sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Para quê disfarçar, vale tudo...


O Ministério das Finanças publicou hoje em Diário da República novas regras fiscais para as empresas que decorrem do Orçamento do Estado para 2013, mas sem que este tenha recebido ainda luz verde de Cavaco Silva.
A portaria, assinada por Vítor Gaspar, assume isso mesmo ao deixar em branco o espaço referente ao número da lei do Orçamento do Estado para 2013. "A Lei n.º [...]/2012, de 31 de Dezembro, que aprovou o Orçamento do Estado para 2013, alterou o artigo 119.º do Código do IRS, determinando que as entidades devedoras de rendimentos do trabalho dependente passam a estar obrigadas a entregar mensalmente uma declaração de modelo oficial, referente àqueles rendimentos e respectivas retenções de imposto, de contribuições obrigatórias para regimes de protecção social e subsistemas legais de saúde, bem como de quotizações sindicais relativas ao mês anterior", refere a portaria.

Em Portugal, Artur Baptista da Silva pode muito bem ainda vir a ser candidato a Primeiro-Ministro...

“Não podemos aumentar esta receita aumentando mais os impostos, porque de cada vez que tivemos um problema de finanças públicas em Portugal, a receita foi sempre a mesma: foi a de pôr as famílias e as empresas a pagar mais impostos.”
Pedro Passos Coelho, na altura candidato a Primeiro-Ministro

Para quem ainda não percebeu...

O objectivo deste governo é tão simples como isto:   não ficar pedra sobre pedra...

Incoerentes, eles?..

Coitados dos governantes...
Seja justo, António Jorge Pedrosa...
Incoerentes, eles?..
"Mais horas de trabalho e salários mais baixos não levam ao crescimento de um país, apenas permitem uma competitividade conjuntural".
E quem lhe disse que não é isso que eles verdadeiramente querem?
Eles não têm culpa de ser como são ...
Está-lhes na "massa do sangue".
Quando muito, terão meia culpa.
Mas a outra meia é "nossa".
Sim, "nossa".
Em tempo.
Se eu escrevesse meia culpa em latim (sem o "i" e em itálico) tal poderia levar a crer que culpa era toda deles!..
Para  sorte deles, eu não sei latim e, portanto, ficamos assim: a culpa  é a meias...

Os editoriais do senhor director vão deixar saudade… (IV)


 O Jornal "O Figueirense" chegou mesmo ao fim...
Na imagem, a capa da última edição do semanário mais antigo da Figueira da Foz.

PS está a fazer oposição?... “Assim não”…

Bernardino Soares, deputado e líder parlamentar do PCP, teve ontem um dia especialmente inspirado na Assembleia da República...
Duas frases certeiras de Bernardino, : «... É que quem ouvisse agora este debate ficaria com a ideia de que de todos os partidos o único que nada tem a ver com o memorando da troika é o PS, que foi quem o assinou.»
E a seguir: «O PS vai ficar conhecido como o partido do "assim não": austeridade, sim, mas assim não; acordo de entendimento sim, mas assim não... 
Ora nós gostávamos de ter o partido socialista na oposição... mas assim não.»

Pedro, o sofrimento da alma humana tem limites...

"Aumento nas portagens, energia e telecomunicações ultrapassa inflação em 2013"...

José Manuel Leite, o primeiro presidente da Câmara da Figueira da Foz democraticamente eleito após Abril de 1974…

"Ninguém estava preparado para ser autarca (…)
Vimos as possibilidades que havia e que até então não tinham sido bem exploradas. Por exemplo, as derramas das grandes empresas, que estavam a dar muito pouco dinheiro e passaram a dar mais. Depois, não fizemos obras de fachada. (...)
Aconselhei Aguiar de Carvalho a não fazer os dois últimos mandatos. Era um homem dinâmico, com visão… Creio que foi um bom autarca. É pena que Santana Lopes nos tenha deixado tão endividados, porque foi um homem que contribuiu muito para pôr a Figueira no mapa de Portugal, mas à custa das dívidas que foram feitas. Duarte Silva herdou Santana Lopes e os custos que ele deixou, e temos que salientar um homem muito dinâmico, Joaquim de Sousa. "

Via AS BEIRAS

Quando a luta aquece, quem defende o PS?..

"Em 2013, as empresas vão poder fasear 50% do pagamento dos subsídios de férias e de Natal em 12 prestações mensais, tendo de disponibilizar a restante metade nos prazos habituais. Esta medida do Governo permitirá aliviar o esforço fiscal que vai ser pedido à generalidade dos portugueses no próximo ano. Um trabalhador com um salário bruto mensal de 800 euros passará a ter 866,67 euros por mês. Depois de descontado o IRS, sobretaxa e segurança social receberá um rendimento líquido de 707,85 euros. Sem os duodécimos veria o seu ordenado reduzir-se para 652,85."
A proposta foi aprovada ontem com os votos favoráveis dos deputados da maioria e da bancada do PS – que, porém, registou seis abstenções e quatro votos contra. 
Isabel Moreira, do PS.