quarta-feira, 8 de abril de 2026
Ministra do Ambiente garante um milhão para obras em duas praias: 600 mil euros destinados à Praia de Mira e 400 mil euros destinados à Praia do Poço da Cruz
Executivo camarário visitou infraestruturas na margem sul do concelho
| Foto: Município da Figueira da Foz |
O presidente da Câmara da Câmara da Foz, Santana Lopes, e os vereadores Cláudia Rocha, Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins visitaram as infraestruturas hidráulicas do Alqueidão e a nova ponte sobre o Mondego, que ligará aquela freguesia da margem sul à freguesia vizinha de Vila Verde, no outro lado do rio. A construção em curso, visitada por Santana Lopes e pelos vereadores do executivo camarário da Figueira da Foz, a ponte sobre o Rio Mondego, é uma nova travessia que integra o traçado da ecovia europeia Eurovelo 1 - Rota da Costa Atlântica, adjudicada por 7,6 milhões de euros, com ciclovia e uma única faixa de rodagem para viaturas ligeiras.
O Moinhos das 12 Pedras e as comportas da Maria da Mata e do Alvo, "foi também ponto de passagem dos autarcas, a par das comportas da Maria da Mata e do Alvo, na freguesia do Alqueidão, sob responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as quais se encontram num estado de degradação avançado, o que pode levar, no limite, ao seu colapso e à consequente entrada de água salgada nos arrozais, o que iria comprometer severamente o cultivo de arroz naquela freguesia da zona sul do concelho”, sublinha nota publicada nas redes sociais do Município da Figueira da Foz.
Na nota, pode ler-se ainda que “o município tem vindo a acompanhar a situação [das comportas] através dos seus serviços técnicos, assim como diligenciado junto da tutela e da APA, no sentido de se encontrarem soluções concretas e céleres que resolvam a situação”.
terça-feira, 7 de abril de 2026
Projeto de produção de combustível sustentável para aviação
"Só não vê quem não quer." Os comunistas são mesmo burros, não são?...
«Quando era vereador da Câmara do Porto, um senhor, sabendo dessa minha condição, referiu num tom de insinuação a falta de seriedade: "Você, como político, deve ganhar muito dinheiro!". Quando lhe referi que os eleitos comunistas têm o princípio de não serem beneficiados ou prejudicados pelo exercício de cargos públicos, pelo que ganhava exatamente tanto como ganhava antes de ser vereador, a sua reação foi: "Você é que é burro!".
Este episódio, que recordo com um sorriso nos lábios, mostrou-me que muitos criticam os atos dos outros não por os acharem criticáveis, mas por terem inveja de não os praticarem.»
JANTAR COMEMORATIVO DO 25 DE ABRIL
Partido Socialista vai celebrar o 25 de Abril, com um jantar que terá lugar no dia 24 de Abril de 2026, pelas 20 horas, na Filarmónica em Santana.
Segundo a Junta de Freguesia de São Julião, a iniciativa “Jardim da Páscoa” levou milhares de pessoas ao longo dos quatro dias ao Jardim Municipal
A Junta de Freguesia de São Julião, em nota de imprensa, fez balanço positivo da primeira edição do Jardim da Páscoa, que se realizou no Jardim Municipal da Figueira da Foz, reunindo, ao longo de quatro dias, vários milhares de pessoas.
“O Jardim da Páscoa apresentou uma instalação temática cuidadosamente preparada, com diversos elementos alusivos à quadra, proporcionando um ambiente acolhedor e apelativo para famílias, visitantes e toda a comunidade”, informa a nota de imprensa. E a seguir sublinha: "ao longo dos quatro dias, os mais pequenos puderam desfrutar de um conjunto diversificado de atividades”. Por outro lado, "as noites foram animadas por bandas e djs figueirenses".
A iniciativa “destacou-se pela forte adesão do público, afirmando-se como um verdadeiro ponto de encontro intergeracional e um momento de partilha e celebração na freguesia”, pode ler-se ainda na nota de imprensa emitida pela Junta de Freguesia de S. Julião.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Saramago, a revisão curricular ou a diluição do Nobel da Literatura
"De boas intenções está o inferno cheio", diz o povo. E diz bem.
| António Carlos Cortez |
E porquê? Justamente porque José Saramago – tal como Vergílio Ferreira, cujo romance Aparição desapareceu dos programas e era, sem dúvida, das mais belas experiências estéticas que um adolescente podia ter! – é daqueles autores que pede que, antes de um leitor entrar no seu universo romanesco tenha atrás de si um cabedal de leituras (de ensaio, de romances, de textos de História e de História das Ideias) que – todos sabemos disso – nenhum aluno tem ao chegar ao 12.º ano. Nenhum aluno e, a bem da verdade, poucos professores.
Resultado: esta revisão curricular, que coloca Cesário Verde no 12.º ano, mas faz desaparecer Herberto Helder, é apenas uma declaração de boas intenções para que, em maior ou menor grau, tudo fique na mesma. Com uma agravante: sem a prosa de Saramago como conteúdo "obrigatório", é óbvio que muitas escolas não irão optar pelo Nobel da Literatura. E eis-nos num outro lado do problema: a formação de professores e a subsequente qualidade das aulas.
