Vai por aí uma discussão danada: a Figueira está praticamente em pé de guerra...

Guerra é guerra camaradas e companheiros. 
A luta política passa pela ambição competitiva.
Este fim de semana as redes sociais do burgo estão ao rubro: crueldade é crueldade. Não há "mas...". Nem meio "mas"... .
Mas estejam tranquilos. Isto não vai dar em nada. Anda por aí uma gente que só pensa em futilidades... 

Comunicado do PS/Figueira

"Da habitação acessível à venda da “Casa da Saúde”: afinal, em que ficamos?
A 10 de outubro de 2025, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, anunciou, com grande destaque, a aquisição da chamada “Casa da Saúde”, situada na Rua Afonso de Albuquerque, pelo valor de 435 mil euros.
Na altura, a mensagem era clara: o imóvel seria reabilitado e destinado a habitação a custos controlados para arrendamento acessível, no âmbito da Estratégia Local de Habitação da Figueira da Foz e do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação.
O próprio Presidente da Câmara apresentou a aquisição como parte de uma estratégia de reestruturação e valorização de um conjunto de edifícios à entrada da cidade, sublinhando a oportunidade de recuperar património e, sobretudo, de criar habitação acessível para os Figueirenses.
Passou menos de um ano.
Na reunião de Câmara de 17 de setembro de 2026, foi apresentada a intenção de vender a “Casa da Saúde”.
Perante esta mudança de orientação, os Vereadores do Partido Socialista questionaram o Presidente da Câmara sobre as razões que justificam a venda e votaram contra a mesma.
A discussão sobre o destino deste imóvel acabou, inclusivamente, por levar à interrupção da reunião de Câmara pelo Presidente.
Mas a questão essencial permanece e merece uma resposta clara.
Afinal, o que mudou em menos de um ano?
Se, em outubro de 2025, a “Casa da Saúde” era considerada adequada para responder à falta de habitação acessível no concelho, integrando uma estratégia municipal para esse efeito, importa explicar aos Figueirenses por que razão deixou agora de o ser.
Mudaram as necessidades habitacionais do concelho?
Mudaram os objetivos da Estratégia Local de Habitação?
Deixou de existir financiamento ou apoio para a sua reabilitação?
Ou mudou simplesmente a opção política da Câmara Municipal?
Uma aquisição de 435 mil euros, apresentada publicamente como uma aposta na habitação acessível, não pode ser seguida, menos de um ano depois, por uma decisão de venda sem uma explicação rigorosa, transparente e convincente sobre as razões dessa mudança.
O Partido Socialista entende que os Figueirenses têm o direito de saber quanto custou efetivamente esta operação, quais os investimentos realizados ou previstos e por que razão um imóvel adquirido para uma finalidade concreta é agora colocado à venda.
Mais do que discutir uma simples venda de património municipal, está em causa a coerência das decisões de quem governa a cidade, a expectativa e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
O Partido Socialista da Figueira da Foz continuará a exigir esclarecimentos e transparência.
Os Figueirenses têm direito a respostas.
Partido Socialista da Figueira da Foz"

Comunicado do Município da Figueira da Foz em resposta ao comunicado do PS
Vice-Presidente Olga Brás

"UM IMÓVEL NÃO APAGA 374 FOGOS
O comunicado do Partido Socialista procura transformar a reavaliação de um imóvel numa condenação de toda a política municipal de habitação. É um exercício de redução política: isola-se a “Casa da Saúde”, omite-se todo o resto e tenta-se fabricar a ideia de ausência de estratégia.
A Estratégia Local de Habitação não é uma lista imutável de edifícios. É um instrumento dinâmico de política pública, sujeito a permanente avaliação técnica, financeira e patrimonial. Nenhum imóvel constitui um fim em si mesmo. Reavaliar uma solução, quando o interesse público o justifica, não é incoerência: é responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Os números que o PS escolheu omitir são inequívocos: este Executivo tem em desenvolvimento 19 operações, 374 fogos e mais de 37,1 milhões de euros de investimento identificado. São 201 fogos no Arrendamento Acessível e 173 no âmbito do 1.º Direito. Existem 12 obras em curso, correspondentes a 171 fogos, para além das operações já finalizadas e das que se encontram em projeto.
A “Casa da Saúde” representa 11 desses 374 fogos. Mesmo excluindo essa operação, permanecem 18 intervenções, 363 fogos e cerca de 35,9 milhões de euros de investimento. Reduzir o maior ciclo de investimento municipal em habitação das últimas décadas a um único imóvel não é fiscalização. É manipulação por omissão.
O PS tem o direito de questionar. Não tem o direito de apagar os factos, explorar a legítima ansiedade das famílias e transformar uma decisão patrimonial numa narrativa de abandono da política de habitação.
O maior investimento municipal em habitação das últimas décadas não se apaga com um comunicado. A política baixa produz ruído; a governação responsável deixa obra."

