sexta-feira, 4 de setembro de 2026

PUBLICIDADE INSTITUCIONAL: quem quer ser polícia municipal?


A Polícia Municipal da Figueira da Foz entra ao serviço no primeiro trimestre de 2027, com 15 elementos, adiantou ontem Santana Lopes aos jornalistas. Entretanto, foi aprovado na reunião de câmara o regulamento do corpo policial. 
Segue-se a seleção de agentes.
E Comandante já há? 

Isto não se inventa...

"O presidente da Câmara da Figueira da Foz votou contra a proposta da prorrogação do prazo, até ao fim 2027, da elaboração do Plano de Pormenor do empreendimento turístico da Lagoa da Vela, apresentada ontem pelo executivo camarário que lidera na reunião de vereação. Os vereadores da maioria (coligação FAP) e da oposição (PS e Chega) votaram a favor." 
Via Diário as Beiras. Para ler melhor clicar na imagem.

O Ramal da Figueira da Foz é uma escolha de futuro.

Por Miguel Pereira

"Há infraestruturas que transportam pessoas e há infraestruturas que transformam territórios. O antigo Ramal da Figueira da Foz pertence à segunda categoria.

Quando o caminho de ferro chegou à Figueira, em 1882, não trouxe apenas passageiros. Aproximou o porto do interior, facilitou o comércio, apoiou a indústria, impulsionou o turismo e integrou a cidade num espaço económico muito mais vasto. A ferrovia ajudou a reduzir distâncias físicas, económicas e sociais.

Quase século e meio depois, deveríamos olhar para aquele corredor com a mesma ambição.

A discussão não pode reduzir-se a encontrar a solução mais barata para ligar a Figueira da Foz a Coimbra. O verdadeiro desafio é decidir que território queremos construir para as próximas gerações.

Recuperar o Ramal significa reconstruir um eixo estruturante entre Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa, ligando-o depois a Coimbra, Aveiro, Porto, à Beira Alta e a Espanha.

E Cantanhede não é um ponto intermédio. É uma cidade, sede de concelho, com expressão industrial, empresarial, tecnológica e demográfica própria. Uma ligação ferroviária entre Figueira da Foz e Cantanhede criaria uma nova relação entre duas cidades complementares e devolveria simultaneamente mobilidade às freguesias e vilas existentes ao longo deste território.

Esta dimensão é particularmente importante quando assistimos ao envelhecimento e à perda de população nos meios rurais. Não basta pedir às pessoas que permaneçam nas suas terras. É necessário criar condições para que possam fazê-lo.

Uma família pode encontrar habitação mais acessível em Arazede, Maiorca, Alhadas ou noutras localidades do corredor, beneficiando de mais espaço, tranquilidade e qualidade de vida. Mas essa vantagem diminui rapidamente quando trabalhar, estudar, ir ao hospital ou simplesmente participar na vida urbana exige dois automóveis por agregado familiar.

Sem mobilidade, a habitação pode ser mais barata, mas a vida continua cara.

Uma ferrovia regional moderna altera esta equação. Permite viver numa freguesia rural e trabalhar na Figueira ou em Cantanhede. Permite estudar em Coimbra sem abandonar necessariamente a terra de origem. Permite aos mais velhos manterem a sua autonomia e o acesso aos serviços. Permite, sobretudo, escolher onde viver sem que a distância se transforme numa penalização.
Mobilidade é também política de habitação. É política demográfica. É coesão social e qualidade de vida.

Existe ainda uma nova realidade que torna esta discussão mais urgente: a nova zona industrial do Pincho, implantada junto do corredor ferroviário.

Isto não é um acaso territorial sem importância. É uma vantagem competitiva.

Estamos a criar naquele espaço uma nova centralidade empresarial, capaz de acolher investimentos relevantes e centenas de trabalhadores. Ter uma zona industrial próxima de uma ligação ferroviária permitiria pensar simultaneamente na mobilidade laboral e, sempre que economicamente justificável, na logística das próprias empresas.

Imagine-se a capacidade de apresentar a um investidor um território servido por boas acessibilidades rodoviárias, pelo Porto da Figueira da Foz e por uma ferrovia que o liga a Cantanhede, à Pampilhosa e aos principais corredores nacionais e internacionais.
Isso chama-se competitividade territorial.

E existe ainda o Porto da Figueira da Foz. Uma infraestrutura portuária deve ser pensada em articulação com a ferrovia, a indústria e os grandes corredores logísticos. Um Metrobus transporta passageiros. Uma ferrovia pode transportar pessoas e mercadorias e integrar-se numa rede nacional.
Não são soluções equivalentes.

Também não existe qualquer contradição entre esta posição e a criação da ecopista.

Enquanto vereador executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, votei favoravelmente essa solução, deixando claro em ata o sentido do meu voto: preservar o corredor, mantê-lo aberto e impedir que se perdesse a possibilidade de, no futuro, voltar a existir o Ramal da Figueira da Foz.

A ecopista nunca deveria representar o funeral da ferrovia. Deveria garantir a preservação do seu espaço enquanto não existissem condições para pensar novamente o futuro.

