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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Padre Guilherme Dj, é um dos cabeças de cartaz do festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio

Uma autarquia é como uma família: obtém dinheiro (receitas) e com esse dinheiro compra coisas e presta serviços (despesas). 
Nos próximos meses deste ano de 2026, mais uma vez, vamos ter dias felizes aqui pela Figueira!
Porém, alguém se interessa por saber quanto é que vai custar?
Na Figueira,  tem sido sempre carnaval: por exemplo, em outubro de 2016, "o PSD (então na oposição) preocupava-se em ver as contas do carnaval de 2016", que se tinham realizado 8 meses antes, no início de fevereiro!.. 
Em 17 de outubro de 2016, João Portugal, então na situação (vereador PS já não me lembro de quê),  disse na reunião de câmara: "as contas estavam para ser apresentadas com o novo protocolo a assinar com a Associação, mas ainda não chegaram a acordo sobre o valor do próximo ano. Pretendem um financiamento e programa mais arrojado, para melhorar os carros alegóricos..."
Moral da história: na Figueira é sempre carnaval, mas ainda é mais carnaval em ano de eleições!..
Sou pouco de elogiar. Mas, de vez em quando lá vai: ainda bem que temos mais um executivo camarário que gosta de desafios verdadeiramente desafiantes e não é um mero apontador de problemas. Ainda bem que, com os meios escassíssimos que tem, labuta quotidianamente para fazer o seu melhor no campo da promoção da agitação e propaganda. Com mais alguns políticos, assim, e há muitos, em vários cantos do território figueirense, dá para resgatar um pouco de ânimo e de fé neste concelho.
Perfeitos, nós?.. 
Claro que não... 
Mas, já fomos mais imperfeitos...
Vejamos. 
Que clima temos na Figueira! Que bem que se come! Que bom e barato é o vinho! Que bem escrevem os nossos prémios Leya! A quantidade de queijos franceses que já se podem comprar nos supermercados figueirenses!..
Estou a falar a sério!
E as belezas da nossa terra! As praias!.. Então o Cabedelo está maravilhosa!..
Que simpáticas são as pessoas! 
Desculpem, mas começa a ser inegável: é que não se está nada mal na Figueira.
Até o autor deste blog, já esteve mais insatisfeito...
Na Figueira a vida só é dura para os fracos e moles. 
Festa é festa. Siga a Festa.
Via Diário as Beiras, conheçam as mais fresquinhas novidades sobre o assunto...
"O RFM SOMNII Intermarché realiza-se de 10 a 12 de julho, no local de sempre, ou seja, na Praia do Relógio, na Figueira da Foz. No fim de semana seguinte, no dia 17, no mesmo recinto e tendo também em comum a promotora MOT, sobe ao palco Sting, já com lotação esgotada. Um dia depois, é a vez do concerto de Lewis Capaldi. O diretor executivo da MOT destacou o desenvolvimento da parceria com a Câmara da Figueira da Foz, que permitiu consolidar o festival de música eletrónica e avançar com a realização de concertos internacionais na cidade. Por outro lado, frisou que a MOT decidiu apostar na Região Centro do país, em detrimento de Lisboa e do Porto, para a realizar de grandes eventos.

O dj Padre Guilherme é um dos cabeças de cartaz da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, ao lado do australiano Timmy Trumpet e do neerlandês Hardwell. “Vamos criar algo de especial. Acredito que vai ser tudo à volta de criar uma viagem que envolve a pista de dança”, antecipou ontem o dj Padre Guilherme, na apresentação do festival aos jornalistas. Nos espetáculos do dj Padre Guilherme misturam-se música eletrónica com a voz do Papa Francisco, textos bíblicos e “mensagens de fé e esperança”. Acerca da música eletrónica, o padre da Póvoa de Varzim que também é dj sustentou que é um género musical inclusivo, recorrendo a uma frase do Papa Francisco a propósito de uma Igreja para “todos, todos, todos”. “Na música eletrónica também há lugar para todos, todos, todos”, afirmou. 

Para a atuação do dj Padre Guilherme, “o céu é o limite”, destacou o diretor executivo da promotora do RFM SOMNII Intermarché, Tiago Castelo Branco. “É motivo de orgulho para os portugueses termos um artista com esta dimensão [internacional]”, vincou o responsável da MOT, referindo-se ao dj Padre Guilherme. Tiago Castelo Branco considerou a atuação do dj Padre Guilherme “o momento alto” da 12.ª edição do festival de música eletrónica.

A vereadora da Câmara da Figueira da Foz Cláudia Rocha afirmou ontem que a cidade é também um destino de grandes concertos internacionais. “Apostamos nesta nova dinâmica de [fazer] da Figueira da Foz um destino, além de turístico, de concertos internacionais”, defendeu a autarca, que falava na apresentação da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, de 10 a 12 de julho, na Praia do Relógio, da mesma promotora dos concertos de Sting e Lewis Capaldi, no fim de semana seguinte. Nos próximos anos, outros artistas internacionais atuarão no areal urbano daquela cidade.

