Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Uma coisa que nem às paredes se pode confessar: "estão a matar o futuro CMFF"...

Imagem via Diário as Beiras

O Cabedelo: tanta história e tantas «estórias» que um dia hão-de ser contadas...

O muro que está a causar a inundação de hoje no Cabedelo, como a foto demonstra, foi construído há cerca de 4 anos.
Em novembro de 2015 foram gastos 70 630,05 euros + iva, num muro que no presente só serve para inundar a estrada que ainda serve de acesso ao Cabedelo!..

TROIADELO, uma postagem incómoda...

«"Ana Leal": projecto de luxo da herdeira da Zara arrasa dunas protegidas de Tróia

Um projecto ilegal do ponto de vista ecológico, por violar as leis do Ambiente, mas que recebeu luz verde do Estado português».

Para ver a reportagem que passou ontem na TVI, clicar aqui.


Tróia, é (ou, pelo menos, era) o sonho húmido de Ataíde para o Cabedelo!..
Numa Assembleia Municipal realizada a 20 de Dezembro de 2017, o presidente João Ataíde, alegou que o parque de campismo do Cabedelo "não é propriamente um projecto estimado pelos figueirenses e pela comunidade local".
O autarca lembrou que a requalificação do "espaço urbano de praia" do Cabedelo assenta na degradação da envolvente e que o projecto, aprovado pela autarquia, prevê um investimento de 2,5 milhões de euros que ainda aguarda visto do Tribunal de Contas.
João Ataíde adiantou que foi pedido a um arquitecto paisagista a valorização do espaço, comparando o Cabedelo a Tróia, afirmação que motivou risos na assistência.
"O parque de campismo, com a sua configuração actual, é conflituante com este objectivo. Não vemos grande vantagem em prol da cidade na manutenção deste parque de campismo, no nosso projecto não está integrado nem tem de ser integrado", argumentou o autarca.
Disse ainda que não existe "nenhum direito adquirido" dos campistas e utilizadores do parque, nem nenhum direito de propriedade ou posse "nem foi gerado qualquer tipo de expectativa", finda a concessão.
No entanto, o autarca admitiu, a "título precário", antes de começarem as obras e sujeito a reavaliações "de três em três meses", que a concessão se possa manter "enquanto não ocuparmos aquele espaço".
"A expectativa era o prazo de concessão e temos oferta suficiente em termos de campismo", disse ainda na altura João Ataíde.


Bom dia. Aceitem as boas vindas ao Cabedelo, mas tragam galochas...


Vídeo via António Agostinho

Pois, agora está na hora de apresentar a proposta...

No Notícias de Coimbra, 24 de Setembro de 2018, "o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde (PS), defendia a redução de portagens nas autoestradas A14 (de ligação a Coimbra) e A17 (Marinha Grande-Mira), tornando-as mais acessíveis aos utilizadores."

Vamos a isso, senhor deputado?

Não terá isto interesse para a zona sul do estuário do Mondego (5º. molhe da Cova, Costa de Lavos e Leirosa)?..

Via Notícias de Aveiro

Erosão costeira: Estudos em curso para instalar quebra mar na Vagueira

"Concretizou-se “mais uma etapa” do estudo que está a ser realizado para mitigação do fenómeno da erosão costeira, através da implementação de um quebra-mar destacado na praia da Vagueira, em Vagos.

Foram realizados naquela zona balnear trabalhos de medição ‘in situ’ por elementos das equipas da Universidade de Aveiro, Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e Instituto Hidrográfico, informou a Câmara local. O estudo contratado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com prazo de dois anos, incluirá a monitorização da evolução dos fundos da praia e da zona marítima adjacente. “Os trabalhos de campo irão continuar com a recolha de dados batimétricos, topográficos, sedimentológicos e hidrodinâmicos (ondas e correntes) na frente marítima”, acrescenta o município vaguense. Vagueira, Furadouro e Cortegaça, estas duas em Ovar, estão na lista das praias para receberem barreiras artificiais de forma a proteger a costa das investidas do mar.Os quebra-mares devem ter uma extensão de 250 metros de comprimento cada, envolvendo investimentos de 20 milhões de euros.Além dos quebra-mares, a estratégia de protecção desta zona costeira envolve também a alimentação artificial das praias com “shots” de areia."

A ferrovia nacional, a Linha do Oeste e o ostracismo a que a Figueira está votada...

Ontem no JN: "Governo suspende 18 obras na ferrovia do Norte e Centro. A electrificação e modernização da Linha do Oeste no troço entre Mira Sintra-Meleças e Caldas da Rainha só deverá arrancar no 3.º trimestre de 2020, quando deveria terminar."
Via OUTRA MARGEM:
Nota
Não há agência de comunicação, que seja capaz de disfarçar a falta de preparação e a incompetência de uma liderança... 
Linha do Oeste vai ser modernizada... Mas, se for, será  entre Sintra e Torres Vedras... A empreitada vai desenvolver-se ao longo de 43 quilómetros da via no troço entre as estações de Mira Sintra/Meleças (Sintra) e Torres Vedras, no distrito de Lisboa. Mais uma vez, o troço Torres Vedras/Figueira da Foz ficou esquecido. 
A Câmara Municipal da Figueira da Foz, não pode alegar que foi apanhada desprevenida.

