sábado, 29 de outubro de 2016

Jobs for the boys. Nem nisso são originais!..

Um dos aspectos mais negativos e que em muito tem contribuído para a má imagem dos partidos são os chamados “boys”. A crítica nem sempre é justa, todos os partidos têm milhares de jovens a militar nas suas fileiras, desde o PCP ao CDS , os partidos vivem em grande medida da generosidade destes militantes. Mas a verdade é que tanto nas autarquias como nos gabinetes governamentais, assistimos a uma vaga de oportunismo inaceitável.

Há algumas décadas, os assessores e adjuntos dos governantes eram técnicos seniores da Administração Pública de mérito reconhecido, a esmagadora maioria deles, incluindo chefes de gabinetes, eram escolhidos entre alguns dos melhores quadros dos serviços público. De há alguns anos generalizou-se a pouca vergonha, os gabinetes governamentais estão cheios de inúteis amigos dos membros dos governos, muitos deles sem grandes qualificações, sem experiência e alguns com um QI entre o burro e o idiota.

Em nome da escolha por confiança política os governantes usam os dinheiros públicos para empregar ou dar currículo a amigos. Nesta corrida encontramos de tudo um pouco, desde colegas repetentes das universidades, a filhos de ex-governantes recém-licenciados e em busca de promoção. Na hora de ser necessário produzir a regra é o recurso a escritórios de advogados. 
Mas parece que o patamar da decadência continua cada vez mais baixo e agora temos assessores do primeiro-ministro e chefes de gabinete de secretários de Estado tão idiotas que chegam ao ponto de declararem ter cursos que não concluirão, a estupidez é tanta que um destes idiotas chega ao ponto de dizer que tem duas licenciaturas. Isto vai chegar a um ponto em que um qualquer destes palermas ainda vai declarar ter residência habitual na Lua, só para receber ajudas de deslocação

Não é aceitável que haja tanta gente a dar o seu melhor e depois venham dois imbecis dar força a um Passos Coelho só porque pensaram que ninguém iria reparar nas suas falsas declarações. Ao que parece já se demitiram, esperemos agora que António Costa faça agora o que deve fazer, comunicar as situações ao MP para que sejam acusados dos crimes que cometeram e que os obrigue a indemnizar o Estado pelos vencimentos que andaram a receber de forma indevida. É para que estes e outros aprendam a lição.

Espero igualmente que o Partido Socialista tenha respeito pelos seus simpatizantes, eleitores e militantes e faça o que deve fazer nestas circunstâncias, se estes boys forem seus militantes, devem ser iniciados processos disciplinares com vista à sua expulsão, partidos dignos e com a história do PS não podem ter aldrabões nas suas fileiras.

Boys imbecis...

Desfile de "Múmias, Bruxas e outros seres fantasmagóricos" ...

A Figueira não é uma cidade natural - pode ser necessário repeti-lo muitas vezes para que acreditemos nisso, mas é incontornável.
Cada vez tenho mais a certeza disso...

O preocupante não é nem o ruído dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caracter, dos sem ética, mas sim o silêncio dos outros!

Mais um "doutor da mula ruça",  (vox pop)...
"Chefe de gabinete inventou dois cursos e o ministro da Educação segurou-o".

Em tempo.
Karma is a bitch (do Facebook de Nuno Felix)

PARA RIR...

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Sabe qual é a diferença entre o espanhol de Jesus e o de Marcelo?

O de Jesus tem sotaque da Amadora; o de Marcelo tem sotaque de Cascais...

Jerónimo de Sousa, hoje na Figueira da Foz...


“O PCP e a Situação Nacional” é o tema da sessão pública promovida pelo PCP que tem lugar esta sexta-feira, 28 de outubro, pelas 21h30 no Auditório Municipal do “Sítio das Artes” (antiga Univ. Internacional).
A sessão contará com a presença do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Via Figueira TV

As preocupações causadas por esta nossa barra continuam presentes...

O clique de um fotógrafo...

O Navio Escola Sagres acabou de atracar na Figueira da Foz

foto António Agostinho

50 anos dos Molhes da Figueira da Foz

imagem sacada daqui
O caso da Figueira da Foz é muito semelhante ao de Aveiro, apresentado no capítulo anterior. 
Com efeito, em ambos os casos existe uma barra estabilizada com molhes longos, protuberantes para o mar, os quais interrompem a deriva litoral. 
Em ambos os casos verificou-se grande acumulação de areias a barlamar do molhe norte, e intensa erosão costeirana zona a sotamar, que colocou edificações em perigo (tendo, mesmo, destruído algumas) o que levou à implantação de obras pesadas de protecção costeira.

