terça-feira, 28 de abril de 2026

Homem morre num acidente com grua em Buarcos

"Um homem com cerca de 50 anos morreu hoje num acidente de trabalho em Buarcos (Travessa Rua Alto da Fonte), na Figueira da Foz."

JMT de vez em quando consegue surpreender

"As costas de Delgado Alves fizeram bem mais pela honra do Parlamento do que as palavras frontais do presidente da Assembleia da República."


Para ler melhor clicar na imagem.

Está explicado o "fenómeno": estrondo audível na Figueira da Foz foi de missão operacional da Força Aérea

O presidente Santana Lopes, no decorrer da reunião de câmara hoje realizada,  clarificou algo que estava a intrigar o País inteiro.

Segundo a Força Aérea, o “estrondo audível” sentido na Figueira da Foz na segunda-feira resultou da “realização de uma missão operacional de F-16M, no âmbito da defesa aérea, em que houve necessidade de ultrapassar a barreira do som”.

“Este tipo de actividade é essencial para garantir a prontidão e eficácia dos meios nacionais na salvaguarda do espaço aéreo, estando a todo o momento assegurado o controlo da situação/actividade”, revelou a Força Aérea, em comunicado.
Esta instituição esclareceu ainda que em “determinadas condições atmosféricas, nomeadamente inversões térmicas ou variações de densidade do ar, pode verificar-se uma maior propagação das ondas de choque, tornando o fenómeno mais audível e abrangente que o expectável à superfície”.
A Força Aérea acrescentou que “não existiu qualquer situação de perigo para a população, tratando-se de uma ocorrência pontual decorrente de operações essenciais à segurança e defesa nacional. A Instituição mantém o seu compromisso permanente com a defesa do espaço aéreo nacional e a segurança dos cidadãos”.

Memória: "o mais talentoso torturador da PIDE mal sabia ler"

Entre a classe dos pobres - na qual me incluo - viver entre a raiva dos humilhados e o medo dos oprimidos e a ignorância cultivada, tão conveniente a todos os regimes autoritários, não pode justificar todos os "cheganos" desta vida.
Os pobres de todas as idades, tiveram uma janela de oportunidade a partir do 25 de Abril. Aos pobres de todas as idades que não viveram, ignoram ou desconhecem a realidade contada pelo Luís Osório neste postal do dia, não quero que passem pelo mesmo.
O dinheiro nunca deveria estar primeiro que os valores e a dignidade humana.
"1. Há precisamente 52 anos, no dia 24 de abril de 1974, na Rua António Maria Cardoso, sede da PIDE, um homem sentia-se recompensado. 
Tinha subido a pulso. 
Uma vida de trabalho, de abnegação e de sacrifício pela Pátria. 
É certo que na vida nada é perfeito, o homem de que te falo estava apaziguado, mas ainda não se refizera da morte de Salazar, a figura que mais amara. 
2. Chamava-se Adelino da Silva Tinoco e nascera na aldeia de Arazede, concelho de Montemor-o-Velho. 
Abalou jovem para Lisboa onde entrou na PIDE para fazer o que fosse preciso. Tinha a 4.ª classe, mas era esperto. 
Tinha força bruta e ambição. 
Aprendeu o ofício com os mais velhos, mas rapidamente o aprendiz substituiu os mestres na arte de humilhar e espancar comunistas e subversivos.
3. Tinoco era baixo e a sua cara transformava-se nos interrogatórios. 
Não fazia distinções entre homens e mulheres, adorava rebentar a arrogância das comunistas como Conceição Matos a quem proibiu de ir à casa de banho durante vários dias, a quem espancou deliciado, a quem humilhou chamando agentes para a verem despida e suja. 
4. Não penses que era um bárbaro. 
Tinoco mal sabia ler, mas admirava Silva Pais e Barbieri que cheiravam bem, que vestiam bem, que eram de boas famílias. 
Queria ser como eles, dar aos seus a oportunidade de serem distintos. 
Chorou baba e ranho quando foi condecorado em São Bento. 
Pagava o almoço aos mais novos quando o dinheiro se acabava no final do mês. 
5. Considerava-se uma boa pessoa. 
Ia à missa. Comungava. 
Dizia o Pai Nosso e o Credo. Gostava de queimar velinhas em Fátima. Tanto como gostava de rebentar à porrada traidores de Salazar. 
Tirava-lhes as unhas, apertava-lhes mamilos, batia-lhes onde mais doía, era catedrático na máquina de choques elétricos, na tortura do sono, na estátua. 
Ia às lágrimas de tanto rir quando fazia sons que enlouqueciam presos depois de quatro ou cinco dias sem dormir.
6. Tinoco era perfeito.
Mal sabia ler, mas conhecia tudo sobre o sofrimento.
Era o mais competente dos que torturavam, o que mais confissões arrancou.
E no dia 24 de abril de 1974, há precisamente 52 anos, estava contente no seu gabinete na Rua António Maria Cardoso.
Tinha estatuto, fora nomeado inspetor-adjunto no ano anterior, sentia-se recompensado e retribuído pela vida.
Pela sua cabeça não passou a estranha e extravagante ideia de que, no dia seguinte, o seu mundo colapsaria."

"Empreitada começou ontem, custa 400 mil euros e tem um prazo de execução de seis meses"

«Foi assinado ontem o contrato de consignação da empreitada para a substituição das infraestruturas de águas e saneamento na rua Direita do Monte, na Baixa da cidade da Figueira da Foz. 

Os trabalhos começaram de imediato, com sondagens e outros preparativos. A obra foi lançada com um orçamento de 398.793 euros e um prazo de execução de 180 dias. Os trabalhos decorrerão ao longo de 300 metros, com início na zona junto à praça 8 de maio. O Município da Figueira da Foz assume cerca de 280 mil euros e o restante é da responsabilidade da Águas da Figueira, concessionária das redes de água e saneamento do concelho. 

A cerimónia foi presidida pelo presidente da câmara municipal, Santana Lopes, na qual também participaram responsáveis da Águas da Figueira e da construtora Marsilop. 

