quinta-feira, 9 de abril de 2026

Promovida pelo CAE

 Via Diário as Beiras


Na Figueira é sempre Carnaval: "tudo a postos para os desfiles"

Via Diário as Beiras

Na noite de sábado, desfilam apenas as escolas de samba e os reis. No domingo à tarde, são esperados 800 participantes.

«Os desfiles de Carnaval deste ano foram cancelados ou adiados em diversas localidades do país, por causa do comboio de tempestades. A Figueira da Foz foi um dos concelhos da Região de Coimbra mais afetados pela depressão Kristin. 
Além da meteorologia não colaborar, os figueirenses, perante o rasto de destruição que o temporal deixou no concelho, tinham perdido o espírito festivo e a câmara municipal decidiu adiar dois desfiles e cancelar um. Apenas se realizou o desfile infantil, com crianças de jardins de infância e 1.º ciclo do concelho."
"A folia desfila este sábado, a partir das 21H00, na avenida do Brasil, em Buarcos, com as três escolas de samba do concelho, antecedidas pelo carro descapotável dos reis do Carnaval, a atriz, cantora e apresentadora Luciana Abreu e o empresário buarquense Nuno Miguel. 
No domingo, pelas 14H30, começa o desfile principal, com a participação de escolas de samba, grupos, carros alegóricos, foliões espontâneos e, claro, os reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz de 2026, num total de 800 participantes. 
No final deste desfile, a festa continua no jardim Fernando Traqueia, a partir das 18H30, com a Bakas Band. As entradas custam cinco euros e seis euros, respetivamente, para os desfiles de sábado e domingo. Já se encontram à venda no Posto de Turismo da Figueira da Foz (das 10H00 às 13H0 e das 14H00 às 18H00) e nas instalações da Junta de Buarcos (das 08H30 às 12H30 e das 14H00 às 17H00). Em ambos os desfiles, crianças até aos 12 anos têm direito a entrada livre. 
Mais postos de venda de bilhetes 
As bilheteiras da avenida do Brasil abrem às 18H00, no sábado, e às 11H00, no domingo. Este ano, para reduzir as filas junto nas bilheteiras, que acabam por atrasar o início dos desfiles, foram aumentados os postos de venda, é possível pagar com cartão bancário e procedeu-se à venda antecipada de bilhetes nos referidos locais. 
Este é o primeiro ano que o Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz é organizado pela Junta de Buarcos. A presidente da Junta de Buarcos espera que, desta vez, o estado do tempo permita realizar a festa. “De acordo com as previsões meteorológicas, não haverá chuva, mas haverá algum vento e a temperatura baixa um bocado significativo. Mas quem samba não sente frio. Serão dois bons desfiles, com muita gente”, antecipou ontem Rosa Batista, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.»

Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz compram nova viatura no valor de 258 500 euros

 Via Diário as Beiras

A propósito de obras: pelo que o Município informa o sul do concelho está a mexer....

O Município da Figueira da Foz tem em curso diversas empreitadas nas freguesias a sul do concelho. Os vereadores executivos, Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins, realizaram na passada terça-feira uma visita às obras para verem in loco o andamento das empreitadas em curso.

A saber: "rede viária nas freguesias de Lavos, Paião, Alqueidão (beneficiação do Beco dos Cabecinhos, Rua do Sol Nascente, Travessa das Pintas, Rua das Marrecas e Rua da Lagoinha - freguesia de Lavos; Rua da Serra – freguesia do Paião; Rua do Facho – freguesia de Alqueidão), obras que ascendem a cerca de 423 mil euros (IVA incluído). Na Marinha das Ondas, a instalação de saneamento nas localidades de Matas, Ciprestes e Serrião, um investimento de três milhões e setecentos mil euros, através das Águas da Figueira. Na freguesia de São Pedro está em fase final de construção a nova Unidade de Saúde Familiar, uma obra no valor de um milhão de euros, financiada pelo PRR.

A visita passou ainda pelo novo polo da Zona Industrial e Empresarial da Gala, concretamente pela empresa DST, que está a concluir os arranjos exteriores da unidade produtiva para construção modular, um investimento na ordem dos 25 milhões de euros, que vai gerar 120 postos de trabalho, estando a mesma já em plena laboração."
Via Município da Figueira da Foz, alguns registos fotográficos da visita às freguesias do sul do concelho.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Mau-Tempo

A leitura de Saramago e de todos os escritores que nos contam o que foi Portugal debaixo da ditadura é mais do que obrigatória. É vital para quem não quer ser parte de um rebanho.

