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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Figueira da Foz mantém pacote fiscal para 2027

 Via Diário as Beiras
Durante a discussão do pacote fiscal para o próximo ano, o presidente da Câmara salientou que não existe possibilidade de reduzir impostos

"A Câmara da Figueira da Foz vai manter em 2027 as taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), da derrama e da devolução aos munícipes da variável municipal do Imposto sobre Rendimentos Singulares (IRS) na liquidação de 2028.
Na reunião de hoje, o executivo votou, por maioria, manter a taxa do IMI em 0,40% para os prédios urbanos, com a dedução fixa de 30 euros para famílias com um dependente, 70 euros com dois dependentes e 140 euros com três ou mais dependentes, e uma majoração de 30% para os prédios urbanos degradados.
A proposta foi aprovada com três votos contra – dois do PS e um do Chega.
Também a manutenção da taxa variável do IRS em 4,5% foi aprovada por maioria, com os votos contra da oposição.
O executivo deliberou, por unanimidade, manter a derrama na taxa máxima de 1,5%, com isenção para as atividades cujo volume de negócios, no exercício contabilístico anterior, não ultrapassasse os 150 mil euros.
O município manteve ainda em 0,25% a taxa municipal de Direitos de Passagem, cuja proposta foi aprovada por unanimidade.
Para o socialista João Paulo Rodrigues, a taxa de IMI é «relativamente elevada», na medida em que o valor patrimonial das habitações «está mais elevado e constitui um encargo bastante grande para as pessoas».
Ao justificar o voto contra dos vereadores do PS, João Paulo Rodrigues salientou ainda que uma taxa de IMI alta «desincentiva as pessoas a adquirir casa».
O autarca socialista defendeu ainda que a participação variável municipal do IRS devia baixar dos atuais 4,5% para os 4%, devolvendo assim aos munícipes um por cento dos cinco por cento a que os municípios têm direito.
O vereador único do Chega, Hugo Fresta, frisou que a Figueira da Foz é um dos concelhos do distrito de Coimbra com maior taxa de IMI e que está acima de cidades da sua dimensão, como Santarém e Pombal.
Propôs ainda que a autarquia baixasse para 0,39% a participação variável municipal do IRS, salientando que a manutenção do pacote fiscal para 2027 «começa a mostrar que o município não tem margem para investir».
Durante a discussão do pacote fiscal para o próximo ano, o presidente da Câmara salientou que não existe possibilidade de reduzir impostos.
No final da reunião, em declarações aos jornalistas, Pedro Santana Lopes, disse que o município «é prudente e para manter as contas equilibradas não pode correr o risco de alterar as receitas previsíveis e, por isso, a opção é manter as taxas».
«Se fizermos a comparação com os concelhos vizinhos, a Figueira da Foz não tem uma política fiscal mais gravosa», frisou o autarca.
Santana Lopes salientou que o município «tem muita despesa, muito investimento, muito serviço prestado e, portanto, as contas têm de estar equilibradas», além de que as taxas «não penalizam os munícipes, principalmente os mais desfavorecidos, que não pagam IRS e, normalmente, também não pagam IMI»."

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Concorda com a solução para o multiusos?

Isabel Maia, via Diário as Beiras: "A decisão pode ser boa"
"A Câmara da Figueira da Foz aprovou, em outubro de 2026, a venda em hasta pública de cerca de 6,7 hectares na Salmanha, terrenos adquiridos em 2025. Em vez de construir diretamente um pavilhão multiusos, o município transfere para um investidor privado a responsabilidade de erguer um hotel de quatro estrelas, com pelo menos 100 quartos, e um centro de congressos para 1.500 pessoas.
Os números são claros. O preço base ronda os 550 mil euros, valor que não pode ficar abaixo do custo de aquisição. O comprador terá de investir no mínimo 15 milhões de euros, incluindo acessos e estacionamento, apresentar o projeto em seis meses (prorrogáveis por mais seis) e concluir a obra em 36 meses após a sua aprovação. Se falhar, os terrenos podem reverter para o município. 
As vantagens são reais. A autarquia limita o esforço financeiro, capta investimento privado e reforça a oferta hoteleira e congressual, essencial para combater a sazonalidade turística. Um centro de congressos ligado a um hotel pode atrair empresas, associações e eventos profissionais, gerando atividade e emprego. A transferência das feiras para Seiça e a componente desportiva junto ao Pavilhão Galamba Marques, com piscina olímpica, apontam para uma descentralização do concelho.
Mas há reservas. Um centro de congressos não substitui, por si só, um pavilhão pensado para espetáculos, exposições e desporto. A capacidade de 1.500 pessoas é inferior à dimensão global antes prevista, e a dispersão por Salmanha, Seiça e Tavarede pode encarecer a organização de eventos. Seiça continua sem projeto, orçamento ou calendário públicos, e a venda retira ao município uma reserva estratégica. 
A decisão pode ser boa, mas só o será se o caderno de encargos garantir execução, serviço público e transparência. Sem isso, troca-se um projeto excessivo por uma promessa fragmentada."