As atuais infraestruturas são obsoletas e foram construídas em ferro e fibrocimento. Por outro lado, as águas residuais domésticas partilham a conduta com as águas pluviais. A empreitada serve para separar as águas e instalar redes com materiais modernos e duradouros. “[Esta é] mais uma obra do plano de investimentos da Águas da Figueira”, frisou o diretor geral da empresa, João Damasceno, na sua intervenção. E realiza-se numa “zona muito sensível”, destacou, tendo em conta a antiguidade e as caraterísticas urbanísticas daquela zona da cidade. 

A rua Direita do Monte era a entrada da cidade, segundo registos do século 16. Daí ter estado vários anos em estudo, por parte da Câmara da Figueira da Foz e da concessionária. A empreitada tem acompanhamento arqueológico. 

Para o vereador da Câmara da Figueira da Foz com o pelouro das Obras Municipais e do Ambiente – Santana Lopes não usou da palavra - , aquela é “uma pequena obra, mas com grande importância”. E, destacou, já devia estar feita, uma vez que estava previsto arrancar no anterior mandato autárquico. “Foi sempre adiada”, frisou Ricardo Silva. Entretanto, adiantou Ricardo Silva, está a ser estudada uma intervenção semelhante na vizinha rua 10 de Agosto, onde também serão criadas condições para pessoas com mobilidade reduzida poderem circular em segurança. “[Aquela obra] requer mais trabalho”, indicou o autarca. 

Por sua vez, o início das obras da rua da Liberdade, já adjudicadas, foi adiado para 1 de setembro, para não afetar o turismo durante o verão e os diversos eventos programados para o areal urbano em plena época alta.»

A "proeza": saldo positivo nas contas da Câmara em 2025

Recorde-se: o executivo municipal da Figueira da Foz apresentou para 2025 um Orçamento de 139 milhões de euros, o maior orçamento alguma vez apresentado no município. Esta proposta, que assentou em três áreas fundamentais (educação, saúde e habitação), refletia não apenas uma visão de futuro, mas uma resposta concreta às exigências e necessidades prementes dos cidadãos figueirenses. Independentemente dos contextos macroeconómicos e da instabilidade global, este orçamento revelou uma estratégia clara, ancorada em mecanismos de financiamento como o PRR, o Portugal 2020 e o Portugal 2030.
Como se devem lembrar, na altura PS/Figueira ficou dividido na votação que aprovou o Orçamento para 2025.

Imagem via Diário as Beiras

Reunião da Câmara da Figueira da Foz que foi suspensa para reorganizar agenda de trabalho prossegue hoje

A partir das 11 horas continua a reunião de câmara que foi interrompida no passado dia 23

Recorde-se que a autarquia da Figueira da Foz suspendeu a sessão de Câmara - na qual esteve ausente o presidente Santana Lopes - para reorganização da agenda de trabalho, após vários pontos terem sido retirados. 
Antes da suspensão da reunião, a vice-presidente Olga Brás, que conduziu a sessão, já tinha aceitado adiar a discussão e votação do relatório de contas de 2025 devido à entrega fora de prazo dos documentos aos vereadores da oposição.
Por sua vez, a vereação do PS pediu a retirada da ordem de trabalhos da reunião de câmara a apresentação e votação das contas da câmara do exercício de 2025, alegando que o executivo camarário não enviou o dossiê, com mil páginas, com a devida antecedência, de oito dias. Ultimamente, aliás, destacou o vereador João Paulo Rodrigues, “a documentação não tem chegado a horas para as reuniões de câmara”
A vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Olga Brás (FAP), que, na ausência de Santana Lopes na sessão, assumiu funções presidenciais, atendeu à proposta do principal partido da oposição.
A Ordem de Trabalhos para a reunião que tem início pelas 11 horas de hoje, pode ser consultada aqui.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O cravo de Seguro

Luís Osório, jornalista e escritor
"Há 20 anos que um Presidente da República não entrava na Assembleia da República com um cravo na lapela.
Parece difícil de acreditar que muitos de nós não tenham orgulho num dos momentos mais bonitos e identitários de ser português – enquanto na Guerra Civil espanhola morreram mais de meio milhão de pessoas, não contabilizando os 100 mil que desapareceram, em Portugal preferimos armar as espingardas com cravos a matar-nos uns aos outros.
Os cravos são um símbolo da democracia, não necessariamente um património exclusivo da esquerda. Representam a vida em oposição à morte, a esperança em oposição ao medo, o otimismo em oposição ao fatalismo. É o símbolo da nossa inocência, de uma ingenuidade poética que me emociona e orgulha.
É também um abraço à memória de uma mulher, a dona Celeste, que começou a distribuir, por puro instinto, cravos aos soldados revoltosos, entusiasmando vendedoras de várias praças de Lisboa a fazerem o mesmo.
Não é bonito? Não é extraordinário? Não foi um verdadeiro milagre?"

Resolver "atentados contra a saúde pública, que têm gerado reclamações dos residentes e que não respeitam o PDM", é possível na Figueira...

A exploração de suinicultura encerra dentro de cinco meses. 
Os terrenos deverão ser utilizados para habitação a custos controlados. 
A compra custa 400 mil euros, a pagar em dois anos.
O DIÁRIO AS BEIRAS questionou Santana Lopes acerca do destino a dar aos terrenos da Crigado. “Estamos a estudar o assunto. Será um espaço verde ou habitação, mas espaços verdes já há muitos [na localidade]. O que as pessoas precisam é de habitação”, respondeu o autarca. Questionado sobre o tipo de habitação que ali poderá vir a ser construída, o presidente da autarquia figueirense avançou que será na modalidade de “custos controlados e acessíveis, em princípio para vender”. E destacou: “espero que recuperemos o investimento, se fizermos habitação”.
O acordo para a compra dos terrenos da Crigado foi alcançado no dia 24 de abril, disse ainda  Santana Lopes. 
Dentro de cinco meses, a propriedade passa para o município. “Esta é uma das decisões ou realizações que mais me enche de orgulho, porque foi muito difícil”, afirmou ainda Santana Lopes ao jornal. 
O município terá de demolir as instalações e tratar os solos. Por outro lado, se o destino a dar aos terrenos for habitação, terá de ser feita uma “alteração simples” ao Plano Diretor Municipal.
“Eles pediram muito mais e tiveram ofertas de compra superiores à nossa, mas fechámos o acordo. Eles perceberam que era bom ser o município [a ficar com os terrenos] e que não queríamos mais, ali, explorações do género”, sublinhou Santana Lopes, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.

