terça-feira, 5 de dezembro de 2017

As Pessoas e as coisas

"Foi anunciado pelo Governo, na semana passada o Plano de Ação Litoral XXI. Um instrumento de política de ordenamento da orla costeira que vai consignar para 2018, entre verbas do Orçamento de Estado e verbas comunitárias, 60 milhões de euros para acções e intervenções no litoral, que visam lutar contra a erosão costeira, prevenir o impacto das alterações climáticas e proteger cidadãos e bens em risco. Um plano de acção por definição envolve diferentes níveis de actuação das políticas públicas, o nacional, o regional e o local, deve coresponsabilizar os diferentes intervenientes na gestão costeira na prossecução e aplicação das políticas, deve reunir e envolver os diferentes actores e por fim disponibilizar os meios financeiros necessários à execução das intervenções necessárias. Ora veio a público na discussão política local a renovação ou cessação da concessão do parque de campismo do Cabedelo. Referiram-se vagamente planos de regeneração urbana, intenções de investimento na reabilitação da zona do Cabedelo, preocupações com o desenvolvimento da modalidade do surf… mas nem uma palavra da edilidade sobre o anunciado Programa e as possíveis intervenções nele inscritas para o litoral figueirense… Pois… “Falam, falam, mas não dizem nada!”. E a sul da foz do Mondego falta a areia, falta orientação, falta atenção, falta carinho na protecção… mas falta sobretudo uma genuína preocupação que leva à emergência da acção!"

Nota de rodapé.
No tempo que passa,  há uma tendência para nos fecharmos e não mostrarmos aos outros o que nos vai na alma.
A desconfiança, em relação aos políticos, generalizou-se.
A actuação dos políticos desumanizou-se.
Atente-se na actuação  do presidente Ataíde no caso concrecto da chamada requalificação do Cabedelo.
A sensibilidade, a atenção e o carinho, para quem nos governa, não se coaduna com a competitividade, pura e dura, que  é exigida para a sobrevivência dos políticos, nesta selva em que querem transformar o nosso viver.
É muito gratificante ler, para quem vive a sul do Mondego, onde "falta areia, falta orientação, falta atenção, falta carinho na protecção… mas falta sobretudo uma genuína preocupação que leva à emergência da acção!"
Ao ler este trecho da crónica acima, escrita pela Isabel Maranha Cardoso, hoje publicada no jornal AS BEIRAS, como morador a sul da foz do Mondego, senti-me uma Pessoa
Quando analiso a actuação do presidente Ataíde, como morador a sul da foz do Mondego, portanto, nesta outra margem, sinto-me uma coisa.
Não tenho nada contra as coisas. As pessoas, estão nas coisas que amo.
Não amo o que compro, pois ninguém ama aquilo de que precisa e apenas o utiliza.
É isso o que o presidente Ataíde tem andado a fazer com o Cabedelo: como precisa dele, apenas o utiliza
Basta, para quem tem acompanhado, ter verificado esta "estória" verdadeiramente recambolesca dos projectos (que estão a sempre mudar...), que ainda estão em projecto...
As pessoas senhor presidente Ataíde, não são utilizáveis e descartáveis, embora haja formas de governar, não humanas, que cinicamente o põem em prática.
Entretanto, a erosão a sul do quinto molhe vai fazendo o seu caminho...
Mas, será que o problema da erosão a sul pode continuar esperar?.. 
Depois não digam que foram apanhados de surpresa...

Ana Oliveira vai ser substituída por Ricardo Silva

Dois meses depois de ter tomado posse, a vereadora do PSD Ana Oliveira suspendeu o mandato. 
Numa missiva enviada à Concelhia do partido, a autarca justificou que tomou a decisão por “motivos pessoais”, mas “principalmente” pelo facto dos social-democratas terem “uma equipa muito competente e que não se esgota unicamente nos eleitos diretamente para o cargo”
E acrescentou: “espero que, tal como eu, todos os meus colegas de função, mais cedo ou mais tarde, tenham a mesma forma de actuar”
A notícia está na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, e é aquilo que a vereadora eleita pelo PSD havia antes partilhado com os dirigentes locais do seu partido. 
A seu ver, a lista de que fez parte, “tem uma equipa vasta e competente e todos devem ter oportunidade de demonstrar o que valem, e não cingirmo-nos aos três primeiros eleitos da lista”.
A suspensão do mandato, defende ainda a militante do PSD, transmite, por um lado, uma “visão de multiplicidade de opiniões” e, por outro lado, que os eleitos “não estão agarrados à cadeira”
Ricardo Silva, que ocupou o quarto lugar na lista da candidatura do PSD à autarquia da Figueira da Foz, liderada por Carlos Tenreiro, irá substituir Ana Oliveira. 
A suspensão do mandato tem efeitos imediatos. A vereadora da oposição mantém-se, na Assembleia da República. Por outro lado, pode regressar sempre que o desejar à vereação, uma vez que não renunciou ao mandato autárquico. 

