3 de Setembro de 2025, dia em que se completaram cem (100) anos do nascimento de Maria Helena da Rocha Pereira (1925-1917), foi publicado, e ficou a partir desse momento disponível para poder ser livremente consultado, lido e descarregado em linha na internet, o livro de Alfredo Pinheiro Marques HELENA (1925-2025): Nos Cem Anos de Maria Helena da Rocha Pereira, o qual pode ser acedido neste endereço: https://drive.google.com/file/
sexta-feira, 5 de setembro de 2025
quinta-feira, 4 de setembro de 2025
O magnífico Parque das Abadias.
Pensar e construir a cidade não é tomar medidas avulso para o curto prazo. É fundamental planear e gerir.
O poder local não pode ficar entregue aos reformados
Ora cá está uma discussão que valeria a pena ter. Contudo, sá a partir do próximo mês de Novembro. Seria uma boa altura para se falar disto a sério, uma vez que depois da realização das eleições os espíritos locais e nacionais deverão estar bem mais calmos que nos próximos 30 e tal dias.
Mestres como somos nas artes do engano, aproveitámos uma singularidade nacional: a existência de dois níveis de poder local. Ludibriámos a troika — e lixámos o mexilhão nacional, o mais desprotegido dos mexilhões: as pobres freguesias, nomeadamente as de “territórios de baixa densidade”.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Coisas que só um avô nota e recorda: a escassez de zonas verdes...
Mas a Figueira precisa de mais espaços verdes.
Toda a gente sabe, mas talvez só quem tem netos ganhe a noção de quanto são importantes os espaços para os avós e as crianças brincarem.
Não falo apenas de parques infantis (pelo que conheço, poucos…) mas também de espaços apropriados.
No verão temos alguns insufláveis. Mas, passada essa época, voltamos â carência de espaços onde as crianças possam brincar livremente e em segurança.
Na Figueira cidade, durante todo o ano, temos o Jardim Municipal. E no resto do território figueirense?
O concelho não é só a cidade.
Governar para o futuro, é tornar o concelho da Figueira mais verde e amigo das crianças e das famílias.
Um território precisa de adquirir e consolidar espírito comunitário e de participação cidadā.
Também por isso, há necessidade de mais espaços verdes e lúdicos.
Quem governa uma cidade tem de olhar primeiramente para as pessoas.
O poder local não pode prioritariamente ter como base das suas preocupações o trânsito individual automóvel e o edificado.
Em 2025, a Várzea de Tavarede, tida como a zona da Figueira com melhores terrenos agrícolas, está betonizada com uma bomba de gasolina e grandes superfícies comerciais – Pingo Doce, AKI, LIDL e o Continente.
Recorde-se: a Várzea de Tavarede e São Julião começou a ser destruída no consulado de Aguiar de Carvalho aquando da construção das Avenidas em cima de quintas agrícolas, ao invés de construir em terrenos sem uso agrícola, mas já cozinhados, na altura, entre a CMFF e a empreiteira Lurdes Baptista para futuros loteamentos…
Nesta zona da Várzea de Tavarede e São Julião e agora também Buarcos, foi proposto o Parque Verde da Cidade na campanha politiqueira de 2009 (tal como, anteriormente, propôs Santana Lopes na primeira passagem pela Figueira).
Em vez de zona verde, cuja implementação foi nula, os governantes figueirenses, ao contrário do prometido, tiveram foi vontade efectiva e rapidez em legalizar a construção da bomba de gasolina, do Pingo Doce, do AKI LIDL e Continente, no mesmo espaço projectado para o referido Parque Verde…
Duarte Silva, recorde-se, em parceria Aprigiana também tentou betonizar esta zona com um Centro Comercial operacionalizado por um ex. futuro assessor…
Tão rural que detém as maiores urbanizações do concelho da Figueira da Foz e maior concentração de superfícies comerciais!
A saber: Intermarché; L.leclerc; FozPlaza – Jumbo. Na Várzea “tida como a zona da Figueira com melhores terrenos agrícolas” tem o Pingo Doce, AKI , o LIDL e o Continente com 40 mil m2 de impermeabilização de solos.
A revisão do PDM de 2017, feita à pressa antes das eleições desse ano, atacou os corredores verdes.
O corredor verde das Abadias foi posto em causa ao permitir a construção de todo o gaveto que vai desde a frente do Pavilhão Galamba Marques até quase à frente do Centro Escolar, betonizando o corredor das Abadias.
Esse executivo municipal pretendeu alienar o Horto Municipal a uma superfície comercial, não tendo em conta que a construção neste espaço e consequente impermeabilização do solo acarretava problemas noutros pontos da cidade.
