Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)
sexta-feira, 13 de março de 2026
Ormuz: o estreito que está nas bocas do mundo e que Portugal dominou por um século
"É pelo Estreito de Ormuz que passam os navios que transportam um quinto do petróleo mundial. Há 500 anos, os produtos eram outros e no estreito quem mandava era Portugal.
E a sua história também liga o Oriente a Portugal, país que durante um século, entre 1515 e 1622, dominou o estreito e as trocas comerciais que por ali passavam. Ainda hoje há vestígios da presença portuguesa no Estreito de Ormuz, que volta a estar no centro das atenções mundiais. A SÁBADO falou com o historiador João Paulo Oliveira e Costa."
Imagem via Revista Visão
quinta-feira, 12 de março de 2026
Agora, sim: temos uma polémica a sério...
Tudo vai acabar "bem"?..
"António José Seguro vai ser António José Seguro e pressionar a UGT a assinar uma lei laboral cozinhada na sede dos patrões?
A UGT vai ser UGT, cumprir o desígnio para o qual foi criada, e assinar de cruz o que os patrões lhe metem à frente para assinar?"A 14 reabriu
| Foto via Campeão das Províncias |
A auto-estrada 14 (A14), que liga a Figueira da Foz a Coimbra, reabriu ao trânsito nos dois sentidos pelas 21h20 de ontem, quarta-feira, dia 11 de Março, depois de ter estado encerrada mais de um mês devido às cheias, informou a autarquia figueirense.
Em nota publicada pelas 20h50, o Município da Figueira da Foz informou que a circulação no troço entre o nó da A17 e o nó de Santa Olaia, de acesso a Montemor-o-Velho, será restabelecida “dentro de meia hora” nos dois sentidos, ou seja, pelas 21h20.
“Alerta-se, no entanto, que a circulação deve ser realizada com alguma prudência, num pequeno troço da via, junto ao nó de Santa Olaia, devido a constrangimentos no piso”, avisou.
A circulação nos dois sentidos daquele troço de auto-estrada com cerca de oito quilómetros foi cortada ao trânsito na madrugada de dia 3 de Fevereiro, devido a alagamento e acabou por ficar encerrado mais de um mês devido aos danos provocados pela subida das águas nos campos agrícolas adjacentes do vale do Mondego.
quarta-feira, 11 de março de 2026
Portugal, Março de 2026
António José Seguro, no seu discurso de posse
«Portugal enfrenta desafios estruturais que se arrastam há tempo demais. Crescimento económico insuficiente, economia baseada em baixos salários, dificuldades persistentes, pobreza constante, envelhecimento demográfico, morosidade na justiça, burocracias públicas, dificuldades nos acessos à saúde e à habitação, falta de mão-de-obra, escassez de oportunidades para os mais jovens, insegurança para os mais idosos, desconfiança nas instituições e na política.»
"Porque Sou Comunista" um livro de Pedro Tadeu
«Num tempo assim, de desnorte e do “salve-se quem puder”, ainda é licito festejarmos com júbilo, com genuíno sentimento de orgulho, intuindo que “nem tudo está perdido”, um homem que vem à praça, erguendo a face e afirmando, sem tibiezas, ser Comunista e nos diz das razões dessa condição, mesmo sabendo que o país mudou, que os ventos que sopram são adversos a essa postura frontal e viril de dizer “sou comunista”, em chão minado e onde germina o ranço do mais sórdido liberalismo e a usura campeia.
A draga, "uma história interminável"...
"Município pediu parecer técnico à Universidade de Coimbra sobre a melhor solução, tendo em conta a eficácia e os custos"
Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)
terça-feira, 10 de março de 2026
O vestido que abalou a civilização ocidental
"Portugal acordou em sobressalto. Não foi um terramoto, nem uma crise financeira, nem sequer uma daquelas crises governativas que brotam como cogumelos no outono. Não. Desta vez a República foi confrontada com algo muito mais grave. O preço de um vestido.
Sim, um vestido. A peça de tecido que Margarida Maldonado Freitas, empresária, farmacêutica e mulher de um Presidente recém-empossado, teve a ousadia de vestir na cerimónia. Um acto escandaloso que obrigou a imprensa especializada em assuntos de elevada gravidade nacional, como decotes, pulseiras e destinos de férias de celebridades, a mobilizar os seus mais experientes analistas têxteis.
