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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Concorda com a solução para o multiusos?

João Pedrosa Russo, via Diário as Beiras: "Claro que sim"

"Se eu concordo? Claro que sim! O pavilhão multiusos não deve ser construído no local que estava previsto, nomeadamente na Salmanha. A Câmara Municipal fez bem em fazer abortar este projecto naquele local. Não era o local adequado para o efeito. A autarquia pretendia instalar na Salmanha um edifício multiusos, que albergasse um centro de congressos, um espaço para a mostra de actividades económicas e para a realização de provas desportivas. Não acredito na solução adoptada para a autarquia se livrar do terreno, pois não creio que haja um investidor que queira comprar o terreno e ali construir um hotel de qualidade com espaço para a realização de congressos. O conceito estava bem definido e era correcto, mas eu já tinha chamado a atenção de que o melhor local era o da antiga pedreira da Salmanha, com bom acesso à cidade e à auto-estrada ou em Seiça, junto ao mosteiro, onde a autarquia parece que tem terrenos disponíveis. Mas há mais hipóteses. Por exemplo à entrada da cidade, à direita de quem entra, onde no primeiro mandato do Dr Pedro Santana Lopes, se pretendia fazer um parque urbano, que ficou no papel. Outro espaço adequado é à direita da Avenida Dr Mário Soares e Dr Álvaro Cunhal, para quem vai para Buarcos, onde se pretendia construir um centro desportivo, ou até, porque não, no cruzamento para a Costa de Lavos, onde em tempos se pretendia construir o novo estádio. Lugares não faltam. Faltam é sim ideias concretas, vontade e determinação. Chamem-lhe multiusos, centro de congressos, o que quiserem, mas construam-no!"

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Concorda com a solução para o multiusos?

Isabel Maia, via Diário as Beiras: "A decisão pode ser boa"
"A Câmara da Figueira da Foz aprovou, em outubro de 2026, a venda em hasta pública de cerca de 6,7 hectares na Salmanha, terrenos adquiridos em 2025. Em vez de construir diretamente um pavilhão multiusos, o município transfere para um investidor privado a responsabilidade de erguer um hotel de quatro estrelas, com pelo menos 100 quartos, e um centro de congressos para 1.500 pessoas.
Os números são claros. O preço base ronda os 550 mil euros, valor que não pode ficar abaixo do custo de aquisição. O comprador terá de investir no mínimo 15 milhões de euros, incluindo acessos e estacionamento, apresentar o projeto em seis meses (prorrogáveis por mais seis) e concluir a obra em 36 meses após a sua aprovação. Se falhar, os terrenos podem reverter para o município. 
As vantagens são reais. A autarquia limita o esforço financeiro, capta investimento privado e reforça a oferta hoteleira e congressual, essencial para combater a sazonalidade turística. Um centro de congressos ligado a um hotel pode atrair empresas, associações e eventos profissionais, gerando atividade e emprego. A transferência das feiras para Seiça e a componente desportiva junto ao Pavilhão Galamba Marques, com piscina olímpica, apontam para uma descentralização do concelho.
Mas há reservas. Um centro de congressos não substitui, por si só, um pavilhão pensado para espetáculos, exposições e desporto. A capacidade de 1.500 pessoas é inferior à dimensão global antes prevista, e a dispersão por Salmanha, Seiça e Tavarede pode encarecer a organização de eventos. Seiça continua sem projeto, orçamento ou calendário públicos, e a venda retira ao município uma reserva estratégica. 
A decisão pode ser boa, mas só o será se o caderno de encargos garantir execução, serviço público e transparência. Sem isso, troca-se um projeto excessivo por uma promessa fragmentada."

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Concorda com a solução para o multiusos?