Essa revisão do PDM não levou em conta que os terrenos a norte e nascente do Parque de Campismo já deveriam fazer parte integrante do Parque (tal como decidido em reunião de câmara de 19/11/2007). A revisão do PDM de 2017, permitiu que continuassem como zona de construção.
No Corredor Verde da Várzea de Tavarede esse PDM validou o ataque às zonas verdes ao permitir a construção em toda a lateral da Avenida Dom João Alves, reduzindo em cerca de um terço a Várzea, pondo em causa até outros projectos municipais, como são as Hortas Urbanas.
A proximidade de eleições autárquicas têm mostrado o nível em que se encontra a política figueirense.
Acho que chegámos àquele ponto em que é impossível continuarmos a rir da desgraça concelhia.
A desgraça é que já se ri de nós.
E fá-lo descaradamente.
Até onde mais podemos ir mais?
De parque verde já chegámos a retail park!...
Aos poucos, as superfícies comerciais começaram a ocupar o espaço.
Sublinhe-se: do último espaço que restava à Figueira para um verdadeiro parque verde.
Mas, isto são coisas de velhos: só um avô nota e recorda...
terça-feira, 2 de setembro de 2025
Sonhos: da cobertura do Coliseu Figueirense, passando pelo Anel das Artes até ao Multiusus de "localização privilegiadíssima"...
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| Imagem via Diário as Beiras |
Que a Figueira tem necessidade de um espaço multiusus isso é uma evidência. Anteriores executivos camarários andaram à deriva entre a cobertura do Coliseu e o Anel das Artes. De concreto, porém, nada ficou, a não ser promessas eleitorais.
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
Os gostos discuten-se, porque isso é discutir o País. O que não se discute é a terra árida que é a falta de gosto
Segundo o jornal Público, a Drª Margarida Balseiro Lopes, «é uma presença frequente na Universidade de Verão do PSD, mas na primeira vez que se dirigiu aos alunos enquanto governante que tutela a área da Cultura, queixou-se de falta de dados estatísticos sobre o sector, anunciou regulamentação para o Fundo de Fomento Cultural e ainda deixou notas mais políticas de que é “preciso evitar ditadura do gosto” e não ter “palas ideológicas”.»
João Sardo, escreve o que havia a escrever sobre esta prestação da ministra. Sem mais delongas aqui vai.
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| Na foto, a Drª Margarida Balseiro Lopes |
«A frase, se não fosse sintomática, seria apenas ridícula. A ministra teme a “ditadura do gosto”. Eu temo a falta dele. E, já agora, temo o discurso morno, a ideia vaga e o receio de chamar as coisas pelos nomes.
Comecemos pelo essencial. Os gostos discutem-se. Sempre se discutiram, sempre se hão-de discutir. Só um povo amorfanhado pode acreditar que “os gostos não se discutem”. Discutem-se os gostos porque se discute o que nos molda, o que nos forma, o que nos transporta para cima ou nos arrasta para baixo. Discutir os gostos é discutir o país. É perceber porque é que deixamos que a televisão dite o que é entretenimento e porque confundimos “popular” com “pobre”. O que não se discute, ou melhor, o que não merece sequer discussão, é a ausência de gosto. Essa sim, é uma terra árida.Esta máxima que nos é impingida desde tenra idade de que “os gostos não se discutem”, é o álibi perfeito para o conformismo. Uma almofada macia para quem não quer ser incomodado pela exigência, pela diferença, pelo risco. É a frase que legitima a repetição do banal. Se não se discutem os gostos, então tudo é aceitável: tanto faz Saramago como Gustavo Santos; tanto faz a Rádio Universidade de Coimbra como a RFM.
E discutem-se porque há gostos que abrem horizontes e outros que os fecham. Há escolhas que elevam e outras que entretêm. A política cultural deveria assumi-lo sem medo: não é tudo igual. Mas em vez disso, refugia-se em frases vagas, como esta, que não significa nada.
Ora, discutir os gostos não é ser elitista ou arrogante. Não é perseguir ninguém. Não é instaurar tribunais estéticos nem censuras encapotadas. É, pelo contrário, dar vitalidade ao pensamento crítico. Que há artistas que fundam mundos e outros que se limitam a vender. Que há valor, diferença e importância (e ausência deles).
E aqui chegamos ao coração do problema: este ministério. Ou melhor, saco de retalhos onde cabe tudo e, por isso mesmo, nada pesa. É um gesto político revelador: quem junta cultura, juventude e desporto não está a procurar sinergias: está a esconder a cultura. Está a desvalorizá-la.
