O mundo que temos é este em que vivemos. Portanto: «não importa para onde tentamos fugir, as injustiças existem em todo o lado, o melhor é encarar essa realidade de frente e tentar mudar alguma coisa.» Por pouco que seja, sempre há-de contribuir para aliviar...
E o que é um momento de descontração, perguntam vocês... Para mim, é aquele momento em que as preocupações se esquecem e parece que pairamos no ar... Para mim, tem sido aquele momento em que sinto que o amanhã vai ser bom, porque não há nenhum motivo para que seja desagradável. E, este, é aquele momento propício a criar esses momentos... A minha vida nunca vai ser medida pelo número de vezes em que consigo respirar. Os momentos, verdadeiramente importantes da minha vida, foram aqules em que perdi o fôlego e fiquei em silêncio... Depois do silêncio, aquilo que mais de perto exprime o inexplicável, é a música. Ouçam...
Como apaixonado que sou pela Figueira, encontro beleza em tudo o que vejo. Porém, a situação que é visível a olho nu, revela bem a miopia intelectual que tem imperado na gestão da autarquia figueirense. Nos últimos anos, a Figueira, ao que dizem, tem sido gerida de uma forma administrativa competente mas, infelizmente, falha de visão. Isto é, tem sido gerida sem uma estratégia de futuro. Para quem tenha a sorte de conhecer cidades costeiras, em Portugal e noutros países, ainda é mais deprimente o contraste. Ainda é mais triste verificar que, aqui, apenas miopia, ignorância, indolência ou negligência podem ter conduzido a este estado de coisas. Uma das grandes mais-valias da Figueira é a sua localização privilegiada. Os problemas são para serem resolvidos. Como, por exemplo, no Bairro Novo o edifício "O Trabalho".... É para isso que existe a gestão autárquica: para resolver os problemas. Que burocracia, que indolência é esta? Deveríamos ter passeios largos e seguros, jardins, restaurantes, bares, esplanadas, hotéis de qualidade, comércio de qualidade, galerias de arte, museus, esculturas, desportos náuticos, passeios de barco.... Enfim, um sem número de actividades, não apenas para os figueirenses, mas também para termos o tal turismo de qualidade. É isto a incúria que leva ao desprezo pela beleza que a natureza condescendeu em dar-nos, o desdém pelos recursos naturais, o desmazelo, o lixo, a degradação deprimente. E, claro, tudo graças a nós que, acriticamente, vamos dando o voto (ou abstendo-nos ou votando em branco) a quem não sabe fazer melhor que isto. Contra mim falo: ainda não descobri a forma de fazer eleger quem seja capaz de fazer a diferença.
"Porque me orgulho de ser português", uma crónica publicada no jornal AS BEIRAS. Para ler na íntegra, clicar aqui.
"... a propósito de patriotismo: há na estante de minha casa um livro cujo título é “Porque Me Orgulho de Ser Português” de Albino Forjaz de Sampaio, publicado em 1926. A sua peculiaridade chama-nos à atenção, sendo certo que os tempos e as mentalidades mudaram, encontramos lá o orgulho pátrio de outros tempos, louvam-se os feitos, os heróis, as belezas e as artes do País. É um livro bonito de boa ilustração que desperta a curiosidade. Hoje entraria nesse livro Cristiano Ronaldo, Fernando Santos, Zé Pedro dos Chutos, entre outros e justamente, e, a capa seria talvez uma selfie de Marcelo! Digo isto pois não gostei de ver Marcelo, (nem Costa!) a cantar no Rock in Rio nem depois do jogo de Portugal a falar donde falam jogadores e treinadores! Como ele próprio diria no seu tempo de comentador “cos diabos há um mínimo de dignidade institucional do Órgão PR”!"
"O sonso, que se queixa do êxodo provocado pelo alojamento local que, a pouco, e pouco vai transformando Lisboa num parque temático, depois de muito esmifrado e apertado por toda a gente, deixa cair que é o arrumador de carros de Madonna, pelas moedas que recebe em troca do serviço prestado, privilégio que não concede aos indígenas que ainda resistem ao êxodo, porque a rainha da pop é bom cartaz, que atrai mais turistas a Lisboa, que fomentam o alojamento local, que pressiona o êxodo. O nacional-parolismo em todo o seu esplendor." daqui