"Nestas últimas semanas, morreram duas pessoas nas urgências devido à demora na assistência. O bastonário da Ordem dos Médicos diz que até podem ter morrido mais mas que as famílias não terão percebido o que aconteceu e a quem imputar responsabilidades. Pois é. Doentes que morrem abandonados num banco de urgência, horas depois de serem admitidos (na semana do Natal, por exemplo, vários esperaram mais de 24 horas) são vítimas directas da austeridade, naquela que cortou selvaticamente nos recursos materiais e nos humanos, nos médicos e nos enfermeiros."
daqui
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Eles continuam a andar por aí...
Santana tem uma obsessão: quer ser
Presidente da República.
Por
isso, desde 2003 que anda por ai a fazer ondas – apenas porque sim,
ou por causa do barulho das luzes.
Desta
vez, Santana admite candidatar-se contra Guterres, ou até contra
Marcelo...
Desde
20013 nisto, e ainda não percebeu o óbvio: o que Santana admite é
candidatar-se a Belém contra Santana.
O
passar dos anos e a experiência na Misericórdia não mudaram
nada...
O Nobre está descartado por natureza.
De vez em quando é bom recordar que a Figueira tem atletismo... (II)
A figueirense Carolina
Fernandes, de 13 anos,
fechou o ano de 2014 a bater
um novo recorde nacional
de lançamento de peso,
atingindo os 14,62 metros,
marca que repetiu durante
a prova, realizada em Pombal.
A marca anterior da atleta da Sociedade União Operária dos Vais (SUO Vaias), também record nacional, era de 14,46m.
O seu treinador é o professor Fonseca Antunes.
Fica, mais uma vez, a pergunta...
E se a Figueira tivesse condições?...
A marca anterior da atleta da Sociedade União Operária dos Vais (SUO Vaias), também record nacional, era de 14,46m.
O seu treinador é o professor Fonseca Antunes.
Fica, mais uma vez, a pergunta...
E se a Figueira tivesse condições?...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
O problema que nos afecta, enquanto cidadãos de Portugal: a classe dos "nossos" políticos...
Carlos Caldas, médico que lidera um laboratório no instituto de investigação sobre cancro, em Cambridge...
A culpa é das “pessoas que nos desgovernam”.
“Há responsabilidades morais que começam no senhor que ocupa o Palácio de Belém, que, quando foi primeiro-ministro, acabou com tudo no que era produção e cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos”, afirmou o cientista, referindo que a culpa é também dos “dirigentes actuais, que têm um pedigree que começa nesse senhor”.
A culpa é das “pessoas que nos desgovernam”.
“Há responsabilidades morais que começam no senhor que ocupa o Palácio de Belém, que, quando foi primeiro-ministro, acabou com tudo no que era produção e cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos”, afirmou o cientista, referindo que a culpa é também dos “dirigentes actuais, que têm um pedigree que começa nesse senhor”.
A obsessão de Santana...
De acordo com o Diário de Notícias, “Pedro Santana Lopes admite que pode haver dois candidatos da direita à primeira volta das presidenciais de janeiro de 2016 e não exclui avançar mesmo que Marcelo Rebelo de Sousa o faça.”
Há uma terrível tentação, em política e na nossa política, de ver as coisas não como elas realmente são, mas como gostávamos que elas viessem a ocorrer.
Em Santana há muito que isso já não é novidade.
Mais uma vez, o debate sobre o escrutínio presidencial foi lançado por ele nas hostes sociais-democratas. Sem que (tal como tinha acontecido com Durão Barroso em 2003), Passos Coelho, o presidente do partido se ter pronunciado sobre o assunto.
Agora, devem suceder-se as proclamações de apoio ao auto proclamado pré-candidato Santana na corrida a Belém.
Em 2003, então com 47 anos de idade, Santana Lopes corporizava, à direita, o ideal de uma nova geração.
Em 2015, com 58 ou 59, Santana Lopes continua a apresentar-se como alguém que dá uma ênfase especial ao lado emocional da política, muito para além do entendimento politicamente correcto do cargo de Presidente da República como mero garante do funcionamento regular das instituições.
Mas a vida, mais uma vez, não está fácil para Santana: as sondagens não são famosas e Marcelo dará seguramente um bom cabeça de lista da família politica da direita...
Há uma terrível tentação, em política e na nossa política, de ver as coisas não como elas realmente são, mas como gostávamos que elas viessem a ocorrer.
Em Santana há muito que isso já não é novidade.
Mais uma vez, o debate sobre o escrutínio presidencial foi lançado por ele nas hostes sociais-democratas. Sem que (tal como tinha acontecido com Durão Barroso em 2003), Passos Coelho, o presidente do partido se ter pronunciado sobre o assunto.
Agora, devem suceder-se as proclamações de apoio ao auto proclamado pré-candidato Santana na corrida a Belém.
Em 2003, então com 47 anos de idade, Santana Lopes corporizava, à direita, o ideal de uma nova geração.
Em 2015, com 58 ou 59, Santana Lopes continua a apresentar-se como alguém que dá uma ênfase especial ao lado emocional da política, muito para além do entendimento politicamente correcto do cargo de Presidente da República como mero garante do funcionamento regular das instituições.
Mas a vida, mais uma vez, não está fácil para Santana: as sondagens não são famosas e Marcelo dará seguramente um bom cabeça de lista da família politica da direita...
Estou a entrar em depressão profunda...
61 já cá cantam!
É a segunda vez que celebro o meu aniversário com o algarismo «6» na casa das dezenas...
domingo, 4 de janeiro de 2015
Na véspera dos 61...
Gostava de ter mais tempo e mais algum dinheiro.
Tempo para usar o tempo e o dinheiro da forma mais ajuizada, sem esquecer a auto-estima, os amigos e a família...