Hoje há reunião de câmara

A Câmara da Figueira da Foz reúne-se hoje em sessão ordinária. 
Com início às 15H30, tem lugar nos Paços do Município a segunda e última do mês de outubro. 
As sessões são transmitidasem direto na página do municípiona internet, com imagem e áudio.
A Ordem de Trabalhos pode ser consultada clicando aqui.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Campus universitário

 Via Diário as Beiras

«A convicção do presidente da Câmara da Figueira da Foz e do reitor da Universidade de Coimbra é a de que, seja quem for o sucessor de Amílcar Falcão, o desenvolvimento do campus universitário não deverá ser afetado. “Não receio nada. Estou absolutamente convencido de que, seja qual for a escolha, qualquer um deles lidará muito bem com esta realidade irreversível. Este projeto é extraordinário. Não tenho nenhum receio”, afirmou ontem Santana Lopes, em declarações aos jornalistas, no final da sessão de abertura da feira de inovação, tecnologia e mar.» 

Por sua vez, «o reitor da UC, ressalvando que “os momentos e os tempos são os que são, há sempre alterações”, disse que quer acreditar que quem o suceder “terá o bom senso de perceber que o Campus da UC na Figueira da Foz é uma ferramenta extraordinária para as próximas décadas da UC, especialmente para o seu trabalho na área da economia azul”. 

A atividade do campus universitário inclui duas licenciaturas, cinco mestrados e centros de investigação dedicados ao mar e à economia azul.»

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O Metrobus deve chegar à Figueira da Foz?

 João Pedrosa Russo, via Diário as Beiras: "Se chegar, é excelente"

Unidades de saúde de Bom Sucesso e Paião adjudicadas

 Via Diário as Beiras: "Município da Figueira da Foz adjudicou, a duas empresas, a construção das novas unidades de saúde familiar no Bom Sucesso e em Paião. Investimento supera os 3,2 milhões de euros".

A propósito de promessas...

Câmara diz que vai construir ponte sobre passagem de nível da Salmanha, mas Vítor Alemão continua descontente. Via Diário as Beiras, quarta-feira, 20 de setembro de 2023

«... o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, considerou que esta é uma obra prioritária. Até porque, já ali houve acidentes mortais, envolvendo viaturas e comboios. “Estamos a tratar da construção de uma travessia rodoviária aérea na passagem de nível da Salmanha. [Neste momento], estamos a ver os materiais e o traçado. Nunca ninguém fez isto, como muitas outras coisas no concelho, e essa [passagem de nível] até mexe com vidas humanas”, frisou Santana Lopes.

... o presidente da Junta de Vila Verde, Vítor Alemão, desvalorizou o anúncio como sendo uma obra que vai beneficiar os vilaverdenses. “Essa é uma obra estruturante para o concelho que não beneficia apenas a freguesia de Vila Verde”.»

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

O Metrobus deve chegar à Figueira da Foz?

José Couto, via Diário as Beiras "É claro que [sim]"

A Figueira tem uma ilha... Lembram-se?

...é a "ILHA DA MORRACEIRA: UM PATRIMÓNIO NATURAL E CULTURAL QUE PRECISA DE SER VALORIZADO". 

"A Ilha da Morraceira, na Figueira da Foz, é um espaço de enorme riqueza natural, cultural e paisagística, com uma extraordinária diversidade de aves e uma forte ligação à história e às tradições locais. Os seus caminhos de observação de aves são uma mais-valia para a educação ambiental, o turismo de natureza e a valorização do nosso território.