25 de Novembro

"O Chega apresentou um projecto de resolução, na Assembleia da República, a “recomendar ao Governo que proceda à instauração de uma celebração solene do 25 de novembro”. O objetivo do partido liderado por André Ventura é que seja dada a esta data a mesma dignidade do 25 de Abril."
Via jornal i


"Sobre a grande novidade de se pedirem comemorações oficiais do #25denovembro
Há muitos e muitos anos que o CDS as pede. A memória é que é curta.".
Via Nuno Melo no Twitter

"Andamos há décadas de legislaturas a falar de Os Verdes servirem para o PCP ter tempo de antena a dobrar, nas televisões e no Parlamento, para agora chegamos ao ponto de termos o fascista Chega com tempo de antena a triplicar, com o CDS e a Iniciativa liberal..."

terça-feira, 19 de novembro de 2019

"Presidente da República, precisa-se!"

Para ler clicar aqui.

Pode haver falta de verba, mas existem prioridades... (II)

OUTRA MARGEM, 11 de Dezembro de 2006
A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
O processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...


Decorridos quase 13 anos, a situação no local é esta, depois de terem sido gastos milhões de euros...

Vídeo de António Agostinho

Grande José Mário Branco

José Mário Branco

Erosão costeira e a distracção do povo...

Via Diário as Beiras: "avanço do mar causa preocupação na Leirosa"

"Nos últimos 10 anos, o mar vem destruindo a duna da zona sul da Praia da Leirosa, aproximando-se perigosamente do bairro social. Calcula-se que tenha derrubado cerca de 50 metros da proteção natural. A agitação marítima da semana passada empurrou a água para a mata que se interpõe entre  o mar e as casas. As previsões meteorológicas para amanhã apontam para forte ondulação, temendo-se que a investida seja ainda mais forte.
Na zona norte da praia, são as hortas e os anexos de apoio à agricultura para autoconsumo que sofrem com a subida do mar e o refluxo do Rego da Leirosa.
Silvério Andrade Russo, de 67 anos, foi pescador dos 15 aos 57. “A parte sul está mais em perigo do que a parte norte. Isto devia levar umas pedras, pois não é com areia nas dunas que se resolve o problema. Se não puserem mão nisto, a parte sul vai ficar uma ilha”, defendeu.
O presidente da Junta da Marinha das Ondas, Manuel Rodrigues Nada, subscreve o conhecimento empírico do antigo pescador da Leirosa, defendendo uma proteção com rochas ao longo de 200 metros. “Estou muito preocupado com o avanço do mar na zona sul da praia. Aliás, já tenho alertado as autoridades, mas isto está cada vez pior. Parece-me que, se continuar assim, dentro de alguns dias, a água passará para o outro lado [zona habitada]”, afirmou o autarca.
“Cada vez mais perigoso”
O presidente de junta acrescentou que “os pescadores dizem que, com areia, isto não se resolve”. Assim sendo, sustentou: “Colocar areia é gastar dinheiro, porque o mar leva-a. A solução para travar o mar é prolongar o molhe em 200 metros. O que resta da duna é muito mais frágil e baixo. Portanto, torna-se cada vez mais perigoso”.
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, o presiente da câmara também se mostrou preocupado.
“Estamos todos preocupados. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Governo também estão preocupados. Caso contrário, não tinham tomado a iniciativa [de avançar com a transposição de três milhões de metros cúbicos de areia, da zona do areal urbano para as praias sul do concelho, com comparticipação financeira da autarquia]”, afirmou Carlos Monteiro.
A transposição de areia está sujeita aos prazos dos concursos públicos. Na Leirosa, porém, teme-se que a empreitada já não chegue a tempo para alguns. “Há pelo menos uma casa onde o mar já chega, quando há forte agitação marítima”, alertou Manuel Rodrigues Nada."

Nota  OUTRA MARGEM.
A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
O processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial... 

Este alerta, foi publicado neste espaço em 11 de Dezembro de 2006, quase há 13 anos! 
Daí para cá, tudo, por aqui, foi dito ao longo dos anos e pode ser consultado... 
Muita gente, que deveria ser responsável, por omissão, contribuiu para o estado a que chegámos.
Nós, aqui no Outra Margem, continuaremos a fazer aquilo que é possível: contribuir para sensibilizar a opinião pública da nossa freguesia, do nosso concelho, do nosso País e dos inúmeros covagalenses espalhados pela diáspora, para um problema gravíssimo que, em última análise, pode colocar em causa a sobrevivência dos covagalenses e outros habitantes do nosso concelho e dos seus bens.
Tudo foi dito, tudo se cumpriu: depois da construção do acrescento dos malfadados 400 metros do molhe norte, a erosão costeira a sul  da foz do mondego tem avançado, a barra da Figueira, por causa do assoreamento e da mudança do trajecto para os barcos nas entradas e saídas, tornou-se na mais perigosa do nosso País para os pescadores, a Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade, a Figueira, mais rapidamente do que esperava, perdeu.
A pesca está a definhar, o turismo já faliu - tudo nos está a ser levado...
Espero que, ao menos, perante a realidade possam compreender o porquê das coisas...
O que nos vale é que temos uma política bem definida para a orla costeira...
Recordo, que para além das palavras de circunstância, como as que podem ser lidas no texto publicado na edição de hoje da Diário as Beiras, que cito acima, de responsáveis políticos com vários anos de exercício de poder, houve quem ao longo dos anos tenha feito o que podia.
Recordo-me da Deputada Ana Oliveira, em Abril de 2018, ter questionado o Ministro do Ambiente sobre a erosão costeira e a barra da Figueira da Foz. O vídeo pode ser ouvido aqui.
Em Junho passado tornou a fazê-lo. O vídeo fica aqui. Podem ouvi-lo.

