sexta-feira, 8 de maio de 2026

"A Terra das Amoreiras": peça encerra a 48.ª edição das Jornadas de Teatro Amador da Figueira da Fo

Via Diário as Beiras

Um texto lúcido e realista

A LITURGIA DA OBEDIÊNCIA

Há momentos em que o silêncio pesa menos do que o aplauso. E o que se viu na Assembleia da República foi precisamente isso: o peso insuportável da submissão travestida de virtude.

O presidente do parlamento ucraniano foi recebido de pé, ovacionado como herói, símbolo de uma causa que nos é vendida como sagrada, intocável, moralmente pura. E eu pergunto: herói de quê? De que memória? De que verdade?
Perdoem-me, mas eu não aplaudo.
Eu sinto vergonha.
Vergonha de ver quase todo o espectro político português alinhado numa coreografia servil, incapaz de questionar, incapaz de pensar para além do guião imposto por Bruxelas, Washington e pela máquina mediática ocidental.
E ironicamente, no meio desta cegueira colectiva, foi o Partido Comunista Português — partido cuja visão ideológica rejeito frontalmente — o único a manter-se sentado. O único a recusar participar nesta liturgia da propaganda.
E isso diz muito.
Diz demasiado.
Quando um partido que sempre combati politicamente demonstra mais independência de pensamento do que quase toda a restante classe política, algo está profundamente errado.
Vivemos numa época em que a ignorância já não é acidente: é método.
Repetir slogans substituiu pensar.
E qualquer tentativa de contextualizar o conflito ucraniano é imediatamente catalogada como traição, heresia ou cumplicidade.
Fala-se de democracia, mas cala-se a complexidade.
Fala-se de liberdade, mas censura-se o contraditório.
Fala-se de paz, enquanto se financia guerra.
E o mais grotesco é assistir a tantos, embriagados por propaganda, a chamar “comunista” à Rússia actual, revelando um analfabetismo político quase ofensivo.
Confundem categorias.
Confundem história.
Confundem realidade.
Porque foram treinados para reagir, não para compreender.
A propaganda moderna não inventa necessariamente mentiras.
Selecciona verdades.
Mutila contextos.
Fabrica moralidade conveniente.
É uma técnica antiga, apenas equipada com ferramentas novas.
E enquanto esta encenação se desenrola, Portugal afunda-se.
Salários indignos.
Habitação impossível.
Serviço Nacional de Saúde em rutura.
Jovens a emigrar.
Reformados a sobreviver.
Mas há sempre dinheiro para guerras externas.
Há sempre urgência para conflitos alheios.
Há sempre entusiasmo para causas importadas.
E para os portugueses?
Sacrifício.
Resignação.
Silêncio.
Chamam solidariedade ao envio de milhares de milhões para alimentar um conflito sem fim, mas esquecem-se da solidariedade básica para com o próprio povo.
Aplaudem longe.
Ignoram perto.
Aplaudem símbolos.
Abandonam pessoas.
Perdoem-me, mas eu não consigo alinhar nesta encenação colectiva.
Não aplaudo porque pensar ainda não é crime.
Não aplaudo porque a consciência pesa mais do que a conveniência.
Não aplaudo porque a dignidade começa precisamente onde termina a obediência cega.
E hoje, olhando para aquele hemiciclo de pé, não vi coragem.
Vi conformismo.
E isso mete-me vergonha.
Mas esta crise não é apenas moral.
É também política.
E é precisamente aqui que se revela outra tragédia nacional: Portugal não tem equivalente à Vox, não tem uma figura como Matteo Salvini, não tem uma força como a Alternative für Deutschland, nem sequer uma tradição de pensamento estratégico e soberano como a de Charles de Gaulle.
Não existe em Portugal uma direita conservadora sólida.
Intelectualmente preparada.
Culturalmente consciente.
Geopoliticamente lúcida.
Existe apenas um agrupamento político em torno de um líder, tratado por muitos como grande esperança nacional, mas que, olhando friamente, continua mais próximo de um movimento de contestação do que de um verdadeiro partido.
Porque um partido exige doutrina.
Exige estrutura.
Exige coerência.
E o que ali vejo é uma contradição permanente: à direita nos costumes, à esquerda na economia.
Uma fórmula politicamente explosiva.
Intelectualmente inconsistente.
Na prática, estatismo económico revestido de retórica identitária.
E isso não é direita estruturada.
É improviso político.
Na geopolítica, a confusão é ainda mais evidente.
Prefere-se ouvir activistas e comentadores como Irineu Teixeira, alinhados com narrativas emocionais, em detrimento de análises estratégicas e militares de homens como Agostinho Costa, cuja leitura do conflito — concorde-se ou não — revelou, ao longo destes últimos anos, uma consistência que muitos dos seus opositores nunca conseguiram acompanhar.