A investigação começou como todas as grandes investigações jornalísticas. Com um zoom numa fotografia e uma busca no Google. Pouco depois surgiu a manchete: “Descobrimos o vestido!”. Um trabalho hercúleo digno de Watergate, mas com muito mais seda e muito menos Nixon.
A partir daí abriu-se um debate profundo sobre a democracia portuguesa. Não sobre salários, habitação ou política externa. Não. Sobre se uma mulher adulta, empresária e economicamente independente pode comprar a roupa que lhe apetece com o dinheiro que é dela."
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Seguro a cumprir a palavra dada...
Às 11:00, cumprindo o horário previsto, o novo Presidente da República esteve em Mourísia, no concelho de Arganil, distrito de Coimbra, aldeia cercada por chamas em 2025, e que visitou no verão passado – incluindo desta forma o interior no programa alargado da sua posse.
A determinação em honrar a palavra revelada no primeiro dia de funções é um sinal de esperança.
Pretextos e razões para a subida dos preços dos combustíveis
"Os preços dos combustíveis voltam a subir de forma escandalosa, arrastando uma previsível escalada geral dos preços, fazendo aumentar o custo de vida e ameaçando degradar ainda mais as já difíceis condições de vida do povo português.
Ouvimos dizer que o aumento dos preços dos combustíveis é o preço a pagar por uma guerra feita para levar a democracia ao Irão. Querem ainda convencer-nos de que esse aumento de preços é inevitável e resulta de uma relação supostamente científica entre a oferta e a procura que sustentaria o equilíbrio de mercados que funcionam livremente.
O problema é que não é nada assim.
A guerra não se destina a levar democracia a lado nenhum. O aumento de preços dos combustíveis não é inevitável, nem resulta directamente de quaisquer equilíbrios económicos. Muito menos os mercados são entidades abstratas que funcionam equilibrada e livremente.
Não há como construir uma democracia bombardeando o povo que se diz querer libertar para esse objectivo. E a agressão dos EUA e Israel ao Irão não tem na sua essência qualquer motivação democrática. É o controlo político do Médio Oriente e a apropriação dos seus recursos naturais que está em causa em função das ambições de domínio hegemónico dos EUA e Israel à escala regional e global.
A agressão dos EUA e Israel ao Irão implica, obviamente, graves perturbações no fornecimento internacional de petróleo e seus derivados. Essas dificuldades devem ser mais um (não o único, nem o principal, mas mais um) dos muitos argumentos que justificam a exigência do fim da guerra e da desestabilização que os EUA e Israel têm levado a praticamente todos os povos daquela região.
Mesmo neste contexto, a subida dos preços dos combustíveis não é inevitável. Ela resulta em boa parte do aproveitamento que os grandes grupos económicos do sector energético, particularmente as petrolíferas, estão a fazer desse conjunto de circunstâncias para fazer aumentar os preços e, assim, aumentarem os seus já escandalosos lucros bilionários.
Fazem-no usando o poder que têm para fixar os preços a seu bel-prazer, sem qualquer consideração pelos impactos económicos e sociais gerais dessas decisões.
Fazem-no sabendo que contam com um poder político maioritariamente submisso aos seus interesses, que não oferece resistência aos seus intentos, antes encontra forma de a eles se acomodar, transferindo até para o Estado e os cofres públicos parte dos seus impactos financeiros.
Fazem-no comprovando que os mercados não são entidades abstratas, são sim uma realidade concreta que resulta da composição de poderosos interesses económicos e financeiros que se movem exclusivamente pelos objetivos da multiplicação dos lucros e da acumulação de capital.
Fazem-no sabendo que, aproveitando hoje os pretextos para aumentar escandalosamente os preços e os seus lucros, não mais farão regressar à base aqueles preços, mesmo que desapareçam os pretextos hoje utilizados.
Regular, tabelar e fixar os preços dos combustíveis é, claramente, a solução que se impõe por dever democrático de defender os interesses do povo e o desenvolvimento nacional."
segunda-feira, 9 de março de 2026
Morreu Carlos Simpatia
O dia 27 de Abril de 1974, na Figueira, foi “uma loucura, extraordinária”.
Que descanse em paz.
Sentimentos à sua família.
Adeus e obrigado Marcelo!
Tem pela frente desafios enormes: nomeadamente, o trânsito na A8...
Efeitos da depressão Kristin
Via Diário as Beiras: "Posto dos Correios instalado na sede da junta de freguesia está desligado da rede desde 28 de janeiro".