Como por aqui se pratica a democracia, fica também a resposta do Ministro do Ambiente.
Para a próxima, antes de votarem pensem... Se quiseram, evidentemente.

B.I

Porque é precisa muita lucidez para conseguir sobreviver na sociedade de consumo em que teimam em nos fazer mergulhar, fica o registo deste texto de  Luís Osório:
"O dinheiro em mim é uma impossibilidade, quanto muito uma alegoria. Mesmo que o tivesse de sobra dificilmente entraria numa loja Armani, compraria um Rolex, investia num Jaguar ou moraria na Quinta da Marinha. Não me entendam mal, gosto da ideia de vestir bem, ter estilo, andar rápido e receber amigos num lugar bigger than life. Mas é mais forte do que eu; acabaria por encontrar a imperfeição na perfeição das roupas, o relógio no meu pulso atrasar-se-ia, faria por ser ultrapassado por todos os carros baratos e faltar-me-ia o ar por o espaço ser maior do que aquele que preciso. A falha é minha, não a conseguirei corrigir mesmo que pague bem. Oficialmente, desisto."

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Mais uma de "de consciência tranquila"

Foto sacada daqui
"JOANA LIMA foi presidente de Câmara na Trofa. Entregou as reparações de automóveis camarários a um SOBRINHO, cedeu à sua IRMÃ o fornecimento de flores, deu a exploração do bar das piscinas municipais a um AMIGO. Um caso típico de abuso de poder. Como prémio por este percurso, foi agora eleita DEPUTADA."

Haja misericórdia, para este "casco velho", da Figueira da Foz, numa zona próxima da requalificação...

... a providência, que é o nome da rua que vai desembocar no antigo hospital, lhe valha!..

Lagoa da Vela: será é que é desta?.. Para já será, "a instalação de passadiços e postos de observação de avifauna"...

Lembram-se, para não ir mais longe, do ano de 2017, quando a Câmara da Figueira da Foz tinha em curso um conjunto de diligências destinadas a promover a reabilitação da Lagoa da Vela?..
Diário as Beiras 29 dezembro 2017
Diário as Beiras, 4 junho de 2018


Hoje no Diário as Beiras, com chamada de primeira, pode ler-se na página 11:
"A intervenção da autarquia na Lagoa da Vela, no Bom Sucesso, começa em Janeiro de 2020, com a instalação de passadiços e postos de observação de avifauna, tendo um orçamento de 130 mil euros. As obras deverão prolongar-se até junho seguinte.
Será ainda instalado um pontão de madeira com 40 metros de comprimento,10 metros sobre o espelho de água. Os centros de observação de aves e fauna também serão instalados na vizinha Lagoa das Braças. Trata-se de um projeto integrado “com pequenos projetos”, suportado
por um orçamento total de 400 mil euros, como adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS o vereador Miguel Pereira. O programa inclui a desinfestação de espécies arbóreas invasoras, sobretudo acácias, estando para o efeito destinados 60 mil euros, e a reflorestação de 22 hectares.
A operação lagoa, que conta com a participação do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da Associação Vela Pravida, não deixa de lado a reflorestação e a gestão das matas, privilegiando a vegetação espontânea
autóctone. Nem a ligação histórico-económica dos habitantes da região com
a Lagoa da Vela, através da pesca e do aproveitamento do limo para como fertilzante agrícola natural.
Desassoreamento à espera de fundos comunitários
Entretanto, a autarquia aguarda a abertura de candidaturas a fundos remanescentes do Portugal 2020 para proceder ao desassoreamento e à revitalização do espelho de água, devendo representar um investimento que
rondará os dois milhões de euros. O projeto já está feito. A concretizar-se, será
o culminar de várias décadas de diligências, avanços e recuos, que visam a
recuperação de uma das maiores lagoas naturais da Península Ibérica.
A autarquia deverá promover, este mês, no Bom Sucesso, uma sessão de
esclarecimento sobre a intervenção na Lagoa da Vela. Ao quer tudo indica,
o mais difícil será o aproveitamento turístico daquela zona da Rede Natura. O promotor que obteve autorização para construir um empreendimento, numa versão minimalista do projeto inicial, visitou o local e adiantou que estava
a estudar um projeto de ecoturismo, mas não deu mais notícias à autarquia."