Na edição deste ano do RFM SOMNII Intermarché há dois djs internacionais de topo que regressam ao palco do festival, o australiano Timmy Trumpet e o neerlandês Hardwell, o segundo 10 anos depois. “Vamos ter três dias de muita animação”, garantiu João Pedro Sousa, da rádio RFM, parceira da promotora MOT no festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio. Os djs Padre Guilherme, Vini Vici, Dual Damage, Diego Miranda, Will Sparks, Kaaze, Sound Rush, Nifra e Tiago Cruz são outros dos nomes confirmados no cartaz da 12.ª edição do evento."

sábado, 2 de maio de 2026

Na Figueira, também é sempre carnaval... (continuação)

Via Diário as Beiras

«O Carnaval fora de época, levou a um “prejuízo expectável”, de cerca de 10.500 euros, segundo avançou a presidente da Junta de Buarcos, Rosa Batista, na Assembleia Municipal da Figueira da Foz.
O prejuízo deverá ser assumido pelo Município da Figueira da Foz, de acordo com o “compromisso verbal” assumido pelo presidente da câmara, Santana Lopes, aquando da decisão do adiamento. A organização faturou 26,1 mil euros. No dia 11, foram pagas 1500 entradas. No dia 12, foram pagas 3600. O evento tinha um orçamento de 130 mil euros. O município assegurou 85 mil euros e apoio logístico. A receita contou com patrocinadores e bilheteira.»
Nota de rodapé
Sustentabilidade é o forte dos figueirenses: há décadas que andam a sustentar, através do voto, estes políticos "generosos"...
Porém, “não há generosidade na esmola: há interesse. Os pecadores dão para aliviar seus pecados; os políticos para merecerem os votos dos eleitores.”

segunda-feira, 27 de abril de 2026

25 de Abril: a Festa na rua é para quem ama a liberdade

Na Figueira da Foz, cidade maravilhosa, de carnaval em Abril, mas também de grandes tradições democráticas e de Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade" e da consciência cívica que, pelos vistos ficou perdida no tempo,  as Comemorações do 25 de Abril de 2026 promovidas pela autarquia ficaram reduzidas a isto.
"A sessão extraordinária da Assembleia Municipal (AM), comemorativa do 52º aniversário do 25 de Abril, que decorreu ontem pelas 10h30 no Centro de Artes e Espectáculos, contou com as intervenções do orador convidado, o professor e historiador Miguel Cardina, e do representante da Associação 25 de Abril, Coronel Gois Moço. Deu voz aos representantes de todos os partidos e movimentos de cidadãos com assento na Assembleia Municipal, bem como ao presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes."

A música e o 25 de Abril sempre andaram de mãos dadas.
A celebração do 52.º aniversário da Revolução dos Cravos fez-se de norte a sul do País este fim de semana e, entre as diferentes actividades, houve vários concertos para assistir. 
Mais: muitos deles foram ao ar livre e com entrada gratuita.
Na Figueira, onde se realizam concertos com entrada gratuita por tudo e por nada (até numa noite gélida do final de Novembro, na praia...), as comemorações do 25 de Abril deste ano limitaram-se ao formal, a que já praticamente ninguém liga.
Nem a considerada "intensa" (segundo a publicação do Município da Figueira da Foz) intervenção de Balbina Oliveira, do Chega, foi novidade na cerimónia realizada no CAE no sábado passado.
  
Se a Câmara Municipal da Figueira da Foz quisesse que o 25 de Abril fosse festa, entre nomes consagrados, novas vozes e projetos mais alternativos, teria encontrado opções para todos os gostos. 
Tal não aconteceu em 2026. Fica o registo para memória futura.
Numa terra em que é sempre carnaval, não deve ter sido por falta de dinheiro, que foi reirada a componente popular das comemorações.
A alegria que o 25 de Abril trouxe ao Povo Português é o simbolismo da data.
 
Nada disto acontece por acaso.
Há uns anos havia um certo pudor. Mas, os tempos estão a mudar, o que facilita o reescrever a história.
Não vai ser tarefa fácil. 
O 25 de Abril de 74 é o dia mais importante da nossa história contemporânea. É o dia em que nos libertámos de uma ditadura e iniciámos o caminho para vivermos numa democracia.

Vivi 20 anos em ditadura.
A quem anda desalentado com o rumo que as coisas tomaram, apenas tenho a dizer que não há nada pior do que viver em ditadura. 
Quem sonha com esses tempos, das duas uma: ou não os viveu ou era beneficiário do regime. 
Pode haver fachos no parlamento, nas câmaras e assembleias municipais e nas juntas de freguesia, mas a rua (como se viu há dois dias) estará sempre do lado da democracia, da liberdade e de quem foi torturado e assassinado para que hoje se possa dizer isto, sem medo de ir preso.