Quiosques

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Perguntou a Ana Machado...

"O que é isto?.. 
Então uma obra de 2 milhões de euros e que ainda nem foi inaugurada, já está assim?!!!
Tábuas todas tortas e algumas já fora do sitio!!!"
Se fosse eu teria perguntou: preferem  o PS ou o PSD à frente dos destinos da Câmara?
O que, para mim, é a mesma coisa que perguntar: em que nádega é que preferem apanhar a injecção?

Uma imagem da Nazaré, a maior onda do mundo

Foto de Pedro Agostinho Cruz

Dia de verão, quase em final de outubro!..

foto António Agostinho
para ler clicar na imagem
Há dias alegres e puros em que a pouca aragem que sopra nos modula os sentimentos. 
Já hoje percorri, a pé, toda a extensão de areia que a foto abarca.
É uma pequena volta matinal, que sempre que o tempo o permite costumo fazer pela vizinhança da Aldeia.
Tudo se torna diferente... 
Saímos daquela habituação sedentária que nos faz parecer ensimesmados. 
E até o calor deste estranho sol, como acontece no dia de hoje, parece acolhedor! 
Ontem, como se pode ver na edição de hoje do Diário de Coimbra, ainda foi verão fora de época no Cabedelo!

O verniz democrático desta europa estalou de vez?

O  "inteligente"!
 (nas touradas, detém o poder, controla os tempos e manda substituir "os artistas"...)
Schäuble: Portugal estava a ser “muito bem sucedido até ao novo Governo”!..
Mas, onde ficou a dignidade de um país, com quase mil anos de história, para que este (digamos assim...) senhorito, ainda que investido nas funções de ministro das Finanças de um país da União Europeia, tome a liberdade de se pronunciar sobre a orientação política e económica de um Estado soberano, por um Governo legítimo, eleito em eleições livres e democráticas?

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

As palavras têm algum significado...

(…) a gente baixa [o povo] era como a sardinha, que farta e sabe bem e custa pouco; e os fidalgos eram como os salmonetes: poucos, e custavam muito (…)

Alfredo Pinheiro Marques

Pela boca (neste caso, facebook...) morre o peixe...

imagem sacada daqui
Quem tem telhado de vidro precisa de muito mais detergente para lavar as quatro cadeiras ...
O adjunto de António Costa, que foi dado como licenciado, demitiu-se esta terça-feira. 
Antes de sair a notícia sobre o curso, Rui Roque apagou dados da conta de Facebook...

Será que vamos conseguir chegar à convalescença, que seria o momento que faria com que a doença que mina a Figueira, há décadas, tivesse valido a pena...

A Figueira está a ficar crispada.
Daqui a um ano teremos eleições autárquicas.
As máquinas partidárias locais, estão a preparar-se para a guerra. 
Os beijos e os abraços são raros numa guerra.
Esta, que ainda mal começou, já fez, pelo menos, uma vítima.

Assim acontece nas guerrinhas na baixa política política figueirense, nas manobras dos bastidores dos politiqueiros locais, onde se liquidam homens e mulheres. 
Quem o faz, está focado no seu pequeno mundo, nos seus pequenos interesses, na sua sobrevivência política. 
Será que, pelo menos uma vez, conseguirá levantar a cabeça em direcção ao céu, como só a espécie humana anatomicamente consegue fazer, para dar conta do que verdadeiramente vale a pena?

Os políticos são sempre confrontados cum um drama pessoal:  matam-se todos os dias para existir.
Por aqui vamos continuar iguais.
Não ligamos para ciclos eleitorais.
Somos assim, simplesmente.

Continuamos a não ter má consciência alguma e recusamo-nos a ser a má consciência dos outros. 
Somos daqueles que nada têm, a não ser a dignidade, que querem manter e preservar.
Um dia, aqueles que, pensando que têm muito, vão perceber que, afinal, nada têm.
Nem, ao menos, a dignidade para preservar...

Malraux disse que a arte era a única coisa que sobrevivia à morte. 
Não quero com isto afirmar, que um acto de resistência é uma obra de arte. 
Embora de uma certa maneira, o seja. 
Assim como, também, nenhuma obra de arte é um acto de resistência.
Embora, de uma certa maneira, também o seja.