25 de Abril: a Festa na rua é para quem ama a liberdade

Na Figueira da Foz, cidade maravilhosa, de carnaval em Abril, mas também de grandes tradições democráticas e de Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade" e da consciência cívica que, pelos vistos ficou perdida no tempo,  as Comemorações do 25 de Abril de 2026 promovidas pela autarquia ficaram reduzidas a isto.
"A sessão extraordinária da Assembleia Municipal (AM), comemorativa do 52º aniversário do 25 de Abril, que decorreu ontem pelas 10h30 no Centro de Artes e Espectáculos, contou com as intervenções do orador convidado, o professor e historiador Miguel Cardina, e do representante da Associação 25 de Abril, Coronel Gois Moço. Deu voz aos representantes de todos os partidos e movimentos de cidadãos com assento na Assembleia Municipal, bem como ao presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes."

A música e o 25 de Abril sempre andaram de mãos dadas.
A celebração do 52.º aniversário da Revolução dos Cravos fez-se de norte a sul do País este fim de semana e, entre as diferentes actividades, houve vários concertos para assistir. 
Mais: muitos deles foram ao ar livre e com entrada gratuita.
Na Figueira, onde se realizam concertos com entrada gratuita por tudo e por nada (até numa noite gélida do final de Novembro, na praia...), as comemorações do 25 de Abril deste ano limitaram-se ao formal, a que já praticamente ninguém liga.
Nem a considerada "intensa" (segundo a publicação do Município da Figueira da Foz) intervenção de Balbina Oliveira, do Chega, foi novidade na cerimónia realizada no CAE no sábado passado.
  
Se a Câmara Municipal da Figueira da Foz quisesse que o 25 de Abril fosse festa, entre nomes consagrados, novas vozes e projetos mais alternativos, teria encontrado opções para todos os gostos. 
Tal não aconteceu em 2026. Fica o registo para memória futura.
Numa terra em que é sempre carnaval, não deve ter sido por falta de dinheiro, que foi reirada a componente popular das comemorações.
A alegria que o 25 de Abril trouxe ao Povo Português é o simbolismo da data.
 
Nada disto acontece por acaso.
Há uns anos havia um certo pudor. Mas, os tempos estão a mudar, o que facilita o reescrever a história.
Não vai ser tarefa fácil. 
O 25 de Abril de 74 é o dia mais importante da nossa história contemporânea. É o dia em que nos libertámos de uma ditadura e iniciámos o caminho para vivermos numa democracia.

Vivi 20 anos em ditadura.
A quem anda desalentado com o rumo que as coisas tomaram, apenas tenho a dizer que não há nada pior do que viver em ditadura. 
Quem sonha com esses tempos, das duas uma: ou não os viveu ou era beneficiário do regime. 
Pode haver fachos no parlamento, nas câmaras e assembleias municipais e nas juntas de freguesia, mas a rua (como se viu há dois dias) estará sempre do lado da democracia, da liberdade e de quem foi torturado e assassinado para que hoje se possa dizer isto, sem medo de ir preso.

Abril não falhou. 
Abril terminou com a ditadura.
A minha geração é que falhou. 
Ao mesmo tempo que permitimos que o nosso país se arrastasse na pobreza, nos baixos salários, nas falhas da saúde e da habitação, colocámos com o nosso voto gente a governar que se tornou milionária. 
"Nós, com o nosso voto, é que permitimos e levámos ao poder gente como o Sócrates, o Montenegro, o Passos, o Durão, o Vara, o Relvas, o Ventura e demais trafulhas.
Nós é que assistimos, de braços cruzados, à construção de mais autoestradas e IPs, enquanto a cada Setembro as escolas não arrancam por falta de professores.
Nós é que apoiamos guerras, do Iraque ao Irão, de Gaza a Kiev, sem percebermos que a fatura chega sempre aos países pobres. 
Nós é que desvalorizamos a necessidade da educação e a luta por condições de trabalho. 
Nós é que vemos o país a ser vendido ao retalho, desde os sectores estratégicos até aos prédios absorvidos por fundos imobiliários.
Nós é que demos votos a gente como o Cavaco ou Marcelo, que nos garantiram a solidez do BES, do BPP ou do BPN, dias antes de nos virem apresentar a conta pelas falências. 
Assistimos, impávidos e serenos, a 50 anos de decisões erradas, apostas em falso e a uma gestão interminável de fundos europeus. Pouco ou nada se fez para crescer, inovar, ser autónomo financeiramente."

Em 2026, 52 anos depois de Abril, estamos há quatro décadas na UE, mas continuamos a ser dos mais pobres desta "união".
Os que adquiriram melhor e maior formação emigraram.
Os mais velhos esperam.
Pela morte, claro, mas antes em cada verão que se aproxima, por nova enchente de turistas. 
E "lá vamos cantando e rindo, levados, levados, sim".
Em 2026, vivemos num País onde 20% dos eleitores votam num partido que admira os feitos da ditadura.
O governo, para sobreviver, segue as políticas ditadas por esse partido.
 