E isso é revelador.
Porque uma direita séria escolhe análise sobre agitação.
Escolhe estratégia sobre histeria.
Escolhe realidade sobre propaganda.
Quanto ao líder desse agrupamento, reconheço-lhe uma utilidade política inegável.
Na oposição, muitas vezes acerta no diagnóstico.
Em muito do que denuncia, concordo.
Mas a política mede-se no poder, não no protesto.
E é precisamente aí que nasce a minha desconfiança.
Porque demasiadas vezes vi, dentro desse mesmo espaço político, a distância brutal entre o discurso e a prática.
E quem conhece por dentro aprende depressa uma verdade simples: há quem combata o sistema apenas até ter oportunidade de o administrar.
Portugal não precisa de salvadores.
Precisa de uma direita consciente.
Séria.
Coerente.
Estruturada.
E isso continua, infelizmente, por nascer.
E há algo que precisa de ser dito com clareza: não culpem a direita pela queda da Europa.
A direita soberanista e conservadora não governa a Europa.
Não controla a União Europeia.
Não define o rumo da Comissão Europeia.
Não molda o pensamento dominante em Bruxelas.
A responsabilidade pelo estado actual da Europa pertence a quem a governa há décadas.
Aos arquitectos deste modelo.
Aos sacerdotes deste dogma.
Aos administradores deste declínio.
E o mais trágico é que muitos ainda não perceberam que a Europa — leia-se, a União Europeia — entrou numa trajectória de isolamento estratégico, declínio económico e irrelevância geopolítica.
Como no Titanic:
continuam a tocar música e a dançar, mesmo com a água já pelos pés.
E esse paralelismo é brutalmente exacto.
Porque, no início deste século, muitos acreditaram que o mundo caminhava para a consolidação definitiva de uma ordem unipolar, assente na hegemonia absoluta dos Estados Unidos e na expansão do seu modelo político, económico e militar.
Parecia o encerramento da História.
Um centro de poder.
Uma narrativa dominante.
Um modelo universal imposto como inevitável.
Mas a História raramente respeita guiões.
A Rússia travou esse avanço estratégico.
A China venceu no campo onde verdadeiramente se decide o poder duradouro: economia, indústria, tecnologia e planeamento estratégico.
A Índia emergiu como potência civilizacional e económica.
E o chamado Sul Global despertou para uma realidade simples:
o mundo não precisa de um único centro de gravidade.
Hoje estamos a viver as dores de parto dessa transformação histórica.
A passagem de um mundo unipolar para um mundo multipolar.
O fim progressivo da hegemonia absoluta norte-americana.
E é precisamente aqui que a União Europeia revela toda a sua fragilidade estratégica.
Sem autonomia política real.
Sem independência energética.
Sem soberania militar efectiva.
Sem visão própria.
Bruxelas continua presa a uma lógica atlântica que já não corresponde à realidade emergente do século XXI.
Aposta num paradigma em desgaste, enquanto o centro de gravidade mundial se desloca para Oriente e para Sul.
Enquanto insistimos em discursos moralistas, superioridade civilizacional e arrogância burocrática, outros avançam.
A China avança.
A Rússia reorganiza-se.
A Índia afirma-se.
E a Europa?
Debate regulamentos.
Produz burocracia.
Consome propaganda.
E continua a olhar para o mundo com a arrogância colonial expressa por Josep Borrell, quando afirmou que “a Europa é um jardim e o resto do mundo é selva”.
Essa frase não foi apenas infeliz.
Foi reveladora.
Reveladora de uma mentalidade que ainda não percebeu que o mundo mudou.
Mudou o eixo do poder.
Mudou a economia.
Mudou a ordem internacional.
E quem paga esse erro?
Os povos europeus.
Com inflação.
Com energia cara.
Com perda industrial.
Com estagnação económica.
Com perda de competitividade.
E, no entanto, grande parte dos media prefere maquilhar as consequências, anestesiar a opinião pública e proteger a narrativa dominante.
Porque admitir o erro seria reconhecer que a Europa entrou numa guerra económica, estratégica e civilizacional para a qual não estava preparada.
E pior:
por escolhas que nem sequer servem necessariamente os interesses dos povos europeus.
Este sonambulismo estratégico, esta cegueira voluntária, esta embriaguez ideológica, vai sair-nos caro.
Muito caro.
Porque a História não espera por civilizações adormecidas.
E quem insiste em dormir enquanto o mundo muda, acaba inevitavelmente por acordar derrotado.

