Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
Resultados das autárquicas 2025 na Figueira da Foz
Câmara Municipal: Maioria absoluta para Santana Lopes: elege 6 vereadores. PS elege apenas 2. Chega consegue um mandato.
Assembleia Municipal: sem surpresa a vitória da lista liderada por José Duarte Pereira.
Freguesias: Chega surpreende em Maiorca. PS em perda, consegue vitórias em algumas (Bom Sucesso, Quiaios, Santana, Vila Verde) a norte do Mondego e uma a sul (Marinha das Ondas).
Excelente resultado de Luís Medina e Silva em Brenha.
domingo, 12 de outubro de 2025
País real: mais de metade do país em risco de ficar sem cobertura jornalística
O estudo da Universidade da Beira Interior revela que mais de metade do território nacional corre o risco de ficar sem cobertura jornalística. O problema afeta, sobretudo, o interior, mas já está a chegar aos territórios de maior densidade populacional. O estudo "Desertos de Notícias Europa 2025", coordenado em Portugal pelo Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI) e divulgado ontem pelo jornal Público, alerta para a escassez cada vez maior de rádios, jornais e site dedicados às notícias locais.
Segundo o relatório, há 45 concelhos onde não existe qualquer órgão de comunicação local ou cobertura jornalística, o que afeta perto de 245 mil pessoas. A situação torna-se mais grave quando mais de metade do território nacional — cerca de 1,7 milhões de pessoas — corre um risco elevado de não ter fontes de informação confiáveis e regulares sobre a realidade do próprio concelho. A região de Trás-os-Montes e os distritos de Portalegre e Beja são os mais afetados.
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
Que pena que eu tenho por não poder votar em Brenha
A verdade sobre Luís Pedro e a Freguesia da Brenha
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| Américo Coelho - o responsável pela petição em termos nacionais para os projetos das reversões das freguesias fossem debatidos na Assembleia da República em tempo útil para estas eleições autárquicas |
"Conheci o Luís Pedro num momento decisivo: quando me contactou para pedir ajuda no processo de restauração da Freguesia da Brenha. Desde então, acompanhei de perto a sua luta, a sua entrega e o seu amor profundo pela terra que o viu crescer.
A "irrelevância" do CHEGA e a "relevância" do PS...
Quem concorda, "viabiliza".
Quem discorda, apresenta um Orçamento alternativo que demonstre as diferenças das opções orçamentais.
E vota contra.
Ficar a meio do muro é que não.
Depois, não se queixem que outros lideram a oposição".
Domingo é dia de ir votar...
Na Figueira, concelho e freguesias, vai ser escolhido quem vai governar nos próximos 4 anos.
É um momento importante.
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
terça-feira, 7 de outubro de 2025
As obras desta nossa ponte...
Via Diário as Beiras
"Empresários da restauração da margem sul afirmam que cortes noturnos reduziram faturação"
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
A flotilha: valha-nos Ferro Rodrigues, Pedro Nuno e “Chicão”
5 de Outubro de 1910, a Figueira e os Homens de bem
Os que fazem da sua vida uma inspiração a luta pela esperança, pela democracia e pelo futuro.
E os outros.
É por isso, que quando desaparece alguém que deu exemplo de generosidade e dedicação, que olhou para diferentes como semelhantes ou para semelhantes como iguais, ficamos abandonados à sorte de uma humanidade que continua a revelar-se animalesca, verificando-se, nos últimos tempos, uma revalorização do ódio, uma perseguição do outro, a obsessão da identidade nacional como desculpa para a agressão.
É por isso que Portugal em 2025 está a ficar tão perigoso.
A implantação da República em Portugal, aconteceu como um golpe inevitável dado o clima que se vivia no país.
Nos últimos anos de monarquia a situação sócio- económica do país agravava-se de dia para dia, a crise tinha-se instalado, o povo vivia na miséria em contraste com a abundância em que viviam a classe política, a burguesia e a nobreza. Esta situação agravou-se com a questão do Ultimato Inglês, onde era exigido que Portugal se retirasse do território entre Angola e Moçambique (zona do Mapa cor-de-rosa), perdendo os benefícios de que usufruía nessa região. O descontentamento foi geral, tanto mais que ainda reforçava o poder do Rei, e os ânimos exaltaram-se. A partir de 1906 conjurava-se já o derrube da monarquia constitucional. Em 1908 deu-se, efectivamente, uma primeira tentativa de destituição da monarquia, mas falhou, tendo sido, no entanto, morto o Rei D. Carlos I e o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe. O regicídio deu-se no Terreiro de Paço, onde foram ambos abatidos a tiro. D. Manuel foi o seu sucessor. Nos anos seguintes o clima foi-se agravando e, em 1910 o país vivia num caos com conspirações dos republicanos de um lado, conspirações dos monárquicos do outro, os operários faziam greve reclamando melhores condições de trabalho e de vida e a classe média, mostrava-se tão furiosa como o operariado, pois perdiam com a falência do banco Crédito Predial Português, dirigido por chefes políticos da monarquia. Os republicanos reclamavam, acima de tudo, com a ordem forçada em que se vivia, reclamavam uma “greve geral” e a ideia, por muito disparatada que parecesse, começou a soar bem. As operações que levaram à queda da monarquia revelaram-se fáceis face à desorganização das forças monárquicas.