Carlos Beja, via Diário as Beiras: "discordo"
"Coerentemente com o que sempre escrevi, baseado também na minha experiência profissional, discordo: 
1. Centro de congressos e hotel: pode ser uma opção, mas nada obsta que este seja um espaço multidisciplinar, sem acréscimo de custos. Hoje, é tecnicamente possível fazer coexistir no mesmo espaço polivalente congressos, feiras, exposições e eventos desportivos, com a vantagem de todas as infraestruturas de apoio ligadas à restauração e afins ficarem confinadas ao hotel. 
2. Pavilhão de exposições em Seiça: ideia interessante a amadurecer como âncora para um conjunto de eventos de carácter diversificado, onde feiras de vários tipos, culturais, gastronómicas, agrícolas, possam ter lugar também no terreiro adjacente, tendo o Mosteiro e o pavilhão como elementos de suporte. 
3. Piscina Olímpica: integrada na rede de alto rendimento, que agregue piscina coberta e aquecida, ginásio, salas de apoio e alojamento para os atletas. Parece-me óbvio que esta integração nos centros de alto rendimento facilitará o acesso a financiamentos nacionais e/ou europeus.
4. O apoio ao Pavilhão Galamba Marques, bem como a gestão da Piscina Olímpica a cargo do Ginásio Clube Figueirense, parecem-me incontestáveis. Nesta perspetiva, não teríamos desdobramento do pavilhão multiusos. O espaço multidisciplinar ficaria integrado no hotel, de iniciativa privada, como em tantas cidades do mundo, o pavilhão de Seiça seria o princípio de uma âncora para atividades económicas de pequena/média dimensão, e Piscina Olímpica integrada na rede nacional de centros de alto rendimento."

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Santana Lopes: “é uma pena as pessoas não olharem para aquilo que interessa”

Concordo:  “é uma pena as pessoas não olharem para aquilo que interessa”. Não deve haver nada pior que vivermos numa cidade que não se dá ao respeito, permite que nos retirem os sonhos e que acabem com o nosso sorriso...
Citando o Dr. Santana Lopes, sobre a feira anual que pretende começar a realizar no concelho da Figueira da Foz. . “Se algo me preocupa é pensar no futuro, e conhecendo o passado deste concelho muito consideravelmente, é a vida da zona envolvente do Mosteiro de Seiça, que está perto de uma ligação à autoestrada [A17]”.  “Temos ali uma área de oito hectares, por trás do mosteiro, toda limpa. É uma hipótese. Tenho esta visão de fomento e desenvolvimento do concelho de que nem tudo pode ou deve ser feito no centro da cidade”. 
Santana Lopes, quando concluiu o primeiro mandato na presidência da Câmara da Figueira da Foz (1997 - 2001), deixou o contrato do projeto e o terreno prontos para a construção de um centro de congressos. O seu sucessor Duarte Silva não lhe deu continuidade e o município teve de indemnizar o gabinete de arquitetura. De novo na liderança do concelho, Santana Lopes deverá acrescentar aquela valência ao pavilhão multiusos que o município irá contruir na Salmanha. “A Figueira atrasou-se em relação a outros municípios que dispõem de espaços equivalentes”, disse o autarca aos jornalistas.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Figueira da Foz prepara requalificação da envolvente ao Mosteiro de Seiça

"O presidente da Câmara da Figueira da Foz revelou hoje que a autarquia está a trabalhar na requalificação da zona envolvente ao Mosteiro de Seiça, que reabriu em janeiro de 2024, após um complexo processo de restauro.
O mosteiro, que estava praticamente em ruínas, está localizado num vale da freguesia do Paião, no sul do concelho da Figueira da Foz, junto à linha ferroviária do Oeste e ribeira de Seiça, e teve origem na fundação da nacionalidade, embora o edificado atual seja dos séculos XVI e XVII.
“Estamos a trabalhar no Centro de Restauro, na cafetaria, cujo projeto está concluído, que é muito importante para os visitantes, e as aquisições de [imóveis] na zona envolvente”, disse o autarca Pedro Santana Lopes.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Exposição com obras gráficas de Vieira da Silva em Seiça

