quarta-feira, 23 de julho de 2014

Na Figueira, porque é que quem decide não escuta quem sabe do que fala?

Ao longo dos anos, foram disparates em cima de disparates que se cometeram na orla marítima figueirense. Recordo este post  de março de 2009.

Tudo começou a 15 de Maio de 1959, com o concurso público para arrematação da empreitada das obras exteriores do porto da Figueira da Foz.

“Entre o progresso e a decapitação da beleza natural, decidiu-se pelo progresso.

Contudo, isto não ficou assim: o molhe norte do porto comercial da Figueira da Foz  cresceu mais 400 metros.
Entretanto, a  Figueira continua com o futuro adiado.
Mas, não foi por falta de alertas  que este desastre ambiental aconteceu.
Recordemos, a entrevista dada por  Pinheiro Marques à Voz da Figueira em 26 de Novembro de 2008. Para ler melhor, basta clicar nas imagens.

Entretanto, tudo indica que vamos ter na Figueira mais uma polémica. Antes que seja tarde, fica aqui a solução apontada em devido tempo.

2 comentários:

Daniel Santos disse...

Caro António:
Já tive a oportunidade de colocar na minha página do facebook o post que abaixo transcrevo.

- O Engº Redondo, da Câmara Municipal, vaticinava no Plano Regulador da Cidade em 1962, que, “Por virtude das obras do porto… crescerá a praia de tal modo que venhamos a ter, até ao mar, um areal imenso, desértico, incómodo e impróprio para veraneio, perdendo deste modo a Figueira da Foz o seu principal motivo de atracção?”... -

Aliás o meu amigo teve a amabilidade de o transcrever na íntegra.
É sempre bom recordar que, afinal, já estava tudo previsto.
Não sendo a situação criada da responsabilidade dos actuais dirigentes políticos, o problema reside na forma ligeira como certos responsáveis pretendem agora tratar o assunto.
Não será pior a "emenda que o soneto"?

Antonio Agostinho disse...

A Figueira tem sido uma vitima da "forma ligeira como certos responsáveis trataram os assuntos"...
O oásis, a meu ver, é disso um monumento que fala por si...
Mas vamos ao que interessa. Apesar de algumas vozes discordantes – principalmente de homens ligados e conhecedores do mar e da barra da Figueira – foi concluído o prolongamento do molhe norte.
Os resultados, infelizmente, estão à vista: o ano passsado morreram seis pessoas à entrada desta nossa barra.
As dragagens realizadas na enseada, na barra e no rio, na opinião de Manuel Luís Pata – velho e teimoso lutador contra as obras que têm sido feitas, nomeadamente o prolongamento do molhe norte, a que chama a obra “madastra”, fazendo alertas para o que iria acontecer – são a “principal causa da assustadora erosão da costa marítima, principalmente e S. Pedro de Moel para o norte”.
Ao contrário de Leixões, cujo molhe está curvado a sul, mas está construído em local fundo, onde por isso o mar não rebenta, na foz do Mondego, devido ao constante assoreamento provocado pelas areias que vêm do norte, o mar rebenta mesmo à saída da barra, tornando-a na opinião de muitos pescadores com quem convivemos todos os dias, neste momento, a pior barra do país para os pequenos barcos de pesca.
Nem temos barra e nem temos praias... A norte é o deserto; e a sul não há areia... Espero que não caiam na asneira de construir nenhuma estrutura fixa no areal da Figueira...