Os vereadores do Partido Socialista, na reunião de Câmara de 8 de outubro, alertaram para o estado de abandono e a falta de manutenção de alguns destes percursos, bem como a ausência de sinalética adequada, que dificultam a sua utilização e impedem que este património seja devidamente apreciado.
É urgente recuperar e melhorar os caminhos, garantir a sua manutenção e instalar sinalética que identifique os percursos e os melhores pontos de observação, com informação sobre as aves e os habitats existentes.
Valorizar a Morraceira é proteger a natureza, preservar a nossa identidade e criar melhores condições para residentes e visitantes.
A Morraceira não pode ficar esquecida! Merece cuidado, investimento e valorização."

Em tempo.
Na Morraceira, laboraram dois estaleiros navais  (Carreira Naval Figueirense e Estaleiros Navais do Mondego) – e estão encerrados. Ficaram centenas de trabalhadores no desemprego.
Na Morraceira, laboraram três secas do bacalhau (Sociedade de Pesca Oceano, Atlântica Companhia Portuguesa de Pesca e Luzitânia Companhia de Pesca) – e estão todas inactivas. Ficaram centenas de trabalhadores no desemprego.
Na Morraceira, laborou uma Fábrica de Vidros há muito encerrada. Ficaram centenas de trabalhadores no desemprego. 
Na Morraceira, existia um restaurante famoso (O Covil do Caçador) e a tasca do Bispo onde se comiam umas saborosas sandes de chouriço e se bebia um copo de três ou  uma mini por uns parcos escudos. Fecharam há alguns anos.
Na Morraceira, existia uma fábrica de malhas (SCOTTWOOL (PORTUGAL) - MALHAS E CONFECÇÕES, SA) – que encerrou. Ficaram centenas de trabalhadores no desemprego.
Na Morraceira, apesar de tudo, ainda laboram todos os dias dezenas de pessoas. Em funcionamento, existe uma creche e jardim de infância, algumas pequenas unidades industriais,  uma venda de marisco para a pesca lúdica, piscicultura e extracção de sal. Contudo,  a Morraceira é, nos dias que correm,  uma sombra do passado.
A Morraceira, recorde-se, teve o aeródromo concelhio e até um campo de futebol!..
Morraceira, um pedaço de terra que sobressai no estuário do Mondego, apesar de continuar  entregue praticamente ao abandono, a aguardar pelo desejado plano geral de requalificação... 
Em Novembro de 2011, segundo o que li no Diário de Coimbra, "a Ilha da Morraceira estava “a caminho” da valorização turística".
De harmonia com o acima citado Jornal, o “Plano de Valorização Turística da Ilha da Morraceira”, que estava a ser desenvolvido pelo Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra foi apresentado a um conjunto de empresários com actividades na área do salgado, desde salinicultores, aquacultores e operadores turísticos. Um projecto que surgiu na sequência de estudos iniciados em 2004, que agora, com a colaboração de todos, se pretendia concluir para submeter a um possível financiamento comunitário.
O documento, segundo explicou José Rochete ao Jornal, integra-se no Plano de Desenvolvimento Turístico da Figueira e envolve a criação de infra-estruturas, como percursos pedonais, ecoturismo para cidadãos com dificuldade de mobilidade, um centro de interpretação, a promoção do sal e de interligação com a aquacultura, o ecoturismo e a agricultura biológica.”
Até hoje, que seja do meu conhecimento, nada aconteceu.

