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terça-feira, 26 de maio de 2026

Novos investimentos na Figueira precisam de estudos de Impacto Ambiental claros e fundamentados. Neste momento, o que se está a discutir é o "sexo dos anjos"

A notícia é esta.
Projeto de 800 milhões de combustível verde para aviação quer ‘aterrar’ na Figueira da Foz
"A empresa francesa Elyse Energy já avançou com uma “proposta de definição de âmbito” (PDA) do seu projeto em Portugal, que antecede a avaliação de impacte ambiental.
A empresa francesa Elyse Energy está a dar os primeiros passos para instalar um projeto energético na Figueira da Foz. É nesta cidade portuguesa que pretende produzir combustível sustentável para a aviação (SAF na sigla em inglês).
Segundo o Expresso, arrancou a fase preliminar do licenciamento ambiental do projeto da Elyse Energy, que deverá exigir um investimento de 800 milhões de euros, de acordo com a Câmara Municipal da Figueira da Foz. A empresa francesa já avançou com uma “proposta de definição de âmbito” (PDA) do seu projeto em Portugal, que antecede a avaliação de impacte ambiental."

Entretanto, segundo a edição de hoje do jornal Diário as Beiras, a "Elyse Energy já iniciou contactos para desenvolver um projeto de combustível sustentável, que deverá consumir o equivalente a 3,8% do consumo anual de eletricidade em Portugal".
"O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, reagiu às notícias sobre a instalação de uma unidade de produção de combustível sustentável para aviação na Marinha das Ondas, defendendo a necessidade de clarificar o papel do município e criticando o que considera ser um clima de “insinuações” e contestação recorrente a investimentos no concelho. Numa declaração publicada ontem nas redes sociais, o autarca referiu-se ao projeto para sublinhar que a autarquia não tem intervenção direta na sua promoção."

sábado, 23 de maio de 2026

Governo cede 47,9 hectares na Figueira da Foz para celulose ampliar instalações

"O Governo vai ceder a título definitivo uma área de 47,9 hectares na Mata do Urso, na Figueira da Foz, para uma empresa de pasta de celulose ampliar as suas instalações na freguesia de Marinha das Ondas.
De acordo com o decreto n.º 13/2026 publicado hoje em Diário da República pela Presidência do Conselho de Ministros, a cedência da parcela de terreno implica que esta seja excluída do regime florestal daquela mata, que abrange território do litoral dos distritos de Coimbra (concelho da Figueira da Foz) e de Leiria (concelhos de Pombal e Leiria).
Como compensação pela exclusão do regime florestal da parcela da Mata do urso, a empresa de celulose cede três parcelas de terreno no concelho de Marvão, distrito de Portalegre, denominadas Penha Cabreira (83,3h), Selada (57,6h) e Ribeira de São Brás (49,6h), que passam a integrar a Mata Nacional da Serra de São Mamede, gerida pelo ICNF."

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Fogos em Portugal "têm um salvador, um culpado e um herói"