Tenreiro já mudou de frase: Mudar Já Porque a Figueira Merece era o slogan da candidatura do PSD
 Decorridos dois meses após as eleições autárquicas, o PSD pediu ao candidato que deixasse de utilizar a frase e o logotipo numa sua página pessoal no Facebook, exortando-o a suspendê-la
No entanto, deixou aberta a possibilidade de manter a página, desde que não utilizasse a frase Mudar Já, uma vez que é do partido e apenas serviu para aquele acto eleitoral. 
O pedido foi aprovado pelo plenário de militantes de 24 de novembro. “O assunto podia ir ao plenário, mas já tinha ficado decidido, numa reunião da Comissão Política Concelhia, que a página iria ser alterada, e só não foi antes por uma questão de ordem técnica”, afirmou Carlos Tenreiro ao jornal AS BEIRAS
Entretanto, o líder da oposição na câmara já retirou o nome do PSD do e-mail que acompanha a sua página renovada, que agora se apresenta assim: Carlos Tenreiro – Mudar Porque a Figueira Merece

Cabedelo...

Há lugares que acreditamos que ainda existam,  só depois de os termos visto. 
E, no entanto, existem! 
Como esta paisagem, às 8 horas de uma manhã gelada.
Paisagem desoladora, esta? 
Nem pensar nisso! 
O espaço que se vislumbra no horizonte aberto permite que o preenchamo com a nossa imaginação. 
É esta interação, entre nós e a natureza, que nos preenche. 
A natureza, sem adornos, permite que o pensamento se solte e que a possamos colorir como nos apetece.
A natureza e as pessoas são capazes de nos surpreenderem quando menos esperamos. Admiro o que a natureza nos reserva, mas adoro ser surpreendido, no bom sentido, pelas pessoas!

Para clarificar...

Sugestão para Miguel Babo e Carlos Tenreiro: criem um Movimento, a que poderia ser dado o nome, por exemplo, "Figueirenses com Babo e Tenreiro"!..
Quem nada tem a ver com o PSD e observa de fora, com alguma atenção, como é o meu caso, fica com a ideia de que se estão a aproveitar do partido para protagonismo pessoal...

SOS CABEDELO e o Cabedelo

SOS CABEDELO relembra o que já disse sobre o projeto em geral e Parque de Campismo em particular.
LINK ARU http://www.cm-figfoz.pt/…/re…/reabilitacao-urbana/2200-aru-s
Lembra que o projeto terá que estar em conformidade com o POC em vigor desde o verão.
LINK POC https://www.apambiente.pt/index.php?ref=x220


Projeto não cumpre o programa da ARU do Cabedelo. 
A proposta apresentada parece ser pior do que a encomenda.

O programa da ARU do Cabedelo - ver imagem - previa a deslocação do Parque de Campismo (área T2 conforme planta) destinando "a actual área ocupada a espaço público (L), admitindo estruturas leves de apoio à praia e ao usufruto da frente de Rio, compatibilizada com alguma renaturalização do cordão dunar, especialmente no local de articulação com a duna existente".

O desenvolvimento em projeto não prevê qualquer alternativa de localização ao Parque de Campismo. Parece promover mais construção associada ao edifício existente (deslocação do programa previsto nas àreas T1 e T3 - Unidade Hoteleira) e menos recuperação paisagística na área a desafetar (L).


Via SOS CABEDELO

A longo prazo, um político profissional, é como o parque de campismo do Cabedelo: apenas se sentem os inconvenientes... (VIII)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Aquilo que é mentira a 1 de abril, pode ser a verdade do 4 de dezembro...

Chama-se a isto, "uma chapada sem mão"...

Na Figueira é sempre carnaval e no Cabedelo (para alguns) também... (II)

Ainda o Gliding Barnacles...
Além do apoio de € 10 000 + IVA, que mencionei nesta postagem, resta acrescentar que este evento teve um apoio financeiro directo de € 15 000 + isenção de pagamento de taxas, no valor de € 5 209,29, + apoio logístico, no valor de € 3 135,06..