Abril não falhou. 
Abril terminou com a ditadura.
A minha geração é que falhou. 
Ao mesmo tempo que permitimos que o nosso país se arrastasse na pobreza, nos baixos salários, nas falhas da saúde e da habitação, colocámos com o nosso voto gente a governar que se tornou milionária. 
"Nós, com o nosso voto, é que permitimos e levámos ao poder gente como o Sócrates, o Montenegro, o Passos, o Durão, o Vara, o Relvas, o Ventura e demais trafulhas.
Nós é que assistimos, de braços cruzados, à construção de mais autoestradas e IPs, enquanto a cada Setembro as escolas não arrancam por falta de professores.
Nós é que apoiamos guerras, do Iraque ao Irão, de Gaza a Kiev, sem percebermos que a fatura chega sempre aos países pobres. 
Nós é que desvalorizamos a necessidade da educação e a luta por condições de trabalho. 
Nós é que vemos o país a ser vendido ao retalho, desde os sectores estratégicos até aos prédios absorvidos por fundos imobiliários.
Nós é que demos votos a gente como o Cavaco ou Marcelo, que nos garantiram a solidez do BES, do BPP ou do BPN, dias antes de nos virem apresentar a conta pelas falências. 
Assistimos, impávidos e serenos, a 50 anos de decisões erradas, apostas em falso e a uma gestão interminável de fundos europeus. Pouco ou nada se fez para crescer, inovar, ser autónomo financeiramente."

Em 2026, 52 anos depois de Abril, estamos há quatro décadas na UE, mas continuamos a ser dos mais pobres desta "união".
Os que adquiriram melhor e maior formação emigraram.
Os mais velhos esperam.
Pela morte, claro, mas antes em cada verão que se aproxima, por nova enchente de turistas. 
E "lá vamos cantando e rindo, levados, levados, sim".
Em 2026, vivemos num País onde 20% dos eleitores votam num partido que admira os feitos da ditadura.
O governo, para sobreviver, segue as políticas ditadas por esse partido.
 
Contudo, Abril continua a ser o dia que nos devia fazer pensar e acordar para a vida.
Viver em liberdade dá trabalho e nunca foi "um direito adquirido".
A liberdade vive dias difíceis, mas quem a ama não desiste.
Por isso, é que quem não gosta dela assim tanto, evita a festa da liberdade na rua.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Figueira, sempre, mas sempre, uma cidade maravilhosa

Recordo uma postagem de 6 de Maio de 2019: Figueira, cidade maravilhosa.
Teotónio Cavaco, no Diário as Beiras:
"... nesta coluna prometo solenemente nunca mais ofender as virgens impolutas do discurso oficial e único nem os arautos da verdade absoluta, juro pela minha honra jamais me enfurecer face às ressuscitadas promessas de piscinas cobertas, de parques verdes da cidade, de viagens de uma só pessoa por mês que custam milhares aos contribuintes, de árvores mal podadas ou cortadas porque estavam doentes e eram terrivelmente perigosas, de obras desgraçadas em Buarcos!... A partir de hoje só vou escrever o que o Gabinete da Presidência da Câmara da Figueira me mandar!"
Nota de rodapé.
É maravilhoso viver numa cidade onde quem ousa tem liberdade para dizer tudo o que apetece. 
Contudo, para os poucos que ousam dizer tudo o que apetece, viver numa cidade como a Figueira deixa de ser maravilhoso, pois as pessoas melindram-se facilmente quando dizemos tudo o que apetece. 
Seria maravilhoso viver numa cidade onde ter liberdade significasse respeito pela opinião, por mais diferente que seja. 
Mas, não acontece assim. Por mim, acho bem que haja liberdade para discordarem da minha opinião. Todavia, lamento que fiquem aborrecidos pessoalmente comigo por ousar exercer a liberdade de opinião,  numa cidade maravilhosa como a Figueira. 
Por uma razão muito simples: viver numa cidade, por mais maravilhosa que seja, onde o melindre é uma falta de liberdade tramada, é uma chatice do caraças. 
Para quem se melindra, porém, deve ser maravilhoso viver numa cidade livre por o poder fazer. 
No fundo, na Figueira, uma cidade maravilhosa, é chato ousar ter a liberdade de dizer tudo o que apetece. 
Viver na Figueira é maravilhoso. Contudo, é lixado querer ter uma vida maravilhosa. Isto é: ousar ter a ousadia de ter a liberdade para dizer o que apetece.
A Figueira é uma cidade maravilhosa, mas chata para quem ousa...

