terça-feira, 31 de março de 2026

Cinquenta anos da Constituição do 25 de Abril

"É pela natureza radicalmente democrática e igualitária da Constituição de 1976 que ela é visceralmente detestada pelas direitas desde há 50 anos.

A história constitucional portuguesa, mas, mais importante do que isso, é a primeira constituição democrática da nossa história coletiva, a primeira que os portugueses puderam dar a si próprios."

A máscara acaba sempre por cair...

«Trump redobra ameaças ao Irão e diz que quer "tomar conta do petróleo"»

Saramago: curiosa e incómoda esta personagem...

«SE PUDES OLHAR, VÊ. SE PODES VER, REPARA».

«A escola pública, em particular, vai-se transformando quase sem ruído, mas nem por isso de forma menos profunda. E é precisamente por isso que recuso a ideia de uma escola que, aos poucos, vá desistindo daquilo que lhe dá vida no essencial: a exigência, o debate e a construção do pensamento. É neste contexto que não pode ser ignorada a secundarização de José Saramago, o único Prémio Nobel da Literatura em língua portuguesa nas escolas. O debate em torno desta decisão não se resume à defesa de um autor ou do seu valor institucional. Trata-se, acima de tudo, de defender aquilo que a escola deve ser. E Saramago representa, como poucos, essa dimensão exigente: ler o que incomoda, pensar o que inquieta, desafiar-se a ver o mundo para lá da espuma dos dias».

Daniel dos Reis NunesSaramago e a escola que desiste de pensar

"«Se podes olhar, vê. Se puderes ver, repara». Numa frase (em duas, na verdade) - e entre muitas outras possíveis - a razão pela qual se torna incompreensível a intenção de retirar José Saramago da lista de autores de leitura obrigatória no 12º ano. Reparem, aliás, naquele que é provavelmente mais um caso de gradualismo como método de ação política: antevendo as críticas, retira-se Saramago e coloca-se, em alternativa, Mário de Carvalho (escritor e antifascista, com ligação ao PCP). Depois é só deixar cair também este último e o processo fica concluído, atingindo-se assim, em modo suave, o objetivo pretendido.

Diz o ministro Fernando Alexandre que ainda nada está decidido e que a possibilidade de José Saramago deixar de ser leitura obrigatória no 12.º ano, «é absolutamente técnica». Esquecendo-se, porém, que não é a primeira vez que tenta transfigurar questões políticas em meras questões técnicas, como sucedeu - de forma clamorosa - no embuste que inventou (e que mantém, para dissimular o seu fracasso) em torno da falta de professores."

Alqueidão a caminho do centenário como autarquia: freguesia assinalou ontem 98 anos, com uma cerimónia realizada nas instalações da junta

Via Diário as Beiras: "As celebrações contaram com a participação do presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz, José Duarte, do vereador Hugo Fresta e dos deputados municipais Hugo Frade e Rui Miguel Cruz."

Para ler melhor clicar na imagem.

Junta de Buarcos retoma Dia da Freguesia 12 anos depois

 Via Diário as Beiras

Recorde-se: "imóveis estão na área de abrangência da requalificação da entrada da cidade, uma das prioridades do mandato"

Há muito tempo que Santana Lopes quer solução para os edifícios da zona da estação.
“Vamos ter de pressionar [a Comboios de Portugal e a Infraestruturas de Portugal] sobre o estado dos imóveis na zona da estação”, disse já o autarca figueirense, falando numa reunião de câmara.
Por sua vez, o ministro das Infraestruturas e Habitação sabe que os imóveis em causa estão degradados e devolutos. No dia 1 de agosto de 2024, aproveitando a presença do governante na Figueira, Santana Lopes levou Miguel Pinto Luz àquela zona da cidade, para ver o estado em que aquele património do Estado se encontra.
“Este é um passivo toxico da cidade e, portanto, tem de sair. O senhor ministro diz que o caminho mais adequado é passar para a câmara e a câmara fazer o que entender. Eu pus duas hipóteses: vir abaixo ou passar para a câmara”, disse, naquele dia, ao DIÁRIO AS BEIRAS Santana Lopes, no final da visita.
Na altura, o ministro optou por ficar em silêncio.
Entretanto, já se realizaram eleições legislativas e autárquicas e nada se alterou. Aquele espaço é fundamental para requalificar aquela entrada da cidade. Nomeadamente, está prevista para o local a nova plataforma intermodal de transportes ferroviários e rodoviários. 