E, ainda, o comunicado do Mais pela Figueira
"ALIENAÇÃO DO EDIFÍCIO DA ANTIGA "CASA DA SAÚDE"

"Na reunião de Câmara Municipal do passado dia 17 de setembro de 2026, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, apresentou a intensão de vender o imóvel da antiga “Casa da Saúde”, sita na Rua Afonso de Albuquerque, proposta que teve a oposição por parte dos vereadores do Partido Socialista. Perante a intervenção discordante do vereador João Paulo Rodrigues, solicitando que se adiasse a discussão deste ponto e se procurassem outras soluções para o imóvel, mantendo o mesmo na posse municipal, o senhor presidente teve uma atitude menos cordial. Não havendo financiamento público no momento para a construção de habitação a custos controlados, a solução poderia passar pela exploração de terceiros numa estalagem de turismo jovem e/ou sénior, residência universitária, entre outras. O Senhor Presidente preferiu responder a este vereador com argumentos que nada tinham a ver com o assunto em discussão.

A 10 de outubro de 2025, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz anunciou, com pompa e circunstância, a aquisição deste imóvel pelo valor de 435 mil euros. Menos de um ano depois, pretende o Senhor Presidente da Câmara Municipal vender o mesmo, em hasta pública, por um valor base de 450 mil euros. O imóvel que seria reabilitado e destinado à habitação a custos controlados para arrendamento acessível, passa agora para uma "situação nebulosa" de venda a terceiros.

O Executivo Municipal começa a mostrar um certo desnorte em várias questões, onde esta é um bom exemplo."

"Casa da Saúde vai a hasta pública": remendo ou sintoma?

Diário as Beiras

"O Município da Figueira da Foz vai alienar a antiga Casa da Saúde cerca de um ano depois da aquisição, a um particular. A decisão, ressalvou o presidente da autarquia, prende-se com o atraso do processo de financiamento, que “ainda não está garantido”, para a reabilitação do imóvel para habitação com renda acessível, por parte do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana e do Banco Europeu de Investimento. E também, acrescentou, “face às necessidades de investimentos”. 
A receita da alienação, frisou ainda Santana Lopes, será canalizada para investimentos programados ou em curso, como, por exemplo, a Variante de Quiaios, cujo financiamento de três milhões de euros do Turismo de Portugal não é suficiente para pagar a empreitada, além de ser pago em três anos. Ou a reabilitação da piscina-mar, caso não seja concessionada, apesar de haver interessados na concessão. 
Adquirida por 435 mil euros, a antiga Casa da Saúde, imóvel devoluto, vai a hasta pública com uma base de licitação de 450 mil euros. O imóvel encontra-se na zona de confluência das ruas Manuel Fernandes Tomaz, República e Afonso de Albuquerque."

João Moura Portugal"𝐏𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨 𝐮𝐦 𝐚𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐝𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚̃𝐨 𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐚𝐝𝐪𝐮𝐢𝐫𝐢𝐫 𝐮𝐦 𝐢𝐦𝐨́𝐯𝐞𝐥 para investir na política de habitação, 𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐚 𝐬𝐞𝐧𝐬𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐯𝐢𝐯𝐞 𝐦𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐟𝐢́𝐜𝐞𝐢𝐬, 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐞́ 𝐧𝐞𝐜𝐞𝐬𝐬𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐯𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐨 𝐦𝐞𝐬𝐦𝐨 𝐢𝐦𝐨́𝐯𝐞𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐧𝐣𝐞𝐭𝐚𝐫 𝐥𝐢𝐪𝐮𝐢𝐝𝐞𝐳 𝐧𝐨 próprio 𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨, sem perceber que investimentos em concreto visa financiar! 𝐄𝐬𝐩𝐞𝐫𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐢𝐭𝐚, 𝐧𝐚̃𝐨 𝐬𝐢𝐫𝐯𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐥𝐢𝐛𝐫𝐚𝐫 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐞𝐬𝐚 𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐨 𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥."

João Pedrosa Russo, opinião publicada: "Concorda com o fecho ao trânsito de parte da marginal?"