Eduardo Dâmaso, Revista Sábado

Um dos livros mais marcantes - e belos - de José Saramago é Levantado do Chão. A saga dos Mau-Tempo repete-se infinitamente na pobreza e repressão do Estado Novo no Alentejo. Repete-se na realidade e na ficção de autores primordiais como Manuel da Fonseca, Régio, José Rodrigues Miguéis, Fialho de Almeida, Antunes da Silva, Urbano Таvares Rodrigues.

Saramago escreve, na sua fusão estética e literária entre o neorrealismo e o modernismo, com rara beleza, densidade humana e poética, sobre a luta de um povo para se libertar da fome, do autoritarismo, do Estado, da opressão dos latifundiários. Levantado do Chão é um livro obrigatório para qualquer português interessado em ser mais do que matéria-prima do algoritmo. E essencial para a aprendizagem da dignidade humana. Vital para quem não quer ser parte de um rebanho obediente. Tal como Cerromaior, ou a Seara de Vento, adaptados ao cinema pelo talento de Luís Filipe Rocha e Sérgio Tréfaut.

Em Cerromaior (1980), Luís Filipe Rocha dá uma lição sobre como a beleza de cada fotograma é indispensável para retratar o trabalho agrícola, a crueldade, a violência sobre as mulheres, a mesquinhez de um poder medieval. Livros e filmes mostram-nos muito do que existiu - e ainda existe - para lá de uma certa visão burguesa da realidade histórica, mas, sobretudo, da espessa cortina de fumo tóxico criada pelo mundo digital. O tal mundo das redes sociais, dos algoritmos, da ideia de que chegamos a tudo, que tudo nos chega num clique, das plataformas, da padronização do gosto, do maniqueísmo polarizador, da desinformação, da ausência de memória, da fuga a todas as formas de exigência na leitura, na aprendizagem e no enriquecimento cultural.

Nunca como hoje é tão ilusória a sensação de que sabemos tudo, ou quase tudo. De que o mundo está ao alcance da nossa mão. De que as redes nos levam a todos os cantos do mundo. Elas só são um bom instrumento de trabalho para quem possui, pelo conhecimento e cultura, a capacidade de validar o que lhe é servido no ecrã. Só esses, pelo pensamento analítico e crítico, pelas leituras exigentes, pela capacidade de alimentar uma autonomia intelectual, podem usá-las em proveito próprio. Todos os outros são apenas matéria-prima conduzida pelos engenheiros do caos, da manipulação e da desinformação. Por isso, Saramago, Miguéis, Manuel da Fonseca, Lobo Antunes, Carlos Vale Ferraz, Vergílio Ferreira são tão essenciais. Por isso é tão importante continuara fazer a pedagogia da sua leitura, nas escolas e fora delas, por todo o lado e em todas as gerações. Por isso é tão importante travar esta ideia absurda, por inaceitavelmente desvalorizadora, de que Saramago, sendo um escritor "de referência", como disse o ministro da Educação, Fernando Alexandre, está submetido a uma escolha de "dimensão puramente técnica", como também disse, para continuar ou não a ser leitura obrigatória para os alunos do 12º ano. Tratar a questão assim, como se fosse um tema administrativo ou burocrático, é um atropelo à cultura e a uma ideia de memória histórica e literária. Também ao autor, ainda hoje um espectro que incomoda demasiadas cabeças. Nunca foi tão importante ler e conhecer a história dos Mau-Tempo.

Sobre a recente proposta de revisão das aprendizagens de Português

Nuno Artur SilvaUma opinião e uma ou outra memória dos meus tempos de professor


"Na recente proposta de revisão das aprendizagens essenciais de Português, a intenção de incluir Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde de Mário de Carvalho na lista de livros sugeridos para leitura no 12.0 ano é uma excelente notícia.  Mário de Carvalho é um dos grandes escritores portugueses contemporâneos e não tem ainda o reconhecimento que merece (nenhum grande escritor o tem). Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde é capaz de ser o seu melhor livro (quando se tem vários livros muito bons,o que é um livro melhor que outro?). 

Outra excelente notícia é que os alunos do 12.º ano podem continuar a escolher também os livros de José Saramago Memorial do Convento e O Ano da Morte de Ricardo Reis, provavelmente os melhores romances do extraordinário José Saramago (outra vez: o que é um romance melhor que outro, quando se tem vários excepcionais?). 

Excelente cânone o que inclui estes três romances e excelente o programa que os propõe como leitura para alunos do 12.º ano. José Saramago e Mário de Carvalho são contemporâneos, ambos escritores e ambos comunistas. Ou, mais exactamente, ambos foram militantes do Partido Comunista Português. Este facto tem tudo a ver e não tem nada a ver com a sua obra literária. 