Na conferência "Incêndios Florestais: O Fogo Está A Mudar - E Nós?", que se realizou no CAE - Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz e foi promovida pela papeleira Navigator, Ribau Esteves defendeu que, em Portugal, o negócio do fogo, que marca a má notícia, tem de passar a ter menos importância do que o negócio da floresta, a boa notícia, na sua opinião. "Arranjámos um salvador, mas que não vai funcionar. Mas, para manter a história bonita e o palco marcado pela má notícia, nós temos um culpado e temos um herói. Qualquer telenovela se alimenta infinitamente se tiver um salvador, um culpado e um herói". "E esta história tem um salvador, que é o Bupi [o Balcão Único do Prédio, que permite registar e identificar terrenos rústicos], tem um culpado, que é o eucalipto, e tem um herói, que é o bombeiro. E aqui está o exercício base que faz com que, sistematicamente, a má notícia esteja no palco e o negócio do fogo tenha mais importância na comunicação e no peso político, porque não é assim na sua dimensão económica que tem o negócio da floresta", vincou Ribau Esteves. 
Num discurso incisivo e crítico de mais de 25 minutos, repleto de ironia e de sarcasmo, o presidente da CCDRC notou que, em Portugal, "há uma coisa que não falta, há uma coisa que sobra, sobra planeamento", elencando uma série de planos existentes. "A maior parte dos planos estão feitos para quem os fez, para fazer um visto na 'checklist' das obrigações legais e não exatamente para ser um instrumento que nos permite gerir melhor aquilo que justifica o planeamento e a base de assento da floresta, que é o território, voltamos sempre ao território", considerou o também antigo autarca de Ílhavo e de Aveiro. 
Sobre o território, Ribau Esteves apontou, então, o Bupi como o "salvador da pátria", explicando porque é que "com tantos planos em cima deste território" Portugal não consegue "parar ou reduzir, a um nível baixo, a incidência dos fogos" florestais. 
"Arranjámos um salvador, chama-se Bupi. Entendemos que o problema, afinal, é nós não conhecermos o cadastro, ou melhor, não conhecermos os donos do cadastro, não conhecermos os proprietários [dos terrenos rústicos]. E, então, vamos resolver o problema com o cadastro feito e a caracterização de quem é dono de cada uma coisa", afirmou. 
"Já toda a gente percebeu que não vamos conseguir", enfatizou Ribau Esteves, estimando que o país atingirá, "talvez, na média (...) pelos 50%" de cadastro rústico realizado. Essa percentagem, alegou, deriva do facto do financiamento da operação do Bupi, por via do "famoso PRR", o Plano de Recuperação e Resiliência, estar a meses de terminar. "A grande questão continua a ser o que é que o Estado faz, o que é que nós conseguimos, como país -- o tal 'nós' do lema da conferência [de hoje] - fazer para agir sobre os tais 50% [de proprietários] que vamos continuar a não conseguir saber quem é", manifestou. 
Na sua intervenção, Ribau Esteves fez ainda uma curiosa dissertação sobre a denominação 'fogos rurais' - que passou, há anos, a ser usada -- e que se recusa a utilizar. "Eu sou engenheiro zootécnico, sou das ciências agrárias, e nunca vi nenhuma couve, nenhuma abóbora, nenhuma alface a arder", ironizou o presidente da CCDRC, dizendo que a explicação para a nova denominação lhe foi transmitida por um técnico da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais: afinal, foi "uma coisa de marketing para tirar a dimensão negativa e a culpa de que o fogo é sempre da floresta". "Eu não adiro a isso. É importante saber que o fogo é na floresta, é na floresta de pinheiro, é na floresta de eucalipto, ou dizermos aquilo que nos envergonha a todos: é que a maior parte da área ardida, sistematicamente, ano após ano, é nos territórios abandonados, é fogo de mato. E dá um bocado a noção de terceiro mundo a um país, se nós dissermos a verdade, e chamarmos 'fogos de mato' dá um ar horrível, mas é a verdade objetiva", declarou.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

A draga e o assoreamento da barra

"A draga será utilizada em regime de aluguer e com um contrato de 18 meses, podendo ser renovado por períodos iguais. Terá uma renda mensal de 135 mil euros – com tripulação, manutenção e combustíveis incluídos - , que deverá ser paga pela Administração do Porto da Figueira da Foz, Comunidade Portuária da Figueira da Foz, setor das pescas e Município da Figueira da Foz."

Nota de rodapé.