A exposição “Os frutos da liberdade – Obra gráfica de Vieira da Silva” está patente ao público no Mosteiro de Seiça, a partir deste sábado, 8 de Março, até 13 de abril. A mostra, com 30 gravuras, insere-se nas celebrações dos 50 anos do 25 de Abril. 
“É uma oportunidade única para explorar o legado de uma das maiores artistas plásticas portuguesas”, frisa nota do município figueirense, onde também se pode ler que a exposição “pode ser integrada no programa escolar, permitindo que os alunos se envolvam com temas históricos e culturais”.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Mosteiro de Santa Maria de Seiça com novo horário de abertura e entrada paga

Entra hoje em vigor o horário de inverno para visitas ao Mosteiro de Santa Maria de Seiça. O monumento nacional passa a ser visitado de quarta-feira a domingo, das 14H00 às 18H00. 

De acordo com a deliberação da reunião de Câmara da Figueira da Foz do dia 6 deste mês, a entrada passa a ser paga. O bilhete normal custa três euros, as famílias com pelo menos dois elementos - um adulto e um menor - terão 50% desconto, e os maiores de 65 anos pagam 1,50 euros. Por seu turno, a entrada para grupos organizados (de 15 a 20 elementos) custa custo de 20 euros/ grupo. Estão isentos grupos com comprovada carência económica, escolas do concelho, visitantes até 12 anos, portadores de Cartão Jovem, do Cartão de Estudante e do cartão de bolsa de voluntariado emitidos pelo município e trabalhadores da Câmara da Figueira da Foz.

domingo, 25 de agosto de 2024

Marta Pereira da Costa actua hoje no Mosteiro de Seiça

Marta Pereira da Costa, a primeira mulher a tocar profissionalmente guitarra portuguesa no fado, é a primeira artista, considerada de renome internacional, a actuar no Mosteiro de Santa Maria de Seiça, após a inauguração das obras de requalificação do monumento.

O concerto realiza-se hoje, dia 25, a partir das 18h30. Será, assim, dado o arranque do ciclo de eventos “Ecos ao Entardecer” , que integra a nova aposta de programação cultural do município da Figueira da Foz para aquele monumento, à qual deu o nome de “Notas ao Entardecer no Mosteiro”, que visa aliar a música erudita e contemporânea ao património cultural, num cenário com o do Mosteiro de Santa Maria de Seiça, um monumento nacional, agora completamente requalificado.
Em quinteto, a guitarra portuguesa de Marta Pereira da Costa viajará pelas sonoridades mais tradicionais como o fado e a música portuguesa, mas seguirá caminhos diferentes como o jazz, as mornas cabo-verdianas, o chorinho brasileiro ou a world music em geral.

Os bilhetes, 300, têm um custo de 15,00€ por pessoa e encontram-se à venda ao balcão do Mosteiro, do Museu Municipal Santos Rocha, do Centro de Artes e Espectáculos e na ticketline.

domingo, 23 de junho de 2024

«Da Ruína à Glória As Cicatrizes da História» a primeira exposição a ser inaugurada no Mosteiro de Santa Maria de Seiça após a reabilitação

Pela primeira vez, após as obras de reabilitação, o Mosteiro de Santa Maria de Seiça vai acolher uma exposição temporária. “Da Ruína à Glória As Cicatrizes da História” é uma exposição fotográfica que vai ser inaugurada na próxima sexta-feira, pelas 18h30. Composta por 46 imagens, organizadas em sete grupos temáticos - Arquitetura Eclesiástica; Arquitetura Industrial; Arquitetura Militar; Arquitetura Palaciana; Arquitetura de Veraneio; Arquitetura Urbana e Arquitetura Vernacular, a mostra fotográfica é um reflexo sobre o património esquecido.

