terça-feira, 8 de setembro de 2026
Presidente da Escola Nacional de Bombeiros demite-se e acusa Liga de “ameaça e chantagem”
São Julião cria Comissão Social de Freguesia
«Neste momento, ainda não há números sobre os potenciais beneficiários das ações da Comissão Social de Freguesia de São Julião, mas o presidente do executivo da junta acredita que serão “muitas dezenas”. Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Manuel Rascão Marques ressalvou que “a situação social na freguesia de São Julião não é grave”. E elogiou: “A Câmara Municipal da Figueira da Foz tem feito um trabalho atento nessa matéria”.
A Junta de São Julião constituiu uma Comissão Social de Freguesia, integrando diversos parceiros com atividade na cidade da Figueira da Foz.
“O executivo da junta sentiu necessidade de existir esta resposta social. É necessária, pela análise que fizemos da situação da freguesia. São Julião é uma freguesia que tem muitos idosos, tem algumas pessoas carenciadas e tem alguns problemas sociais, quer de alcoolismo quer de pessoas que vivem na rua”, afirmou o presidente da junta de freguesia, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.
Para Manuel Rascão Marques, este é o momento de agir, antes que a situação social em São Julião evolua negativamente. “É uma situação que carece da nossa atenção, para evitar uma evolução negativa”, defendeu.
A Comissão Social de Freguesia da São Julião pode iniciar a sua atividade após a tomada de posse dos órgãos sociais, liderados pela Junta de São Julião. A cerimónia realiza-se no dia 17 deste mês, pelas 21H00, na Assembleia Figueirense.»
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Santana Lopes: “é uma pena as pessoas não olharem para aquilo que interessa”
sábado, 5 de setembro de 2026
O aparecimento de um muro que bloqueia o acesso de cadeiras de rodas às instalações da APPCDM na Figueira da Foz
| Foto: Sara Ferreira |
Processo Chega: "Assembleia pede parecer à ANAM, pois existem dúvidas"...
Via Diário as Beiras
"A mesa da Assembleia Municipal da Figueira da Foz optou por solicitar um parecer jurídico à Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) sobre o processo de passagem ao estatuto de independentes dos três deputados municipais eleitos pelo Chega – João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião - , decisão querevogariam, dias depois,após uma reunião com dirigentes do partido.
O presidente da assembleia, José Duarte Pereira, adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que foi tomada a decisão de pedir à ANAM que se pronuncie sobre o assunto porque, frisou, a lei é omissa acerca da reversão da decisão. Ou seja, há dúvidas se os autarcas podem voltar a representar o Chega no órgão autárquico."
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
PUBLICIDADE INSTITUCIONAL: quem quer ser polícia municipal?
A Polícia Municipal da Figueira da Foz entra ao serviço no primeiro trimestre de 2027, com 15 elementos, adiantou ontem Santana Lopes aos jornalistas. Entretanto, foi aprovado na reunião de câmara o regulamento do corpo policial.
E Comandante já há?
Isto não se inventa...
O Ramal da Figueira da Foz é uma escolha de futuro.
Por Miguel Pereira
"Há infraestruturas que transportam pessoas e há infraestruturas que transformam territórios. O antigo Ramal da Figueira da Foz pertence à segunda categoria.
Quando o caminho de ferro chegou à Figueira, em 1882, não trouxe apenas passageiros. Aproximou o porto do interior, facilitou o comércio, apoiou a indústria, impulsionou o turismo e integrou a cidade num espaço económico muito mais vasto. A ferrovia ajudou a reduzir distâncias físicas, económicas e sociais.Quase século e meio depois, deveríamos olhar para aquele corredor com a mesma ambição.
A discussão não pode reduzir-se a encontrar a solução mais barata para ligar a Figueira da Foz a Coimbra. O verdadeiro desafio é decidir que território queremos construir para as próximas gerações.
Recuperar o Ramal significa reconstruir um eixo estruturante entre Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa, ligando-o depois a Coimbra, Aveiro, Porto, à Beira Alta e a Espanha.