Meus queridos, reparai no contraste: o desporto tem a sua força própria, visível todos os domingos, transmitida em direto, contabilizada em milhões. A juventude tem sempre garantido espaço mediático: slogans, programas, festivais de verão, discursos sobre o futuro. E a cultura? A cultura dilui-se. Desaparece entre os campeonatos e os “jovens empreendedores”. Passa a ser uma subsecção discreta, uma linha no organigrama, um gabinete sem autonomia.
O sinal político é claríssimo: a cultura, em Portugal, não merece ministério próprio. Não é prioritária. É apêndice, é decoração, é brinde. E um país que trata assim a cultura está a confessar que tem medo dela. Medo da sua capacidade crítica, medo da sua exigência, medo da sua diferença. O futebol é controlável, a juventude é manipulável mas a cultura é indomável. Por isso é escondida.
Enquanto isto, a ministra lamenta a falta de dados. Não percebe que não são dados que faltam. O que falta é critério. O que falta é coragem para assumir que há diferença entre gosto e ausência de gosto. O que falta é a noção de que governar a cultura é fazer escolhas difíceis, não é agradar à maioria (relativa).
Esse nivelamento preguiçoso pelo banal não fica por aí: infiltra-se, metastiza-se e e acaba inevitavelmente por ocupar os palcos mais solenes. E o resultado foi aquele espetáculo grotesco e simbólico: o cinquentenário do 25 de Abril celebrado em São Bento com Tony Carreira. Nada contra o cantor e quem gosta dele.
Trata-se de perceber o gesto.»
domingo, 31 de agosto de 2025
Quem escreve a história?..
... a memória histórica é, infelizmente, uma arma. O controlo do passado foi, desde sempre, um poderoso instrumento do autoritarismo, uma ferramenta para influenciar mentalidades e ocultar factos.»
Que saudades de quando a televisão era alfabetizada e a silly terminava a 31 de Agosto!..
Estamos todos mais descontraidos e menos exigentes e até ganhámos a capacidade de brincar com situações como esta (...e outras). Portanto, vai ser o novo normal que a silly se prolongue por Setembro e mais além.
sábado, 30 de agosto de 2025
Filarmónica de Santana assinala o 131º aniversário
A SMS - SociedadeMusical Santanense comemora, no próximo dia 1 de setembro, 131 anos de actividade ininterrupta.
A data coincide com o Dia Nacional das Bandas Filarmónicas, o que reforça ainda mais o orgulho e o compromisso da SMS com a preservação e promoção da música filarmónica em Portugal.
O programa comemorativo começa pelas 09H00, com o tradicional hastear da Bandeira da coletividade, na sua sede.
Depois, no dia 7, pelas 12H00, a Banda de Música de Santana tocará o seu hino, enquanto as bandeiras são desfraldadas, num gesto de união, orgulho e homenagem a todos quantos contribuíram para o prestígio e longevidade daquela casa centenária, contando com novos elementos músicos. Pelas 12H45 será servido o almoço, seguindo-se pelas 15H30 um concerto alusivo à efeméride. Pelas 16H00, realiza-se a sessão solene. Pelas 18H00, será celebrada missa, seguida de romagem ao cemitério, em homenagem e sufrágio por todos os músicos, maestros, diretores, sócios, amigos e, no fundo, por toda a comunidade santanense que, ao longo de gerações, tem apoiado, acarinhado e aplaudido a sua “querida banda”.
O programa conta com o apoio da Câmara Municipal da Figueira da Foz, da Junta de Freguesia de Ferreira-a-Nova, da Fundação INATEL, da Confederação Musical Portuguesa, do Ministério da Cultura, bem como dos seus associados, amigos e admiradores.
Marcelo não acerta uma...
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| Na foto, (Rui Ochoa/PR), Marcelo Rebelo de Sousa na Sala Oval em 2018 |
Descrever assim Donald Trump, um presidente e um homem de políticas lineares e claras, ainda por cima determinado e erudito, de tal maneira que a Europa vai pagar alegremente o desenvolvimento da inústria de guerra dos EUA, País deste génio, no mínimo é imprudente para um Presidente da República, pois pode provocar uma reacão dos EUA.
Citando Victor Ângelo Ex-subsecretário-geral da ONU.
"Um Presidente da República não pode, de maneira nenhuma, dizer isso de outro presidente, que ainda por cima é de um país aliado e o mais importante da aliança a que Portugal pertence."
sexta-feira, 29 de agosto de 2025
As nossas Mães
Miguel Esteves Cardoso: "Quantos azares não nos aconteceram, graças aos cuidados das nossas mães? Só pareciam excessivos porque nunca aconteceu mal nenhum."
