É um orgulho para Portugal ter o seu nome acrescentado por eles e uma sorte nossa pisar o chão da Língua que eles engrandeceram com os livros que escreveram."

O troco é sagrado

"O tempo é comunista. Todo o ser humano tem as mesmas 24 horas. O pior é que não é o próprio a poder gastá-las como quer. São os ricos que dispõem delas. Obrigam-no a trabalhar mais horas por cada hora em que pode fazer o que quiser. E obrigam-no a cumprir os horários que convêm a quem lhe comprou o trabalho. 
O pior é que, mesmo depois da reforma que nunca mais chega, é muito difícil largar o hábito de entregar o nosso tempo a quem manda em nós porque nos paga para isso. 
Continuamos a ter pressa. A pressa é uma doença. Que seja uma doença voluntária é ainda menos saudável - e mais triste. 
Com o tempo - isto é, depois de muitos anos a deixarmo-nos governar pela pressa dos outros-, percebe-se que não é o trabalho que dignifica ou dá cabo de nós. 
O que nos dignifica é podermos escolher quando trabalhamos, por muito modesto que seja o trabalho ou o rendimento. 
O que nos salva é sermos nós a decidir como é que gastamos a fortuna que herdámos: ter 24 horas por dia, desde o dia em que nascemos até ao dia em que morremos. A vida não é curta: os outros é que a encurtam. 
A guerra justa é tentar reclamar cada minuto que nos é roubado. O dinheiro é uma distracção. Esconde o tempo. É o câmbio tempo/dinheiro que interessa. Temos de ser ricos com o tempo que nos sobra: o troco. 
E a propósito: os sindicatos têm razão."

Povoação da Serra da Boa Viagem mantém-se na Freguesia de Buarcos

 Via Junta de Freguesia de Buarcos


"O drama não é que as pessoas tenham opiniões"...

 

PLANEAMENTO URBANÍSTICO DA ENCOSTA DA SERRA DA BOA VIAGEM

Ontem, numa publicação da página Mais pela Figueira pode ler-se o seguinte: «na reunião de Câmara do passado dia 2 de abril, no decorrer da discussão do processo do edifício “Limite da Montanha”, na encosta da Serra da Boa Viagem, em Buarcos, e em face dos problemas relatados pelo Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz referentes ao licenciamento e construção deste edifício, os Vereadores do PS, João Paulo Rodrigues e Rui Carvalheiro, falaram sobre o estado caótico do planeamento urbanístico desta encosta da Serra da Boa Viagem, virada para a Figueira, sugerindo que se deveria elaborar urgentemente um plano de pormenor para a zona, com regras urbanísticas claras em relação ao licenciamento de construções, traçado de estradas e aspetos ligados com as demais infraestruturas.
O Presidente da Câmara acolheu bem a ideia e referiu que iria encetar contatos com as entidades com competências na gestão da zona para colaborarem na elaboração desse plano de pormenor ou até passarem a gestão da zona para a Câmara Municipal."

Pelo exposto, para o figueirense comum, ficam questões por explicar?
Venha daí esse plano urbanístico da encosta da Serra da Boa Viagem, virada para a Figueira. Uma das piores atitudes que podemos ter na vida é a arrogância perante a Natureza. 

Sábado, pelas 15H30M na Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás

 Via Diário as Beiras

Políticos e caixas multibanco..

Para ler clicar aqui.

Ministra do Ambiente garante um milhão para obras em duas praias: 600 mil euros destinados à Praia de Mira e 400 mil euros destinados à Praia do Poço da Cruz