"Não concordo", escreve na edição de hoje de o Diário as Beiras 

"Há duas ou três semanas os figueirenses foram confrontados com o fecho de parte da marginal (entre o Forte de Santa Catarina e o Hotel Sweet Atlantic na Avenida 25 de Abril, sentido SulNorte) ao trânsito de automóveis, incluindo motociclos, no fim de semana. 
Pretendia o Município que houvesse menos trânsito e mais espaço para quem ali passa, transformando-o numa área segura e tranquila. Dizia ainda a autarquia que “era o momento ideal para desacelerar e aproveitar a cidade com outra qualidade de vida”. 
Pretendia-se que por ali se pedalasse e patinasse e que se aproveitasse o “asfalto para andar de bicicleta ou de patins com total segurança”, em sossego.
Ora, a medida em princípio podia ser boa, mas os impactos negativos superam os positivos. Aquela via é demasiado importante para a mobilidade urbana, pela ligação que promove entre o centro da cidade e a vila Buarcos, ao longo de vários edifícios com garagens e com comércio, sobretudo restaurantes e encontra-se servida de largos passeios que as pessoas utilizam frequentemente, bem como excelentes passadiços a poucos metros. 
Compreendo que haja quem pense que naquela artéria circulam automóveis e motociclos em velocidade excessiva e desta forma isso deixa de acontecer. Só que isto não se resolve à bruta, mas sim com mais policiamento e adopção de meios alternativos como lombas redutoras de velocidade, radares, ou sinalização adequada. 
Não concordo com esta decisão que não melhora a qualidade de vida dos cidadãos e nem trouxe mais população para a rua e dá a ideia de que a Figueira da Foz não é uma cidade segura."

Notou-se alguma desorganização no decorrer da reunião de câmara realizada ontem

"O vereador do PS João Paulo Rodrigues afirmou ontem, intervindo na reunião de câmara, que os documentos que acompanham os assuntos da ordem de trabalhos das sessões de câmara voltam a ser enviados aos vereadores da oposição com uma antecedência mínima, em vez das 72 horas que antecedem a reunião. Alguns chegam durante a noite anterior, deixando os autarcas sem tempo para a análise necessária. “Se for necessário haver reuniões semanais em períodos mais críticos, estamos disponíveis”, afirmou o autarca socialista. 
O presidente da autarquia, Santana Lopes, mostrou-se indignado com os serviços internos do Município da Figueira da Foz."

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar nas imagens)

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Um artista chamado Moedas, Carlos...

Carlos Moedas, presidente de Lisboa, "capital de Portugal", como ele gosta de publicitar,  disse  que
o Volta tem provocado "um drama social" na cidade que preside.
Dito assim, fica a ideia, que as pessoas ficaram pobres por causa do "cata latas e garrafas"
Visto assim, "antes não havia drama, não havia miséria na cidade, não havia a figura do sem-abrigo recolector. Havia lixo aos montes pelas ruas mas isso era culpa das juntas de freguesia e dos imigrantes e dos criminosos que assolam a cidade, não se viam cá os miseráveis enfiados dentro do contentor." 
Portanto, acabe-se com o Volta para pôr fim ao drama visual, perdão, ao "drama social".
Mais um artista de variedades, este Carlos Moedas.

"Crescimento sustentado, é o desiderato da Universidade de Coimbra e da direção do campus"

Via Diário as Beiras
"O número de alunos do Campus da Figueira da Foz da Universidade de Coimbra continua a crescer, acompanhando o aumento da oferta académica. 
Neste momento, estão inscritos cerca de 130 alunos, distribuídos pelas duas licenciaturas e pelos cinco mestrados.
O número de alunos deverá aumentar, tendo em conta que ainda falta realizar a segunda fase de candidatura ao ensino superior para licenciaturas e a segunda e terceira fases para mestrados. 
Este ano letivo arranca com um novo edifício do campus – antigo terminal rodoviário – , uma nova licenciatura (Engenharia Naval e Oceânica) e três novos mestrados (Relações Internacionais, Política Internacional dos Oceanos e Sistemas Costeiros Sustentáveis). E mantêm-se a licenciatura em Biologia Marinha e os mestrados em Inteligência Artificial e Computação Musical e Design de Som."

Isabel Maia, opinião publicada :"Concorda com o fecho ao trânsito de parte da marginal?"

"Sim"escreve na edição de hoje de o Diário as Beiras, Isabel Maia

«Sim. O fecho ao trânsito da Av. 25 de abril (do Sweet ao Parque das Gaivotas) e da Rua 5 de outubro (esta última, há anos tem sinalética vertical que proíbe o trânsito, exceto a moradores) aos fins de semana merece atenção. 
A medida tem recebido aplausos e críticas veementes. 
Mudar rotinas gera desconforto e receios: a inibição de passear de carro à beira-mar, a perda no comércio, a pressão acrescida do trânsito no centro da cidade. 
Decidir “mudar” é corajoso e tem riscos de impopularidade, mas pior é “não decidir” e manter o status quo, estagnar. 
Neste caso, implica alterar os trajetos, utilizar as circulares externas para não pressionar o centro da cidade e promover mobilidade inteligente. E os utilizadores trocarão o cheiro e o som dos escapes pelo aroma e a música do mar, em segurança. 
Quanto ao comércio, o carro que passa pela loja não gera receita, mas o peão que a pé olha a montra ou se senta na esplanada, sim. Será a oportunidade de ouro para o comércio inovar e combater a sazonalidade. O turista de hoje rejeita o asfalto e exige o destino sustentável com vivência do espaço. 
“Fechar ao trânsito” não é “eliminar mobilidade”, mas priorizar o mar como lugar de bem-estar, e não é algo original: Vancouver tem a lógica do waterfront com passeio e fruição; Toronto, Queens Quay, reforçou o eixo ribeirinho pedonal e ciclável; Cascais restringiu o trânsito junto ao mar e priorizou a mobilidade suave. 
As cidades crescerão com menos poluição, mais mobilidade suave e segura, com mais vida pública saudável.»