Outra Margem, 29 de Janeiro de 2013. Passaram mais de 13 anos.
"José Nunes André, é um geógrafo e investigador universitário e  tem vindo a monitorizar a acumulação de sedimentos através de três perfis transversais, elaborados numa faixa de dois quilómetros de comprimento no areal entre a Figueira da Foz e Buarcos."
Em 5 de Março de 2012, há mais de 14 anos, li a seguinte notícia"tem dado uma média de 40 metros ao ano de crescimento da praia. E a sul [dos molhes do porto] temos o reverso da medalha, as praias estão a recuar assustadoramente. As praias da Cova Gala e da Leirosa recuaram 15 metros num ano".
De acordo com o investigador, o ritmo de crescimento do areal da Figueira da Foz é, atualmente, superior ao verificado aquando da construção original do molhe norte, nos anos 60 do século passado.
A praia, explicou na altura (conforme dei conta neste blogue), cresceu cerca de 440 metros até à década de 1980 e, a partir daí, nos últimos 30 anos, a acumulação de sedimentos reduziu de intensidade e praticamente estabilizou.
No entanto, com a obra de prolongamento do molhe - concluída no verão de 2010 -, o areal voltou a crescer e, em 2012, apresentava 580 metros de largura máxima entre a marginal e a orla marítima, segundo as medições feitas por José André.
Este geógrafo recordou que, por ocasião da obra, o período estimado de crescimento do areal foi estabelecido em 12 anos. Segundo os dados de que dispunha, e a manterem-se os valores observados, o prolongamento da praia iria ocorrer "apenas em seis, sete anos, até que as areias contornem o molhe".
O crescimento da praia em largura representa ainda, segundo o geógrafo, uma acumulação anual de 290 mil metros cúbicos de areia na faixa estudada, o equivalente a 290 mil toneladas.

Lourenço Silva, presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde: "“o principal princípio que defendemos é a salvaguarda do bem-estar dos vilaverdenses. Qualquer decisão tomada deve colocar, em primeiro lugar, a qualidade de vida da população, a segurança, a saúde pública e o equilíbrio da nossa comunidade"

Via Diário as Beiras

"O processo de licenciamento foi retomado e, ao que tudo indica, a contestação à fábrica, por parte da Junta de Vila Verde, também. O executivo da junta, à semelhança do antecessor, sustenta que a sua luta é, também, em defesa dos interesses de todos os figueirenses. Entretanto, o presidente da Junta de Vila Verde convocou uma reunião aberta ao público para o dia 26 deste mês, pelas 21H00, na sede da junta.


Licenciamento

Decisões da Agência Portuguesa do Ambiente e da Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) foram determinantes para a suspensão da atividade da unidade da Bioadvance na Salmanha, em 2025, na sequência da forte contestação que surgiu na Figueira da Foz. Por sua vez, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal suspendeu o estatuto de Potencial Interesse Nacional, o que a CCDRC já havia feito. Entretanto, o processo foi reformulado e revisto e a empresa obteve, este ano, o licenciamento. Apesar das tentativas, não foi possível obter declarações da Bioadvance.

Investimento PIN

A Bioadvance dedica-se ao fabrico de biocombustível a partir de óleos alimentares usados. A empresa, com sede em Pombal, investiu cerca de 27 milhões de euros nas instalações da Figueira da Foz, em terrenos da administração portuária, e obteve o estatuto de projeto com Potencial Interesse Nacional (PIN). Durante a fase que esteve a funcionar, os vilaverdenses queixavam-se dos maus odores, mas também manifestavam receios sobre os efeitos na saúde e no ambiente. O Ministério do Ambiente, que agora aprovou o licenciamento, em 2025 mandou suspender a atividade da fábrica."

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Sintético do Grupo Desportivo de Maiorca está inaugurado

 Via Município da Figueira da Foz


Verallia investe 20 milhões de euros na Fontela

Multinacional do setor do vidro labora há 39 anos na freguesia de Vila Verde

"A fábrica de garrafas e frascos de vidro da Verallia Portugal, instalada na Fontela, no concelho da Figueira da Foz, investiu recentemente cerca de 20 milhões de euros, recorrendo a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

De acordo com nota enviada ao DIÁRIO AS BEIRAS pela empresa, os investimentos foram aplicados em áreas como a reconstrução de um forno, nos sistemas de monitorização e controlo de consumos energéticos, em novas arcas de recozimento, na otimização das redes auxiliares do processo (ar comprimido e ventilação) e motores elétricos e soluções de iluminação mais eficientes.

“A Verallia está profundamente comprometida com a sustentabilidade, a redução da pegada ambiental e a promoção de uma verdadeira economia circular”, afirma ainda nota recebida pelo jornal."

