terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Muro em frente ao Teimoso já cedeu
A multiplicação dos tachos no Chega
Foto: António Cotrim/Lusa
"Vou tentar escrever isto no idioma comum da extrema-direita portuguesa: de há uns tempos para cá, não há um dia que não surja um novo tacho com a chancela do partido de André Ventura.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Engenharia Naval e Oceânica, é a nova licenciatura a ser lecionada no Campus da Figueira da Foz
Via Diário as Beiras
"A Universidade de Coimbra (UC) viu aprovada a licenciatura em Engenharia Naval e Oceânica, que será lecionada no campus da Figueira da Foz. Assim, a partir do próximo ano letivo, o campus passará a lecionar duas licenciaturas – o curso de Biologia Marinha conferente daquele grau académico encontra-se no segundo ano. E serão acrescentados quatro novos mestrados aos que já ali se lecionam. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, quando acompanhava o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na visita deste a locais atingidos pela depressão Kristin."
domingo, 1 de fevereiro de 2026
OS TRÊS TENORES: foi tudo um desastre. A tempestade e o Governo
Esperança
OS JORNALISTAS DA VISÃO EM VENCIDOS
"Um grupo de doze jornalistas tenta salvar a revista Visão. Num certo sentido, tentam salvar uma ideia de jornalismo livre. Em Vencidos, Luís Osório terá no estúdio seis dos que, contra tudo e contra todos, fazendo a revista a partir de casa e sem receber um euro há longos meses, são a imagem da coragem e da convicção numa ideia. Um programa para a história que junta Rui Tavares Guedes, Rosa Ruela, Filipe Luís, Margarida Davim, Alexandra Correia e Manuel Barros Moura. Esta talvez seja a última hipótese de acreditarmos que a poesia e a coragem, quando aliadas, têm sempre uma força que às vezes não imaginamos ou não valorizamos."
Barragem da Aguieira com mais capacidade para mitigar cheias no Baixo Mondego
Via Diário as Beiras
«O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse hoje que a barragem da Aguieira está abaixo da cota de referência e com muita capacidade de retenção de água para mitigar eventuais inundações no baixo Mondego.
Em Coimbra, no final de uma reunião de trabalho com autarcas em que participou o secretário de Estado da Proteção Civil, José Pimenta Machado salientou aos jornalistas que a barragem está com “muito encaixe” para responder a uma semana que se prevê muito difícil em termos de precipitação, segundos as previsões meteorológicas.
“Estamos muito bem preparados para o evento de hoje ao final do dia e que vai ganhar intensidade a partir da madrugada de segunda-feira”, referiu o presidente da APA, salientando que as cotas das barragens da Aguieira e das Fronhas foram descidas para existir “encaixe para amortecer a cheia”.»
Imigrantes dão quatro mil milhões à Segurança Social, cinco vezes mais do que recebem
As contribuições dos imigrantes para a Segurança Social ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos quatro mil milhões de euros, em 2025. O valor representa cinco vezes mais do que recebem em prestações sociais, num total superior a três mil milhões de saldo positivo. Um terço dos impostos é de brasileiros, seguindo-se a população indiana e a angolana, quando vários setores dependem cada vez mais dos estrangeiros para funcionar.
Para Eugénio Fonseca, ex-presidente da Cáritas, os números comprovam que os imigrantes não são um encargo para o país. Já Jorge Bravo, economista, fala com mais cautela, alertando que a conta do que estes cidadãos vão receber no futuro em prestações sociais não está feita.
A catástrofe revelou o Presidente Seguro
Via Público
Toda a gente sabe que é na cama do hospital que se conhecem os amigos, mas também é nas tragédias que se revelam as lideranças políticas.
A catástrofe que atingiu a zona centro do país mostrou, para quem tivesse dúvidas, como será Seguro depois de tomar posse como Presidente da República.
Com o Governo em anomia perante o estado de sítio que se encontra o distrito de Leiria e adjacentes, António José Seguro mostrou a sua capacidade de estar ao lado das populações, falar com autarcas, empresários e fazê-lo com discrição.
E mostrou também um candidato capaz até de dar "murros na mesa" em relação ao Governo e à União Europeia que recusa, segundo o Eco, a extensão dos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência para atender às necessidades da população em estado de fragilidade. Para Seguro, é "lamentável" e "a visão burocrática" a "imperar sobre a necessidade e a urgência de apoiar humanitariamente as pessoas".
Seguro mandou apagar a música dos comícios, reduzir a festa e avançou com propostas concretas para ajudar as populações, que interpelam o Governo e fazem nestes dias um contraste evidente com um Executivo abúlico e "em aprendizagem". Deixou críticas ao Governo na gestão da crise, que este sábado subiram de tom: "A solidariedade dos portugueses não pode substituir a solidariedade do Estado".