Contudo, Abril continua a ser o dia que nos devia fazer pensar e acordar para a vida.
Viver em liberdade dá trabalho e nunca foi "um direito adquirido".
A liberdade vive dias difíceis, mas quem a ama não desiste.
Por isso, é que quem não gosta dela assim tanto, evita a festa da liberdade na rua.

domingo, 26 de abril de 2026

Trump, Ventura, tempo de suceder o inimaginável

José Carlos de Vasconcelos

"Trump, o senhor da guerra, que decide os destinos do mundo, com o pensamento, a formação política e o estofo moral que se conhece, agora é também o Divino Espírito Santo, pois a ele, revelou, deve Leão XIV a sua eleição como Papa.

Trump é quem mais ordena − Nunca pensei, como cidadão comum, ver/viver em minha vida coisas como as que estou a ver/viver hoje. O que tenho a certeza acontece com muito mais gente de variadas gerações. E não estou a referir-me, infelizmente, aos enormes progressos científicos e técnicos, mesmo sociais e comportamentais, verificados em diversos domínios. Eles têm existido, mas estão hoje longe de assumir a dimensão das desgraças, das violações dos Direitos Humanos e de valores essenciais de um mundo livre e civilizado.

...em Portugal, tem sido o nosso “Trump caseiro” a fazer-nos ver/ viver o inimaginável. São inúmeros os exemplos disso, mas agora fico-me pelo do seu − de André Ventura −, discurso no Parlamento, na comemoração dos 50 anos da Constituição da República. De facto, como seria “imaginável”, há meia dúzia de anos, que alguém, para mais deputado, e ainda por cima “duce” de uma bancada parlamentar com 60 cadeiras, 52 anos depois de uma revolução que derrubou uma cruel e decrépita ditadura; uma revolução em todo o mundo conhecida como “dos cravos”, por não ter havido outra tão pacífica e sem derramamento de sangue (os três mortos no dia 25 de Abril foram os últimos assassinados pela PIDE); uma revolução com todos os seus princípios democráticos e humanistas institucionalizados na Constituição que se celebrava − fosse classificada por Ventura como “uma revolução miserável”?... Como seria “imaginável” que alguém, mesmo o mesmo Ventura que tem feito da mentira, da difamação, da propagação do ódio, seu instrumento constante, levasse o seu despudor ao ponto de afirmar ter havido mais presos políticos depois do que antes do 25 de Abril? (o imediatamente antes e depois pressupõe uma “falsa comparação”, porque o depois abrange os que durante 48 anos cometeram crimes impunes, mormente na polícia política)."

LEITÃO AMARO O SUPERMINISTRO DA COMUNICAÇÃO

Trecho de um trabalho da jornalista Margarida Davim publicada na Revista Visão, que merece ser lido com atenção.

«É um dos principais estrategas políticos do Governo, tem poder de veto sobre agendas públicas e entrevistas de ministros e vai ter acesso a uma ferramenta digital para saber o que pensam os portugueses nas redes sociais. Mas tem guerras duras e dossiers que queimam na RTP, na Lusa e na distribuição de jornais e revistas.

“Leitão Amaro tem um poder enorme. O primeiro-ministro ouve-o mais do que a Hugo Soares”, garante uma fonte do Governo, explicando que não há saída pública, conferência de imprensa ou entrevista de um ministro que não seja antes validada pelo ministro da Presidência. Este poder tem mesmo relegado para segundo plano o responsável pela Comunicação do Governo, Pedro Esteves, cada vez mais entregue apenas à gestão da comunicação de Luís Montenegro e menos à coordenação política, que é agora acertada todas as semanas numa reunião conjunta dos assessores do Governo com a equipa de António Leitão Amaro. Conta quem está no Executivo que esse poder de Leitão Amaro foi crescendo ao longo do tempo, tendo começado a ser mais visível no auge da crise desencadeada pelo caso Spinumviva, que levaria à queda do primeiro governo de Luís Montenegro.

A forma como Luís Montenegro ouve Leitão Amaro dá-lhe poder, mas, segundo fontes do Executivo, também cria “alguma rivalidade” com Hugo Soares, o líder da bancada parlamentar social-democrata, secretário-geral do PSD e há muito visto como o verdadeiro braço-direito de Montenegro.

Tanto, que é Leitão Amaro quem decide que ministros devem ou não falar em momentos críticos e, conta-se no Campus XXI (a sede do Governo), que já chegou a cancelar uma entrevista que o ministro da Agricultura tinha marcada por entender que não era o momento para José Manuel Fernandes falar.»

Crigado vai ser encerrada

Via Vereador João Martins.

Vale a pena lutar.

Da série, há piadas que se fazem sozinhas...

O Chega saiu do armário. Ou como a ignorância os torna ridículos

Ontem, "nas comemorações do 25 de Abril, na Assembleia da República, os deputados do CHEGA entenderam substituir o cravo vermelho pelo cravo verde, porque a política portuguesa, não contente com assassinar ideias todos os dias, resolveu também pedir serviços ocasionais à jardinagem.
O cravo verde ficou associado a Óscar Wilde e à identidade homossexual masculina, funcionando como sinal discreto, irónico e codificado num tempo em que a homossexualidade podia destruir uma vida, uma carreira e um nome. Ou seja, no dia em que o CHEGA quis recusar o cravo vermelho, símbolo da Revolução de Abril, acabou a desfilar com uma flor historicamente ligada à dissidência sexual, ao dandismo, ao artifício e à cultura queer. Não estou a dizer que soubessem. Isso seria atribuir-lhes uma erudição que a prudência recomenda não presumir. Estou apenas a dizer que a ironia é perfeita: quiseram fazer uma provocação patriótica e acabaram a entrar, de cravo ao peito e solenidade no rosto, pela porta lateral de Óscar Wilde. Há símbolos que se vingam. Este vingou-se com uma elegância cruel."