Licenciamento Bioadvance: Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional do Centro e da Agência Portuguesa do Ambiente deram luz verde

Notícia Diário as Beiras: a Bioadvance, unidade de fabrico de biocombustível com atividade suspensa desde 2025, por ter as licenças ambientais recusadas pelo Ministério do Ambiente, reformulou o processo de licenciamento, que segue para consulta pública.  De acordo com uma fonte do jornal, "o processo de licenciamento da unidade instalada na Salmanha, na zona portuária da Figueira da Foz, já obteve luz verde da Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional do Centro e da Agência Portuguesa do Ambiente."
1 de Julho de 2025a unidade de biocombustíveis da empresa portuguesa BioAdvance instalada no porto marítimo da Figueira da Foz não possui estudo de impacte ambiental e não pode funcionar, disse a ministra do Ambiente e Energia.
“Uma empresa não pode laborar sem um estudo de impacte ambiental positivo”, sublinhou no dia anterior Maria da Graça Carvalho, na Câmara da Figueira da Foz, onde presidiu à assinatura do contrato de alimentação artificial de praia no troço costeiro a sul do concelho (Cova Gala – Costa de Lavos).
A governante respondia desta forma ao presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, que na sua intervenção falou do facto de aquela unidade ter estado a laborar com pareceres positivos de vários organismos públicos e de ter recebido financiamento e obtido empréstimo bancária para a sua construção, mas não possuir as licenças necessárias.
A BioAdvance, sediada no concelho de Pombal (distrito de Leiria), onde possui uma unidade mais pequena, instalou-se junto ao terminal de granéis líquidos do porto da Figueira da Foz, depois de uma candidatura aprovada ao “Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial – Verde” e do projeto ter sido reconhecido com o estatuto de PIN – Projeto de Interesse Nacional.
A empresa, que investiu aproximadamente 27 milhões de euros na unidade, pretende produzir anualmente 20 mil toneladas de biodiesel a partir de óleos alimentares usados, bem como quatro mil toneladas de glicerina.
No entanto, a falta de licenças levou as autoridades competentes a suspenderem o estatuto de projeto PIN e à elaboração de um auto de notícia para a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, além de muita contestação de autarcas e população, que acendeu o debate político na Figueira da Foz.
“A nossa orientação política é do maior rigor em relação a estes projetos e de ouvir as populações e os autarcas, porque é impossível ter projetos desta dimensão que não sejam aceites pelas populações e autarcas e que tenham impactos negativos no ambiente e difíceis de mitigar”, afirmou na altura a ministra Maria da Graça Carvalho.
A titular da pasta do Ambiente e Energia disse que a responsabilidade atual é da APA, que “vai ter de se debruçar e decidir se o projeto tem ou não estudo de impacte ambiental”.
“Se não há estudo de impacte ambiental, a empresa não está aprovada. A legislação portuguesa precisa de um estudo de impacte ambiental positivo”, vincou a ministra, remetendo a decisão para a APA.
Aos jornalistas, o presidente da APA, Pimenta Machado, disse que o empresário ainda não tinha conseguido finalizar o processo, que dura há vários meses, sem se alongar em mais comentários.»

segunda-feira, 18 de maio de 2026

5ªs. de Leitura: João de Melo

Via Município da Figueira da Foz


No ano em que celebra 𝟱𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗹𝗶𝘁𝗲𝗿𝗮́𝗿𝗶𝗮, 𝗝𝗼𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗲𝗹𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿𝗮́ 𝗻𝗮 𝗕𝗶𝗯𝗹𝗶𝗼𝘁𝗲𝗰𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗙𝗶𝗴𝘂𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗙𝗼𝘇 para uma conversa única sobre literatura, memória, criação e o percurso de uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea. 

Uma oportunidade para revisitar obras marcantes como "Gente Feliz com Lágrimas" e conhecer os bastidores da escrita de um autor distinguido com alguns dos mais importantes prémios literários nacionais. "Gente Feliz com Lágrimas", o seu romance mais conhecido (cinco prémios literários, traduções em dez países, 27.ª edição portuguesa em Fevereiro 2017), foi adaptado ao teatro pelo grupo O Bando, a telefilme e a série de televisão pelo realizador açoriano José Medeiros.

