terça-feira, 30 de junho de 2026

CENTRO DE RESPOSTAS INTEGRADAS (CRI)

As preocupações dos vereadores do PS

"Os vereadores do Partido Socialista foram contatados por Munícipes, preocupados com o possível fecho, a partir do dia 3 de agosto de 2026, do polo da Figueira da Foz do Centro de Respostas Integradas (CRI) de Coimbra, integrado no Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD).

Assim, considerando que o fecho deste Centro seria muito negativo para o concelho da Figueira da Foz e demais concelhos vizinhos servidos pelo referido Centro, face ao importante trabalho que faz junto de uma população vulnerável, questionaram o Executivo Municipal sobre o assunto, na reunião de Câmara Municipal do dia 23 de junho.
A Senhora Vice-Presidente da Câmara Municipal, informou que o Executivo Municipal, tinha arranjado uma solução pare este Centro, no edifício das antigas instalações do Centro de Diagnóstico Pneumológico (BCG). Esta solução é obviamente bem-vinda, mas comporta preocupações ao nível da instalação do CRI – Figueira da Foz nesse edifício, pois o mesmo necessita de obras de reabilitação e adequação de vulto."
Foto Diário de Coimbra

Nota de rodapé
Segundo fontes contactadas pelo Diário de Coimbra "ligadas ao processo, que acompanham de perto a realidade clínica e as necessidades logísticas da unidade avançam,  o novo espaço é tecnicamente «inviável» para o serviço do CRI, que garante apoio clínico, psicológico e social a cerca de 600 utentes da região. «As novas instalações constituem um claro retrocesso na qualidade da assistência», lamentam. Além disso, dizem não entender esta escolha, já que várias instituições estiveram lá instaladas e acabaram por sair daquele edifício.

As mesmas fontes, que pediram anonimato com receio de sofrer represálias, apontam graves limitações no novo espaço, que se revela manifestamente insuficiente para assegurar a dignidade no atendimento aos utentes e a segurança no exercício das funções da equipa técnica. Segundo foi possível apurar, a infraestrutura em causa peca pela falta de espaço adequado para consultas confidenciais e apresenta uma degradação estrutural que coloca em causa o bem-estar diário de profissionais e pacientes do CRI.

«Estamos a falar de uma população vulnerável que necessita de um ambiente protegido e de privacidade. O espaço atual falha em toda a linha, criando também um ambiente de enorme desgaste para os profissionais que ali vão operar todos os dias», indicam estas fontes ao mesmo jornal, garantindo que esta mudança viola as diretrizes básicas de segurança no trabalho e humanização dos cuidados de saúde. Nesse sentido, apelam às entidades competentes para que seja feita uma auditoria urgente ao novo espaço antes que qualquer utente seja transferido.

Refira-se que o CRI da Figueira da Foz desempenha um papel fulcral no tratamento, redução de danos e reinserção de cidadãos com dependências na região. O processo de mudança tem gerado debate na comunidade local, dividida agora entre a necessidade de garantir assistência médica especializada e as preocupações com o impacto social da estrutura no tecido urbano."

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