47 anos de SNS: muito obrigado António Arnaut

Ontem, comemoraram-se os 47 anos do Serviço Nacional de Saúde"Morria-se em Portugal, e de causas que a medicina já conseguia curar, não fosse o País tão pobre e as populações tão distantes dos cuidados médicos, quando o SNS foi criado, em 1979".
Para comemorar a data, o Presidente da República, António José Seguro e Luís Montenegro "apareceram juntos, mas em silêncio, numa fundação privada."
A melhoria introduzida em Portugal com a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por António Arnaut, não é passível de contestação.
Os resultados falam por si.
Contudo, desde o início, a criação do SNS não contou com o voto favorável do PSD. Convém não esquecer: o PSD nunca foi a favor do SNS e sempre que está no poder tenta enfraquecê-lo para dar o controlo da saúde dos portugueses aos privados. 
Ana Paula Martins é mais uma ministra da Saúde que pretende realizar esse sonho do PSD.
Por isso, não resolve o problema da contratação dos enfermeiros, que tanta falta fazem, entre outros. 
47 anos depois da criação do SNS: muito obrigado, António Arnaut.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

José Couto, opinião publicada :"Concorda com o fecho ao trânsito de parte da marginal?"

"Concordo, nas áreas indicadas", escreve na edição de hoje de o Diário as Beiras, José Couto

 "Sim, concordoo com o fecho ao trânsito nas áreas indicadas . Na verdade, em muitas cidades, o encerramento de vias de circulação de veículos automóveis, por períodos curtos, é uma prática aceite, suportada pela necessidade de criar áreas que possibilitem o desfrute da população residente. Esta opção permite que os residentes possam interagir com espaços urbanos que no seu quotidiano lhe está vedado, bem como permite um outro nível de socialização. Havendo ainda a registar vantagens ambientais por baixa de poluição. 
Ora esta decisão de alargar uma área ao recreio a ao lazer parece-me bem, porque, além de tudo este espaço pode-se transformar num gerador de tráfego para uma área urbana, num espaço urbano que que já foi nobre, e que se quer nobre em termos da vivência do quotidiano e da oferta turística. 
Não é só este espaço que se valoriza, é também um corredor pedonal que começa no parque da cidade e que se pode ligar à frente da cidade, com uma acessibilidade fácil ao rio e à praia; também a atividade económica, ali instalada, poderá sair com vantagem, em virtude de se poder verificar um acréscimo de potenciais consumidores. 
Em muitas cidades, a criação de áreas deste género aumenta a sua utilização e dá uma dimensão de qualidade ao espaço urbano, sobretudo quando acompanhada de atividades culturais e de recreio, promovidas pelos municípios, dirigidas a vários públicos. 
Uma decisão que, inicialmente, poderá trazer um pequeno incómodo a quem habita por ali, mas trará, por certo, um espaço de fruição para famílias e uma valência qualificadora para a cidade."

"A unidade de saúde de São Pedro entrou na fase final, devendo ficar concluída até ao final do ano"

"Estão programados novos equipamentos para outras freguesias. Em Buarcos, a reabilitação está em curso"

 "O Município da Figueira da Foz tem programadas para as freguesias de Tavarede, Bom Sucesso e Paião empreitadas para novos equipamentos de Cuidados Primários de Saúde. As duas últimas foram adjudicadas por 1,4 milhões de euros e 1,6 milhões de euros, respetivamente, e com prazos de execução de 10 meses. Os novos equipamentos são financiados por fundos europeus. A construção das novas unidades de saúde realizam-se ao abrigo da delegação de competências pelo Estado na autarquia figueirense. No que respeita ao pessoal, os municípios apenas podem contratar e gerir assistentes operacionais.
A reabilitação da unidade de saúde de Maiorca, segundo a vereadora Olga Brás, está em curso público. Mais uma tentativa, entre as várias já efetuadas que ficaram sem efeito devido à falta de interesse dos empreiteiros face ao orçamento base. A autarca da maioria FAP (coligação PPD/ PSD - CDS/PP) respondia ao vereador único do Chega, Hugo Fresta, que questionou o executivo camarário acerca das unidades de saúde de Maiorca e Tavarede na primeira reunião de câmara deste mês. Sobre o processo de reabilitação do Centro de Saúde de São Julião não se conhecem desenvolvimentos."
Via Diário as Beiras. Para ler melhor clicar na imagem.