Depois, a 12 de fevereiro de 2015 li que a Figueira da Foz estava a desenvolver candidatura de proteção ambiental do Rio Mondego. 
"A Câmara da Figueira da Foz e a concessionária Águas da Figueira assinaram um protocolo que visa desenvolver uma candidatura a fundos comunitários para a proteção ambiental do estuário do rio Mondego.
O projecto, segundo os termos do acordo assinado pelo autarca João Ataíde e por João Damasceno, diretor geral da empresa de águas e saneamento, visa a melhoria das condições ambientais do rio Mondego junto à foz, nomeadamente na zona da ilha da Morraceira, através de soluções tecnicamente evoluídas para a promoção de actividades económicas ligadas à aquacultura, produção de sal e turismo. 
De entre as medidas propostas está a execução de uma “solução inovadora” para a rede de drenagem da ilha da Morraceira – com transporte de efluentes para a estação de tratamento de água residuais (ETAR) de São Pedro – e a melhoria da capacidade de tratamento desta infraestrutura.
Outras medidas preconizadas passam por um tratamento terciário de última geração (desinfeção), que, segundo João Damasceno “vai muito para além das exigências legais” nas ETAR de São Pedro e Bizorreiro de Lavos e a automatização da ETAR da Zona Urbana da Figueira da Foz “por forma a gerar eficiências energéticas” com monitorização de efluentes descarregados no estuário do rio.
Embora a Águas da Figueira tenha em curso um estudo prévio para identificar o volume de investimento necessário a incorporar na candidatura ao quadro comunitário Portugal 2020, João Damasceno estimou aquelas verbas num montante entre os três e os quatro milhões de euros.
A candidatura ficará a cargo da autarquia da Figueira da Foz, estando por definir se será o município ou a empresa, ou ambos, a assegurar a componente nacional do investimento e qual será essa taxa de esforço.
Questionado pelos jornalistas, João Ataíde estimou que se o investimento se cifrar em quatro milhões de euros a taxa de esforço poderá situar-se nos 800 mil euros, 20% do total.
De acordo com o texto do protocolo, os investimentos em causa não se encontram previstos no Plano de Investimento do Contrato de Concessão, nem são possíveis de executar “com o recurso exclusivo aos utilizadores através do sistema tarifário sem o onerar de forma incomportável”.
No mesmo texto, o município da Figueira da Foz admite que não dispõe de fundos próprios para financiar a concessionária nos investimentos previstos, “necessitando de financiamento externo não reembolsável para a sua execução”.
Resultados práticos, alguém os conhece?
Em 7 de Março de 2018, no jornal AS BEIRAS, vinha esta notícia...

Para ler melhor clicar em cima da imagem.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

PORTINHO DA GALA, uma estrutura que custou mais de 2 milhões de euros...

Comunicado Mais Pela Figueira 
PORTINHO DA GALA: ATÉ QUANDO VAI CONTINUAR O ABANDONO?

"O estado de degradação em que se encontra o Portinho da Gala é motivo de preocupação e merece uma resposta clara por parte de quem tem responsabilidades na sua conservação e manutenção. O vereador do Partido Socialista, João Paulo Rodrigues, questionou o Executivo Camarário sobre o assunto.

Estamos a falar de um espaço com história, identidade e importância para a comunidade local, que merece ser cuidado, valorizado e preservado — e não deixado ao abandono. Perante esta situação, impõem-se as seguintes perguntas: quem é responsável pela manutenção deste espaço? A quem compete realizar as obras necessárias? E por que razão se chegou a este estado sem que haja uma solução visível?
Para além do estado de degradação a que as infraestruturas de apoio chegaram, o portinho encontra-se completamente assoreado, com os barcos a ficarem encalhados no fundo.
O Executivo Camarário, na última reunião de Câmara, perante as questões levantadas pelo Vereador, passou a responsabilidade para a Agência Portuguesa do Ambiente - APA, todavia segundo o site do Porto da Figueira da Foz, a Câmara Municipal da Figueira da Foz é a entidade responsável pela gestão do Portinho da Gala. Em que ficamos?
O Portinho da Gala não pode continuar esquecido. A sua recuperação deve ser uma prioridade, em defesa da comunidade piscatória, do património local e da valorização da freguesia de São Pedro da Figueira da Foz."

Em tempo
O Portinho da Gala foi inaugurado em 2004. Cerca de 10 anos depois, a autarquia inaugurou um centro cultural e de convívio, que custou cerca de 120 mil euros,  para a comunidade piscatória. Pelo meio, foram construídos os 80 armazéns. 
Desde 2018, há cerca de 8 anos, que o gabinete jurídico da Câmara da Figueira da Foz está a fazer um novo regulamento para o Portinho da Gala, contando com o contributo da Junta de Freguesia de São Pedro e da Capitania da Figueira da Foz.
“Temos de criar normas para o portinho poder funcionar melhor e adequar-se às necessidades dos pescadores”, defendia o anterior presidente da Junta de São Pedro, em Fevereiro de 2018, António Salgueiro, em declarações ao jornal AS BEIRAS.
Para um futuro próximo, estava também prevista uma ligação directa da EN109 à infraestrutura, cujos acessos actuais limitam a actuação dos bombeiros em caso de incêndio, o que também ainda não aconteceu. 
22 anos depois da inauguração desta estrutura de apoio aos pescadores, o Portinho da Gala ainda não tem regulamento, em particular, para a utilização dos armazéns. 