E Cantanhede não é um ponto intermédio. É uma cidade, sede de concelho, com expressão industrial, empresarial, tecnológica e demográfica própria. Uma ligação ferroviária entre Figueira da Foz e Cantanhede criaria uma nova relação entre duas cidades complementares e devolveria simultaneamente mobilidade às freguesias e vilas existentes ao longo deste território.
Esta dimensão é particularmente importante quando assistimos ao envelhecimento e à perda de população nos meios rurais. Não basta pedir às pessoas que permaneçam nas suas terras. É necessário criar condições para que possam fazê-lo.
Uma família pode encontrar habitação mais acessível em Arazede, Maiorca, Alhadas ou noutras localidades do corredor, beneficiando de mais espaço, tranquilidade e qualidade de vida. Mas essa vantagem diminui rapidamente quando trabalhar, estudar, ir ao hospital ou simplesmente participar na vida urbana exige dois automóveis por agregado familiar.
Sem mobilidade, a habitação pode ser mais barata, mas a vida continua cara.
Uma ferrovia regional moderna altera esta equação. Permite viver numa freguesia rural e trabalhar na Figueira ou em Cantanhede. Permite estudar em Coimbra sem abandonar necessariamente a terra de origem. Permite aos mais velhos manterem a sua autonomia e o acesso aos serviços. Permite, sobretudo, escolher onde viver sem que a distância se transforme numa penalização.
Mobilidade é também política de habitação. É política demográfica. É coesão social e qualidade de vida.
Existe ainda uma nova realidade que torna esta discussão mais urgente: a nova zona industrial do Pincho, implantada junto do corredor ferroviário.
Isto não é um acaso territorial sem importância. É uma vantagem competitiva.
Estamos a criar naquele espaço uma nova centralidade empresarial, capaz de acolher investimentos relevantes e centenas de trabalhadores. Ter uma zona industrial próxima de uma ligação ferroviária permitiria pensar simultaneamente na mobilidade laboral e, sempre que economicamente justificável, na logística das próprias empresas.
Imagine-se a capacidade de apresentar a um investidor um território servido por boas acessibilidades rodoviárias, pelo Porto da Figueira da Foz e por uma ferrovia que o liga a Cantanhede, à Pampilhosa e aos principais corredores nacionais e internacionais.
Isso chama-se competitividade territorial.
E existe ainda o Porto da Figueira da Foz. Uma infraestrutura portuária deve ser pensada em articulação com a ferrovia, a indústria e os grandes corredores logísticos. Um Metrobus transporta passageiros. Uma ferrovia pode transportar pessoas e mercadorias e integrar-se numa rede nacional.
Não são soluções equivalentes.
Também não existe qualquer contradição entre esta posição e a criação da ecopista.
Enquanto vereador executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, votei favoravelmente essa solução, deixando claro em ata o sentido do meu voto: preservar o corredor, mantê-lo aberto e impedir que se perdesse a possibilidade de, no futuro, voltar a existir o Ramal da Figueira da Foz.
A ecopista nunca deveria representar o funeral da ferrovia. Deveria garantir a preservação do seu espaço enquanto não existissem condições para pensar novamente o futuro.
E talvez esse momento tenha chegado.
Portugal está a investir novamente na ferrovia e na alta velocidade. Seria difícil compreender que, precisamente agora, a Figueira da Foz aceitasse afastar-se definitivamente dessa rede.
Não precisamos apenas de chegar a Coimbra.
Precisamos de ligar Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa, aproximando cidades e meios rurais, população e emprego, habitação e serviços, indústria e porto.
Precisamos de fazer das nossas freguesias lugares onde seja possível escolher viver, e não apenas lugares de onde se parte.
Em 1882, a ferrovia ajudou a transformar esta região.
Pode voltar a fazê-lo no século XXI.
Não por nostalgia.
Por desenvolvimento, coesão e visão de futuro.
O Ramal da Figueira da Foz não pertence apenas à nossa história. Pertence às escolhas que ainda podemos fazer sobre o nosso futuro."
