Via Diário as Beiras, a opinião do Isabel Maia, deputada municipal: "A infraestrutura atual está
esgotada"
A infraestrutura atual é vital mas está esgotada, com ocupação acima dos 80%. O plano de requalificação para 460 lugares (+112) é uma decisão lógica para consolidar a procura interna.
Mas a Margem Sul é a grande alavancagem na proposta da APFF. Nascendo na zona dos antigos estaleiros, a nova marina focar-se-á no segmento premium: iates até 135m e um terminal para cruzeiros até 180m junto à Praça da Europa. Com 114 novos postos, estaleiros, hotelaria, espaços comerciais e heliporto, a Figueira terá um ecossistema de alto valor acrescentado. O turista náutico gasta significativamente mais na economia local - restauração, comércio e reparação naval -, mitigando a sazonalidade da região.
A prudência financeira é inegociável. Para salvaguardar o erário
público, o financiamento deve
assentar em parcerias públicoprivadas, com capital externo
para a exploração comercial. No
entanto, o timing estratégico
exige que a expansão aguarde a
conclusão das obras de acessibilidade marítima e estabilização
da barra, garantindo segurança
total à navegação.
Com esta dupla intervenção, a
Figueira deixará de ser apenas
um porto de passagem para se
assumir como uma referência
ibérica de excelência económica
e turística. O mar é o maior ativo
da região; rentabilizá-lo com visão estratégica é o caminho para
a prosperidade local."

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