Não é na campanha dos jantares que se fica a saber como irá actuar um futuro Presidente da República. Esta "campanha" que ninguém desejou revela muito mais o que será um futuro PR que qualquer discurso vibrante com apoiantes eufóricos. Os portugueses sabem o que esperar de Seguro no meio do caos. Talvez até os seus críticos dentro da elite do PS estejam a reavaliar posições."
Obrigado, Bangladesh
Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 30/01/2026
À saída de uma vila alentejana dou com um dos muitos cartazes que o Chega e o seu chefe, André Ventura, espalharam por Portugal inteiro: “O Alentejo não é o Bangladesh.” Pois não, não é: o Bangladesh não precisa de importar alentejanos para conseguir sustentar a sua agricultura, para fazer as sementeiras e as colheitas, para apanhar a azeitona e a amêndoa. Tivesse o Bangladesh uma barragem como a do Alqueva — “Construam-me, porra!” (a tal que ia dar trabalho a todos os alentejanos e tornar prósperos os seus agricultores) — e hoje não haveria ninguém a trabalhar no regadio do Alqueva nem a tornar próspera a sua agricultura. Mas, felizmente para os alentejanos, os “violadores, assaltantes e bandidos” com que, segundo Ventura, o “socialismo” e os “partidos de esquerda” encheram o país nos últimos anos, vindos de África, do Bangladesh ou do Brasil, não se importam de fazer o trabalho duro nos campos que a maioria dos alentejanos já não quer fazer. E, mesmo dormindo em barracões ou contentores, ou em casas onde cabem 30 no lugar de três e pagando aos senhorios alentejanos por 30 e não por três, essa gente estranha que o socialismo importou continua a trabalhar, recebendo o ordenado mínimo e vivendo em condições de indignidade. Ou mesmo fazendo trabalho forçado e semiescravo nos campos alentejanos, vigiados e ameaçados por guardas da GNR, em regime de supranumerário e ao serviço de “empresários” agrícolas apoiados por dinheiros europeus e que, tal como André Ventura, vão à missa todos os domingos e são contra o acordo com o Mercosul, porque, dizem, os do Mercosul podem vender mais barato porque não têm as preocupações sociais deles. Obrigado, Bangladesh!Numa praça de uma aldeia algarvia entro num café cujo interior está submergido por uma intensa vozearia, digna de um souk árabe. Mas não — sossega, Ventura —, não são árabes, são algarvias, e esta é a sua ocupação diária: tagarelar e jogar à raspadinha. O dia inteiro, porque não há nada de necessário para fazer que os imigrantes não façam: eles trabalham e os algarvios votam no Chega — ao que parece porque temem que eles venham substituí-los e com isso fazer submergir esta nossa exaltante civilização judaico-cristã. Na mesa em frente da minha estão três mulheres em desabrida gritaria, às quais se vem juntar também uma empregada da casa. E ali estaciona à conversa, até que alguém lhe grita do balcão: “Ó Mena, anda trabalhar que há clientes à espera!” Aí, a provável votante do Chega vira-se, furibunda: “Eles que esperem, não vês que estou na conversa? Era o que faltava!” Por um momento imagino a mesma cena protagonizada por um empregado ou empregada que fizesse parte do rol dos assaltantes, violadores ou bandidos de que fala Ventura — devia ser bonito! Porque o Algarve — que vive quase exclusivamente da prestação de serviços aos turistas — dá-se ao luxo de votar no partido que quer expulsar os que prestam esses serviços e sem os quais todo o Algarve colapsaria em dois tempos. Porque os africanos, brasileiros, asiáticos, essa ralé de assaltantes e violadores, além de servirem nos hotéis, nos restaurantes e nos campos de golfe, também estão na construção civil, ajudando a construir os hotéis, vivendas e aldeamentos onde os turistas dormem, servidos pelos imigrantes. Obrigado, Bangladesh!»
sábado, 31 de janeiro de 2026
Marcelo Rebelo de Sousa diz que Forças Armadas vão reforçar meios no terreno
Via Diário as Beiras
“[A intervenção das Forças Armadas] ampliou-se, está a ampliar-se e agora a prioridade passa a ser as inundações. É fundamental essa intervenção logística nas inundações”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, na Figueira da Foz, durante a visita a diversos locais afetados pela depressão Kristin.
Lembrando que sempre foi defensor da intervenção das Forças Armadas enquanto agente de Proteção Civil, “até pela sua capacidade de mobilização”, o chefe de Estado precisou que após a deslocação para o terreno de meios militares, na sequência da depressão Kristin, em Ferreira do Zêzere e Tomar (Santarém) e Marinha Grande (Leiria), essa capacidade vai ter mais meios para prevenir consequências de inundações.