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domingo, 8 de março de 2026
O "passadismo" do "passismo" vai continuar a ser alimentado por este PSD de Montenegro?..
Ventura, segundi li vai dar (mais) uma entrevista numa televisão.
Curiosamente (ou talvez não), esta no dia em que Seguro toma posse como o novo PR.
Ventura já devia andar a sentir-se preocupado ao ver Passos a ocupar lhe o espaço mediático.
Passos esteve na AEP e ali pediu ao seu ex-líder de bancada parlamentar reformas.
Não disse quais nem explicou como.
Apenas lhe interessa que percebamos a mensagem que quer passar: isto assim não pode continuar.
Ultimamente, não parou de abrir e encerrar conferências, fazendo os encantos dos nossos comentaristas de turno e permitindo-lhes especular sem pontas de qualquer evidência sobre o que estará a passar pela cabeça de Passos.
Montenegro, precipitado e sempre receoso de que alguma sombra lhe possa retirar fogo fátuo, mordeu o isco e desafiou o seu ex-líder para um duelo em congresso antecipado para Maio.
Enfim, tudo isto é uma maldição que se abateu sobre nós.
Para atenuar e por razões profiláticas, aconselho a leitura da crónica de José Pacheco Pereira (“A sombra de Passos”) publicada ontem no Público.
Encontrará quase tudo que interessa ter presente,
“Seria bom que Passos desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais transparente do que o alimento cínico do sebastianismo”.
O que não vai acontecer porque Passos, agora, quer que dele se fale e que a sua alegada aura possa ser assim alimentada para efeitos do que der e vier.
Triste fado o nosso.
E ainda temos o Ventura.
E o Trump...
Fica a crónica de José Pacheco Pereira, "A sombra de Passos".«Passos Coelho deixou uma herança maldita no PSD, mais funda do que se pensa: o abandono da identidade social-democrata, que mal ou bem tinha sobrevivido até Cavaco Silva. O Governo Passos-Portas-troika foi mais do que um Governo de “necessidade” imposta, foi uma experiência de engenharia social que só não foi mais longe devido às limitações que o Tribunal Constitucional colocou à governação e ao falhanço da tentativa de mudar o programa do PSD que foi entregue à direita radical. Foi isso que significou “ir além da troika”.
Muitas das ideias que hoje estão encarnadas no Chega e na Iniciativa Liberal foram aplicadas pela governação de Passos, em particular a colocação como alvo da austeridade da classe média que tinha ascendido da pobreza pela acção do Estado. Este processo de elevador social era um elemento fundamental do pensamento de Sá Carneiro, e correspondia à tradição social-democrata e à doutrina social da Igreja, a de que o funcionamento do capitalismo e do mercado não eram eficazes no combate à exclusão e à injustiça social, que devia ser uma função garantida por um Estado com um programa que olhasse para a desigualdade e para as suas raízes. O último momento em que o PSD fez uma séria tentativa de aplicar este programa social-democrata foi o Plano de Erradicação das Barracas, com Cavaco Silva.
Mas, como sempre acontece, Passos deslocou o PSD para uma direita radical, atacando a função pública, colocando os “jovens” contra os seus pais e avós com a ideia de uma “justiça geracional”, atacando os sindicatos e retirando direitos aos trabalhadores, privatizando tudo o que pôde, parando apenas quando o travaram, como aconteceu com a Caixa Geral de Depósitos, e fazendo pagar a austeridade aos sectores da sociedade que tinham recentemente saído da pobreza, num processo que tenho classificado como o de “pai lavrador – filha professora primária – neto universitário”. O bloqueio do elevador social em Portugal, como noutros países da Europa, foi um dos factores do ascenso do populismo e da extrema-direita após a crise financeira da banca, que acabou por ser paga por aqueles que nenhuma culpa tinham da ganância que a motivou. Schäuble, um dos seus autores, reconheceu que errou e pediu desculpa, cá nada disso aconteceu.
Mas as políticas moldam os partidos e o PSD nunca mais foi igual. Os discípulos de Passos que não foram para o Chega nem para a Iniciativa Liberal – e muitos foram – estão hoje à frente do PSD, da direcção do partido ao grupo parlamentar. Mas são, de facto, menos “reformistas” no sentido de Passos (e, diga-se de passagem, do Chega), porque são mais tacticistas e perceberam o desgaste eleitoral do Governo Passos-Portas-troika na base eleitoral do PSD, perdendo a juventude para a Iniciativa Liberal e os mais velhos ou para a abstenção, ou para o Chega.