Isto até 2029 vai ser cá uma animação: "Figueira da Foz poderá ligar-se a Coimbra por Metrobus"
"A Figueira da Foz poderá vir a ligar-se a Coimbra através do sistema de transporte Metrobus, anunciou ontem o presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, após uma reunião de câmara, realizada com o ministro das Infra-estruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
O autarca figueirense revelou que, no encontro com o governante, ficou garantido o desenvolvimento do projecto de ligação Metrobus entre a Figueira da Foz e Coimbra.
Segundo Pedro Santana Lopes trata-se de um projecto que deverá começar a ser trabalhado e desenvolvido desde já
Na reunião, o presidente da Câmara analisou também com o ministro a questão ferroviária, considerando, no entanto, que a electrificação e duplicação da linha para assegurar uma ligação rápida entre as duas cidades demoraria mais tempo e implicaria um investimento financeiro maior.
De acordo com o autarca, a solução em Metrobus representa 20% do investimento necessário para a electrificação da linha ferroviária e poderá ser executada num prazo significativamente inferior.
Pedro Santana Lopes adiantou, por isso, que será esta a solução a desenvolver, considerando que a actual ligação entre a Figueira da Foz e Coimbra não deve permanecer nas condições existentes.
O autarca salientou ainda que o projecto não poderá ter um prazo de execução semelhante ao do Metrobus instalado no antigo ramal da Lousã e referiu que o processo deverá articular-se com o projecto da linha ferroviária de alta velocidade, que atravessará a região de Coimbra."
Nota de rodapé-
Com a ausência de reuniões de câmara e da assembleia municipal, politicamente falando, no passado mês, politicamente, só existiu na Figueira Pedro Santana Lopes.
Na Figueira não é só a praia que é um deserto.
Infelizmente a moda veio para ficar. Estende-se por muito lado. Também à política local.
É triste, para não dizer patético, mas a política por aqui, tirando as lutas intestinas, por lugares nas listas, é um deserto.
Sejamos claros: a indigência política é uma realidade.
Não apenas do lado do Poder, mas também do lado das Oposições.
Alguém conhece uma ideia, vinda do PS ou PSD, ou de qualquer outro Partido na Figueira, alternativa à actual gestão?
Alguns, de vez em quando, tentam colocar-se em bicos de pés, mostrando que continuam vivos, aproveitando tudo aquilo que julgam ser uma boa ocasião para aparecer.
Infelizmente, normalmente, não têm é tempo para pensar.
A questão não é fácil de resolver - e é um problema nacional.
Para se estar na política, não sendo rico, não tendo um pai ou avô rico, é muito difícil estar a sério sem "ir ao Totta".
Objectivamente, temos o que temos na Figueira, pois estão criadas as condições: existe cada vez mais uma maior funcionalização da política autárquica, com danos para o desenvolvimento do concelho cada vez mais evidentes.
Só não vê quem não quer o miserabilismo funcional do sistema político local.
Daqui a uns anos veremos o habitual: tudo à paulada no Chega, no PS e no PSD, pela procura dos lugares elegíveis nas listas, pois é isso que move os protagonistas.
Não ver isto - que é o óbvio - é de tal maneira grosseiro e redutor que dispensa mais comentários.
Fica uma garantia: em 2029, na Figueira, a silly season vai ser muito animada.
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
E comandante já há?..
Polícia Municipal na Figueira da Foz prevista para primeiro trimestre de 2027
"O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, prevê que, no primeiro trimestre de 2027, esteja em funcionamento o corpo da Polícia Municipal, com um efetivo de 15 agentes.
Na sessão de Câmara de hoje, o executivo aprovou, por maioria, a abertura de concurso externo para a admissão de 15 agentes municipais de segunda classe
A autarquia da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, aprovou no final de 2025 a proposta de regulamento e funcionamento do corpo da Polícia Municipal, que representará um encargo anual na ordem de meio milhão de euros."
Os anos loucos dos recordes do turismo figueirense acabaram?..
O relatório da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) para o setor do turismo relativo ao segundo trimestre de 2026 destaca uma subida de dormidas e hóspedes em abril e maio e uma quebra em junho.