«Na narrativa expositiva foi incluído um conjunto de talhas douradas e outros fragmentos em madeira, do século XVII e XVIII, pertencentes aos altares da igreja do Mosteiro de Seiça, que foram recolhidos no local, pela Junta de Paróquia do Paião, quando do desmonte dos altares, e foram entregues a António dos Santos Rocha, para o Museu Municipal, em março de 1894», sublinha o Município da Figueira da Foz, em nota de imprensa.
Esta é a 40.ª mostra da coleção de fotografias de Gastão de Brito e Silva que integram o projeto Ruin’Arte e que «dá voz ao património arquitetónico depauperado e conta com histórias que encerram memórias e desvendam valiosas lições que poderão “levantar de novo o esplendor de Portugal”».
Segundo Gastão de Brito e Silva a exposição é uma «homenagem a todos os que contribuem para a erradicação da ruína, do património erigido e vergonhosamente esquecido».
O autor da exposição irá fazer visitas guiadas no Mosteiro de Seiça no próximo fim de semana, 29 e 30 de junho, durante o período de abertura do monumento, das 14h00 às 19h00.

terça-feira, 14 de maio de 2024

Município da Figueira da Foz suspende expropriações em Seiça

Via Diário as Beiras

Estava prevista a compra de três casas, mas a diferença de valores entre avaliações ditou a suspensão do processo

«Uma habitação é propriedade do antigo presidente da SMS – Associação dos Amigos do Convento de Santa Maria de Seiça, João Campos, e outra pertence a um familiar da atual presidente, Rosa Anttonen.
“Para já, está fora de questão, porque houve uma diferença grande entre a avaliação [encomendada pelo município] e os valores que [os proprietários] apresentaram. [A expropriação] entrou num processo especulativo e, portanto, não tem cabimento”, esclareceu, ao DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes.
O autarca acrescentou: “Depois, as pessoas que não se queixem que não há a requalificação almejada da zona envolvente. Ir expropriar propriedade em vários casos pertencentes aos dirigentes da Associação dos Amigos do Convento de Santa Maria de Seiça, prefiro nem sequer mergulhar nesse processo; ponho-o de lado”.
“Temos muita coisa a fazer ali, e vamos trabalhar com os terremos que temos [do município]”, concluiu Santana Lopes.»

sábado, 2 de março de 2024

Requalificação do Mosteiro de Seiça não gerou consenso na AM

Via Diário as Beiras

«O movimento independente Figueira A Primeira (FAP) e o PSD apresentaram, na Assembleia Municipal (AM) da Figueira da Foz, moções de congratulação pela requalificação do Mosteiro de Seiça

O PS, com maioria neste órgão autárquico, só viabilizou a proposta dos independentes, apresentada por Edgar Gonçalves, depois destes incluírem uma referência ao ex-presidente da Câmara da Figueira da Foz Carlos Monteiro.

O PSD, que ia votar a favor da versão original da moção da FAP, acabou por abster-se, devido à inclusão da referência ao ex-autarca do PS, frisou o líder na AM, Manuel Rascão Marques.

Todos votaram a favor da moção do PSD, exceto a CDU, que se absteve. A deputada comunista, Silvina Queiroz, justificou a opção de voto com o facto de a Associação dos Amigos do Convento de Seiça não ser mencionada. Por sua vez, a proposta da FAP obteve quatro abstenções (três do PSD, uma da CDU e outra do BE). O deputado bloquista, Pedro Jorge, absteve-se alegando que a redação não era clara.»

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

"Mosteiro de Seiça recebeu 2500 visitas em dois dias"

Video via Município da Figueira da Foz 

Texto: Fonte - Diário as Beiras

"Na inauguração das obras de reabilitação do Mosteiro de Seiça, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, defendeu que o património deve ser usufruído pela comunidade. Ora, foi com justamente esse intuito que o Município da Figueira da Foz reabilitou o imóvel municipal. Entretanto, a autarquia está a programar novas atividades para os visitantes, no espaço expositivo relacionado com a história do monumento nacional e noutras zonas do edifício.

No sábado, 900 pessoas visitaram o monumento nacional. No domingo, o número de visitantes disparou para 1600."