A Polícia Municipal da Figueira da Foz entra ao serviço no primeiro trimestre de 2027, com 15 elementos, adiantou ontem Santana Lopes aos jornalistas. Entretanto, foi aprovado na reunião de câmara o regulamento do corpo policial.
E Comandante já há?
Por Miguel Pereira
"Há infraestruturas que transportam pessoas e há infraestruturas que transformam territórios. O antigo Ramal da Figueira da Foz pertence à segunda categoria.
Quando o caminho de ferro chegou à Figueira, em 1882, não trouxe apenas passageiros. Aproximou o porto do interior, facilitou o comércio, apoiou a indústria, impulsionou o turismo e integrou a cidade num espaço económico muito mais vasto. A ferrovia ajudou a reduzir distâncias físicas, económicas e sociais."A Figueira da Foz poderá vir a ligar-se a Coimbra através do sistema de transporte Metrobus, anunciou ontem o presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, após uma reunião de câmara, realizada com o ministro das Infra-estruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
O autarca figueirense revelou que, no encontro com o governante, ficou garantido o desenvolvimento do projecto de ligação Metrobus entre a Figueira da Foz e Coimbra.
Segundo Pedro Santana Lopes trata-se de um projecto que deverá começar a ser trabalhado e desenvolvido desde já
Na reunião, o presidente da Câmara analisou também com o ministro a questão ferroviária, considerando, no entanto, que a electrificação e duplicação da linha para assegurar uma ligação rápida entre as duas cidades demoraria mais tempo e implicaria um investimento financeiro maior.
De acordo com o autarca, a solução em Metrobus representa 20% do investimento necessário para a electrificação da linha ferroviária e poderá ser executada num prazo significativamente inferior.
Pedro Santana Lopes adiantou, por isso, que será esta a solução a desenvolver, considerando que a actual ligação entre a Figueira da Foz e Coimbra não deve permanecer nas condições existentes.
O autarca salientou ainda que o projecto não poderá ter um prazo de execução semelhante ao do Metrobus instalado no antigo ramal da Lousã e referiu que o processo deverá articular-se com o projecto da linha ferroviária de alta velocidade, que atravessará a região de Coimbra."
Nota de rodapé-
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| Imagem: daqui |
A primeira edição da Festa do Avante! foi realizada em setembro de 1976, na antiga Feira Internacional de Lisboa. O local já fora usado pelo PCP em 74 e 75 para passagens de ano e iniciativas do jornal Avante!. No entanto, existiam problemas como o seu tamanho diminuto e problemas securitários, nomeadamente o atentado bombista que se deu três dias antes da sua estreia.
Em 1977, no âmbito da segunda edição, a Associação Industrial Portuguesa recusa ceder o espaço para a realização da Festa, para além de exigir ao PCP que cobrisse os estragos causados pela bomba. Escolheu-se mudar para um local ao ar livre, devido à natureza de um acontecimento popular e de massas.
No início, procurou-se utilizar a Quinta das Conchas, mas devido a preocupações ambientais o local não foi cedido. A segunda e terceira edição, em 1977 e 1978 respetivamente, realizaram-se no hipódromo do complexo desportivo do antigo estádio Nacional, até ser impedido pelo governo Mota Pinto/PPD/CDS, a pretexto de uma construção que nunca se chegou a realizar.
De 1979 a 1986, realizou-se no Alto da Ajuda, mais precisamente, no Casalinho da Ajuda em Monsanto. No entanto, a impossibilidade de reutilização das infraestruturas era agravada pela vastidão do terreno, precisando de muitas pessoas para as construir.
Em 1987, a recusa da cedência do terreno pouco antes da realização da edição pelo então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Krus Abecasis, impossibilitou a realização da edição desse ano.
De 1988 a 1989, realizou-se na Quinta do Infantado, em Loures. No entanto, esta era uma solução provisória, já que, devido a pertencer a um particular, requeria uma despesa extraordinária.
"O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, prevê que, no primeiro trimestre de 2027, esteja em funcionamento o corpo da Polícia Municipal, com um efetivo de 15 agentes.
Na sessão de Câmara de hoje, o executivo aprovou, por maioria, a abertura de concurso externo para a admissão de 15 agentes municipais de segunda classe
A autarquia da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, aprovou no final de 2025 a proposta de regulamento e funcionamento do corpo da Polícia Municipal, que representará um encargo anual na ordem de meio milhão de euros."
Foto: Diário as Beiras
Texto Luís Osório"Helena e João Paulo tiveram uma vida. Natais de família, Subsídio de Férias e até ambições. Hoje, têm uma velha carrinha de mercadorias onde dormem estacionados no Parque do Escravote. Em Eiras, transformado num dormitório de Coimbra, celebra-se uma Feira Medieval, mas entre churros, porcos no espeto e cavaleiros de brincar, dois seres humanos lavam a roupa no fontanário e tomam banho com um regador.
