"Sim", escreve na edição de hoje de o Diário as Beiras, Isabel Maia
«Sim. O fecho
ao trânsito
da Av. 25 de
abril (do Sweet ao
Parque das Gaivotas) e da Rua 5 de
outubro (esta última, há anos tem
sinalética vertical
que proíbe o trânsito, exceto a moradores) aos fins
de semana merece atenção.
A medida tem recebido aplausos e críticas veementes.
Mudar rotinas gera desconforto e receios: a inibição de passear de carro à beira-mar, a perda no comércio, a pressão acrescida do trânsito no centro da cidade.
Decidir “mudar” é corajoso e tem riscos de impopularidade, mas pior é “não decidir” e manter o status quo, estagnar.
Neste caso, implica alterar os trajetos, utilizar as circulares externas para não pressionar o centro da cidade e promover mobilidade inteligente. E os utilizadores trocarão o cheiro e o som dos escapes pelo aroma e a música do mar, em segurança.
Quanto ao comércio, o carro que passa pela loja não gera receita, mas o peão que a pé olha a montra ou se senta na esplanada, sim. Será a oportunidade de ouro para o comércio inovar e combater a sazonalidade. O turista de hoje rejeita o asfalto e exige o destino sustentável com vivência do espaço.
“Fechar ao trânsito” não é “eliminar mobilidade”, mas priorizar o mar como lugar de bem-estar, e não é algo original: Vancouver tem a lógica do waterfront com passeio e fruição; Toronto, Queens Quay, reforçou o eixo ribeirinho pedonal e ciclável; Cascais restringiu o trânsito junto ao mar e priorizou a mobilidade suave.
As cidades crescerão com menos poluição, mais mobilidade suave e segura, com mais vida pública saudável.»
A medida tem recebido aplausos e críticas veementes.
Mudar rotinas gera desconforto e receios: a inibição de passear de carro à beira-mar, a perda no comércio, a pressão acrescida do trânsito no centro da cidade.
Decidir “mudar” é corajoso e tem riscos de impopularidade, mas pior é “não decidir” e manter o status quo, estagnar.
Neste caso, implica alterar os trajetos, utilizar as circulares externas para não pressionar o centro da cidade e promover mobilidade inteligente. E os utilizadores trocarão o cheiro e o som dos escapes pelo aroma e a música do mar, em segurança.
Quanto ao comércio, o carro que passa pela loja não gera receita, mas o peão que a pé olha a montra ou se senta na esplanada, sim. Será a oportunidade de ouro para o comércio inovar e combater a sazonalidade. O turista de hoje rejeita o asfalto e exige o destino sustentável com vivência do espaço.
“Fechar ao trânsito” não é “eliminar mobilidade”, mas priorizar o mar como lugar de bem-estar, e não é algo original: Vancouver tem a lógica do waterfront com passeio e fruição; Toronto, Queens Quay, reforçou o eixo ribeirinho pedonal e ciclável; Cascais restringiu o trânsito junto ao mar e priorizou a mobilidade suave.
As cidades crescerão com menos poluição, mais mobilidade suave e segura, com mais vida pública saudável.»
1 comentário:
Na mouche.
A parte em que o carro que passa não gera receita, devia ser impresso num autocolante e distribuído.
Mas como te disse antes, pestas iniciativas ad-hoc chocam com o que se passa em zonas que são legalmente interditas a veículos, em que a câmara não intervem. Exemplo, a 5 de Outubro em Buarcos.
Por isso, fica um sentimento misto.
É um bom passo, mas...
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