviética viu desaparecer cerca de um décimo da sua população (uns 27 milhões de habitantes). A guerra arrasou cerca de 70 mil cidades e aldeias, seis milhões de casas, 98 mil quintas, 32 mil fábricas, 82 mil escolas, 43 mil bibliotecas, seis mil hospitais, milhares de quilómetros de estradas e caminhos de ferro. Para os povos que constituíram a URSS, a guerra tornou-se num sentimento politizado de orgulho nacional.
Mas, clicando aqui,  veja como a História se reescreve...

Ana Oliveira, a única deputada figueirense no parlamento, questiona Ministro da Agricultura, Florestas e Desen. Rural