Via Diário as Beiras
"Empresários da restauração da margem sul afirmam que cortes noturnos reduziram faturação"
Via Diário as Beiras
"Empresários da restauração da margem sul afirmam que cortes noturnos reduziram faturação"
Hoje, 5 de Outubro de 2025, o Grupo Desportivo Cova-Gala completa 48 anos de existência.
| Foi aqui que se realizou em 9 de Junho de 1978, em casa emprestada, na sede do Centro Social da Cova e Gala, a primeira Assembleia Geral do Grupo Desportivo Cova-Gala. |
«A expressão "deserto de notícias" terá nascido no Canadá e ganhou força nos Estados Unidos quando centenas de jornais começaram a fechar a partir de 2000 e picos. Hoje, nos EUA, haverá 1300 comunidades que são desertos de notícias, ou seja, 55 milhões de pessoas.
....dos 308 municípios portugueses, 166 (54%) estavam em deserto de notícias, semideserto ou ameaçados de virem a ser um deserto. Lembro: isto inclui jornais que não são jornais verdadeiros.
Nova lupa: 78 municípios (25,3%) não tinham nenhum órgão de comunicação social com sede nos municípios sobre os quais produziam informação e, desses, 54 (17,5%) estavam num deserto total. Isto em 2022. Como é hojе? Pior. Em 2024, havia 83 municípios em deserto de notícias total (26%), ou seja, sem um único registo de jornal (em papel ou online); e havia 74 municípios sem uma rádio local. Fiz a conta no Excel: estamos a falar de 627.045 pessoas. Este mais de meio milhão de cidadãos vive em cidades, vilas e aldeias onde não há um único jornalista que faça perguntas aos políticos no poder, à oposição ou a quem quer que seja. Cruzando os dois dados: 28 municípios portugueses não têm um único jornal ou rádio que faça cobertura jornalística do seu território. Aqui, estamos a falar de 125.309 pessoas. Sem surpresa, o Norte, o Centroeo Alentejo concentram mais de 80% dos desertos e semidesertos de notícias: 63 dos 78 municípios são desertos e semidesertos. Os distritos de Beja, Bragança, Évora, Portalegre e Vila Real têm a maior parte dos municípios com algum tipo de deserto de notícias. Em Bragança e Portalegre, mais de metade dos municípios está em deserto oп semideserto. No distrito de Portalegre, dos 15 municípios, nove (60%) estão em deserto e, em Bragança, em sete (58,3%) dos 12 municípios é o mesmo.»
Passaram dez anos, mas a Figueira não esqueceu outubro de 2015, a segurança e o salvamento marítimo, um caso grave na barra da Figueira que o acidente do Olívia Ribau pôs a nu...
José Esteves, então presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, também ele um homem do mar, considerou que “o maior inimigo da Figueira é o homem”, numa alusão às condições de navegabilidade na barra.
Passaram dez anos, mas a Figueira não esqueceu o arrastão naufragado à entrada do porto da Figueira da Foz. As preocupações causadas por esta nossa barra continuam presentes... E vão continuar a acompanhar-nos...
Naufrágios na barra da Figueira aconteceram muitos nos últimos 15 anos. Entre eles, o mais presente na memória das pessoas, foi o ocorrido no dia 6 do mês de Outubro de 2015.
Passaram dez anos, mas a Figueira não esquece o agente da Polícia Marítima Carlos Alberto Silva Santos, mais conhecido pelo Agente "Chapas", nesse dia de folga, que por mero caso estava próximo da Figueira, e se muniu de uma mota de água e conseguiu salvar duas vidas.
Para quem tem a memória curta, recordo que em 2015, a viva um vazio de ideias e competências.
A Figueira, era uma cidade irrelevante. É isso que continua a ser importante combater tendo em vista o futuro.
Em 2025, continuam a existir pessoas que ufanamente gostam de apregoar a sua coerência por sempre terem pensado e agido do mesmo modo.
Imagem via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)
Via Diário as Beiras
"Na última Assembleia Municipal (AM) da Figueira da Foz do mandato autárquico, todos os pontos da ordem de trabalhos foram aprovados praticamente sem reparos. A sessão realizou-se a duas semanas de distância das eleições autárquicas.