Morreu Carlos Brito

Foto: daqui
Carlos Brito
, histórico dirigente do PCP, tinha 93 anos.
Morreu ontem.
Foi preso três vezes pela PIDE. 
Esteve durante uns oito anos nas cadeias do Aljube, Caxias e Peniche, onde foi torturado.
Antes do 25 de Abril, estudou em Moscovo e regressou a Portugal e à clandestinidade, tendo sido o responsável pelo PCP em Lisboa no 25 de Abril. 
Posteriormente, tornou-se o braço direito de Álvaro Cunhal. 
Carlos Brito assumiu a liderança da bancada parlamentar do PCP durante 15 anos e candidatou-se a Belém em 1980, tendo desistido em apoio a Ramalho Eanes.
Defensor da renovação do Partido Comunista Português, insurgindo-se contra o rumo rigidamente marxista-leninista do PCP, acabou por ser suspenso por um período de dez meses, em 2002, por "comportamento fraccionário", visto que integrava o Movimento Renovação Comunista, um grupo de "renovadores“ dentro do partido. Após essa suspensão, decidiu não regressar às fileiras do PCP.
A 9 de Junho de 1997 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e, a 25 de Abril de 2004, com a Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
O PCP reagiu ao final da noite, "a pedido de vários Órgãos de Comunicação Social, sobre o falecimento de Carlos Brito", com uma nota: "Sem prejuízo das conhecidas diferenças e distanciamento político, registamos em Carlos Brito o seu percurso antifascista e a sua contribuição na Revolução de Abril, nomeadamente no plano parlamentar".

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Estamos a perder histórias de vida

Rita Seara, Fundadora do Jardim das Memórias, via Diário as Beiras

"Vivemos numa altura em que tudo parece estar registado. Tiramos fotografias todos os dias, gravamos vídeos, guardamos mensagens e acumulamos milhares de memórias no telemóvel, organizadas por datas, locais e momentos. À primeira vista, poderíamos achar que nunca estivemos tão próximos de preservar o que vivemos. E, no entanto, há algo essencial que está a desaparecer e quase ninguém está a falar sobre isso. As histórias de vida estão a perder-se. Não de forma repentina, mas de forma silenciosa, quase imperceptível. Não desaparecem quando alguém parte. Desaparecem muito antes disso, nas conversas que vão sendo adiadas, nas perguntas que nunca chegam a ser feitas, nos momentos em que dizemos “um dia falo com mais calma”. O problema é que esse dia, muitas vezes, não chega. E quando percebemos isso, já não há forma de recuperar aquilo que ficou por dizer. Há uma ilusão que nos acompanha: a ideia de que temos tempo. Tempo para ouvir melhor, para perguntar, para dar atenção às histórias que parecem sempre disponíveis. Mas o tempo não funciona assim. O tempo passa, independentemente da nossa vontade, e leva consigo aquilo que nunca foi verdadeiramente guardado. Se olharmos para a forma como as famílias preservam memória, percebemos um padrão claro. Guardamos fotografias, álbuns antigos, caixas cheias de recordações, pastas no telemóvel com momentos importantes. Conseguimos rever aniversários, viagens, encontros. Mas há uma dimensão da memória que raramente é preservada. A forma como alguém fala, a pausa antes de responder, o brilho no olhar quando se lembra de algo importante, a maneira única como conta uma história que já repetiu tantas vezes. Esses detalhes, que parecem pequenos, são precisamente aquilo que mais nos liga às pessoas. E são também os primeiros a desaparecer. Estamos tão focados em guardar momentos que esquecemos de guardar histórias. E há uma diferença importante entre os dois. Os momentos mostram o que aconteceu. As histórias revelam o que aquilo significou. São as histórias que dão contexto, emoção e continuidade às nossas memórias. Sem elas, ficamos apenas com imagens, mas não com o verdadeiro sentido do que vivemos. Talvez este seja um tema desconfortável porque nos obriga a reconhecer algo simples: há coisas importantes que estamos constantemente a adiar. Não por falta de amor ou de interesse, mas porque vivemos num ritmo que valoriza o imediato e o urgente, deixando pouco espaço para aquilo que exige tempo e presença. E, nesse processo, vamos assumindo que haverá sempre uma oportunidade mais à frente."