Forte participação popular nas comemorações do 25 de Abril, essa "revolução miserável"

O 25 de Abril "está vivo" e celebrou-se de cravo erguido.
A empunhar cravos, pessoas de todas as idades encheram ruas e cidades.
As manifestações do 25 de Abril este ano foram grandiosas.
O cravo foi o protagonista na rua: em Lisboa, mas também no Porto, em Coimbra e em tantas cidades do nosso País.
E ainda em pequenas Aldeias com tradições democráticas: como em Brenha.
Em 2026, temos um novo ambiente político de crueldade e agressão, que crispa a sociedade portuguesa.
Recordando palavras de José Pacheco Pereira.
As pessoas comuns, "os dois terços de portugueses que não votaram Chega, têm uma cada vez maior preocupação com o período negro que atravessamos.
Quem lutou contra a ditadura antes do 25 de Abril lutou por Portugal.
André Ventura não luta contra a corrupção. O que ele faz é lutar contra a democracia.
Associar a corrupção à democracia é lutar contra a democracia.
Isso, é uma crueldade em relação às pessoas que vivem miseravelmente. Crueldade em relação à pobreza. Crueldade em relação aos imigrantes. 
O Chega é o mais anticristão dos partidos que conheço."
Foto Nuno Ferreira dos Santos, Jornal Público

Comparação e razão

António Barreto

"Apesar do digno comportamento de José Pacheco Pereira, a batalha das vítimas e das malfeitorias continua. As comparações propostas por André Ventura escondem mentira e manipulação, mas são eficazes. Sobretudo perante muitas gerações que não viveram as situações e os casos referidos. Poucas pessoas se lembram, a não ser por ouvir dizer, das prisões salazaristas, da tortura da PIDE, dos crimes da polícia política, da censura permanente, da vigilância e da coacção. Também poucas pessoas viveram a tragédia da descolonização, os saneamentos, as prisões sem mandato judicial, as expropriações ilegais, as ocupações arbitrárias e as violências revolucionárias de todo o tipo. Por isso, muitas vezes, é fácil e tem êxito a expressão desbragada de comparações, mesmo ou sobretudo das desajustadas. 
Não sei se André Ventura é mentiroso. Mas sei que tem jeito para a demagogia. Não se pode comparar dois anos de revolução com a esquerda ou a democracia. Como não faz sentido comparar dois anos de agitação com cinquenta de regime. Nem que se atribua à democracia o que aconteceu de negativo durante esse período. E também não é verdade que se esconda o que aconteceu durante os dois anos de revolução. 
Comparem-se cinquenta anos de democracia com outros tantos de ditadura salazarista. Todos os factos podem ser alinhados. Prisões, torturas, detenções, crimes, medidas de segurança”, censura, despedimentos e saneamentos, em poucas palavras, direitos fundamentais: faça-se a comparação entre períodos comparáveis. O resultado está aí. A superioridade da democracia é total. Nem três Salazares conseguiriam esconder a verdade, nem três Venturas seriam capazes de inventar factos. 
Comparem-se os dois anos de revolução, adequadamente designados por “processo revolucionário em curso”, com qualquer outro período de igual duração. As conclusões são evidentes: despedimentos, perseguições, saneamentos, expropriações, expulsões, violência prisional e tortura foram certamente em número superior e em gravidade maior do que quaisquer dois anos do período anterior, o marcelismo. O que só permite condenar a revolução, não a democracia. 
Pense-se na descolonização com o seu longo inventário de responsabilidades políticas e militares portuguesas, de desatenção aos portugueses abandonados e espoliados e de guerras civis que se seguiram nas colónias: políticos e militares dos últimos anos do Estado Novo, políticos e militares dos dois anos de revolução, sobretudo de esquerdas e de extrema-esquerda, são e foram responsáveis. A história já os culpou, a democracia também. Só a demagogia pode agora, para benefício próprio, tentar encontrar novos culpados. Não foi a democracia que fez a descolonização. Foi, isso sim, a revolução, com a ajuda da guerra colonial e do antigo regime. 
André Ventura sabe isto tudo. Mas a verdade interessa-lhe pouco. Gosta é dos seus efeitos pessoais e dos benefícios que pode recolher. Como sabe também que muitos dos tios ou avós do Chega pouco fizeram para dominar os revolucionários do PREC, antes tentaram o terrorismo e esforçaram-se por actos violentos iguais aos da extrema-esquerda. Foram os democratas, a democracia, as eleições e as instituições democráticas que derrotaram a extrema-esquerda, não foi a direita, muito menos a extrema-direita. Nunca se viram os antepassados do Chega, tanto nos anos 1960 como em 1975 e 1976, nas lutas pela liberdade e pela democracia. 
A melhor comparação faz-se em poucas palavras. A democracia deixa viver os amigos de Ventura e do Chega. Não é certo que os amigos de Ventura deixassem viver as esquerdas e os democratas. 
Não sei se André Ventura é ignorante e desonesto, nem sei se é irresponsável e provocador. Mas sei que não é estúpido nem democrata. As suas intervenções a propósito das malfeitorias da democracia, em comparação com as benfeitorias de Estado Novo salazarista, são risíveis, mas eficazes. O Chega de Ventura foi derrotado nas últimas legislativas, mas teve o talento de proclamar vitória. O Ventura do Chega foi derrotado nas últimas presidenciais, mas já fez com que esse exercício fosse transformado em etapa para a vitória.  
Mas a falta de sentido político e a tentação oportunista do PSD de Montenegro, assim como a inconsistência derrotada do PS ajudam o Chega, mostram uma estranha fraqueza da democracia e assustam! A democracia ainda tem meios políticos e legais para vencer o Chega e as suas tentativas antidemocráticas. Como ainda tem condições para afastar a extrema-direita e os seus esforços de restauração. Ainda. E ainda. Mas as suas possibilidades começam a diminuir. Ou antes, as ameaças aumentam. Se os democratas e as instituições nacionais e locais não conseguirem secar as fontes da demagogia, então podemos crer que os demagogos passarão. Como se faz isso? Dando o exemplo. Sendo honesto. Melhorando as vidas das pessoas. Fazendo justiça pronta. Cuidando da saúde pública. Dialogando sempre, a fim de conseguir maiorias de governo. Garantindo a estabilidade política. Trabalhando, em concertação, para a estabilidade social. Controlando melhor os movimentos de população, designadamente a imigração. Legalizando os trabalhadores estrangeiros, os que fogem ao fisco e os que aldrabam a segurança social. Lutando contra os empresários do trabalho ilegal. Nomeando professores a tempo e horas. Colocando médicos nos hospitais segundo as necessidades. Combatendo os crimes contra as mulheres e as crianças. 
Este é o catálogo. Longo. Complexo. Difícil. Por isso já deveriam ter começado, em vez de se dedicarem aos jogos florais das negociações ou ao simulacro do trabalho feito e do dever cumprido. Por isso também o diálogo sincero entre alguns partidos democráticos deveria estar adiantado, já próximo de acordos fundamentais. Podemos ter a certeza de que estes partidos não estão a destruir a democracia. Mas estão a deixar que a destruam. A presunção ardilosa do PSD e a superioridade fantasiosa do PS estão a fazer mal ao país e à democracia. Estão a deixar que os coveiros da liberdade se infiltrem nas instituições e se passeiem vistosamente pelas vielas da conspiração."