A Figueira também viveu os acontecimentos de Outubro de 1910.
"Nos anos que precederam a proclamação da República, os republicanos organizavam conferências de propaganda em todo o país. Na Figueira isso acontecia frequentemente, com numerosos vultos políticos. Só quero agora referir que conhecei então o Prof. Miguel Bombarda. Veio uma vez fazer umas dessas conferências no Teatro Príncipe, que mais tarde ardeu.
Em 1910 eu tinha 9 anos. A nossa habitação era na rua da Lomba e o meu pai tinha um pequeno escritório no rés-do-chão. No dia 3 de Outubro à noitinha o meu pai disse-me: “Vais ser um homenzinho e quero-te dizer uma coisa. Rebentou em Lisboa uma revolução para proclamar a República. Hoje aqui não sabemos mais nada”. Mas no dia seguinte, 4 de Outubro, o meu pai não veio almoçar e à noite não veio jantar. Não sabíamos dele e, ao entrar da noite, minha Mãe começou a ficar inquieta, não sabia o que havia de fazer. A cidade estava agitada, corriam muitos boatos, na madrugada do dia 5, perante a inquietação de minha mãe a minha avó, que tinha grande ascendente sobre meu Pai, resolveu-se afazer alguma coisa. Mandou um empregado procurá-lo pela cidade e dizer-lhe que ela lhe queria falar; ele não apareceu à hora matutina do primeiro almoço, e contou que, de pé, dum banco da praça Nova, tinha conseguido pelo seu prestígio político, manter ordeira toda a população agitadíssima pela vitória da República em Lisboa.
Nos dias seguintes, talvez nos dias 5 e 6 de Outubro, eram manifestações e cortejos por toda a cidade. Vivas, discursos, a cada paragem, homens roucos de tanto gritar. Meu pai seguia nessas manifestações e eu acompanhava-o. Um dos tribunos mais em evidencia era o Snr. António Lino Franco, farmacêutico na Praça Velha. Nas manifestações as filarmónicas tocavam incessantemente a “Portuguesa”, o nosso hino. Em seguida foi a mudança da bandeira azul e branca, da Monarquia, pela verde rubra da República, nos edifícios públicos. No forte de Santa Catarina deixaram-me puxar a adriça para içar a bandeira verde-encarnada. Possuo uma fotografia da cerimónia."
domingo, 5 de outubro de 2025
PARABÉNS. AGORA E SEMPRE "POR UMA FRATERNA UNIÃO"
Hoje, 5 de Outubro de 2025, o Grupo Desportivo Cova-Gala completa 48 anos de existência.
| Foi aqui que se realizou em 9 de Junho de 1978, em casa emprestada, na sede do Centro Social da Cova e Gala, a primeira Assembleia Geral do Grupo Desportivo Cova-Gala. |
Como é que as pessoas votam se Portugal é um deserto de notícias?
«A expressão "deserto de notícias" terá nascido no Canadá e ganhou força nos Estados Unidos quando centenas de jornais começaram a fechar a partir de 2000 e picos. Hoje, nos EUA, haverá 1300 comunidades que são desertos de notícias, ou seja, 55 milhões de pessoas.
....dos 308 municípios portugueses, 166 (54%) estavam em deserto de notícias, semideserto ou ameaçados de virem a ser um deserto. Lembro: isto inclui jornais que não são jornais verdadeiros.
Nova lupa: 78 municípios (25,3%) não tinham nenhum órgão de comunicação social com sede nos municípios sobre os quais produziam informação e, desses, 54 (17,5%) estavam num deserto total. Isto em 2022. Como é hojе? Pior. Em 2024, havia 83 municípios em deserto de notícias total (26%), ou seja, sem um único registo de jornal (em papel ou online); e havia 74 municípios sem uma rádio local. Fiz a conta no Excel: estamos a falar de 627.045 pessoas. Este mais de meio milhão de cidadãos vive em cidades, vilas e aldeias onde não há um único jornalista que faça perguntas aos políticos no poder, à oposição ou a quem quer que seja. Cruzando os dois dados: 28 municípios portugueses não têm um único jornal ou rádio que faça cobertura jornalística do seu território. Aqui, estamos a falar de 125.309 pessoas. Sem surpresa, o Norte, o Centroeo Alentejo concentram mais de 80% dos desertos e semidesertos de notícias: 63 dos 78 municípios são desertos e semidesertos. Os distritos de Beja, Bragança, Évora, Portalegre e Vila Real têm a maior parte dos municípios com algum tipo de deserto de notícias. Em Bragança e Portalegre, mais de metade dos municípios está em deserto oп semideserto. No distrito de Portalegre, dos 15 municípios, nove (60%) estão em deserto e, em Bragança, em sete (58,3%) dos 12 municípios é o mesmo.»

