Nota de rodapé.
Gliding Barnacles, edição 2017: orçamento deste ano rondou os 60 mil.

Não se deixem enrabar...

Amigos: se compararmos o número de pessoas nas manifs do orgulho gay,  com o das manifs contra a injustiça e a corrupção, não ficam dúvidas que há mais gente a lutar pelo direito de dar o rabo, que pelo direito de não ser enrabado.
A opção é vossa.

Confirmou-se...

Na Figueira é sempre carnaval e no Cabedelo (para alguns) também...

Para ver melhor a imagem sacada daqui, clicar na imagem.
Gliding Barnacles, o festival do Eurico...

Uma borla ao amigo Carlos Tenreiro

IMAGEM SACADA DAQUI
Slogan para a página da putativa candidatura de Carlos Tenreiro à concelhia...
MUDAR JÁ O PSD!

Domingues Abrantes

“Os comunistas devem ter uma conduta de vida. Há coisas que se colam”...
Para ler a entrevista, clicar aqui.
Domingos Abrantes tem 81 anos e orgulha-se de ser o único membro do Conselho de Estado que não é doutor. Garante que preferia morrer a falar na PIDE e assume que tem “pouca consideração” por aqueles que saíram do PCP e mudaram de partido. “Ganharam muito em passar para o lado do capital.” Foi, nas últimas décadas, um dos importantes dirigentes do partido e congratula-se com esta solução governativa. 

Cabedelo do betão: uma novela actualmente em exibição, próximo de si...

No futuro, o empreendorismo deles vai consistir na sobrevivência dos privados a chucharem no Estado, via dinheiros comunitários.
Deixem de chuchar na teta do Estado, para ver quem se aguenta!
Nesta novela, actualmente em exibição aqui pelo Cabedelo, ainda com muito enredo por desvendar, só me apetece dizer aos políticos figueirenses, que se julgam  donos disto tudo: não me fecundem, porque sou grande.

A longo prazo, um político profissional, é como o parque de campismo do Cabedelo: apenas se sentem os inconvenientes... (VII)

domingo, 3 de dezembro de 2017

Miguel Babo: um "globetrotter" espertalhão, ou tem dom da ubiquidade?..

Realmente, o dr. Tenreiro tem razão: é uma "não noticia" dizer que Miguel Babo, vereador independente eleito pelo PSD, não está alinhado com a bancada porque em 3 reuniões de Câmara Municipal onde já foram discutidas e votadas dezenas de propostas, votou diferente em apenas duas vezes(!). 
Realmente essa é uma não notícia, porque Miguel Babo pelo que tive oportunidade de ver, via internet, na última reunião de câmara estava num território à parte: possivelmente, no seu vale encantado!
Quem quer ser independente, faça o que eu fiz em 1985: arregace as mangas, meta mãos ao trabalho e protagonize uma lista de independentes...

Embarcação naufragada na Figueira da Foz encontrada a 80 metros de profundidade

Pescador ainda desaparecido não está dentro do barco naufragado agora localizado

A embarcação de pesca que naufragou quarta-feira ao largo da Figueira da Foz foi hoje encontrada a 80 metros de profundidade pelos meios envolvidos nas operações de busca, disse fonte da Marinha.
"Encontrámos a embarcação. Está a oitenta metros de profundidade, adornada e com as redes enleadas na popa. Não há indícios que tenha sido abalroada, está intacta, não está partida", disse à agência Lusa Pedro Coelho Dias, porta-voz da Marinha.
De acordo com a mesma fonte, o pescador ainda desaparecido não estará dentro da embarcação com cerca de nove metros de comprimento e a família já foi informada desse facto.

O Cabedelo até pode ficar um brinquinho (o que eu duvido...), mas existem prioridades na governação de um autarquia...