Por que razão não é Saramago um autor a ler, como se deve exigir que o seja? Porque, na verdade, na formação de professores de Português o que se faz é pensar a avaliação, em vez de se pensar em como leccionar, como analisar, como escrever e como ensinar a escrever e a pensar sobre textos complexos.
Como é que eu posso ajudar a ler, a fruir a leitura de um romance como Memorial do Convento; com que ensaios poderei auxiliar os alunos a compreenderem obra tão magistralmente bela? E o mesmo que digo sobre os romances de Saramago, digo-o para autores que esta revisão sugere que sejam lidos: Jorge de Sena, Carlos de Oliveira, António Ramos Rosa, Fiama, Luís Filipe Castro Mendes... Com muitos professores a entrarem na profissão sem uma formação científica sólida, é claro que Saramago (como Gil Vicente e Camões, como os trovadores ou como… Pascoaes, ou Cesário), sempre constituiria um obstáculo difícil de transpor. Mas é essa a missão da escola – e já agora da formação de professores! Isto é: pensar o que é difícil e avaliar na medida exacta em que estamos a formar gerações que queremos que tenham "pensamento crítico".
Mas se tudo na escola e na formação de professores é uma mistificação (haverá excepções, bem sei, cada vez mais excepcionais, decerto) o ponto é só um: fará sentido que um romance (seja ele o Memorial do Convento, seja ele O Ano da Morte de Ricardo Reis) do nosso único Nobel da Literatura passe a ser opcional no último ano do Secundário? Não, não faz. E não faz porque para se ler Saramago, como para ler qualquer escritor maior da nossa cultura, o estudante português teria de ter aprendido a pensar a obra de arte literária e, subsequentemente, a escrever bem sobre o texto literário e, por inerência, a escrever bem porque, de forma natural, teria apreendidas as estruturas sintáctica e semântica, morfo-sintáctica e morfo-semântica da língua portuguesa.
Sucede, todavia, que hoje, à saída do 12.º ano, a maioria dos estudantes nada teve de ler para chegar ao 12.º ano. Comentar um poema, um trecho de um romance, uma peça de teatro, seja de que autor for, isso é exercício raríssimo de se praticar nas aulas de 2026. Pejadas de jogos didácticos e de infantilidades avaliativas, verdadeiros espaços onde grassa a indisciplina e a ditadura digital, Saramago passa a ser opcional porque, em bom rigor, a Cultura na escola é opcional também. E o mesmo se diga na formação de professores, viveiro de tanto absurdo."
«... é impossível olhar para a Terra, e depois para o resto do jornal, e não dizer "Que mal que se portam os micróbios!".»
"Como olheiro veterano do nosso planeta, tenho de confessar que a Terra já não é o que era em 1968, quando foi fotografada a 21 de Dezembro pelo astronauta William Anders."
"O André Ventura usou todas as formas de mentira"
O comentador da CNN Portugal diz que André Ventura utilizou "todas as formas de mentira" durante o seu discurso no Parlamento a propósito dos 50 anos da Constituição e quer a realização de um debate sobre os temas abordados com o presidente do Chega.
Para ouvir clicar aqui.
André Ventura: tens coragem para aceitar o desafio de José Pacheco Pereira?
Quinto Molhe: depois de décadas um inverno tranquilo
Neste blogue, já em 2006, andávamos a fazer alertas para o estado em que se encontrava a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Escrevemos, então que, "por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perdia-se a oportunidade de resolver o essencial..."
"Qualquer imbecil começa uma guerra, cem homens sábios não chegam para acabá-la" *
Recorde-se que no passado dia 21 de março o presidente dos EUA ameaçou arrasar as infraestruturas energéticas iranianas se Teerão não aceitasse um acordo no prazo de 48 horas. Esse prazo foi depois prolongado por cinco dias, até 28 de março, após, segundo Trump, os dois países terem mantido “negociações construtivas”. Um dia antes desse prazo expirar, a 27, o presidente dos EUA anunciou que seria prolongado por mais 10 dias, até às 20h00 de segunda-feira, dia 6 (01h da madrugada de terça-feira em Lisboa).
A “descida à Terra” de Francisco Rodrigues dos Santos
É um lugar-comum, mas eles existem por isso mesmo. Naquele 18 de Dezembro de 2022, partilhou a notícia publicamente. "Ser pai é descobrir que ainda é possível mudar o mundo," escreveu, num post no Instagram. Passado o cliché de "amor irredutível e inalienável", Francisco realça que, ao descobrir a "empatia incondicional" que surge com os estados de alma, pensamentos e vontades de um filho, também chegou a outro lugar: o questionamento.
"Vivemos num tempo muito maniqueísta, altamente dogmático, de certezas absolutas, e o filho ensina-nos a colocarmo-nos em causa e a aprendermos a cultivar a dúvida", explica.
- Hoje não tens certezas absolutas?
- A ciência avança quando procuramos o cisne negro. Há um consenso, quase canónico, de que todos os cisnes são brancos, mas só evoluímos quando o pomos em causa. Tenho convicções que norteiam a minha vida. Se estou disponível para as questionar? Todos os dias. Mas não sou relativista...
- Mas não estavas disponível?
- Estava menos do que estou hojе.