“A leitura que fazemos é de atenção, mas sem alarmismo. A Figueira da Foz entrou no verão com uma base turística claramente mais forte do que há dois anos, mas será importante acompanhar os resultados do terceiro trimestre para perceber se a evolução registada em junho corresponde apenas a uma correção após um ano particularmente forte ou se traduz o início de uma tendência de abrandamento”.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
"Ação de condómina prejudica utentes da APPACDM com mobilidade reduzida"
"Isto é discriminação", algo que nos devia inquietar a todos como cidadãos que não queremos viver numa sociedade do "faz de conta"
Via Diário as Beiras
“Uma rampa pode ser
apenas uma estrutura
física para quem não
precisa dela. Para uma
pessoa que utiliza uma
cadeira de rodas, significa poder entrar e sair.
Significa autonomia. Significa dignidade”.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Da Figueira da Foz a Óbidos, passando por Pombal e Viseu, trabalhadores do sector hoteleiro a ganhar o salário mínimo pedem fim do bloqueio negocial com a AHRESP.
Texto: Observador
A receita é simples: "ânimo leve"...
O espaço público é de todos — também de quem se desloca de automóvel. A cidade não pode ser pensada apenas para alguns. Uma cidade moderna é aquela que sabe conciliar mobilidade, qualidade de vida, comércio e acessibilidade."
sábado, 29 de agosto de 2026
Os votantes que elegem gente desta, não são vítimas, são cúmplices...
Passados 3 dias, os mesmos deputados municipais da Figueira da Foz - João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião do Chega, dão o dito por não dito e "revogam desfiliação"!..
Via Diário as Beiras
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Trabalhadores da restauração e hotelaria em protesto amanhã
«Os trabalhadores do setor da hotelaria
e restauração vão estar
amanhã em protesto na
Figueira da Foz.
O Sindicato de Hotelaria do Centro realiza, a partir das 14H30, uma concentração junto a restauração do Bairro Novo, na rua do Casino, com afixação de faixas e distribuição de documentos à população. Uma hora depois, a concentração desloca-se para as imediações da Torre do Relógio. As iniciativas visam denunciar o bloqueio da contratação coletiva por parte das associações patronais do setor (AHRESP, AHP, APHORT, AHISA e AHETA), que recusam responder às propostas de revisão dos Contratos Coletivos de Trabalho apresentadas pelos sindicatos. Segundo o sindicato, este impasse mantém “centenas de milhares de profissionais a auferir apenas o Salário Mínimo Nacional”.»
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Estas coisas não se inventam
"Deputados municipais desfiliam-se do Chega"
“Esta decisão surge na sequência dos acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente do processo envolvendo o presidente da Junta de Maiorca, bem como da pressão exercida pelo partido para que fosse eliminada uma publicação que os próprios deputados consideram ter sido uma legítima defesa da honra e da dignidade política”, avança nota enviada hoje ao DIÁRIO AS BEIRAS.
“Não podemos aceitar que o exercício de um mandato para o qual fomos democraticamente eleitos seja condicionado ou manietado por interesses partidários”, acrescenta.
Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, a decisão dos três deputados municipais eleitos em 2025 pelas listas do Chega, agora independentes, já foi comunicada ao presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz, José Duarte Pereira.»
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
"As obras de melhoria das acessibilidades marítimas e das infraestruturas do Porto da Figueira da Foz entram numa nova fase"
Está concluída a intervenção nos 415 metros de cais, com a instalação de novas defensas e cabeços de amarração e a extensão da laje de cais em cinco metros, reforçando a capacidade operacional desta área. A obra do Pontão para o estacionamento de rebocadores também ficou recentemente concluída.
Neste momento já estão a decorrer as obras no Terminal de Carga Geral. Já estão no terreno os trabalhos de construção dos 460 metros de cais, acompanhados pelo aprofundamento do canal de navegação, uma intervenção, que será “essencial para melhorar as condições de acesso marítimo ao porto”.»