Decorridos quase 7 anos o que mudou na polis?
Sublinhado isto, viajemos até 24 de Abril de 2026.
Na Lousão 25 de Abril é comemorado com um programa alargado de celebração da Liberdade. O Teatro Municipal da Lousã recebe hoje, a partir das 21H30, um concerto de Ricardo Ribeiro. Durante o espetáculo, o fadista vai interpretar temas da autoria de Zeca Afonso, num momento que celebra a liberdade. Esta actuação faz parte da programação do município no ambito das comemorações de 25 de Abril.
Na Pampilhosa da Serra, o Município promove a valorização da memória coletiva e a promoção de uma cidadania activa e assinala 25 de Abril com exposição e espectáculo de teatro. O Auditório Municipal do Edifício Monsenhor Nunes Pereira,  é hoje palco da peça “Irmãos de Abril”. Trata-se de um espectáculo produzido pelo Coletivo à Solta, que relembra os espetadores que a história também se faz de vozes que ousaram falar… e de corações que nunca desistiram. A partir das 21H00, esta apresentação insere-se no âmbito das comemorações do 25 de Abril e do ciclo de Teatro Mise en Scène.

Na Figueira da Foz, cidade maravilhosa, de carnaval em Abril, mas também de grandes tradições democráticas e de Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade" e da consciência cívica que, pelos vistos ficou perdida no tempo,  as Comemorações do 25 de Abril de 2026 promovidas pela autarquia ficaram reduzidas a isto.

Para ver o programa clicar aqui.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Na Figueira é sempre Carnaval: "tudo a postos para os desfiles"

Via Diário as Beiras

Na noite de sábado, desfilam apenas as escolas de samba e os reis. No domingo à tarde, são esperados 800 participantes.

«Os desfiles de Carnaval deste ano foram cancelados ou adiados em diversas localidades do país, por causa do comboio de tempestades. A Figueira da Foz foi um dos concelhos da Região de Coimbra mais afetados pela depressão Kristin. 
Além da meteorologia não colaborar, os figueirenses, perante o rasto de destruição que o temporal deixou no concelho, tinham perdido o espírito festivo e a câmara municipal decidiu adiar dois desfiles e cancelar um. Apenas se realizou o desfile infantil, com crianças de jardins de infância e 1.º ciclo do concelho."
"A folia desfila este sábado, a partir das 21H00, na avenida do Brasil, em Buarcos, com as três escolas de samba do concelho, antecedidas pelo carro descapotável dos reis do Carnaval, a atriz, cantora e apresentadora Luciana Abreu e o empresário buarquense Nuno Miguel. 
No domingo, pelas 14H30, começa o desfile principal, com a participação de escolas de samba, grupos, carros alegóricos, foliões espontâneos e, claro, os reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz de 2026, num total de 800 participantes. 
No final deste desfile, a festa continua no jardim Fernando Traqueia, a partir das 18H30, com a Bakas Band. As entradas custam cinco euros e seis euros, respetivamente, para os desfiles de sábado e domingo. Já se encontram à venda no Posto de Turismo da Figueira da Foz (das 10H00 às 13H0 e das 14H00 às 18H00) e nas instalações da Junta de Buarcos (das 08H30 às 12H30 e das 14H00 às 17H00). Em ambos os desfiles, crianças até aos 12 anos têm direito a entrada livre. 
Mais postos de venda de bilhetes 
As bilheteiras da avenida do Brasil abrem às 18H00, no sábado, e às 11H00, no domingo. Este ano, para reduzir as filas junto nas bilheteiras, que acabam por atrasar o início dos desfiles, foram aumentados os postos de venda, é possível pagar com cartão bancário e procedeu-se à venda antecipada de bilhetes nos referidos locais. 
Este é o primeiro ano que o Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz é organizado pela Junta de Buarcos. A presidente da Junta de Buarcos espera que, desta vez, o estado do tempo permita realizar a festa. “De acordo com as previsões meteorológicas, não haverá chuva, mas haverá algum vento e a temperatura baixa um bocado significativo. Mas quem samba não sente frio. Serão dois bons desfiles, com muita gente”, antecipou ontem Rosa Batista, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.»

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Façam o Carnaval em Agosto

Miguel Esteves Cardoso, no Público: o espírito brasileiro

"O Carnaval é o povo a adorar-se. E o segredo do Carnaval brasileiro é que não copiam ninguém e não levam a mal serem copiados - querem lá saber disso das cópias quando o que interessa é a diversão. 

Diversão é desvio, é sair da via principal do ano inteiro. É mais do que dar uma curva: é fugir. Mas sabendo regressar à via principal, quando o Carnaval acabar: por isso é que é um desvio, por isso é que é divertido. 

O Carnaval português - que todos sabemos ser um sério candidato a pior do planeta– muito ganharia em copiar não o Carnaval do Brasil, mas o espírito brasileiro do Carnaval. 

A primeira coisa a copiar é a mais óbvia de todas, tão presente que passa despercebida: façam o Carnaval no Verão. 