Porém, com ou sem “linhas vermelhas” e “não é não”, é à direita que hoje o PSD está confrontado com a diluição das suas fronteiras sociais-democratas. Essas fronteiras já tinham soçobrado em vários momentos, nas regiões autónomas e na competição com o Chega no mais perigoso tema da imigração. Embora a questão da imigração seja real e tenha havido muitos erros na governação socialista e na incapacidade de reconhecer que havia aqui um “problema”, o modo como Montenegro e o Governo a defrontaram significou um upgrade do discurso do Chega que, a partir daí, dominou a agenda política, e foi o melhor serviço que foi prestado ao Chega. A combinação de uma declaração solene do primeiro-ministro em horário nobre com a rusga hipermediática na Rua do Benformoso, o complemento da declaração dramática de Montenegro, foi sem dúvida o factor mais relevante na ascensão do Chega, que viu a sua visão estrutural da imigração impor-se pela acção do Governo.
Passos está aqui em completa sintonia com a dinâmica do Chega e o Portugal que daqui sairia seria o da direita radical, do Vox a Trump, uma espécie de institucionalização de uma guerra civil como a que já hoje se passa nos EUA
A sombra e a motivação para o frenesim declaratório de Passos, que não tem outro sentido senão um regresso, não se sabe muito bem como, são o chamado “pacote laboral”, a “reforma” que está presente por detrás das suas declarações sobre o falhanço reformista do Governo. Não é por acaso que o “pacote laboral” é a motivação de Passos, embora o alcance da sua acção seja mais vasto. O primeiro passo de Passos é a pressão para um acordo parlamentar de fundo entre o PSD e o Chega e a Iniciativa Liberal, e qualquer acordo sobre a legislação laboral é sempre um acordo de fundo. Depois, esse acordo que daria a maioria às políticas da direita radical mostraria quem manda em Portugal, revelaria a irrelevância da esquerda, a começar pelo PS, e abriria caminho para outros acordos, a começar pelo Tribunal Constitucional e na revisão da própria Constituição. Passos está aqui em completa sintonia com a dinâmica do Chega, e o Portugal que daqui sairia seria o da direita radical, do Vox a Trump, uma espécie de institucionalização de uma guerra civil como a que já hoje se passa nos EUA.
Por isso, o pessimismo da inteligência deve ser nestes dias mais forte do que o optimismo da vontade. Se esse optimismo se dirigir para o combate duro a este caminho, será bem-vindo. É também por isso que seria bom que Passos desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais transparente do que o alimento cínico do sebastianismo."»
sábado, 7 de março de 2026
Montenegro luta pelo poder e receia a crise
Isto não é inventado, pois não?!..
Via Correio da Manhã
Polémica na Câmara de Lisboa: militante do Chega com império clandestino
Nomeada por Moedas para os Serviços Sociais da câmara arrenda casas com condições indignas a imigrantes ilegais. É namorada do vereador do Chega.
Reposição da sinalização em curso
A mão de obra externa custa cerca de 50 mil euros. Por sua vez, a compra de nova sinalização tem um valor próximo dos 110 mil euros.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, ontem, o vereador Manuel Domingues frisou que foram danificadas e destruídas “muitas centenas” de estruturas de sinalização na via pública. Em nome da segurança rodoviária, apontou o autarca, a reposição da sinalização, iniciada logo a seguir ao temporal, deu prioridade aos sinais de trânsito de proibição e obrigação. Neste momento, está a ser reposta a sinalização direcional.
“Agora, sim, é essencial [trabalharmos] nas questões da sinalização direcional”, frisou Manuel Domingues. Por falta de material e mão de obra no mercado, ressalvou o edil, os trabalhos deverão prolongar-se por mais três semanas.
As freguesias de São Julião, Buarcos, Tavarede, São Pedro e a Costa de Lavos e a Praia da Leirosa foram as zonas mais afetadas pelo impacto da passagem da depressão Kristin nos sinais de trânsito e demais sinalização.
No total, entre equipamentos, edifícios e espaços públicos, a Câmara da Figueira da Foz soma estragos provocados pela intempérie no valor de quatro milhões de euros."
sexta-feira, 6 de março de 2026
Ricardo Silva crítico com responsáveis políticos do PSD
Via Diário as Beiras
"...desde a presidente da CIM Região de Coimbra e presidente da Câmara da Cantanhede e da Distrital social-democrata, Helena Teodósio, até a deputados e eurodeputados, por ainda não se terem deslocado ao Porto da Figueira da Foz, que se depara com o assoreamento da barra."