“Mais além”, o novo livro de Miguel Cadilhe

"Escritor e jornalista de viagens figueirense, Gonçalo Cadilhe tem mais de dezena e meia de livros publicados.

Depois de “Mais além”, editado pela Contraponto, da Bertrand Editora, até onde é que as próximas viagens literárias levarão Gonçalo Cadilhe? “Continuarei a olhar à volta da história de Portugal e do mundo nas minhas viagens, para ver o que é que poderá ser a inspiração da próxima obra”, respondeu, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS. Gonçalo Cadilhe, natural da Figueira da Foz, onde reside quando não está a viajar, tem mais de uma dezena e meia de livros publicados. Viaja pelo mundo há três décadas, é licenciado em gestão de empresas, escritor, documentarista, jornalista e fotógrafo. 

 Gonçalo Cadilhe leva o nome da Figueira da Foz a todo o mundo há mais de 30 anos. Os seus livros são sucesso vendas e uma inspiração para novas gerações de viajantes. A sua nova obra, “Mais além”, apresentada hoje no Porto, terá também apresentação na Feira do Livro de Lisboa - de 27 de maio a 14 de junho. O autor adiantou que também deverá realizar um encontro com leitores na sua cidade-natal, como aliás tem feito sempre que publica uma nova obra. “Mais além” percorre cinco continentes e 50 países e conta histórias sobre viagens e viajantes que marcaram o mundo."

Pelas Freguesias: novas datas Festas de Tavarede

A Junta de Tavarede adiou as Festas de Tavarede, que deveriam decorrer este fim de semana, para os próximos dias 15, 16 e 17, devido às previsões meteorológicas. Mantém-se, contudo, a sessão solene do Dia de Tavarede, este sábado, pelas 18H00, no Clube Desportivo e Amizade do Saltadouro.

Pelas freguesias: Santana

Via Diário as Beiras 


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Tropeção no SNS: ano arranca com menos cirurgias e consultas e mais tempo de espera para os doentes

"A saúde deve ser avaliada e discutida de uma forma séria. Defendendo sempre a aproximação dos cuidados a quem mais precisa de uma forma digna e equitativa."

Via Jornal Público: «Até Fevereiro, com mais médicos, mais enfermeiros e mais trabalho extraordinário, SNS reduziu a resposta assistencial. “É decepcionante”, lamenta o presidente dos administradores hospitalares.»

Para ler melhor clicar na imagem

Como o prometido é devido, fica o registo: vai ser retomado o transporte de bicicletas nas ligações fluviais entre as duas margens do Mondego a partir de amanhã

"O Município da Figueira da Foz informa que, no âmbito do novo aluguer de embarcação, a mesma iniciará as suas travessias fluviais a partir de amanhã, dia 7 de maio.

As ligações serão asseguradas entre as 12h00 e as 19h45, no Cais Sul, mantendo-se o horário atualmente em vigor para as travessias fluviais.
A nova embarcação permitirá, igualmente, o transporte de bicicletas pelos passageiros.
Nos restantes horários poderão verificar-se algumas alterações, que serão oportunamente comunicadas."

A missão "quase impossível" de Rascão Marques: "reorganizar" o partido

Rascão Marques, presidente da concelhia do PSD/Figueira, tem pela frente uma missão complicada: gerir a mistura, potencialmente explosiva, entre a combinação e o declínio da importância dos partidos, no que respeita às suas relações com a sociedade civil e, em simultâneo, o fortalecimento e crescimento da estrutura que dirige, para que cumpra outro tipo de funções, nomeadamente, a distribuição de lugares no preenchimento dos cargos políticos disponíveis.