É estúpido fazer o Carnaval no Inverno. A liberdade é a primeira regra do Carnaval. Os brasileiros fazem o Carnaval em Fevereiro porque Fevereiro é o Agosto deles. 

Façamos o Carnaval em Agosto. Deixem-nos ir directamente da praia para o desfile. Dispensem-nos, por favor, de tremer de frio. 

E arranjemos maneira de nos adorarmos a nós próprios - com a nossa música."


Como escrevi há quase dez anos, na Figueira, podemos discordar sobre quase tudo.

Mas, está mais do que na altura de chegarmos a um consenso sobre os fenómenos meteorológicos.
Todos sabemos o essencial sobre a matéria.
No Verão está calor e não chove; na Primavera está ameno e, às vezes, chove; no Outono está ameno e, frequentemente, chove; e no Inverno está frio e chove – muitas e muitas vezes.
Eu sei que existe muita incerteza na previsão do estado do tempo.
A meteorologia é uma ciência traiçoeira.
Ela partilha isso com os piratas, os políticos e as ciências económicas.
Mas, no Inverno, o natural  é estar  frio e chover – muitas e muitas vezes…
Portanto, nada mais natural, numa cidade em que é sempre carnaval, que a edilidade figueirense, em ano de eleições autárquicas, também previna, com uma cláusula de “mau tempo”, a realização do carnaval!..

Concordo com o que escreve hoje no Público Miguel Esteves Cardoso. 
"É estúpido fazer o Carnaval no Inverno.
Aproveitemos os nossos novos vizinhos brasileiros - a melhor dádiva populacional que tivemos desde que por cá passaram os fenícios - para lhes pedir que nos expliquem o Carnaval. 
O Carnaval é o povo a adorar-se. E o segredo do Carnaval brasileiro é que não copiam ninguém e não levam a mal serem copiados - querem lá saber disso das cópias quando o que interessa é a diversão. 
Diversão é desvio, é sair da via principal do ano inteiro. É mais do que dar uma curva: é fugir. Mas sabendo regressar à via principal, quando o Carnaval acabar: por isso é que é um desvio, por isso é que é divertido. 
O Carnaval português - que todos sabemos ser um sério candidato a pior do planeta– muito ganharia em copiar não o Carnaval do Brasil, mas o espírito brasileiro do Carnaval."

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Carnaval de Torres Vedras, foi cancelado poucas vezes em 100 anos de história

Carnaval de Torres Vedras adiado devido ao Estado de Calamidade

O Carnaval de Torres Vedras não vai acontecer nos dias inicialmente previstos - entre 12 e 18. Contudo, o município mantém a intenção de realizar as festas as "quando e se estiverem reunidas as condições necessárias"
"Face aos danos estruturais ainda existentes, às famílias afetadas, às vias de acesso comprometidas, às condições meteorológicas instáveis e à impossibilidade, dadas as condições mencionadas, de receber da melhor forma todos os foliões, não será possível realizar o Carnaval nas datas previstas." 
Não foi avançada nova data para a realização das festas, mas a autarquia manifestou "intenção de realizar o evento quando e se as condições do território o permitirem"
Conhecido como "o mais português de Portugal", o carnaval de Torres Vedras celebrou em 2023 o seu primeiro centenário e foi inscrito no Património Cultural Imaterial Nacional. 
Os festejos foram interrompidos em 1941 e 1945, com a Segunda Guerra Mundial, e em 1953, 1954 e 1956, no período do pós-guerra. Já em 2021 e 2022 as festividades foram canceladas devido à pandemia de Covid-19.

Nota de rodapé.
Na Figueira, os foliões não têm motivos de preocupação: é sempre carnaval...
E ainda bem que assim pensa quem de direito. 
A vida são dois dias, o carnaval são três e a saúde é um estado transitório que não augura nada de bom! 
E enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.
Viva o carnaval!
A folia, mesmo que artificial, e o bom humor, são duas das melhores peças de vestuário que alguém pode usar na sociedade...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Singularidades locais: na Figueira é sempre Carnaval, mesmo em situação de calamidade

A situação de calamidade vai  ser prolongada em Portugal continental, estendendo-se por mais sete dias, de domingo até 15 de fevereiro, devido ao mau tempo, anunciou ontem o primeiro-ministro. “Sabemos que ainda teremos uma situação difícil, que vai prolongar as condições que justificaram precisamente esta situação de calamidade”, afirmou Luís Montenegro, numa declaração na residência oficial em São Bento, em Lisboa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros e de de uma reunião com o Presidente da República.
Via Diário as Beiras: "A Câmara da Figueira da Foz registou, até à data, prejuízos de cerca de 3,5 milhões de euros (ME) no património municipal devido à passagem da depressão Kristin.
O valor provisório foi revelado ontem pela vice-presidente Anabela Tabaçó, na reunião camarária, na qual o período antes da ordem do dia foi utilizado para efetuar o balanço da tempestade.
Segundo a autarca, os edifícios municipais e os equipamentos desportivos e de recreio sofreram estragos na ordem dos 1,6 ME, enquanto nas infraestruturas e rede viária e pluvial foram registados prejuízos de 1,05 ME."