“SNS está em cuidados paliativos”

«A 15 de setembro de 1979, foi publicado o decreto-Lei do então ministro dos Assuntos Sociais, António Arnaut, que criou o SNS. Daí até à atualidade, passaram 47 anos. Para assinalar a data, o DN falou com Constantino Sakellarides, professor catedrático jubilado pela Escola Nacional de Saúde Pública, um dos mentores da reforma do SNS na década de 1990, que deixa um alerta:
“A situação é muito preocupante” e as Finanças também são responsáveis.»
Tinha 38 anos quando foi criado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), altura em que dirigia um centro de saúde piloto em Lisboa. Década e meia depois presidiu à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e foi diretor-geral de Saúde. Depois, na academia foi professor catedrático e diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, instituição que diz ter-se distinguido na formação dos quadros técnicos e dirigentes do SNS, que, ontem, terça-feira, 15 de setembro, fez 47 anos. E neste dia, Constantino Sakellarides, já com 86 anos, falou ao DN sobre as expectativas criadas com a criação de um serviço público para a Saúde, da sua evolução, das interrupções nas reformas, mas também da dificuldade de o poder político aprender a lidar com as regras de boa governança e dos cortes da Troika, dramáticos para o SNS. No final, garante: “Em Portugal, para um SNS com futuro, precisamos de um Estado Inteligente, que ouça as pessoas, que as envolva e anime.”»

Portugal entre os países europeus com mais recuos democráticos

Via Diário de Notícias

«O relatório Global State O ofDemocracy 2026 (Estado Global da Democracia 2026, numa tradução livre do inglês), publicado esta terça-feira, revela uma deterioração acentuada na democracia a nível mundial e destaca que o Estado de Direito atingiu o seu nível mais baixo em décadas.Embora haja avanços isolados em países em transição, como a Polónia e a Síria, o estudo sugere que a tendência que predomina é de estagnação ou declínio nas liberdades fundamentais. 
A democracia está em declínio no mundo e Portugal não é exceção. O caso português aparece entre os países europeus com maior número de recuos democráticos acumulados entre 2020 e 2025, registando seis declínios significativos ao nível de fatores, incluindo a liberdade de expressão, ficando na Europa apenas atrás da Geórgia e da Rússia, e ao lado da Arménia e Eslováquia.
"Precisamos de entender a democracia como um recurso de segurança nacional e investir nisso". 
As recomendações deste estudo"não são muito inovadoras". "Precisamos de votar, unir-nos a associações, precisamos de contribuir para os partidos políticos, e se não há um partido político que corresponda às nossas preferências, temos a liberdade de iniciar novos partidos. E uma chamada para que as pessoas se envolvam e não desesperem"

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Tribunal absolve atuais e antigos dirigentes da Goltz de Carvalho

Via Diário de Coimbra

"João Paredes diz que a decisão repõe a “honra” e a “dignidade”, mas não apaga os danos causados."

Carlos Beja, opinião publicada: "Concorda com o fecho ao trânsito de parte da marginal?"

"Entendo e concordo", escreve na edição de hoje do Diário as Beiras, Carlos Beja

"A questão da compatibilização do tráfego quotidiano com a segurança e qualidade de vida dos cidadãos é hoje uma realidade presente em todas as cidades, independentemente da sua dimensão. 
Entendo e concordo com o encerramento ao trânsito nos moldes em que foi implementado, embora seja necessário e urgente encontrar soluções de estacionamento, nomeadamente o aumento significativo do parque do Mercado e do Parque das Gaivotas. É incompreensível que uma área completamente inútil do areal não possa servir para estacionamento de viaturas e autocaravanas, devidamente arborizada e apetrechada.
A circulação de trânsito motorizado em áreas de forte atração turística não é nenhuma novidade, seja no país, seja na Europa. Aqui bem perto, em Coimbra, uma artéria com forte componente comercial, Ferreira Borges - Visconde da Luz, está há muito vedada ao trânsito. E a histórica Rua da Sofia está a seguir o mesmo caminho. 
Em Lisboa, a Rua Augusta é outro exemplo similar, sem que, em qualquer dos casos, se tenha diminuído a atividade turística e comercial. 
Dirão alguns que o abastecimento fica comprometido nessas áreas. Nada que não se resolva com horários e planificação adequados. 
Ver o troço da Avenida 25 de Abril repleto de famílias passeando em segurança, frequentando as esplanadas, em ambiente saudável e seguro, vale todo o incómodo que a medida possa provocar. Identificado o risco, nomeadamente por velocidade excessiva e incumprimento das regras de trânsito, mais vale prevenir do que lamentar no futuro não ter implementado tais medidas."

"Segurança na época balnear oficial com nota positiva de todos"

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem): "O Município da Figueira da Foz decidiu prolongar a vigilância nas praias do concelho e nas piscinas urbanas até domingo".