Mas, o que gostava mesmo, era de ter um blogue que não fosse lido por ninguém...
sábado, 3 de janeiro de 2015
Faltam 362 dias!..
Todas as manhãs, quando acordo, sinto que é um Dia Novo.
É por isso que, estes Anos Novos, fixos, que transformam a vida numa preocupação comercial, não me dizem nada.
O meu objectivo passa por as horas da minha vida serem todas novas - ainda que como consequência das anteriores...
Na Figueira há-de ser sempre carnaval*...
Autarquia está “satisfeita” e pretende investir mais no espectáculo piromusical...
Em tempo.
Sábado, 03 de Janeiro: 22H00 Concerto com Emanuel - Praceta Ledesma Criado. *
Em tempo.
Sábado, 03 de Janeiro: 22H00 Concerto com Emanuel - Praceta Ledesma Criado. *
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Mensagens presidenciais...
"Devo ainda referir que circunstâncias várias, para que, felizmente, não concorri, fizeram diminuir a minha movimentação e o número de presenças em cerimónias inaugurais e comemorativas. Mesmo assim não estive demasiadamente parado".
Janeiro de 1974. Américo Tomás "dixit"...
"Rejeito em absoluto uma ideia demagógica e populista, que alguns pretendem incutir na opinião pública, segundo a qual os partidos e os seus dirigentes se alheiam dos interesses do país e das aspirações dos cidadãos. Devemos recusar o populismo e fazer um esforço de pedagogia democrática, tendo presente que os partidos políticos são essenciais para a qualidade da democracia e para a expressão do pluralismo de opiniões.
Mas esse esforço de pedagogia democrática só pode ser feito através da força do exemplo. Os partidos e os agentes políticos têm de demonstrar, pela sua conduta, que são um exemplo de transparência, de responsabilidade e de civismo para os Portugueses."
Janeiro de 2015. Cavaco Silva "dixit"...
Janeiro de 1974. Américo Tomás "dixit"...
"Rejeito em absoluto uma ideia demagógica e populista, que alguns pretendem incutir na opinião pública, segundo a qual os partidos e os seus dirigentes se alheiam dos interesses do país e das aspirações dos cidadãos. Devemos recusar o populismo e fazer um esforço de pedagogia democrática, tendo presente que os partidos políticos são essenciais para a qualidade da democracia e para a expressão do pluralismo de opiniões.
Mas esse esforço de pedagogia democrática só pode ser feito através da força do exemplo. Os partidos e os agentes políticos têm de demonstrar, pela sua conduta, que são um exemplo de transparência, de responsabilidade e de civismo para os Portugueses."
Janeiro de 2015. Cavaco Silva "dixit"...
“Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte”...
As coisas, neste novo ano, continuam simples em Portugal: desde o vulgar trabalhador até aos detentores dos cargos políticos, quando exercidos em exclusivo, continua a não ser possível enriquecer com os actuais salários.
Por isso, não se pode aspirar a viver em médias casas, passear em médios carros e gozar médias férias - no fundo, usufruir de um nível de vida médio, com um salário, mesmo que seja de político.
Não pode.
Ponto.
Quando assim acontece, quando não é lotaria, nem herança, nem bens próprios anteriores, ou a família a pagar, é outra cosia.
E essa coisa não é boa.
Esta coisa, evidente e percebida por qualquer português que tenha passado uma vida de trabalho em Portugal, não necessita de explicações, pois é fácil de entender.
Mas, em Portugal, também temos a outra coisa - a classe dos milionários, uma classe pequena mas crescente...
Guerra Junqueiro, in Pátria - deu a explicação.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e estes, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, a-pesar-disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...) “
Por isso, não se pode aspirar a viver em médias casas, passear em médios carros e gozar médias férias - no fundo, usufruir de um nível de vida médio, com um salário, mesmo que seja de político.
Não pode.
Ponto.
Quando assim acontece, quando não é lotaria, nem herança, nem bens próprios anteriores, ou a família a pagar, é outra cosia.
E essa coisa não é boa.
Esta coisa, evidente e percebida por qualquer português que tenha passado uma vida de trabalho em Portugal, não necessita de explicações, pois é fácil de entender.
Mas, em Portugal, também temos a outra coisa - a classe dos milionários, uma classe pequena mas crescente...
Guerra Junqueiro, in Pátria - deu a explicação.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e estes, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, a-pesar-disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...) “
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
2105 está a andar depressa demais...
O primeiro dia do ano já vai em mais de metade...
Resta-nos pensar que 2015 ainda vai ter mais 364 dias!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Ano novo?..
Muito menos, a felicidade e a dignidade passam por um carrão ou por cartões de crédito.
O
ano prestes a finar-se, 2014, foi duro para a generalidade de todos nós. Ficámos mais pequenos, mais pobres, mais desesperados e mais à deriva.
O ano que hoje acaba, mostrou-me, mais uma vez, que a felicidade e a dignidade passam por outras coisas mais ao nosso alcance, mas não menos difíceis e importantes de alcançar.
Nomeadamente, por andar de cabeça erguida e a coluna vertebral direita.
O ano que hoje acaba, mostrou-me, mais uma vez, que a felicidade e a dignidade passam por outras coisas mais ao nosso alcance, mas não menos difíceis e importantes de alcançar.
Nomeadamente, por andar de cabeça erguida e a coluna vertebral direita.
Passam também por, em qualquer
circunstância, tentarmos dar o nosso melhor.
O que sabemos que é difícil, pois vivemos numa sociedade - e numa cidade - em que o medo se transformou num instrumento ideológico ao dispor da classe dominante. Resta resistir.
Quem tem experiência de vida e memória sabe que já passámos por pior.
Entretanto, fica o desejo do possível 2015 para todos.
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