Hoje o assunto está, mais uma vez, nas páginas do Diário as Beiras.

PS: o “agarrem-me senão eu mato” durou 48 horas

Ana Sá Lopes

"A coisa que mais me impressionou no congresso do PS foram as cadeiras vazias. Ou a escolha do local foi infeliz (demasiado grande para o número de socialistas presentes) ou chegamos à triste conclusão de que os socialistas não se querem ouvir uns aos outros. A ser assim, como é que os militantes de um partido que tem falta de pachorra para ouvir os seus camaradas espera captar a atenção do país? Se nem os discursos interessam aos delegados do PS, vão interessar a quem?"

segunda-feira, 30 de março de 2026

Retrato que resume os EUA na actualidade

Polícia prende manifestante vestido com a Estátua da Liberdade, no centro de Los Angeles, após o protesto "No Kings" no sábado, 28 de março de 2026. Foto A AP Photo/ Jill Connelly

E há muitos episódios perdidos desta telenovela em exibição no País de Aveiro a Coimbra e mais além...

 Via Jornal de Notícias

“Jotas” mostram evoluções distintas, mas mantêm influência

"O número de inscritos subiu na JSD, Livre e JCP. A JS regista uma recuperação do número de militantes, mas ainda abaixo dos níveis de 2015. JP e BE com quebra."

Na vida, não existem soluções. Existem possiblidades de irmos por aí... Que agarramos, ou não...

Quase 8 anos decorridos depois de Santana Lopes como Presidente de Câmara.

I
magem via Pedro Santana Lopes

Um trabalho jornalístico de qualidade: Kristin dois meses depois

O Conta Lá fez um olhar sobre o panorama que se vive, 2 meses depois, na região afectada pela tempestade que merece ser visto, pois é um trabalho jornalístico de qualidade e que nos dá uma perspectiva da realidade.
Para ver clicar aqui.

domingo, 29 de março de 2026

Jornalismo é isto. Nem mais nem menos do que isto

 Miguel Carvalho: "A manchete de hoje do JN é História. E é sobre uma história que uma certa narrativa vencedora e falsificadora nos vende há 50 anos. Obrigado, Delfim Machado."

Via Jornal de Notícias

"O 2 de abril de 1976 não fica só marcado na História de Portugal como o dia em que foi aprovada a Constituição da República Portuguesa. Naquela noite, há 50 anos, acontecia o duplo homicídio que mudou a forma como a igreja e o país olhavam para os atentados bombistas da época. As mortes do padre Maximino Sousa e Maria de Lurdes Correia, às mãos das bombas da extrema-direita, nunca tiveram culpados na justiça. Porém, uma confissão de 2014 feita por um dos bombistas revela como tudo aconteceu e que foi um segurança do deputado Galvão de Melo, do CDS, a contratar dois dos cinco mercenários que executaram o crime.
O padre Maximino Barbosa de Sousa, de 32 anos, dava aulas no Liceu de Vila Real. À noite, alfabetizava adultos na Casa da Cultura da Cumieira, em Santa Marta de Penaguião. Era candidato às eleições legislativas que ocorreriam a 25 de abril de 1976, pela UDP, um dos partidos que estaria na origem do BE."

sábado, 28 de março de 2026

Conseguida solução para o edifício conhecido como Limite da Montanha

Via Diáro as Beiras

O edifício está localizado na encosta da Serra da Boa Viagem, em Buarcos. “Foi estabelecido um acordo preliminar entre o município e o novo proprietário que prevê a conclusão do edifício no prazo máximo de 12 meses, bem como uma cláusula de salvaguarda do interesse público, determinando que, em caso de incumprimento, o edifício será doado ao Município da Figueira da Foz”.