A sessão ficou marcada pelas declarações de despedida de cerca de metade dos deputados que não integram as listas à assembleia. E também pelos breves balanços do mandato, com destaque para os líderes das bancadas das diversas forças políticas com assento no órgão autárquico.Os líderes das bancadas das forças políticas com assento na assembleia – João Portugal (PS), Rosa Reis (FAP), Manuel Rascão Marques (PSD), Silvina Queiroz (CDU) e Pedro Jorge (BE) – também se despediram com declarações políticas da Assembleia Municipal, à qual não se recandidatam.Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)
Via Público
«O Chega já conseguiu “implodir o sistema”: o Parlamento é uma bandalheira
“Rebentar com o sistema” também é tornar irrespirável o ambiente no Parlamento para acabar com ele. Encolher institucionalmente os ombros – a estratégia que vingou agora – é ser cúmplice da implosão."»
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"Até 2022, mais coisa menos coisa, havia esquerda, direita, o PAN e um facho na AR. A partir daí, na voz de uns quantos Morgados, passou a haver centro-esquerda e centro-direita. E depois os extremistas. Chega de um lado, PCP/BE/Livre de outro. Não vou perder tempo a comparar os programas dos "extremos" porque, qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe que não foi a esquerda que mudou ou que passou a defender coisas diferentes. Simplesmente foi preciso normalizar um partido fascista e, como tal, procuraram-se contra-pesos.
«O principal argumento político do Chega é o de que este partido luta contra os partidos fundacionais, há cerca de 50 anos, da nossa democracia. “Somos contra o sistema e queremos refundar a República”, brada repetidamente o líder, André Ventura, que proclama a pureza do Chega em contraponto à “corrupção” dos “partidos do regime”.
Acontece que essa “pureza” parece ser ficção, dada a quantidade de quadros políticos deste partido que tiveram cargos relevantes nos partidos que mais tempo e mais lugares ocuparam no aparelho de Estado da nossa democracia.
A contradição começa, como se sabe, no próprio André Ventura, militante do PSD durante cerca de 15 anos, candidato e vereador da Câmara de Loures social-democrata em 2017.
A deputada Maria Manuela Tender foi deputada do PSD de 2011 a 2019, eleita por Vila Real e ex-vereadora desse partido em Chaves (agora candidata-se pelo Chega). Desfiliou-se do PSD em janeiro de 2020.
Rui Cristina foi deputado do PSD pelo Algarve (2019-2024), mas seria depois deputado do Chega em 2024.
Henrique de Freitas foi Secretário de Estado da Defesa de Durão Barroso e deputado do PSD de 1999 a 2009. Foi eleito deputado do Chega em 2024.
Eduardo Teixeira foi militante do PSD durante mais de 30 anos, foi deputado à Assembleia da República pelo PSD. Em janeiro de 2024 anunciou a migração para o Chega e foi eleito outra vez deputado.
António Maló de Abreu foi deputado do PSD eleito pelo círculo da Emigração de 2019 a 2023. Demitiu-se do PSD em 2023 e pouco depois aderiu ao Chega, mas acabou afastado por André Ventura.
António Pinto Pereira, ex-militante do PSD, juntou-se ao Chega em 2023. É deputado.
Miguel Côrte-Real era um antigo líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal do Porto. Desfiliou-se do PSD em 2025 para se candidatar pelo Chega e é o cabeça-de-lista do partido à Câmara Municipal do Porto.
Lina Lopes é outra antiga deputada do PSD (2019-2022) e antiga líder das Mulheres Social-Democratas. Em 2025 foi apresentada como candidata do Chega à Câmara Municipal de Setúbal, mas retirou a candidatura para se defender de acusações que considera difamatórias.
Nuno Afonso foi conselheiro nacional do PSD na liderança de Passos Coelho e, tal como Ventura, foi candidato autárquico do PSD em Loures. Co-fundador do Chega em 2019, tornou-se vice-presidente do partido, mas acabou por romper com Ventura em 2022, abandonando o Chega.
Também do CDS-PP vieram quadros para o Chega: André Reis, Manuel Campos, Torcato Moura e isto sem contar com Diogo Pacheco de Amorim, que colaborou com o CDS-PP na distante década de 1980.
E até do PS, o partido que André Ventura mais vilipendia, vieram quadros: António Parada, antigo vereador da Câmara de Matosinhos pelo PS, que rompeu com o partido em 2013 e em 2025 aliou-se ao Chega. Eduardo Gonçalves que foi presidente da Junta de Freguesia de Caminha, eleito pelo PS, mas anunciou a sua filiação no Chega em 2025 para ser candidato do partido à Câmara Municipal de Caminha. Afonso do Nascimento que foi um autarca eleito pelo PS (presidiu à Junta de Freguesia de Vila do Bispo) e mais tarde por um movimento de independentes - em 2025 surge como candidato do Chega à Câmara de Vila do Bispo.
E fico por aqui, que o espaço é curto.
Conclusão? O Chega não é um partido anti-sistema. O Chega é um partido de desempregados do sistema à procura de um empregozito.»