Leio a notícia e vejo a fotografia publicada no Diário das Beiras. A sua história é igual a centenas de outras. Há quem boceje e passe à próxima notícia – quase todos os dias nos falam das casas e da impossibilidade de pagar rendas, dos despejos de velhos obrigados a gastar os seus últimos dias na rua, a dormir em estações de comboio ou em carrinhas de transporte, quando têm a fortuna de guardar uma última chave que abre uma última fechadura.
Estes foram despejados e não têm como encontrar uma solução. Os dois estão unidos por uma relação que não foi perfeita e por uma infeção respiratória que, ainda assim, os uniu na desgraça.
Tantos partidos e não há um único que apresente uma proposta utópica, porventura irrealizável, certamente ingénua, mas que possa ajudar a discutir o problema dos nossos mais velhos, dos mais desamparados, dos que se rebentaram a trabalhar e já não podem mais, dos que não podemos deixar que vivam os seus dias do fim a estender a mão por não poderem pagar uma renda?
Será assim tão estratosférico pensar numa solução? Encontrar uma aldeia desabitada, fazer nascer um lugar de amparo, mobilizar o país?"
Via Público
«Luís Neves tornou-se o
centro do Governo. Se
deixar as suas funções,
isso significará uma vitoria de interesses
obscuros, de desejos de vingançа
ou, usando um termo próximo
dos que o próprio gosta de usar,
do mal. Basicamente, foi isto que
tentou dizer ao país no discurso
que fez ontem na Madeira....
... qualquer partido tem legitimidade para questionar autoridade política de Luís Neves enquanto ministro. Coisa diferente são as insinuações feitas por André Ventura nesta semana: "Só falta ver o ministro a passar droga na rua." Isto pelo facto de conduzir um carro apreendido a um narcotraficante. Declarações inadmissíveis, que mergulham o debate político numa autêntica lama.»
Via Diário as Beiras
“Uma rampa pode ser
apenas uma estrutura
física para quem não
precisa dela. Para uma
pessoa que utiliza uma
cadeira de rodas, significa poder entrar e sair.
Significa autonomia. Significa dignidade”.
... ainda existem bandidos bons
"Quanto mais sei de Luís Neves, mais dele gosto. Comecei por desconfiar quando ouvi das trapalhadas da piscina, que é tanque, e do empreiteiro, com pinta de dançarino dos Alunos de Apolo, antes de o lugar se ter tornado albergue de “betos”, que pagam para os pobres os ensinarem a dançar bolero e quizomba.
Felizmente chegaram mais notícias do ministro – que havia um atrelado e se passeia no carro do Xuxas, o gangster dos gangsters. Notícias que o credibilizam. Não como ministro, mas como polícia.
"Luís Neves é um dos melhores da história da PJ. É impoluto no essencial – (...). Estavam à espera do quê? Que fosse certinho? Que tivesse tudo em ordem? Que os seus amigos fossem catedráticos de Física Quântica e que discutisse Tomás de Aquino em pequenos-almoços, na Versalhes?"
Talvez o país não tenha a perceção do perfil para se chegar ao topo na Judiciária. Os melhores inspetores da PJ não despacham o almoço com um pastel de massa tenra e um sumo natural de frutos vermelhos. É gente que suja as mãos, vive na noite, se dá com matadores e traficantes, prostitutas e chulos, carteiristas e ladrões.
É essa a vida de um polícia da Judiciária, se for realmente bom. Se não o for, se achar isto desprezível, não sobrevive um ano na rua.
Luís Neves é um dos melhores da história da PJ. É impoluto no essencial – se não o fosse teria uma outra casa, um outro monte, nunca estaria num ermo em que eu não passaria uma noite, mesmo que me pagassem.
Estavam à espera do quê? Que fosse certinho? Que tivesse tudo em ordem? Que os seus amigos fossem catedráticos de Física Quântica e que discutisse Tomás de Aquino em pequenos-almoços, na Versalhes?
Pela minha parte pode ficar no MAI. Prefiro ter este bandido bom, com provas constantes de serviço ao país e coragem, do que um choninhas… sobretudo se parecer perfeito."
O documento, hoje divulgado pela Entidade Orçamental (antiga DGO-Direção-Geral do Orçamento), revelou que a receita efetiva da Segurança Social atingiu 27.632,6 milhões de euros, um valor superior aos 25.459,7 milhões de euros de 2025.
Por sua vez, a despesa efetiva foi de 23.216,8 milhões de euros, valor que compara com os 22.244,8 milhões de euros somados em igual período do ano anterior.
Entre janeiro e julho, destacam-se rubricas como o complemento ao apoio extraordinário para crianças e jovens (40,5%), o complemento da prestação social para a inclusão (39,8%) e o subsídio de apoio ao cuidador informal (21,1%).
No sentido oposto, aparecem rubricas como a parcela de atualização extraordinária de pensões (-33%), os subsídios correntes – Programas Operacionais (-9,5%) e ações de formação profissional com suporte no Fundo Social Europeu (-9,3%)."