Em março de 2025, foi anunciada uma boa notícia para os pescadores da Cova e Gala. Via Diário as Beiras: Portinho da Gala vai ser desassoreado.
O assoreamento e a falta de manutenção continuam a dificultar a actividade das várias dezenas de pescadores de pesca artesanal que têm a sua base logística no Potinho da Gala.

Iluminações de Natal....

Na Figueira, "cada dia uma coisa"?..

A iluminação de Natal na Figueira é aquilo que acontece uma vez por ano para lembrar aos figueirenses que a vida podia ser bem pior. 

Bioadvance, "tudo em aberto" e "prognósticos só no fim"...

Citando declarações do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro ao Diário as Beiras, "o controverso processo da Bioadvance não ficou decidido com a Declaração de Impacte Ambiental desfavorável. Ribau Esteves revelou que o organismo que lidera recebe esta semana a administração da empresa, que solicitou uma reunião técnica, cujo resultado poderá ditar a decisão final sobre o destino a dar à fábrica de produção de biocombustível através de óleos alimentares usados instalada na zona portuária." 
Segundo João Martins, vereador da autarquia figueirense,  "a Câmara da Figueira da Foz não é previamente informada das decisões tomadas pelas entidades com intervenção no dossiê da Bioadvance. Em alguns casos, o município é mesmo o último a saber."

domingo, 11 de outubro de 2026

CENTRO MULTIUSOS DA FIGUEIRA DA FOZ

Via Mais Figueira: "Mais uma promessa eleitoral não cumprida!!!"

"Na reunião de Câmara de 8 de outubro, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz anunciou e colocou a votação a alienação dos terrenos do Salmanha, que antes tinham sido adquiridos para um futuro Centro Multiusos e agora são destinados à possível construção de um hotel com um centro de congressos.

Os vereadores do Partido Socialista, João Paulo Rodrigues e Rui Carvalheiro, pronunciaram-se e votaram contra esta proposta, não porque sejam contra a construção de hotéis, muito menos no local anunciado, mas porque esta nova solução é completamente diferente da que o atual Presidente Câmara Municipal tinha prometido em campanha eleitoral, com pompa e circunstância, aos Figueirenses.

Se esta nova unidade hoteleira for construída, a Figueira da Foz continuará sem ter um Centro Multiusos. Esta nova solução irá também conflituar com o Centro de Artes e Espetáculos que é municipal, desviando muitos eventos deste para o referido hotel de congressos que será privado. A parte de feiras e eventos e a parte desportiva ficarão comprometidas, mesmo que se proponham soluções alternativas que dificilmente irão ser concretizadas e que não substituem de todo o que estava previsto para o Centro Multiusos.

A Figueira da Foz precisa de um Centro Multiusos onde estejam integradas a parte de feiras e eventos, a parte desportiva e a parte de congressos de maiores dimensões."

Câmara de Lisboa vai homenagear Pedro Santana Lopes

"A Câmara Municipal de Lisboa aprovou, em reunião do executivo realizada em 7 de outubro de 2026, a atribuição da Medalha de Honra da Cidade a Pedro Santana Lopes e a Leonor Beleza. Nesta sessão também foi concedida a Medalha de Mérito Cultural a Roberta Medina."

sábado, 10 de outubro de 2026

"O Município da Figueira da Foz tem em curso o processo de criação de uma empresa municipal para gerir os parques industriais e empresariais do concelho"

Via Diário as Beiras 

Bioadvance: "o processo ainda não acabou"... Querem ver que ainda vem parar à Gala!..

Via Diário as Beiras
"Se fosse a câmara a decidir, “a localização seria outra”. João Martins afirmou, ainda, que “se a [Bioadvance] fosse instalada fora da área portuária [sendo o Município a decidir], a unidade industrial seria instalada noutro sítio”. Por exemplo, indicou, na Zona Industrial da Figueira da Foz.
«A Bioadvance solicitou recentemente uma reunião técnica à CCDRC, a primeira, segundo o presidente do organismo público regional. “Na semana passada, a empresa solicitou-nos uma reunião”. E acrescentou: “Segundo o histórico deste processo, nunca tinha solicitado uma reunião à CCDRC, mas também é verdade que não pertencia às práticas normais da CCDRC”, avançou Ribau Esteves, ressalvando que não estava a criticar a gestão da sua antecessora Isabel Damasceno. “A minha antecessora fez um trabalho excelente. Eu apenas tenho que melhorar a minha instituição”, afirmou o líder da CCDRC a este jornal.»
Ainda segundo o Diário as Beiras, «após o anúncio feito na reunião de Câmara da Figueira da Foz pelo vereador executivo João Martins de que a APA havia “chumbado” o Estudo de Impacte Ambiental da Bioadvance, as reações não se fizeram esperar, começando pelo presidente da Junta de Vila Verde, Lourenço Silva, freguesia onde se encontra instalada a unidade de biocombustível, que se congratulou com a decisão. Em comunicado, ontem, também a coligação Evoluir Figueira aplaudiu o parecer desfavorável. Mas o processo ainda não acabou, como ressalvou ontem Ribau Esteves ao mesmo jornal.»