Ao mesmo tempo que está a decorrer uma desgraça destas (os Presidentes do Alqueidão e da Marinha das Ondas afirmam que não têm condições técnicas para enviar resultados das eleições presidenciais) preparam-se desfiles de Carnaval, cujo número de participantes das escolas de samba, dos grupos e dos carros do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz deverá chegar aos 750. Os desfiles realizam-se nos dias 14 (apenas com escolas de samba, pelas 21H00), 15 e 17 (estes com início às 15H00), na avenida do Brasil, em Buarcos. No desfile do Carnaval Infantil, no dia 13, pelas 10H00, está prevista a participação de 1100 crianças das redes de ensino pública e particular."

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Na Figueira é sempre carnaval!...

 Chegada dos reis

7 de Fevereiro

🕝 14:30 | Estação da C.P.
🕒 15:00 | Câmara Municipal
🕞 15:30 | Largo Maria Jarra (Largo da Má Língua)

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Festa é festa

 Em 2025, o mês de Junho é em grande na Figueira.

É habitual ouvir dizer: “todos os anos deveria haver eleições”. Porém, na minha já longa vida, vi anos seguidos de eleições com a Figueira e o País a ficarem sempre mais para trás.
Logo a seguir ao 25 de Abril, a cada vitória do PS/Figueira, os vencedores logo diziam que os figueirenses tinham validado a sua estratégia e, com este argumento, nunca se corrigiram.
A Figueira estagnou e foi sempre caindo. As vitórias socialistas municipais no nosso concelho, só fizeram a Figueira perder importância no distrito e no País.
Depois, entre 1997 e 2009, tivemos a alternância: o PSD. Primeiro, com Santana Lopes (e, da acusação nunca se livrou, o despesismo...). Depois, com Duarte Silva (que levou o PSD/FIGUEIRA a implodir, pura e simplesmente...).
Em 2009, voltámos à desgraça que desembocou entre 2019 e 2021 na gestão trágica por sucessão de Carlos Monteiro.
Em Setembro de 2021, Santana Lopes, em circunstâncias muito difíceis, conseguiu uma maioria relativa, que passou a absoluta, com a cooptação de Ricardo Silva, único vereador eleito pelo PSD em 2021.
Foi um sinal para o que viria a seguir.
Mas a Figueira não podia ser mais?
Podia...

Mas vamos ao que interessa ao Povo.
Via Diário As Beiras: "a cantora Daniela Mercury é cabeça de cartaz das Festas da Cidade da Figueira da Foz, que celebram o S. João. A brasileira tem o palco reservado para o dia 23 deste mês. O espetáculo começa após o desfile das marchas populares. Além de Daniela Mercury, uma das maiores referências da música popular brasileira, o cartaz das Festas da Cidade inclui outros nomes sonantes, mas da música feita no lado de cá do Atlântico lusófono. Pedro Abrunhosa actua no dia 21, Paulo Gonzo no dia 22, os Anjos no dia 24, os Sons do Minho no dia 20, Romana no dia 14 e Némanus no dia 13. Estes artistas portugueses completam um cartaz de espetáculos que privilegia a diversidade de público.
O programa conta, também, com actuação diária de djs.
Os espetáculos, com entrada livre, realizam-se na praça João Ataíde. É neste espaço ribeirinho onde também decorrerão a Festa da Sardinha, de 8 a 10, e a Feira das Freguesias, de 13 a 24."

A abordagem política à gestão de uma Câmara Municipal, pode ser feita de diversos ângulos.
Desde logo.
Se não houver Festas da Cidade com vedetas nacionais e internacionais contratadas ao preço do mercado o que ficam a pensar os figueirenses?
Estarão disponíveis para compreender e aceitar estas poupanças em festas e fogo de artificio?
Sinceramente, duvido. E além do mais, não daria votos.
Como justificação, diz-se que estas festanças atraem milhares de turistas à cidade.
Não duvido.
Contudo, qual o seu efeito reprodutivo na economia figueirense?
É significativo, ou estamos perante um turismo de massas onde poucos consomem e muito poucos pernoitam na cidade?
Não tenho, como penso ninguém ter, resposta concreta e objectiva para estas perguntas.
Que eu saiba, apesar dos milhões já gastos pela autarquia figueirense nos últimos 50 anos neste tipo de eventos (S. João, passagem de ano e Carnaval) está por realizar o estudo que fundamente, ou não, esta dispendiosa opção política de turismo de massas.