O próximo 25 de Abril

Miguel Esteves Cardoso

"A democracia é mais vulnerável do que qualquer ditadura, porque deixa que os potenciais ditadores conspirem à vontade – e em público, caso lhes apeteça.
Como temos a sorte de viver em democracia, não nos apetece celebrá-la, nem lembrar o difícil que foi consegui-la. Parece que existiu sempre. Parece que vai existir para sempre. Congratularmo-nos pela democracia parece-nos tão ridículo como congratularmo-nos por termos nascido. E, no entanto, estamos de parabéns. A democracia consegue-se diariamente. Tanto mais que nada nem ninguém nos garante que em 2027 tenhamos um 25 de Abril para celebrar."

Casa do Pintor (Mário Silva)

Via Diário as Beiras: "Na habitação do artista plástico, em Lavos, serão dinamizadas residências artísticas e outras actividades".


sábado, 25 de abril de 2026

20 anos de OUTRA MARGEM

25 de Abril de 2026.
Decorreram os anos e OUTRA MARGEM comemora hoje 20 de existência.
Na foto, António Agostinho com a idade do OUTRA MARGEM.
Aos 20 anos andava o autor deste espaço perdido de amores - grandes, intensos e (alguns) correspondidos.
Passados todos estes anos, porém, OUTRA MARGEM (tal como o autor), está em Paz, mas intranquilo, com a Aldeia, com a Figueira, com Portugal e com o Mundo.

Um e outro - o autor e o blog - vivem.
Sei que podemos ser acusados de ter causado desconforto a alguns.
Talvez, pela educação que recebemos... 
Contudo, duas décadas decorridas, tudo pesado, OUTRA MARGEM libertou-se da culpa e continua apaixonado.

Viver a paixão é sempre bom.
Mas, por aqui sempre existiu uma perspectiva mais ampla.
Quem se afastou, teve as razões deles.
E há gente que nunca mais quero reencontrar.

Todos estamos condicionados pela condição de finitos. 
Portanto, festejar o aniversário acaba por ser um acto de saudade. 
Mas também de esperança.

O tempo é algo precioso.
Para todos. Mesmo para aqueles que já têm menos tempo de vida do que aquele que viveram sem ter tido a percepção da finitude.
Como aprendemos com Paulo Portas, nada é irrevogável - a não  ser a morte.
E mesmo essa teve dias em que o não foi.

Resumindo: quase 32 500 postagens depois e quase 8 320 000 "clientes", muitos dos quais satisfeitos, continua a não haver na Figueira espaço mediático mais na moda, nem colaborador tão entusiasta, jovem e trabalhador na bloga concelhia.
Não há blogger mais insatisfeito, apesar da selecta e numerosa clientela que serve há duas dezenas de anos neste espaço.

Continuem a vir até aqui amigos, pouco amigos e outros.
São sempre bem-vindos.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Cuidemos da liberdade

Como dizia Bertolt Brecht: Quem luta pode perder. Quem não luta já perdeu.”

GDC comemora meio século com intranquilidade: “os sócios estão completamente alheados”

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)


Reunião de câmara ontem suspensa continua no próximo dia 28

Ontem, com Santana Lopes ausente, a reunião da Câmara da Figueira da Foz foi suspensa para reorganizar agenda de trabalho. A vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, que presidiu à sessão, suspendeu a sessão, que será retomada no próximo dia 28, pelas 10H15. Em declarações aos jornalistas, Olga Brás esclareceu que tomou a decisão, com a concordância de todos, porque havia sido informada da ausência de Santana Lopes, “por motivos imponderáveis”, 10 minutos antes da reunião de câmara, não tendo tido tempo para poder analisar todos os assuntos da agenda. “Foi por uma questão de reorganização de agenda”, afirmou, da qual já haviam sido retirados vários pontos. “Há situações que requerem melhor ponderação”, frisou ainda a autarca da FAP.

Por sua vez, a vereação do PS pediu a retirada da ordem de trabalhos da reunião de câmara a apresentação e votação das contas da câmara do exercício de 2025, alegando que o executivo camarário não enviou o dossiê, com mil páginas, com a devida antecedência, de oito dias. Ultimamente, aliás, destacou o vereador João Paulo Rodrigues, “a documentação não tem chegado a horas para as reuniões de câmara”. A vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Olga Brás (FAP), que, na ausência de Santana Lopes na sessão, assumiu funções presidenciais, atendeu à proposta do principal partido da oposição. Aquele assunto deverá ser debatido e votado no dia 28.

Imagem via Diário as Beiras.