Uma conversa sobre livros, palavras e o papel da literatura no nosso tempo.

Festival do arroz em Maiorca

A Confraria do Arroz Doce de Maiorca realiza no próximo dia 24 de maio, pelas 12H30, o Festival do Arroz, evento que decorre no Palácio Conselheiro Lopes Branco, na zona histórica de Maiorca. A ementa é preenchida com sopa à lavrador, arroz de cabidela, arroz de tomate e arroz de feijão acompanhado por pataniscas, grelhados e peixe frito. A sobremesa, claro, é arroz doce confeccionado em Maiorca segundo receitas tradicionais e com arroz carolino produzido naquela freguesia do concelho da Figueira da Foz. As iguarias podem ser degustadas no palácio ou levadas para casa.

Acidente provoca cinco feridos ligeiros, todos Bombeiros

sábado, 16 de maio de 2026

O contrato entre o município, a Figueira Domus e a Caixa Geral de Depósitos foi assinado ontem

Via Diário as Beiras

Qualidade 

«Na intervenção após a assinatura do contrato tripartido para financiamento bancário para compra de casa pelos inquilinos, o presidente da Câmara da Figueira da Foz garantiu que o concelho tem boa habitação social. O município e a empresa municipal Figueira Domus têm investido na conservação e na reabilitação dos fogos. Santana Lopes afirmou ainda que o programa Casa Própria “é uma garantia de segurança nas vidas” dos inquilinos que decidam comparar a habitação. E defendeu que “há que distinguir a habitação social da renda acessível”, apelando a que não se estigmatize a primeira.» 

Ascensor social 

«O contrato que garante acesso a crédito bancário com condições especiais para quem quiser comprar a casa de habitação social de que é inquilino foi assinado por Santana Lopes, Olga Brás, Rui Duarte (a presidente e o administrador executivo da Figueira Domus, respetivamente) e José Miguel Marques, da CGD. A autarca defendeu que o programa Casa Pró p r ia “funciona como um verdadeiro ascensor social”, ao proporcionar aos arrendatários a possibilidade de passarem a ser proprietários. Por outro lado, indicou, a medida é, também, “um compromisso social” assumido pelo município.
Na intervenção após a assinatura do contrato tripartido para financiamento bancário para compra de casa pelos inquilinos (ver texto principal), o presidente da Câmara da Figueira da Foz garantiu que o concelho tem boa habitação social. O município e a empresa municipal Figueira Domus têm investido na conservação e na reabilitação dos fogos. Santana Lopes afirmou ainda que o programa Casa Própria “é uma garantia de segurança nas vidas” dos inquilinos que decidam comparar a habitação. E defendeu que “há que distinguir a habitação social da renda acessível”, apelando a que não se estigmatize a primeira.»

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Travessia de barco

PUBLICIDADE INSTITUCIONAL, via Município da Figueira da Foz

Atravesse o Rio Mondego de barco e descubra a Figueira da Foz de um novo ângulo! Um serviço prático e agradável que liga as duas margens do rio: a zona urbana da cidade e a margem sul, onde reina a tranquilidade e a natureza.

Ligação Rápida e Pitoresca

Ideal para quem quer explorar as praias da margem sul, visitar as salinas, passear de bicicleta ou simplesmente desfrutar de uma vista diferente sobre a cidade e o estuário do Mondego.

Partidas Regulares

Com saídas frequentes ao longo do dia, a travessia é curta, segura e acessível, perfeita tanto para turistas como para residentes.

Uma Viagem com Encanto

A bordo, aproveite para tirar fotos incríveis da cidade vista do rio, observar a fauna local e sentir a brisa marítima num percurso tranquilo.

Bilhetes a Preço Simbólico

Tarifas acessíveis e possibilidade de transporte de bicicletas.