Em Junho de 2025, mais uma vez, vamos ter dias felizes aqui pela Figueira!
Na nossa cidade, a vida só é dura para os fracos e moles.
Alguém se interessa por saber quanto é que isto vai custar?
Festa é festa. Siga a Festa.
Depois, para mim, que já estou naquela idade (é preciso explicar?..), em que bom, muito bom mesmo, é comemorar o que acontece sem datas.
Dançar, apenas pelo prazer de movimentar o corpo, beber e comer com bons amigos, apenas pelo prazer e pela extravagância de viver.
Dia a dia. Cada dia.

Texto: daqui

Na foto, obtida via Diário As Beiras Daniela Mercury que actua na noite de S. João na Figueira.

terça-feira, 8 de abril de 2025

A questão da "materialização" da Polícia Municipal: corpo de Polícia Municipal foi aprovado em 28 de Janeiro de 2002, em mandato autárquico do PSD

Em Maio de 2024, o Presidente da autarquia figueirense anunciou que ponderava a criação da Polícia Municipal, não só, mas também por se encontrar muito insatisfeito com a actuação da força policial da zona urbana.
“Os Municípios têm uma responsabilidade acrescida, se a polícia só aparece para os gratificados, nós temos que olhar por nós, pois o que faz a atratividade de um concelho também é a segurança”, disse Pedro Santana Lopes na altura.
Como nasceu, parecia que o assunto tinha morrido. 
Ontem, porém, na sua página do facebook, o vereador Manuel António Domingues, trouxe a questão à colação.
Sobre este assunto, que não é novo, partilho da opinião do antigo vereador socialista João Vaz, que em 14 de Dezembro de 2020 escrevia sobre o assunto. 
Passo a citar.
"Será precipitado, errado e inconsequente criar uma força de Polícia Municipal na Figueira da Foz. Esta é uma decisão que carece de amplo debate onde se demonstre a sua necessidade e nos seja apresentado em detalhe o custo benefício. Estamos praticamente em ano de eleições, logo as decisões tomadas não devem comprometer o próximo executivo com uma decisão de elevado impacto na despesa corrente a médio e longo prazo. O trabalho prévio não parece estar elaborado, desde a análise à ligação com as forças de segurança (PSP, GNR) até ao perfil de atuação. Questiona-se ainda a sustentabilidade económica. Uma polícia municipal minimalista de 20 agentes custará mais de um milhão de euros por ano. Há algum estudo económico e técnico? Há muitos exemplos de ineficácia da Polícia Municipal, tanto em grandes concelhos (Lisboa) como nos pequenos. Predomina a ideia que esta Polícia serve apenas para “passar recibos” e não consegue atuar no fundamental, a segurança. Por esta razão, a ineficácia, o PSD Madeira chumbou recentemente a criação da Polícia Municipal no Funchal, uma cidade de 110 mil habitantes residentes e muitos milhares de turistas. Já na Figueira parte do PSD (2 vereadores) acha, e sublinho o “achismo”, que é essencial uma Polícia Municipal, e o presidente da Câmara acolhe bem esta ideia."

Recorde-se. Na reunião de Câmara realizada em 4 de Março de 2019, foi "chumbada" a criação de um corpo de polícia municipal, uma proposta dos vereadores Carlos Tenreiro e Miguel Babo, com os votos contra do PS e do vereador do PSD, Ricardo Silva.
Mas como na Figueira parece que é sempre Carnaval, em Março de 2019, o blogue OUTRA MARGEM (e não só), já tinha alertado.
Confirmar aqui.
Portanto, foi em mandatos autárquicos do PSD que nasceu a ideia: primeiro com Santana Lopes, depois com o Presidente Duarte Silva

Portanto, esta é uma decisão que não pode ser assim lançada para o ar: "carece de amplo debate onde se demonstre a sua necessidade e nos seja apresentado em detalhe o custo benefício."
Recordando o que escreveu Silvina Queiroz em 16 de Dezembro de 2020: «problemas que constitucionalmente são atribuídos ao Estado, ao Governo central, não devem jamais passar para a tutela exclusiva dos municípios. Municipalizar a segurança?! As competências das polícias municipais são mais reduzidas do que as da PSP, como não poderiam deixar de sê-lo. Esbarram e ainda bem, nas competências daquela força de segurança, essa sim responsável pela segurança dos cidadãos nos diferentes contextos, muitas vezes também com a GNR, fora da área urbana. Por que se pretende então a polícia municipal? Para aplicar multas de estacionamento, na nossa cidade em grande parte “a cargo” dos funcionários da empresa de estacionamento, “passada” ao preço da chuva a uma entidade privada. Como é sobejamente conhecido, imagino. Quando as coisas se complicam, lá são chamadas as forças de segurança com autoridade e formação capacitante para a assumpção da tarefa. Como é óbvio que tem de ser. 