Como diria o outro, "é disto que o povo gosta": "Praça do Cabedelo vira parque de estacionamento"

Via Diário as Beiras: “O verão no Cabedelo é um caos criado por uma obra mal feita [no mandato autárquico 2017 – 2021] e que reduziu o estacionamento de forma negligente” - Eurico Gonçalves, do movimento cívico SOS Cabedelo.

Também, na edição de hoje do Diário as Beiras, na página dedicada ao correio dos leitores pode ler-se.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Trump e a sardinha

Uma crónica do eng. Daniel Santos publicada no Diário as Beiras em 16 de Setembro de 2016

"Esta foi uma semana para esquecer. Donald Trump ficou mandatado para mandar no país mais poderoso do mundo. Com ele, está prometido o regresso de uma carga de ódio, racismo e misoginia que nos revelam perigos que todos julgávamos enterrados para sempre há já mais de setenta anos. Exatamente no momento em que morreu o poeta cuja voz transmitia um sentimento de melancolia de estranha e suave tranquilidade. Que nos impôs, por isso, tentar perceber as suas mensagens.
Com tanta coisa a correr mal, prefiro então dedicar-me às sardinhas. Às pequenas coisas do nosso quotidiano que também nos vão retirando acanhadas esperanças de manifestação de humildade, de contrição, que não ocorrem. Quem sabe se também por causa deste momento estranho que vivemos que nos coarta as expetativas de um futuro melhor.
A interpretação que faço do motivo escultórico que constitui uma homenagem aos laboriosos pescadores e peixeiras que ali mesmo labutavam há décadas atrás nas atividades da lota da sardinha, independentemente da sua qualidade artística e da repetição (que não pretendo discutir agora), transmite-me exatamente o seu labor e o clamor da atividade. E também o movimento. Que já vinha do mar com os pescadores.
Por isso mesmo, a justa homenagem merece a correção do topónimo inscrito na Memória. Vá lá, ao menos nestas pequenas coisas, venha de lá um pequeno sinal de humildade.
Era mesmo a Praia da Sardinha! "


A Figueira em 2026

Publiquei recentemente na minha página do facebook um texto sobre "a Cultura na Figueira em 2026".
Passo a citar.
"Desde finais do passado mês de Julho, altura em que decorreu a mais recente redistribuição de competências, que Cláudia Rocha emergiu como a vereadora com potencialmente maior amplitude de intervenção no Executivo municipal.
A super vereadora ficou com uma elevada quantidade de pelouros a seu cargo. A saber: Cultura, Turismo e Desenvolvimento Económico, Centro de Artes e Espectáculos, Recursos Humanos, Modernização Administrativa, Digitação e Novas Tecnologias, Mercados e Feiras, Coadjuvação de Olga Brás nas Relações com as Juntas de Freguesia, Desporto, Juventude, Serviço de Toponímia, Parque de Campismo e Serviço Veterinário Municipal.
Nas mãos de Cláudia Rocha ficaram áreas que mexem com a imagem pública da cidade, com os grandes eventos, com a economia, com o turismo, com os trabalhadores municipais, com a transformação tecnológica dos serviços e com boa parte da relação quotidiana entre a Câmara e os munícipes. Citando o Campeão das Províncias: "Da cultura ao desporto, dos mercados ao parque de campismo, dos recursos humanos às novas tecnologias, há poucas dimensões da vida municipal onde a sua assinatura não possa vir a ser necessária."

Vamos à Cultura.
Quem é esta vereadora da Cultura? 
Teve algum protagonismo conhecido e de relevo, anteriormente, nesta área?
Confesso a minha ignorância: nada sei, pois nada vi, ouvi ou li.
Porém, posso ser eu que esteja mal informado.
Conhecida - e reconhecida - é a sua disponibilidade para apoiar uma cultura de entretenimento para distrair, não pensar e não questionar. 
Numa palavra: inofensiva.
Numa altura em que é mais necessário do que nunca, "construir" e fomentar o pensamento crítico, para promover questões e proporcionar confronto de ideias, nada disto é visível na Figueira.
Será porque não interessa ao poder instituído no nosso concelho?
Na Figueira, pelo que consigo ver, a cultura acompanha o resto: reina a apatia, o conformismo, a alienação.
No limite o embrutecimento!"


Este, para que conste, é o texto de uma publicação que atingiu, até ao momento em que estou a divulgá-lo no OUTRA MARGEM, cerca de 14 mil visualizações.
Se o que acima está escrito pode ser considerado "um baixo, preconceituoso e classista ataque por parte de uma pessoa que se diz progressista", isso é algo, no mínimo, pelo menos para mim, surpreendente.