A ministra do Ambiente e Energia garantiu ontem a reposição de areia em duas praias do concelho de Mira, no litoral do distrito de Coimbra, a tempo da próxima época balnear, numa intervenção de um milhão de euros. No decorrer da visita à Praia de Mira e à do Poço da Cruz, que sofreram uma forte erosão neste inverno, Maria da Graça Carvalho classificou estas intervenções como urgentes para proteger a costa e permitir uma época balnear normal. 
A fúria do mar durante o último inverno deixou marcas na costa portuguesa, acelerando a erosão costeira e alterando o figurino de diversas praias devido ao movimento de areias. A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, disse ontem – numa visita à Praia de Mira – que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sinalizou cerca de meio milhar de situações de danos na costa portuguesa, de que Mira e Poço da Cruz, no mesmo concelho, são exemplo. 
Por isso, a ministra deslocou-se ao local, acompanhada pelo presidente da APA, Pimenta Machado, para firmar um protocolo de transferência para o Município de Mira de um milhão de euros. 
O dinheiro é destinado à reposição de areia nos locais onde a força do mar escavou o areal. 600 mil euros deste montante será para a colocação de sacos de areia na Praia de Mira e o restante para transferência de areia de uns pontos para os outros do areal de Poço da Cruz. “São duas obras identificadas na lista das mais urgentes, a executar até ao início da época balnear”, esclareceu Maria da Graça Carvalho. A verba será paga numa só tranche, através da Agência Portuguesa do Ambiente, cabendo à autarquia a condução das obras num prazo de oito semanas. 
A ministra do Ambiente e Energia afirmou que a empreitada será feita deste modo porque “a APA não tem capacidade para conduzir tantas obras ao mesmo tempo; são muitas situações ao longo da costa, com cada um dos municípios a avançar”
A governante constatou que a “erosão da costa, que já existia, foi agravada pelo mau tempo do inverno, com chuva, vento e tempestades marítimas muito fortes, de norte a sul do país”. Por isso, os trabalhos nas praias têm que ser realizados com urgência para que “haja praia quando chegar o bom tempo”
A governante referiu que, “não é só a questão do Ambiente, é também da economia desta localidades, o bem-estar das pessoas e a segurança, porque os portugueses, e quem nos visita, adoram praia”
O responsável máximo da APA, Pimenta Machado, acrescentou que há esperança de que, “quando o inverno marítimo passar, o movimento do mar venha a repor a areia nas praias. Acontece todos os anos e vai voltar a acontecer este ano. Depois vamos ajustando as nossas intervenções, principalmente aqui, que é uma zona já identificada como muito vulnerável”.

Executivo camarário visitou infraestruturas na margem sul do concelho

Foto: Município da Figueira da Foz

O presidente da Câmara da Câmara da Foz, Santana Lopes, e os vereadores Cláudia Rocha, Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins visitaram as infraestruturas hidráulicas do Alqueidão e a nova ponte sobre o Mondego, que ligará aquela freguesia da margem sul à freguesia vizinha de Vila Verde, no outro lado do rio. A construção em curso, visitada por 
Santana Lopes e pelos vereadores  do executivo camarário da Figueira da Foz, a ponte sobre o Rio Mondego, é uma nova travessia que integra o traçado da ecovia europeia Eurovelo 1 - Rota da Costa Atlântica, adjudicada por 7,6 milhões de euros, com ciclovia e uma única faixa de rodagem para viaturas ligeiras.
O Moinhos das 12 Pedras e as comportas da Maria da Mata e do Alvo, "foi também ponto de passagem dos autarcas, a par das comportas da Maria da Mata e do Alvo, na freguesia do Alqueidão, sob responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as quais se encontram num estado de degradação avançado, o que pode levar, no limite, ao seu colapso e à consequente entrada de água salgada nos arrozais, o que iria comprometer severamente o cultivo de arroz naquela freguesia da zona sul do concelho”, sublinha nota publicada nas redes sociais do Município da Figueira da Foz. 
Na nota, pode ler-se ainda que “o município tem vindo a acompanhar a situação [das comportas] através dos seus serviços técnicos, assim como diligenciado junto da tutela e da APA, no sentido de se encontrarem soluções concretas e céleres que resolvam a situação”

terça-feira, 7 de abril de 2026

Projeto de produção de combustível sustentável para aviação

Esclarecimento do Município da Figueira da Foz.
Para ler clicar aqui.

"Só não vê quem não quer." Os comunistas são mesmo burros, não são?...

RUI SÁ

«Quando era vereador da Câmara do Porto, um senhor, sabendo dessa minha condição, referiu num tom de insinuação a falta de seriedade: "Você, como político, deve ganhar muito dinheiro!". Quando lhe referi que os eleitos comunistas têm o princípio de não serem beneficiados ou prejudicados pelo exercício de cargos públicos, pelo que ganhava exatamente tanto como ganhava antes de ser vereador, a sua reação foi: "Você é que é burro!".

Este episódio, que recordo com um sorriso nos lábios, mostrou-me que muitos criticam os atos dos outros não por os acharem criticáveis, mas por terem inveja de não os praticarem.»

JANTAR COMEMORATIVO DO 25 DE ABRIL

Partido Socialista vai celebrar o 25 de Abril, com um jantar que terá lugar no dia 24 de Abril de 2026, pelas 20 horas, na Filarmónica em Santana.


Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego assinala hoje o Dia Mundial da Saúde

 via Diário as Beiras

Criminalidade violenta e grave diminuiu 10,4% no distrito

 Via Diário as Beiras


Uma "estrela" não desiste - resiste

Desde a descoberta da roda que está tudo inventado, por isso o fascínio por Ventura é facilmente explicável...