 Novo Horário das Travessias

 Preçário e Condições de aquisição ou solicitação de passe

Município aprovou regulamento do Programa Municipal Habitar Figueira

Via Diário as Beiras
"De acordo com o regulamento, apresentado pela vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Olga Brás, têm acesso ao Programa Municipal Habitar Figueira cidadãos figueirenses, estudantes do Campus da Universidade de Coimbra e trabalhadores de outras regiões que residam no concelho. O vereador do PS Rui Carvalheiro propôs que estudantes de fora do concelho que frequentem outras instituições de ensino na Figueira da Foz também possam candidatar-se ao programa de rendas acessíveis
A proposta do autarca socialista foi bem recebida pelo executivo camarário. “Parece pertinente”, sustentou Olga Brás. Já em relação aos aditamentos propostos pelo Chega, anotou que são inconstitucionais. Segundo a autarca da coligação FAP, o regulamento “assenta num quadro normativo sólido, respeitando o ordenamento jurídico português e a Constituição”.

"Figueira da Foz aprova proposta do Chega para dar prioridade a centros de dados"

Poupem-nos à "modéstia exagerada"
Isto é muito mais do que isso: é "alta política" e, para quem sabe "ler", mostra "coisas".
Por exemplo, que o Chega (tal como noutros tempos o PP de Paulo Portas) frio, calculista, pragmático e populista, sabe como lidar com o PSD e não brinca em serviço.
E que a Figueira, com o aliado perfeito ao leme, pode servir de laboratório nacional.
Santana é mestre na forma como se enquadra politicamente e sabe enquadrar terceiros.
O PSD mainstream figueirense (e nacional) vai ter de engolir e "encaixar" -  e bico calado... 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Ainda bem que a Figueira tem recursos ambientais e energéticos para dar, emprestar ou vender...

 

Figueira da Foz aprova proposta do Chega para dar prioridade a centros de dados

Figueira da Foz prepara requalificação da envolvente ao Mosteiro de Seiça

"O presidente da Câmara da Figueira da Foz revelou hoje que a autarquia está a trabalhar na requalificação da zona envolvente ao Mosteiro de Seiça, que reabriu em janeiro de 2024, após um complexo processo de restauro.
O mosteiro, que estava praticamente em ruínas, está localizado num vale da freguesia do Paião, no sul do concelho da Figueira da Foz, junto à linha ferroviária do Oeste e ribeira de Seiça, e teve origem na fundação da nacionalidade, embora o edificado atual seja dos séculos XVI e XVII.
“Estamos a trabalhar no Centro de Restauro, na cafetaria, cujo projeto está concluído, que é muito importante para os visitantes, e as aquisições de [imóveis] na zona envolvente”, disse o autarca Pedro Santana Lopes.

Serra da Boa Viagem precisa de ter um novo modelo de gestão?

De harmonia com o Diário as Beiras (edição de  5 de dezembro de 2023,«o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) está disponível para aplicar um novo modelo de gestão ao parque florestal da Serra da Boa Viagem em acordo com o município da Figueira da Foz.
Esta possibilidade, avançada à agência Lusa por Nuno Banza, presidente do ICNF, agradou ao presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, que assumiu que a Figueira da Foz “quer, em condições a acordar, como é evidente”, passar a ter a gestão do parque florestal Manuel Alberto Rei.
“Acho que não seria digno das funções que exerço se não aproveitar essa oportunidade, se ela se confirmar”, declarou Pedro Santana Lopes.
“Seria muito importante, porque, obviamente, é muito difícil os organismos da administração central assegurarem a gestão de todo o território, nomeadamente de um parque/serra com estas características. É quase um prolongamento da malha urbana, faz a interface entre duas áreas do concelho. Tem todas as razões para a autarquia ter responsabilidades, não tenho dúvida nenhuma disso”  
Hoje, via o Diário as Beiras, ficámos a saber que a Serra da Boa Viagem poderá vir a ter gestão partilhada.