Nas grandes cidades, admito que o corpo de polícia municipal possa dar uma mãozinha à PSP, dada a extensão territorial. Aqui precisamos do reforço do destacamento da PSP e não arranjar forma e pretexto para a tutela poder acabar com a força que é o garante da tranquilidade e da ordem pública. A antiga proposta de PM previa a afectação de 30 efectivos. E mais 30 sapadores? Sim, esses fazem falta

domingo, 2 de março de 2025

Carnaval...

Até na Figueira, a água molha.
Por isso, quem anda à chuva, molha-se.
Naturalmente.
Numa altura em que na Figueira o assunto do momento é o carnaval, o mínimo que se devia exigir era que a natureza aquosa da água fosse uma unanimidade local.
Até na Figueira, o frio esfria.
O facto de temperaturas baixas incomodarem os seres humanos, na altura do desfile do carnaval, também faz todo o sentido.
Como a nossa temperatura corporal é cerca de 37 graus, sentimo-nos mais confortáveis em temperaturas amenas. 
Para mais num descampado frente ao mar!
No entanto, sempre que os termómetros registam temperaturas ligeiramente abaixo dos 10 graus, o espanto e o choque surgem como se tivéssemos sido transportados, numa questão de segundos, do calor do deserto do Saara para o frio das tundras da Sibéria.
Até na Figueira, o desfile do carnaval, também costuma acontecer em demoníaca trindade de chuva, vento e frio.
O que acaba por transformar os figueirenses em criaturas ainda mais soturnas e traumatizadas. Por isso, sempre que podem, aproximam-se das  lareiras e aquecedores com a paranóia de gazelas perseguidas. Cobrem-se de mantas e cobertores. Ficam carentes, irritadiços, frágeis e sonolentos. 
                                                                                    
Na Figueira, podemos discordar sobre quase tudo.
Mas, está mais do que na altura de chegarmos a um consenso sobre os fenómenos meteorológicos.
Todos sabemos o essencial sobre a matéria.
No Verão está calor e não chove; na Primavera está ameno e, às vezes, chove; no Outono está ameno e, frequentemente, chove; e no Inverno está frio e chove – muitas e muitas vezes.
Eu sei que existe muita incerteza na previsão do estado do tempo.
A meteorologia é uma ciência traiçoeira.
Ela partilha isso com os piratas, os políticos e as ciências económicas.
Mas, no Inverno, o natural  é estar  frio e chover – muitas e muitas vezes…

Eu sei que sou um eterno insatisfeito...
Resta-me, aguentar e cara alegre. O que não tem remédio, remediado está!
Há muitos anos que percebi que rir é o melhor remédio. 
Mas, se porventura,  os prezados leitores notarem que vos estou a contagiar com esta doença, aconselho-vos a consultar um especialista.
Oxalá que a próxima terça-feira pregue uma partida de carnaval ao Inverno...

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Na Mealhada é sempre carnaval!..

O carnaval na Mealhada começou mais cedo: com uma grande partida...
Ao contrário do que havia sido anunciado (Concurso de Carnaval 2025 não será realizado), vai haver carnaval.
Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem).

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Na Mealhada, ao arrepio do que acontece na Figueira, não é sempre carnaval...

Concurso de Carnaval 2025 não será realizado.

Carnaval, passou a ser uma brincadeira que dura mais de três dias e movimenta milhões
Praticamente todas as localidades do país têm o seu próprio carnaval. Como por exemplo a Mealhada, "o maior Carnaval luso-brasileiro".
Imagem via Diário as Beiras. Para ler melhor, clicar na imagem

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Leitão adulto

António Fernandes Nabais

"O meu avô tinha dois apelidos e um deles era Leitão. No Carnaval, havia sempre um anónimo que lhe ligava para casa, perguntando à pessoa que tinha a sorte ou o azar de atender:

– Estou? É de casa do senhor Leitão?

– É, sim.

– Podia dizer-me quando é que chega a porco?

E pronto, era uma diversão.

Não herdei o saboroso apelido do meu avô, fiquei-me por um Nabais que, felizmente, me tem valido alguns trocadilhos que divertem e confirmam a minha geral inabilidade.

O ministro António Leitão Amaro, em declarações recentes, insinuou que há acidentes ferroviários que se devem ao facto de haver maquinistas a conduzir alcoolizados.

Será injusto, mas o porco é um animal muitas vezes associado a falta de higiene e a falta de respeito – ora, o respeito é extremamente higiénico.

A afirmação do ministro desrespeita uma classe profissional inteira, ao mesmo tempo que desresponsabiliza o governo da obrigação de contribuir para a resolução dos acidentes ferroviários.

Já há uns anos, o tão católico Mota Soares espalhou lama sobre os beneficiários do rendimento mínimo – a generalização é a arma habitual dos porcos que refocilam na política como se fosse uma pocilga, se é que me são permitidas as metáforas.

O meu avô viveu mais de 80 anos e não cresceu além do apelido. Leitão Amaro já chegou à idade adulta."