São conhecidas as tradicionais faltas de verbas do INAG (Instituto da Água).
Pelo menos, para algumas coisas...
Mas existem prioridades. Ou, antes, deveriam existir!...
A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
O processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...
Pode haver falta de verba, mas existem prioridades...
(OUTRA MARGEM, segunda-feira, 11 de dezembro de 2006)
Foto Márcia Cruz

Senhor Presidente João Ataíde:
Não quero ser, muito menos parecer, pretensioso e cair na tentação fácil de me sentir diferente dos demais. 
Contudo, o modo como a maioria dos políticos organiza e define as nossas vidas, com uma inversão total de prioridades, leva-me a esboçar um leve sorriso!
Não gostaria de continuar a sorrir por este motivo.
O momento não está para politiquices: a erosão costeira a sul da barra do Mondego é um assunto muito sério...
Claude Chabrol, disse um dia o seguinte: "a estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência, pois a inteligência tem os seus limites... Mas a estupidez não!" 

O meu saudoso Amigo e Mestre nestas coisas de entender o mar, Manuel Luís Pata, fartou-se de me dizer o seguinte: "há muita gente que fala e escreve sobre o mar, sem nunca ter pisado o convés de um navio".
Em 2003, lembro-me bem da sua indignação por um deputado figueirense - no caso o Dr. Pereira da Costa - haver defendido o que não tinha conhecimentos para defender: "uma obra aberrante, o prolongamento do molhe norte".
Na altura, Manuel Luís Pata escreveu e publicou em jornais, que o Dr. Pereira da Costa prestaria um bom serviço à Figueira se na Assembleia da República tivesse dito apenas: "é urgente que seja feito um estudo de fundo sobre o Porto da Figueira da Foz".

Como se optou por defender o acrescento do molhe norte, passados 14 anos, estamos precisamente como o meu velho Amigo Manuel Luís Pata previu: "as areias depositam-se na enseada de Buarcos, o que reduz a profundidade naquela zona, o que origina que o mar se enrole a partir do Cabo Mondego, tornando mais difícil a navegação na abordagem à nossa barra"
Por outro lado, o aumento do molhe levou, como Manuel Luís Pata também previu, "ao aumento do areal da praia, o que está a levar ao afastamento do mar da vida da Figueira"
E não foi por falta de avisos que foram cometidos tantos erros de planeamento territorial e urbanístico na na Figueira da Foz.

Voltando ao saudoso Mestre  Manuel Luís Pata, também sempre uma das vozes discordantes do prolongamento do molhe norte. Um dia, já distante, em finais de janeiro de 2008,  confessou-me: "ninguém ouve".
Recordo, também, algumas frases de Pinheiro Marques numa entrevista dada à Voz da Figueira em 26 de Novembro de 2008 : “os litorais da Cova-Gala, Costa de Lavos e Leirosa vão sofrer uma erosão costeira muitíssimo maior, com o mar a ameaçar as casas das pessoas e o próprio Hospital Distrital.
Devido à orientação obliqua do molhe norte, os barcos pequenos, as embarcações de pesca e ao iates de recreio, vão ter de se expor ao mar de través. Poderá vir a ser uma situação desastrosa para os pescadores e os iatistas e ruinosa para o futuro das pescas e da marina de recreio”.

Não podemos esquecer  11 de abril de 2008, uma sexta-feira.
Apesar dos vários alertas feitos em devido tempo, o prolongamento em 400 metros do molhe norte do porto da Figueira da Foz foi adjudicado nesse dia, um ano depois do lançamento do concurso público que sofreu reclamações dos concorrentes e atrasos na análise das propostas.
Cerca de 9 anos depois de concluída a obra, a barra, para os barcos de pesca que a demandam está pior que nunca e a erosão, a sul, está descontrolada. 
Neste momento, pode dizer-se, sem ponta de demagogia, que é alarmante: o mar continua a “engolir” sistema dunar em S. Pedro, Costa de Lavos e Leirosa.

E o que tem feito a Câmara Municipal pelas populações sofridas e desesperadas do sul do concelho, vítimas deste flagelo que é a erosão costeira?
Pouco, para não dizer nada. 
Eu sei que o presidente tem um trabalho gigantesco na CIM e cinco vereadores e meio não chegam para nada...
E depois, agora  também não é oportuno, pois com o frio e o Inverno que se aproxima a passos largos, a vida é mais citadina no aconchego dos gabinetes dos paços do concelho e pouco apetece sair. 
O frio tolhe os movimentos e a chuva aconselha a ficar no conforto do edifício da Saraiva de Carvalho...
São tempos de cadeirão no conforto e no aconchego do ar condicionado! 
Nem esta luminosidade límpida, dos dias soalheiros de inverno, como o de hoje, vos motiva, ao menos, para fazerem umas fotos?
Bom, se calhar, pensando melhor, não é boa ideia: ficavam com os deditos enregelados...