Via DIÁRIO AS BEIRAS: Rascão Marques, "o novo presidente da Concelhia tem como principal missão garantir que o partido ganhe as eleições autárquicas em 2029.
 O novo líder da Concelhia do PSD, Manuel Rascão Marques, fez parte da equipa liderada pela sua antecessora nos dois mandatos em que a deputada à Assembleia da República liderou o partido no concelho. Desde a campanha das eleições autárquicas de 2025 que as relações políticas entre os dois não são o que eram. Mas ambos desvalorizaram o afastamento, negando-o. Questionados pelo DIÁRIO AS BEIRAS, recusaram-se a abordar o assunto. 
Ana Oliveira deixou de integrar os órgãos locais do PSD com o partido de novo no poder na Figueira da Foz, mas não se afastou da atividade partidária, ao passar a fazer parte da Distrital de Coimbra.
Manuel Rascão Marques afirmou ainda ao DIÁRIO AS BEIRAS que o PSD continuará a apoiar o presidente da Câmara da Figueira da Foz, o independente Santana Lopes, eleito pela lista da coligação FAP (PPD/PSD – CDS/ PP). Não obstante, ressalvou: “Também lhe diremos que não concordamos quando não concordarmos. Mas iremos dar todo o apoio possível à liderança do doutor Pedro Santana Lopes na autarquia, para que a Figueira da Foz se desenvolva e seja cada vez melhor”. Santana Lopes cumpre o segundo mandato consecutivo. No anterior mandato (2021 – 2025), foi eleito pelo movimento independente FAP."

Tortura e violações filmadas em esquadra da PSP: mais 15 polícias e um segurança detidos

Exercer a força sobre quem já está enfraquecido é pura vontade de humilhar. 
Ser agente de segurança não é poder fazer o que entende dentro da esquadras. 
"Há já dois agentes acusados neste processo, mas o caso continua a resultar em novas detenções.
Quinze agentes da PSP estão desde o final da manhã desta terça-feira a ser detidos por crimes como tortura, ofensas graves à integridade física e violação cometidos no interior das esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa, sobre pessoas particularmente vulneráveis, como sem-abrigo, toxicodependentes e estrangeiros - no âmbito da mesma investigação liderada pelo DIAP de Lisboa, em articulação com a PSP, em que já estão outros nove polícias em prisão preventiva, apuraram a TVI e a CNN Portugal."

terça-feira, 5 de maio de 2026

Morreu um ícone do jornalismo figueirense

Carlos Paivaum jornalista., "depois de algumas semanas internado no Hospital da Figueira da Foz, foi transferido recentemente para Cantanhade, para uma unidade de cuidados continuados, onde faleceu ontem, por volta das 17h00. 
O funeral em princípio será amanhã, quarta feira."

O "consenso", sem "marcas ideológicas" já ficámos a saber onde levam o Presidente Seguro

François Chateaubriand escreveu um dia: "a ameaça do mais forte faz-me sempre passar para o lado do mais fraco."
Por outro lado, há quem perante a fraqueza do mais fraco, se passe para o lado do mais forte, mesmo que isso implique ir contra a "sua" maioria.

O Presidente da República promulgou este domingo o decreto do parlamento que altera a Lei da Nacionalidade, aprovado por PSD, Chega, IL e CDS-PP, mas desejava que tivesse assentado "num maior consenso", sem "marcas ideológicas do momento".

Será que Seguro vai continuar a exercer o seu mandato do lado contrário à maioria que o elegeu?

O ferry de Timor Leste e a indignação de Santana...

O anterior bota-abaixo na Figueira da Foz foi o de um ferry encomendado pelo Estado de Timor-Leste, em 2017. 
O navio ainda não foi concluído porque o Governo timorense não desbloqueou as verbas destinadas à sociedade criada para reabilitar os estaleiros Atlanticeagle, na qual é sócio maioritário. 
“É incompreensível”, afirmou Santana Lopes, exortando os governos de ambos os países a resolverem o problema. “Temos de começar a fazer disto uma causa pública”, propôs ontem o autarca. 
“Também considero inaceitável”, concordou o ministro José Manuel Fernandes. 
E Bruno Costa sente-se abandonado por Timor.
O assunto, para o Presidente Santana Lopes, não é uma indignação de ontem.
Registe-se: na reunião de  Câmara da Figueira da Foz realizada no dia 21 de Fevereiro de 2025 (há mais de um ano), o presidente Santana Lopes disse que está a tentar resolver os problemas associados à construção do ferry “Haksolok”, encomendado por Timor-Leste aos estaleiros navais Atlanticeagle, detidos em 95% pelo Estado timorense. 
“Tenho desenvolvido muitas diligências [junto do Governo de Timor e de ministros portugueses] em relação ao barco de Timor que está nos estaleiros, para resolvermos isto de uma vez”, revelou Santana Lopes. 
A construção da embarcação parou em 2018 e foi retomada em 2024. 
Entretanto, a mudança política em Timor afetou a transferência de verbas para os estaleiros, comprometendo a conclusão do ferry. 
Agora é que vai. Conforme disse ontem no seu programa televisivo das noites de segunda-feira, Santana Lopes "não vai largar o assunto em público".