Santana Lopes, no Correio da Manhã
Isto é: de um tempo político que acabou com ele na Presidência da República.
O Presidente Marcelo, mesmo na PR, nunca deixou de ser o comentador que conhecíamos e o «enfant terrible» do regime.
Ele, como ninguém, quando comentava fazia-o com conhecimento de causa.
Vivemos tempos difíceis.
O Chega é pior que tudo o que tivemos a seguir ao 25 de Abril na política em Portugal.
Santana Lopes, que teve o sonho de ser o sucessor do actual Presidente (...e que tal como ele, de anjinhos não têm nada), sabe que Marcelo Rebelo de Sousa teve sempre a sua agenda privativa.
Nomeadamente, Marcelo, sem nunca o admitir, (entre outros) inviabilizou há alguns anos a possibilidade do então presidente da Câmara de Lisboa avançar com a candidatura à Presidência da República, dizendo sempre «não saber as verdadeiras intenções» de Santana Lopes.
Marcelo foi Marcelo até ao fim.
Nunca mudou: foi o que sempre foi - um entertainer emocialmente instável com o sentido de responsabilidade de um puto traquina na adolescência.
Tal como cerca de um milhão de portugueses que se deliciaram com o enfant terrible do regime, quando era comentador televisisvo, vou ter saudades de Marcelo.
Sobretudo, do comentador...
Segundo o vereador Manuel Domingues, "A14 poderá reabrir no dia 15 deste mês"
Via Diário as Beiras
«O vereador do executivo camarário da FAP Manuel Domingues avançou ontem que o troço da A14 entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho deverá reabrir no dia 15 deste mês. O edil falava na reunião de câmara quando o presidente da autarquia figueirense o questionou sobre a estimativa da duração das obras em curso de reparação das zonas da autoestrada danificadas pelo comboio de tempestades ocorrido em janeiro e fevereiro. A Brisa está a trabalhar em várias frentes de obra, incluindo na zona da passagem de água do Foja sob autoestrada através de manilhas, cuja área esteve alagada durante várias semanas. O estado daquelas infraestruturas será determinante para a definição do calendário dos trabalhos, já que poderão ter de ser realizadas obras de reparação. Na quarta-feira, de resto, ainda não havia uma estimativa para a conclusão das reparações (ver edição de ontem). “Tenho acompanhado, quase em permanência, as obras na A14”, afiançou o autarca.
“A zona de manilhas abateu e a Brisa entendeu que tinha de fazer uma intervenção profunda”, acrescentou Manuel Domingues, adiantando que a concessionária da autoestrada decidiu analisar o estado de todas as passagens hidráulicas do troço da A14 entre Maiorca e o nó de acesso de Vila Verde. De novo indagado por Santana Lopes, desta vez acerca das pontes de Maiorca, na EN111 – uma das alternativas ao troço da autoestrada em obras - , Manuel Domingues afiançou que “as pontes de Maiorca aguentam-se, desde que se circule com moderação, a 30 km/hora, mas há quem não cumpre o limite de velocidade e, por isso, tem havido pequenos acidentes”.
Por outro lado, afiançou que a GNR, apesar de estar “com dificuldades, por ter poucos guardas”, “tem atuado” naquela estrada, sobretudo para impedir a circulação de viaturas pesadas nas pontes de Maiorca, que está proibida. Já em 2016, ano em que colapsou uma das passagens hidráulicas, na zona agrícola de Maiorca, obrigando ao corte da A14 entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, a EN111 passou a ser via rodoviária principal, com todos os constrangimentos associados à sobrecarga rodoviária. Desta vez respondendo ao vereador do PS Rui Carvalheiro sobre a sinalização na zona onde abateu parte da faixa de rodagem da EN11, em Caceira, no sentido Figueira da Foz/Maiorca, Manuel Domingues sustentou que “a sinalização está correta”.»
quinta-feira, 5 de março de 2026
Chega abandona plenário depois de nova altercação com Teresa Morais
Via Expresso
"O grupo parlamentar do Chega abandonou esta quinta-feira o hemiciclo antes do final do debate em plenário, agendado pelo próprio partido, depois de uma nova altercação com a vice-presidente e presidente do parlamento em exercício, Teresa Morais.