Nunca me escuso às minhas responsabilidades.
Confesso: neste caso fui traído pela imaginação.
Fernando Pessoa, esse mesmo, o Poeta, tinha aquela natural curiosidade que o levava a querer perceber tudo.
Escreveu um dia: "cultura é o aperfeiçoamento subjectivo da vida, dividido entre arte (aperfeiçoamento directo) e ciência (aperfeiçoamento do conceito do mundo), sendo mais do que erudição; é uma atitude de espírito que extrai sabedoria das experiências, cultivando a curiosidade e o aprofundamento, e não apenas o acúmulo de saber." 

O Poeta, ao contrário de mim, percebeu tudo. 
Não valia mesmo a pena falar no que não existe na Figueira.
Os figueirenses devem continuar a acreditar no que este executivo promete vir a dar, mesmo que saibamos que não se pode dar o que não se pode.

A vitimização faz parte do processo.
A receita é simples: vitimizamo-nos, esperando que, mais à frente, a pena dos figueirenses se transforme em perdão pelo que se prometeu fazer e não se fez.
Os figueirenses, têm memória curta e gostam de acreditar no Pai Natal.
Tudo bem. 
O tempo do dito aproxima-se. Dezembro está à porta. 

O direito à Liberdade para concordar, ou discordar, não é uma brincadeira para meninos "ditos progressistas" traquinas.
No meu caso, em particular, não se trata (nunca se tratou...) de "bater".
Contudo, vou continuar a não dispensar o espírito crítico.
Vivemos numa época perigosa. É evidente a ocupação do espaço mediático pelos arautos do populismo cultural e político. 
Nelson Rodrigues, um pessimista militante, achava que "os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade."
Eles são muitos.
Porém, a curiosidade intelectual nunca cega, alarga a visão. 

Situação complexa: "limites territoriais continuam por definir"

Via Diário as Beiras: "Autarcas dos concelhos da Figueira da Foz e Cantanhede estão empenhados numa solução".

Os riscos 
 "Qualquer dia, corremos o risco de construções no concelho da Figueira da Foz terem de ser licenciadas pela Câmara de Cantanhede. Esta é uma invasão suave que nos vão impondo, e não fazemos nada”, sustentou o vereador do PS João Paulo Rodrigues, da oposição, intervindo na reunião da Câmara da Figueira da Foz. “Cantanhede não tem vindo a aumentar a expansão para o nosso território. Há, é verdade, dois imóveis, a ETAR e parte do Rovisco Pais [construídos em território figueirense, mas sob tutela de Cantanhede]”, retorquiu, por seu lado, o vereador executivo da maioria FAP, Manuel Domingues."
Vila Mota
"Existem várias zonas de contacto territorial entre o concelho da Figueira da Foz e os municípios vizinhos que poderão ser redefinidos. A Vila Mota, na linha da fronteira dos dois concelhos, por exemplo, é cobiçada por Montemoro-Velho. Mas isso não tem gerado diferendos institucionais. De resto, a Mota Engil vai reabilitar o conjunto de habitações para fins turísticos e o município figueirense deverá recorrer à empresa Águas do Baixo Mondego e Gândara para assegurar as infraestruturas básicas à urbanização, dada a proximidade da rede de água e saneamento de Montemor-o-Velho."

Passam hoje 53 anos que os aviões e tanques fascistas bombardearam o Chile da Unidade Popular.

Imagem: daqui
Pelas 05h45 do dia 11 de Setembro de 1973 iniciava-se a "Operação Silêncio" com a neutralização das comunicações nacionais e a ocupação de universidades, fábricas e bairros de trabalhadores. Menos de nove horas depois, a bandeira branca da rendição surgia no Palácio de la Moneda. Antes de cometer suicídio, o Presidente Salvador Allende dirigia-se pela última vez ao povo chileno com palavras que merecem ser recordadas: "Pagarei com a minha vida a lealdade do povo."

Foi com um golpe de estado violento e radical que se iniciou o consulado de Pinochet, regime repressivo e economicamente ultraliberal, que marcou o Chile com milhares de mortos, desaparecidos, torturados e exilados. Crimes que não podem ficar esquecidos e sem o julgamento a que ainda hoje não foram submetidos.
Sete meses depois do 11 de Setembro de 1973, a liberdade que Abril nos deu permitiu-nos gritar de norte a sul do País: "Portugal não será o Chile da Europa!" 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Câmara garante nova ligação à Praia da Leirosa. A estrada, prevista para 2027, terá cerca de 1,5 quilómetros e inclui a dois pontões

Via Diário as Beiras
«O presidente da Associação de Moradores da Praia da Leirosa mostrou-se satisfeito com o anúncio de que a segunda via rodoviária vai avançar, mostrando-se, contudo, expectante em relação à evolução do processo. Por outro lado, José Bilhau destacou que a Celbi tem transmitido à associação que “está interessada na estrada e disponível para colaborar com a Câmara da Figueira da Foz”. E frisou que a Junta da Marinha das Ondas está igualmente “empenhada na realização da obra”. O dirigente espera que o próximo Orçamento do Município tenha inscrita uma verba que permita iniciar a construção da via rodoviária.»
Por sua vez, «o vereador Ricardo Silva abordou o processo da nova ligação rodoviária à Praia da Leirosa na reunião de câmara. O autarca do executivo camarário da coligação FAP (PPD/PSD – CDS/PP) respondia ao vereador único do Chega, Hugo Fresta, que indagou a maioria sobre aquela promessa eleitoral. “O traçado está mais ou menos definido”, adiantou o edil da FAP, destacando que a obra inclui expropriações. Não obstante, avançou que a Câmara da Figueira da Figueira da Foz pretende realizar a obra em 2027. Para o efeito, está à procura de financiamento europeu ou estatal.»

