"Como escrevi na passada semana, o tiro de partida das autárquicas está dado.
João Ataíde anunciou a sua recandidatura e João Portugal, ao contrário de há quatro anos, vibrou com o anúncio.
António Tavares, anunciou que abandona a vida autárquica no final do mandato, deixando o desabafo de que está farto de “jogos de poder e guerras de alecrim e manjerona”.
Daniel Santos, faz “prova de vida” num artigo em que deixa no ar a possibilidade do reaparecimento do movimento Figueira 100%. Ou seja, a campanha está na rua. Parece-me demasiado cedo, mas o que é certo é que quem quiser ir a jogo, vai ter de afinar estratégias e acelerar o passo.
Todos sabemos que a política tem horror ao vazio, e quem quiser protagonizar alternativas tem de rapidamente começar a desmontar a narrativa do atual inquilino dos paços do concelho. Como repetidas vezes tenho escrito, importa fazer um debate, o mais alargado possível, sobre o paradigma de governação municipal que queremos.
É imperioso que se aproveite este súbito arrebatamento de alguns com as eleições autárquicas, para inverter este estado de letargia em que mergulhou a denominada “sociedade civil” figueirense.
Faz falta o contraditório e a discussão. Faz falta que todos se sintam convocados a proferir pensamento.
Se este debate for possível, as próximas eleições autárquicas serão um reflexo de um tempo novo."
Nota de rodapé.
O banco de jardim que a foto mostra, sem utilizadores, faz lembrar o vazio da tristeza em que vegeta a vida politica figueirense.
Este banco de jardim, depois de construído foi colocado naquele lugar, para proporcionar o diálogo, mesmo em silêncio, ou em contemplação.
Presumo que o objectivo era estabelecer algum tipo de relacionamento.
Será que os figueirenses se vão sentar e trocar umas ideias?..
1 comentário:
Não me vou alongar em comentários.
Ainda corro o risco de dizer aquilo que não devo, mas o Miguel (consultor) Almeida é um insigne representante da ideologia mais perigosa (porque aparenta que não é ideologia), a do chamado "senso comum".
Neste texto pleno de trivialidades e de lugares comuns está a reproduzir a conversa do “senso comum”: “É preciso sair da zona de conforto e trazer o debate da mesa do café para fóruns mais alargados, sem clubismos nem crachás na lapela”. Isto é pernicioso. Isto tem de ser desmontado.
As ideologias não morreram; a luta de classes não passou de moda; não estamos no mesmo lado da barricada; não temos a mesma visão e projecto para a Figueira, nem para o país!
E vem o sr falar em zona de conforto? Por favor…!! Fiquemos por aqui.
"Chamar-te a ti Lisboa camarada..." - O que eu gosto deste poema de Joaquim Pessoa na voz de Carlos Mendes.
Ora onde é que eu tenho o vinil?!
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