No debate pedido pelo Chega, com o tema "As acusações de racismo na sociedade, no desporto e no sistema político: é preciso virar a página", André Ventura encerrou os trabalhos com um discurso em que acusou a deputada do PS Isabel Moreira e as líderes parlamentares do Livre e PCP de esconderem e ignorarem propositadamente quando "compatriotas suas são violadas, agredidas, mutiladas, perseguidas e assediadas só por uma razão".
"Se fossem portugueses estavam aqui aos gritos. Como são estrangeiros, protegem-nos porque preferem os criminosos às mulheres que são vítimas de crimes", acusou.
Antes de dar por encerrados os trabalhos desta tarde, Teresa Morais, vice-presidente do Parlamento que presidia a sessão, quis transmitir uma mensagem sobre o teor da intervenção de Ventura: "É a minha convicção que nenhuma mulher nesta casa, seja ela sentada numa bancada à esquerda ou à direita, quer esconder violadores ou ignorar violações de mulheres".
Perante esta consideração, Ventura pediu a palavra para afirmar que "é às bancadas das oposição que cabe fazer o discurso político" e não à mesa e acusou a social-democrata Teresa Morais de ser "uma vergonha para as funções que exerce no parlamento". "Da nossa parte, não nos representa mais na Assembleia da República, nem na mesa da Assembleia da República", atirou o líder do Chega, que já na quarta-feira tinha tido outra alteracação com Teresa Morais.
Teresa Morais respondeu que o deputado do Chega "não tem nenhum facto para apontar" e que as suas intervenções têm como objetivo "arrancar palmas à sua bancada".
Filipe Melo, deputado do Chega e vice-presidente do parlamento, saiu da mesa da Assembleia da República para ir para a bancada do Chega no início desta troca de argumentos, uma ação que foi reprovada por Teresa Morais enquanto o parlamentar protestava. "Senhor deputado Filipe Melo, faça o favor de ficar calado, porque já toda a gente percebeu que o senhor deputado está na mesa a fazer trejeitos infelizes e depois sai da mesa quando lhe apetece para vaiar a mesa", atirou a deputada social-democrata.
Perante esta consideração, os protestos da bancada do Chega subiram de tom e todos os deputados presentes abandonaram o hemiciclo. Assim, os trabalhos encerraram sem o partido liderado por André Ventura a ocupar os seus lugares no hemiciclo.
A intervenção de Teresa Morais que gerou a saída da bancada presidida por Pedro Pinto foi aplaudida por toda a esquerda e pela bancada do PSD. Da bancada do Chega ouviram-se pateadas.
A presidente da mesa fechou os trabalhos insistindo que "não pode aceitar que se diga nesta casa que há mulheres de algumas bancadas que escondem criminosos e ignoram violações de outras mulheres".
Já esta quarta-feira, o debate quinzenal ficou marcado por um incidente protagonizado pelo líder do Chega, que acusou a presidente do parlamento em exercício, Teresa Morais, de tratamento desigual, crítica que a social-democrata rejeitou, apoiada por PSD e PS."
Acidente de trabalho na conserveira Cofisa faz um morto e um ferido grave
"Um acidente de trabalho na alizaçãoconserveira Cofisa, na Figueira da Foz, provocou hoje um morto e um ferido grave.
Recolha de equipamentos elétricos vale viatura aos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz
Morreu António Lobo Antunes: Médico e escritor tinha 83 anos
O escritor António Lobo Antunes morreu, esta quinta-feira.
A informação foi avançada pelo Expresso.
António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, a 1 de setembro de 1942. Licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985.
“Memória de Elefante” é o título que marca a sua estreia na Literatura, em 1979. No mesmo ano, sai “Os Cus de Judas", sucedendo-se "Conhecimento do Inferno", em 1980, e "Explicação dos Pássaros", em 1981, obras marcadas pela experiência da Guerra Colonial e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.
Na bibliografia, António Lobo Antunes deixa mais de três dezenas de romances, com cerca de metade a surgir nos últimos 25 anos. Durante décadas, o escritor foi frequentemente indicado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.
Destacam-se ainda vários volumes de "Livro de crónicas" e ainda o livro para crianças "A história do hidroavião" (1994), ilustrado pelo músico e amigo Vitorino.


