Quanto ao primeiro dia da safra da sardinha...


Teve início mais uma safra da sardinha.
Nuno Lé disse ao DIÁRIO AS BEIRAS,  que se confirmou que “há muita sardinha” no mar. 
Contudo, ontem estava demasiado perto da costa, a uma distância onde as embarcações da pesca do cerco não podem operar. 
Por isso, a faina de ontem foi mais simbólica do que lucrativa. 
Segundo apurou o DIÁRIO AS BEIRAS, o preço do quilo, ontem, em lota, foi de 1,85€ – mais 85% do que há um ano, também no primeiro dia da safra, quando a sardinha foi vendida a 1€/quilo. 
Quanto aos os contratos já assinados pela Cooperativa, Nuno Lé frisou que o preço da sardinha “valorizou cerca de 30%”, em relação à safra do ano passado.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Seguro, vai ser sempre Seguro

 Via jornal Público

  Para ver melhor clicar nas imagens

Fado... mas em bom!..

 Via Daniel Santos

Chama-se a isto "governo de proximidade"...

"Ministro da Agricultura e Pescas esteve mais de 8 horas no mar na primeira safra da sardinha".

«O ministro da Agricultura e Pescas disse ter excelentes perspectivas para a safra da sardinha deste ano, que arrancou hoje oficialmente na Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra.
“Temos 33.400 toneladas, o que, se compararmos com 2025, é ligeiramente inferior, mas se olharmos para 2023 são mais 8.400 toneladas”, salientou hoje José Manuel Fernandes à agência Lusa.
O governante, que esteve mais de oito horas no mar numa embarcação que participou no arranque da safra, frisou que a quota ibérica de Portugal e Espanha são 50 mil toneladas para os dois países.
José Manuel Fernandes referiu que, “às vezes, não se tem a percepção de que Portugal e Espanha gerem a quota ibérica da sardinha, na qual Portugal tem 66,5%, muito mais do que Espanha”.
“Portugal tem 33.440 toneladas da quota ibérica”, sublinhou.
Além disso, o ministro a Agricultura e Pescas destacou a certificação da sustentabilidade da sardinha, “que acrescenta valor, não só para a venda do pescador, mas para as próprias indústrias conserveiras”.
“É um selo de garantia, de qualidade, que dá confiança e alarga o mercado. Portanto, temos todas as condições para triunfar, embora vá haver dias, como este primeiro, em que o pescador tem um grau de incerteza, em que traz menos ou não traz nada”, disse.
O governante mostrou-se convicto de que 2026 será “um bom ano para os pescadores, para os portugueses que têm na sardinha um superalimento", e para a indústria conserveira nacional.
Sobre os eventuais impactos no setor da atual conjuntura internacional, que fez disparar os preços dos combustíveis, José Manuel Fernandes disse que os pescadores “não podem perder dinheiro”.
“Além disso, o pescador tem uma incerteza, pois quando vai ao mar nem sempre traz o retorno que lhe permite inclusivamente pagar as despesas de saída”, referiu.
Para o ministro da Agricultura e Pescas, “será sempre um preço justo e acessível”, já que não se pode esquecer o aumento de custos que os pescadores têm tido e o “rendimento digno e justo que precisam face ao trabalho duro que têm“.
O ministro da Agricultura e Pescas participou hoje no almoço de abertura da safra da sardinha na Figueira da Foz, organizado pela Marine Stewardship Council (MSC), organização internacional sem fins lucrativos, cuja missão é pôr fim à sobrepesca e garantir a preservação dos recursos aquáticos.
Durante o almoço foi apresentado, pela primeira vez, o documentário sobre o processo de certificação MSC da sardinha ibérica, iniciado em julho de 2025, depois da pesca da sardinha ter estado à beira do desaparecimento há cerca de uma década."

Durante a manhã, o ministro visitou, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, os estaleiros navais Atlânticeagle, onde decorreu o “bota-abaixo” da embarcação Fernando Lé.