Figueira, sempre, mas sempre, uma cidade maravilhosa

Recordo uma postagem de 6 de Maio de 2019: Figueira, cidade maravilhosa.
Teotónio Cavaco, no Diário as Beiras:
"... nesta coluna prometo solenemente nunca mais ofender as virgens impolutas do discurso oficial e único nem os arautos da verdade absoluta, juro pela minha honra jamais me enfurecer face às ressuscitadas promessas de piscinas cobertas, de parques verdes da cidade, de viagens de uma só pessoa por mês que custam milhares aos contribuintes, de árvores mal podadas ou cortadas porque estavam doentes e eram terrivelmente perigosas, de obras desgraçadas em Buarcos!... A partir de hoje só vou escrever o que o Gabinete da Presidência da Câmara da Figueira me mandar!"
Nota de rodapé.
É maravilhoso viver numa cidade onde quem ousa tem liberdade para dizer tudo o que apetece. 
Contudo, para os poucos que ousam dizer tudo o que apetece, viver numa cidade como a Figueira deixa de ser maravilhoso, pois as pessoas melindram-se facilmente quando dizemos tudo o que apetece. 
Seria maravilhoso viver numa cidade onde ter liberdade significasse respeito pela opinião, por mais diferente que seja. 
Mas, não acontece assim. Por mim, acho bem que haja liberdade para discordarem da minha opinião. Todavia, lamento que fiquem aborrecidos pessoalmente comigo por ousar exercer a liberdade de opinião,  numa cidade maravilhosa como a Figueira. 
Por uma razão muito simples: viver numa cidade, por mais maravilhosa que seja, onde o melindre é uma falta de liberdade tramada, é uma chatice do caraças. 
Para quem se melindra, porém, deve ser maravilhoso viver numa cidade livre por o poder fazer. 
No fundo, na Figueira, uma cidade maravilhosa, é chato ousar ter a liberdade de dizer tudo o que apetece. 
Viver na Figueira é maravilhoso. Contudo, é lixado querer ter uma vida maravilhosa. Isto é: ousar ter a ousadia de ter a liberdade para dizer o que apetece.
A Figueira é uma cidade maravilhosa, mas chata para quem ousa...

Decorridos quase 7 anos o que mudou na polis?
Sublinhado isto, viajemos até 24 de Abril de 2026.
Na Lousão 25 de Abril é comemorado com um programa alargado de celebração da Liberdade. O Teatro Municipal da Lousã recebe hoje, a partir das 21H30, um concerto de Ricardo Ribeiro. Durante o espetáculo, o fadista vai interpretar temas da autoria de Zeca Afonso, num momento que celebra a liberdade. Esta actuação faz parte da programação do município no ambito das comemorações de 25 de Abril.
Na Pampilhosa da Serra, o Município promove a valorização da memória coletiva e a promoção de uma cidadania activa e assinala 25 de Abril com exposição e espectáculo de teatro. O Auditório Municipal do Edifício Monsenhor Nunes Pereira,  é hoje palco da peça “Irmãos de Abril”. Trata-se de um espectáculo produzido pelo Coletivo à Solta, que relembra os espetadores que a história também se faz de vozes que ousaram falar… e de corações que nunca desistiram. A partir das 21H00, esta apresentação insere-se no âmbito das comemorações do 25 de Abril e do ciclo de Teatro Mise en Scène.

Na Figueira da Foz, cidade maravilhosa, de carnaval em Abril, mas também de grandes tradições democráticas e de Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade" e da consciência cívica que, pelos vistos ficou perdida no tempo,  as Comemorações do 25 de Abril de 2026 promovidas pela autarquia ficaram reduzidas a isto.

Para ver o programa clicar aqui.

Comemorações do 25 Abril na Freguesia de Brenha: festejar é também dar a conhecer a memória do que mudou sem esquecer o quanto foi negra, sombria e tenebrosa a ditadura

 Para ver melhor clicar na imagem

"O 25 de Abril de 1974 foi uma revolução, que revolveu os alicerces do Estado e os ergueu em novas bases - de liberdade, de igualdade, de justiça social e democracia."
O resto é a deturpação do que realmente aconteceu há 52 anos. Celebrar o 52.º aniversário do 25 de Abril é sublinhar o "inestimável património de transformações económicas, sociais, culturais e políticas que o materializam" e prestar homenagem "a todos os resistentes antifascistas e aos militares de Abril que abriram as portas da liberdade".

quinta-feira, 23 de abril de 2026

A urgência da memória

«A batalha pela preservação da memória do 25 de Abril não é um sintoma de saudosismo, mas sim um plano para salvaguardar o futuro»


José Luís Tinoco (1932-2026), músico e pintor, arquitecto, autodidacta genial

Só hoje tive conhecimento que morreu aos 93 anos José Luís Tinoco, compositor, arquitecto e artista plástico de obra marcante na cultura portuguesa. 
Autor e letrista de «Madrugada», tema vencedor do Festival da Canção de 1975, destacou-se também com canções como «Um Homem na Cidade» e «O Amarelo da Carris», interpretadas por Carlos do Carmo. 
Músico ligado ao jazz, integrou a Orquestra Académica de Coimbra e o Hot Clube de Portugal, tendo fundado o grupo Saga e editado o álbum «Homo-Sapiens». Paralelamente, afirmou-se na arquitectura modernista e nas artes plásticas, com diversas exposições. 
Em 2015, recebeu o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores. 

Com Santana Lopes ausente, reunião da Câmara da Figueira da Foz foi suspensa para reorganizar agenda de trabalho

 Via Diário de Coimbra

"Antes da suspensão, a vice-presidente Olga Brás já tinha aceitado adiar a discussão e votação do relatório de contas de 2025 devido à entrega fora de prazo dos documentos aos vereadores da oposição.

A autarquia da Figueira da Foz suspendeu hoje a sessão de Câmara - na qual esteve ausente o presidente Santana Lopes - para reorganização da agenda de trabalho, após vários pontos terem sido retirados.

Antes da suspensão da reunião, que terá continuidade na próxima terça-feira, a vice-presidente Olga Brás, que conduziu a sessão, já tinha aceitado adiar a discussão e votação do relatório de contas de 2025 devido à entrega fora de prazo dos documentos aos vereadores da oposição.

“Propomos o adiamento da discussão das contas porque não tivemos condições para analisar o relatório, um documento com cerca de mil páginas que nos foi distribuído há quatro ou cinco dias quando deve ser com oito dias de antecedência”, alegou o vereador socialista João Paulo Rodrigues.