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Parabéns Chega

Para salvar o governo, que o mesmo é dizer, desviar o foco do caos na saúde, do descalabro na educação, do preço dos combustíveis, do aumento dos bens essenciais e do aumento das taxas de juro, alguém faria melhor, ou diferente, do que apresentar uma moção de censura por causa de um ministro que, enquanto diretor de uma polícia, se limitou a ser o típico português do desenrascanço, alguém faria melhor do que aquilo do que o Chega promoveu ontem na Assembleia da República?

Os tolos, otários, lorpas e trouxas somos nós (quase) todos

João Pereira Coutinho, um dia destes no Correio da Manhã.
"Nunca percebi esta tendência de levar a sério o que dizem cantores ou actores sobre política. De um cantor, espero que cante. De um actor, que represente. E do meu barbeiro, já agora, que faça milagres na penugem. O que pensam sobre o capitalismo ou o Médio Oriente é mera poluição sonora."
Que haja quem seja bem pago para escrever merdas como esta, consigo entender. 
Que haja quem compre um jornal para ler merdas como esta, já não consigo entender.

No passado sábado, para a minha bolsa, paguei uma pequena fortuna para atestar o depósito do meu carro: quase 80 euros
E fiz bem. Tanto quanto sei, o valor do gasóleo e da gasolina atingiu na passada segunda-feira o valor mais alto de sempre.
Repito: o valor mais alto de sempre.

Mas isto pode ser revertido. João Mendes explica.
"Desta vez, o assalto em questão não é da exclusiva responsabilidade da ganância dos oligarcas monopolistas dos combustíveis, que é preciso taxar em proporção. Se eles nos podem explorar como senhores feudais, o povo tem o direito de lutar por ver a sua riqueza taxada. O assalto não pode ficar sem resposta e cada um luta com as armas que tem. Os oligarcas lutam com o dinheiro que lhes permite comprar políticos, órgãos de comunicação social e anúncios nas redes sociais. A nós resta-nos votar em quem esteja dispostos a taxá-los.
Mas os responsáveis por este e por todos os aumentos dos preços dos combustíveis dos últimos meses tem nomes. Trump, Rubio, JD Vance, Hegseth, Netanyahu e respectiva corte de talibans sionistas. Eles e todos os colaboracionistas da direita radical e da extrema-direita que apoiam a guerra no Irão, a política de tarifas e, no geral, as relações internacionais belicistas promovidas por esta administração corrupta e pelos seus homens de mão, lá como cá.
E como um mal nunca vem só, o aumento do preço dos combustíveis arrastará consigo o preço dos alimentos, das matérias-primas, dos bens de consumo em geral e, claro, dos juros da dívida. E isto é só o início.
Em suma, ficaremos todos mais pobres para que Trump, o seu gangue e os seus fantoches europeus fiquem ainda mais ricos.
É este o resultado prático da política da extrema-direita: guerra, inflação galopante, tecido económico destruído, pobreza, insegurança e oligarcas corruptos extraordinariamente ricos. O exacto oposto daquilo que prometeram antes de chegar ao poder.
É esta a sua receita.
Morte, caos e miséria.
André Ventura apoia este presidente e as suas práticas. E está ao lado da b.rutalidade israelita na Palestina e da guerra contra o Irão que fechou o Estreito de Ormuz. Logo, André Ventura está na trincheira daqueles que te querem e estão a tornar mais pobre e desprotegido. Mas ainda andam por aí alguns idiotas úteis que acreditam que o político mais oportunista da história deste país e “anti-sistema”. Ser populista é fácil demais."
Morte, caos e miséria, é o plano que a extrema-direita tem para ti, querido otário, tolo, lorpa e trouxa

Voltando ao início.
João Pereira Coutinho, no Correio da Manhã.
"Nunca percebi esta tendência de levar a sério o que dizem cantores ou actores sobre política. De um cantor, espero que cante. De um actor, que represente. E do meu barbeiro, já agora, que faça milagres na penugem. O que pensam sobre o capitalismo ou o Médio Oriente é mera poluição sonora."
Que haja quem seja bem pago para escrever merdas como esta, consigo entender. 
Que haja quem compre um jornal para ler merdas como esta, já não consigo entender.