sexta-feira, 27 de março de 2026

"Uma no cravo, outra na ferradura"

... a crónica desta semana publicada no Diário as Beiras, pelo candidato amplamente derrotado à presidência da junta de freguesia de S. Julião nas eleições autárquicas de setembro passado

"Não tenho nada contra! Apenas entendo que não é prioritário e que há outras obras muito mais úteis onde gastar o dinheiro, venha ele da CE ou não. Acresce que estou farto de promessas de obras que ficam no papel. Os figueirenses lembram-se certamente de que se pretendeu construir um aeroporto internacional com ligação a Fátima por comboio. Uma loucura que ficou cara a quem pensou nela. E lembram-se também que no primeiro mandato de Santana Lopes, julgo que em Outubro de 1999, foi anunciada a construção de um aeródromo (que já tinha ante-projecto e autorizações aprovadas) e que as obras começariam no ano seguinte. Tudo isto ficou no papel! Espero que a este aeródromo não aconteça o mesmo, porque embora não seja uma prioridade, pode vir a ser vantajoso. Não só, como se disse, para ser base de uma “empresa de formação de pilotos de drones” (até se garantiu que a empresa se fixaria no concelho em Setembro de 2024), como sobretudo para melhorar a eficiência no combate a incêndios rurais – a principal vantagem - , atrair operações aéreas, manutenção de treinos especializados, entre algumas outras valências. Ninguém seguramente o irá utilizar para transporte regular de passageiros ou carga. O que a Figueira da Foz precisa é de uma zona industrial a sul do concelho, na zona da Marinha das Ondas-Leirosa (onde até existe um ramal ferroviário) e com acesso rápido pela saída da autoestrada para promover a criação de novas empresas, a formação de emprego e a fixação de mais população no concelho."

A maioria dos políticos detesta a assertividade alheia. 
Contudo, aprecia a sua fragilidade. 
Detestável, a meu ver, é a indefinição e a demagogia. 
Fica um exemplo de indefinição política e demagogia. 
A saber: a crónica desta semana publicada no Diário as Beiras, pelo candidato amplamente derrotado à presidência da junta de freguesia de S. Julião nas eleições autárquicas de setembro passado, o ilustre advogado figueirense João Pedrosa Russo.

Os manhosos são reais e existem à custa dos distraídos. 
Continuam a andar por aí certas aves de arribação, a tentar criar a sensação de que ser camaleão é a forma de se vingarem, vivendo a frustação da vingança nas decisões quotidianas.
Bom, o certo é que, decorridos todos estes anos, o Aeródromo, não passa de uma miragem.
Confesso: morando eu na Gala, teria medo (mas medo de verdade) de que um avião me caísse em cima.
É, por isso, que com um certo alívio, registo a ineficácia da gestão do excelente ser humano que foi o Eng. Duarte Silva.
Pelo menos neste caso concreto.

Atenção futuros candidatos à Câmara Municipal da Figueira da Foz: por um voto se ganha e por um voto se perde.
Eu não quero mais ouvir falar do projecto do aeródromo 
nos terrenos da Mata da Costa de Lavos
No pleno gozo dos meus direitos, aqui declaro que só votarei no candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz, que me jure, de preferência com a mão direita solenemente estendida sobre a Bíblia, que construir um aeródromo nos terrenos da Mata da Costa de Lavos, JAMAIS (ler jamais com sotaque afrancesado).
Prefiro o deserto...

Ou muito me engano, ou este aeródromo municipal ainda vai cair na cabeça de muita gente.
Ah, já agora: Monte Real fica tão perto...

Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra exige “uma resposta clara e objectiva sobre o processo” da reparação das comportas do Vale do Pranto

O colapso das comportas de Maria da Mata e do Alvo, perto da estação de bombagem das celuloses, no Alqueidão, representa um problema cada vez mais grave.  A obra é da APA. O problema foi causada pela tempestade Elsa...  A depressão Elsa aconteceu em meados de Dezembro de 2019!.. 

Entretanto, passaram mais de 6 (seis) anos.
«Os agricultores estão a perder 25% da produção de arroz».
Alqueidão «é uma freguesia que vive do arroz» e o «desânimo» dos produtores tem sido grande, com problemas uns atrás dos outros. Em 2019, o forte temporal e as cheias que se fizeram sentir ditaram o colapso das comportas da Maria da Mata, uma estrutura que impedia, na maré cheia, que as águas salgadas entrassem pelos terrenos agrícolas adentro, destruindo as culturas. Estas comportas foram «construídas em 1944/45» e garantiram, durante décadas, esta barreira protetora aos campos de arroz.
Imagem: Diário as Beiras

Abertura das Jornadas de Teatro Amador

O Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz apresenta, hoje, pelas 21H30, no Grande Auditório, a peça de teatro “O Figurante” - Monólogo de Mateus Solano, no âmbito da Abertura das Jornadas de Teatro Amador, organizadas pelo Lions Clube da Figueira da Foz. 
Os bilhetes custam 15 euros e estão à venda na bilheteira do CAE e na Ticketline.
As Jornadas de Teatro Amador da Figueira da Foz têm início esta noite, pelas 21H30, no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz, com a mensagem do Dia Mundial do Teatro.
Será também no CAE da Figueira da Foz que encerra a 48.ª edição das Jornadas de Teatro Amador da Figueira da Foz, no dia 23 de maio, com a peça “A Torre das Amoreiras”.
Trata-se de uma peça do encenador e actor figueirense Bernardo Beja, que se apresenta em palco com o seu Coletivo. 
O primeiro e o último espectáculos sãos os únicos com actores e restante equipa profissionais das jornadas de teatro. 
Este ano, confirmando uma tendência que se vem verificando, a margem sul não está representada nas jornadas. Na apresentação do programa aos jornalistas, a comissão organizadora reconheceu a dificuldade de mobilizar grupos daquela zona do concelho. 
Paulo Matias, da organização, frisou que estava prevista a participação de 14 grupos, de ambas as margens, mas quatro acabaram por não poder participar por diferentes motivos. , frisou aquele responsável. 
Por sua vez, Simões Baltazar, que há muito integra a comissão organizadora das Jornadas de Teatro Amador da Figueira da Foz, exortou os grupos cénicos a manterem uma participação assídua e pediu o regresso daqueles que, ultimamente, não têm participado. 
Os elementos da comissão organizadora, que também inclui Edite Condesso, Rui Fernandes e Carlos Vieira, igualmente presentes na apresentação da 48.º edição das jornadas, foram unânimes em afirmar que a qualidade aumenta todos os anos e que sem as colectividades não haveria teatro amador na Figueira da Foz. 
Graças à parceria que junta o clube de serviço e as colectividades, que começou há 50 anos – houve dois anos de interregno – , que aquelas jornadas de teatro amador são as mais antigas de Portugal e uma das mais antigas da Europa. 
O Município da Figueira da Foz apoia a organização com três mil euros em dinheiro e oferece dois espetáculos no CAE, o da abertura e, pela primeira vez este ano, também o do encerramento.
Nesta edição das Jornadas de Teatro Amador da Figueira da Foz, o Lions Clube da Figueira da Foz apresenta um programa que inclui apresentação de peças nas salas de espectáculos do Grupo Desportivo e Recreativo da Chã, Sociedade Boa União Alhadense (dois espectáculos), Sociedade Filarmónica Figueirense, Grupo Musical Carritense, Sociedade Filarmónica 10 de Agosto, Grupo Instrução União Caceirense, Grupo Caras Direitas, Sociedade de Instrução Tavaredense, Escola Secundária Cristina Torres e Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz (duas sessões).