Posteriormente, e depois de justificar o envio tardio dos documentos com a “grande” pressão de trabalho e falta de recursos humanos no setor da contabilidade, a vice-presidente procedeu à retirada de mais sete pontos da ordem de trabalhos e suspendeu a reunião, justificando a decisão com a necessidade de “reorganizar a agenda”.

No final, em declarações aos jornalistas, Olga Brás disse que alguns pontos foram retirados “para melhor ponderação” e que “não se sentia confortável em continuar a reunião sem estar totalmente informada”

Executivo camarário visitou os trabalhos de requalificação da Escola Secundária Bernardino Machado

 Foto DB – Jot’Alves


«Neste momento, o Município da Figueira da Foz tem obras em curso financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no valor de 50 milhões de euros. Só a requalificação da Escola Secundária Bernardino Machado custa 10 milhões, incluindo um milhão adiantado pela câmara municipal. “São obras complexas e não fáceis”, frisou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, na visita do executivo camarário realizada ontem aos trabalhos de requalificação do estabelecimento de ensino. “A Escola Bernardino Machado nunca teve obras. [Como estava], não tinha condições de segurança nem de estabilidade para os alunos. Esta escola tem sido a oficina da nossa motivação”, afirmou a vereadora da Educação, Olga Brás, falando na visita que o executivo camarário e técnicos superiores da Câmara da Figueira da Foz realizaram ontem à escola, em obras. Por seu lado, o vereador das Obras Municipais, Ricardo Silva, afirmou que a escola “precisava de obras há mais de 30 anos”. A empreitada que está a renovar a primeira escola secundária da Figueira da Foz tem mais alguns meses pela frente.»

quarta-feira, 22 de abril de 2026

O valor dos rios: “e no dia em que não tivermos políticos que aprenderam a nadar no rio?”

Na minha geração, praticamente todos aprendemos a nadar na borda do rio da Aldeia. 
O rio da minha Aldeia deveria fazer pensar.
Quem está ao pé dele, não está apenas e só ao pé dele... 
O rio da minha Aldeia, não sendo o que já foi, continua a ser fonte de vida, de prazer, de divertimento e de lazer. 
Continua a ser de um agrado incontornável olhá-lo, conhecer os seus recantos, as suas correntes e as suas contra-correntes, as suas diferentes tonalidades, o seu murmurar!.. 
Uma coisa é ser. Outra, é gostar de (a)parecer... 
O rio da minha Aldeia continua a provocar emoções... 
Mas, é preciso estar atento!
O rio da minha Aldeia, tem uma particularidade: enche na maré alta e quase seca na baixa-mar...
Na minha geração, quase todos aprendemos a nadar no braço esquerdo Mondego, que é rio da minha Aldeia.
Na imagem sacada daqui, uma tela pintada de magia da borda do rio da Gala.
Autor: Cunha Rocha

O valor que uma população atribui aos rios depende da experiência vivida.
O engenheiro ambiental Pedro Teiga, em entrevista ao Público, na sede da E.Rio, a empresa de reabilitação fluvial que criou ao lado do rio Torto, em Gondomar disse. 
“Não é à toa que os políticos com quem é mais fácil falar são aqueles que tiveram a experiência de rio na sua formação de vida." E deixa о aviso: "E no dia em que não tivermos nenhum político que tenha aprendido a nadar no rio? Esse dia está para chegar em breve. Ainda falta resolver, em muitos lugares, o problema do saneamento. Porque ainda temos descargas e problemas para resolver.
Os rios são uma oportunidade para as pessoas se juntarem a falar de um bem comum. Tem de ter água de boa qualidade, peixе, libelinhas, amieiros, com galeria ribeirinha e populações de entorno tal como existia antes - sim, porque antes as populações não se metiam em cima do rio. Deixavam espaço para que o rio fosse rio. E as localidades ficavam fora do leito de cheia, para poderem ter a segurança das casas. Por isso, há todo um conjunto de camadas de aprendizagem com os rios."

O CDS morreu há vários anos

 Luís Osório

"O CDS é um partido que morreu há uns anos.

Por isso, quando alguém me conta que estão no Governo e ocupam lugares no Parlamento, concluo que o delírio tomou conta dos palácios e das cabeças. Há um ministro que "monta" cenários e se aproveita das tragédias para mostrar músculo. E há um deputado que, nos últimos tempos, repete um mantra para que o povo não se esqueça de que o CDS é o original e o Chega um a imitação."

Comemorações do 25 de Abril: se em Lisboa é a "pobreza absoluta", na Figueira é a avareza ávida...


09h45 

Concentração junto ao Centro de Artes e Espectáculos

 10h00 

Hastear da Bandeira Nacional

Guarda de honra pelos Bombeiros Sapadores e Voluntários da Figueira da Foz

Hino no hastear da Bandeira Nacional tocado pela Filarmónica da Sociedade Musical Recreativa do Alqueidão

 10h30 

Sessão Solene no Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos

Saudação e abertura da Sessão pelo Presidente da Assembleia Municipal

Filarmónica da Sociedade Musical Recreativa do Alqueidão

Declamação de um poema por Eduarda Rodrigues e Camila Costa

Intervenção do Orador convidado – Dr. Miguel Cardina

Intervenção do Representante da Associação 25 de Abril

Intervenção do Representante do Conselho Municipal da Juventude

Intervenção do Representante do GCE – Juntos pelo Alqueidão

Intervenção do Representante da Coligação Democrática Unitária

Intervenção do Representante da Coligação Evoluir Figueira

Intervenção do Representante do Partido Chega

Intervenção do Representante do Partido Socialista

Intervenção do Representante da Coligação Figueira a Primeira

Intervenção do Presidente da Câmara Municipal

Intervenção do Presidente da Assembleia Municipal que encerra a sessão

 

Participação da Associação Pequenas Vozes da Figueira da Foz

Atuação do Coral David de Sousa

Filarmónica da Sociedade Musical Recreativa do Alqueidão