Contudo, ao longo doas anos, há quem quem considere, como o eng.  João Vaz, que  "a Serra da Boa Viagem faz parte de um contínuo ecológico e deve ser gerida como parte de um todo." 
Portanto, "Municipalizar a Serra não faz muito sentido, porque iria levar a uma gestão fragmentada e provavelmente sem a necessária visão de conjunto. 
Nesta crónica, publicada em 13 de outubro de 2020, "notava-se ainda na atitude de diversos vereadores da Câmara a tentação de instrumentalizar a Serra em seu benefício político, desrespeitando o seu carácter ecológico."
Mais: "inclusivamente na parte da Serra onde houve uma gestão territorial da Câmara, zona urbanizada e acessos, observa-se um certo caos e falta de qualidade da infraestrutura. Arruamentos sem passeios, casas e anexos de génese ilegal, cérceas desencontradas, iluminação de caminhos onde não passa ninguém, deposição de lixo, etc., um rol de erros urbanísticos que desvalorizaram a Serra e a cidade."
Para o eng. João Vaz, "o objetivo da gestão da Serra da Boa Viagem deve ser a criação de uma área de fomento da biodiversidade e da beleza paisagística. E sempre que possível também um lugar de encontro entre as pessoas e a natureza, num compromisso delicado. Neste âmbito os especialistas defendem uma pedonalização maior da Serra, retirando até alguns troços de estrada e descolonizando a paisagem, tornando-a mais próxima do “original”. No mesmo sentido é necessário retirar espécies infestantes (acácias) e propensas a incêndios (eucaliptos, pinheiros), agindo de forma proactiva num quadro de alterações climáticas."

Edifícios da CP: "responsáveis da empresa do Estado assumiram apresentar uma proposta na próxima semana.

 O desmazelo constitui uma carga de trabalhos para as autarquias

Imagem: Diário as Beiras. Para ver melhor, clicar na imagem

Urbe que exiba zonas desmazeladas não fica bem na fotografia.  
Ali para os lados da estação da CP, uma das mais utilizadas entradas da cidade, há um desmazelo tremendo.
Foi promessa de Presidente. Em 23 de Setembro de 2023, o presidente da Câmara da Figueira da Foz pretendia ainda no anterior mandato iniciar a requalificação da entrada da cidade, de forma a melhorar a imagem urbana e a circulação rodoviária. “Vamos apontar para final do próximo ano, princípio do outro, com base num consenso alargado”, disse Pedro Santana Lopes aos jornalistas, na final da sessão de Câmara do dia anterior (22.09.20223), na qual foram apresentadas as propostas do concurso de ideias lançado pelo município.
Santana Lopes colocou-o como prioridade: uma espécie de obra de regime camarário. 

O desassossego dura há vários anos. E tem-se manifestado de várias maneiras. 
Santana Lopes, presidente do Município da Figueira da Foz alertou para a degradação  de edifício da CP - Comboios de Portugal publicando um anúncio a dar conta do estado degradante do edifício no Diário de Coimbra, edição do passado 19 do passado mês de Março.
Pelos vistos, a iniciativa teve algum efeito. Como se pode ler na edição de hoje do Diário as Beiras, «responsáveis da CP reuniram-se esta semana, na Câmara da Figueira da Foz, com os vereadores Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins, tendo na ordem de trabalhos a reabilitação dos edifícios das antigas oficinas da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, na principal entrada da cidade.
Em declarações ao mesmo jornal, o vereador João Martins avançou que o executivo camarário vincou a posição que mantém desde o anterior mandato autárquico. “Demos-lhes conta de que necessitamos, com a máxima urgência, que façam uma intervenção, e aquilo que ficou acordado foi que, durante a próxima semana, nos fariam chegar uma proposta de intervenção, dando prioridade ao telhado”.
Se a CP não realizar as obras necessárias dentro de um prazo considerado aceitável, o Município da Figueira da Foz assumirá o processo e enviará a fatura à empresa do Estado. João Martins ressalvou que o executivo municipal, que tem sido implacável com os proprietários privados de imóveis devolutos e degradados, não exercerá discriminação positiva em relação ao património do Estado.
Esta foi, segundo o vereador João Martins, a derradeira reunião. “Vamos aguardar até à próxima semana para vermos que plano nos vão apresentar. Para nós, já devia ter sido ontem, não é hoje nem amanhã”. A reunião dos vereadores Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins com responsáveis da CP foi mais uma etapa de uma longa viagem iniciada no anterior mandato autárquico que poderá chegar ao destino em breve, com uma reunião que juntará o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, e o responsável máximo da empresa estatal.»