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Arrancou campanha promovida pela câmara municipal da Figueira da Foz a denunciar o incumprimento das responsabilidades da Agência Portuguesa do Ambiente na recuperação de um muro junto à praia do Teimoso

A Câmara da Figueira da Foz está a promover uma campanha a denunciar o incumprimento das responsabilidades da Agência Portuguesa do Ambiente na recuperação de um muro junto à praia do Teimoso.
A campanha assenta na colocação de dois "outdoors" de grande dimensão colocados próximo da zona afetada, com a mensagem "Obra da responsabilidade da APA - Há um ano à espera da APA".
Em declarações à agência Lusa, o vereador Ricardo Silva disse hoje que a autarquia alertou a APA para a situação e avançou sozinha com um projeto de intervenção, tendo apresentado ao organismo público três propostas, em maio de 2024.
"A APA respondeu em junho, dizendo que aceitava duas propostas", salientou o autarca, referindo que a autarquia andou em negociações com o organismo público até o muro acabar por cair.
Segundo Ricardo Silva, posteriormente, os responsáveis máximos da APA foram ao local.
Contudo, o que se tem verificado "é um bocado de inércia por parte deste organismo, comparando com outras situações na costa portuguesa".
"Contrataram o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para emitir um relatório, só que entretanto o tempo vai passando e o município não vê a resolução do problema, nem sabe quando irá começar a intervenção", sublinhou.
O vereador Ricardo Silva recordou que tem existido reuniões entre a Câmara e a APA, mas que mesmo assim os testes geotécnicos necessários prometidos para final de agosto ou setembro ainda não avançaram, numa altura em que se aproxima o inverno.
"Com esta campanha, pretendemos explicar às pessoas que passam no local que não é a Câmara Municipal que vai fazer aquela obra", sintetizou Ricardo Silva.
A agência Lusa tentou obter um comentário do presidente da APA, Pimenta Machado, mas não foi possível o contacto.

Foi aprovada a hasta pública para venda dos terrenos adquiridos pelo Município da Figueira da Foz para a construção de um pavilhão multiusos municipal na Salmanha. PS e Chega votaram contra

Via Diário as Beiras (para ver melhor clicar na imagem)
«Foi ontem aprovada a hasta pública para venda dos terrenos adquiridos pelo Município da Figueira da Foz para a construção de um pavilhão multiusos municipal na Salmanha, tendo como base de licitação 550 mil euros, o valor da compra. 
A oposição (PS e Chega) votou contra a proposta da maioria FAP.
“A proposta que nos apresenta agora, aqui, é diferente. Há uma alteração de estratégia devido à falta de financiamento. A meu ver, o centro de congressos vai competir com o CAE. A nossa candidatura incluía uma piscina junto ao Ginásio como equipamento municipal que seria gerido pelo clube”, sustentou o vereador João Paulo Rodrigues. 
“A solução do hotel não resolve. Continuamos a defender um centro multiusos”, disse também João Paulo Rodrigues.»
Por sua vez, «o vereador único do Chega, Hugo Fresta, também votou contra a hasta pública para venda de terrenos municipais que estavam destinados à construção de um pavilhão multiusos, em relação ao qual se opôs ainda durante a campanha eleitoral. 
Qualquer cidadão do concelho que quiser construir uma casa nos seus terrenos a resposta será: "o terreno é seu, mas não pode construir em qualquer sítio [porque o PDM não permite]", mas, no caso do hotel, ressalvou, “são aplicados os mecanismos de flexibilização”. 
No caso do hotel, afiançou o vereador João Martins (FAP), não há qualquer constrangimento relacionado com o PDM.»