E talvez esse momento tenha chegado.

Portugal está a investir novamente na ferrovia e na alta velocidade. Seria difícil compreender que, precisamente agora, a Figueira da Foz aceitasse afastar-se definitivamente dessa rede.

Não precisamos apenas de chegar a Coimbra.

Precisamos de ligar Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa, aproximando cidades e meios rurais, população e emprego, habitação e serviços, indústria e porto.

Precisamos de fazer das nossas freguesias lugares onde seja possível escolher viver, e não apenas lugares de onde se parte.
Em 1882, a ferrovia ajudou a transformar esta região.

Pode voltar a fazê-lo no século XXI.

Não por nostalgia.

Por desenvolvimento, coesão e visão de futuro.

O Ramal da Figueira da Foz não pertence apenas à nossa história. Pertence às escolhas que ainda podemos fazer sobre o nosso futuro."

Isto até 2029 vai ser cá uma animação: "Figueira da Foz poderá ligar-se a Coimbra por Metrobus"

Via Campeão das Províncias

"A Figueira da Foz poderá vir a ligar-se a Coimbra através do sistema de transporte Metrobus, anunciou ontem o presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, após uma reunião de câmara, realizada com o ministro das Infra-estruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.  

O autarca figueirense revelou que, no encontro com o governante, ficou garantido o desenvolvimento do projecto de ligação Metrobus entre a Figueira da Foz e Coimbra.

Segundo Pedro Santana Lopes trata-se de um projecto que deverá começar a ser trabalhado e desenvolvido desde já

Na reunião, o presidente da Câmara analisou também com o ministro a questão ferroviária, considerando, no entanto, que a electrificação e duplicação da linha para assegurar uma ligação rápida entre as duas cidades demoraria mais tempo e implicaria um investimento financeiro maior. 

De acordo com o autarca, a solução em Metrobus representa 20% do investimento necessário para a electrificação da linha ferroviária e poderá ser executada num prazo significativamente inferior. 

Pedro Santana Lopes adiantou, por isso, que será esta a solução a desenvolver, considerando que a actual ligação entre a Figueira da Foz e Coimbra não deve permanecer nas condições existentes.  

O autarca salientou ainda que o projecto não poderá ter um prazo de execução semelhante ao do Metrobus instalado no antigo ramal da Lousã e referiu que o processo deverá articular-se com o projecto da linha ferroviária de alta velocidade, que atravessará a região de Coimbra."

Nota de rodapé-

Passado que está o "querido mês de Agosto", seria a hora da silly season ter chegado ao fim na Figueira.
Com a ausência de reuniões de câmara e da assembleia municipal, politicamente falando, no passado mês, politicamente, só existiu na Figueira Pedro Santana Lopes.
Na Figueira não é só a praia que é um deserto.
Infelizmente a moda veio para ficar. Estende-se por muito lado. Também à política local.
É triste, para não dizer patético, mas a política por aqui, tirando as lutas intestinas, por lugares nas listas, é um deserto.
Sejamos claros: a indigência política é uma realidade.
Não apenas do lado do Poder, mas também do lado das Oposições.
Alguém conhece uma ideia, vinda do PS ou PSD, ou de qualquer outro Partido na Figueira, alternativa à actual gestão?
Alguns, de vez em quando, tentam colocar-se em bicos de pés, mostrando que continuam vivos, aproveitando tudo aquilo que julgam ser uma boa ocasião para aparecer.
Infelizmente, normalmente, não têm é tempo para pensar.
A questão não é fácil de resolver - e é um problema nacional.
Para se estar na política, não sendo rico, não tendo um pai ou avô rico, é muito difícil estar a sério sem "ir ao Totta".
Objectivamente, temos o que temos na Figueira, pois estão criadas as condições: existe cada vez mais uma maior funcionalização da política autárquica, com danos para o desenvolvimento do concelho cada vez mais evidentes.
Só não vê quem não quer o miserabilismo funcional do sistema político local.
Daqui a uns anos veremos o habitual: tudo à paulada no Chega, no PS e no PSD, pela procura dos lugares elegíveis nas listas, pois é isso que move os protagonistas.
Não ver isto - que é o óbvio - é de tal maneira grosseiro e redutor que dispensa mais comentários.
Fica uma garantia: em 2029, na Figueira, a silly season vai ser muito animada.

50 anos de Festa do Avante!

Esta edição muito especial de 2026 da Festa do Avante!, na qual se celebram 50 anos desta grande construção colectiva, abre hoje, dia 4 de Setembro, e decorre até ao próximo domingo dia 6
Fazendo minhas as palvras de Janita Salomé na edição desta semana da Revista Visão: "regressei sempre com uma alegria renovada, porque há qualquer coisa naquele lugar que é difícil encontrar noutro sítio. Independentemente dos locais por onde passou ao longo destes 50 anos, a Festa do Avante! foi sempre, para mim, um encontro de liberdade e de intercultura. Quando entramos na Festa, o ambiente é diferente. Deixamos por algum tempo de sentir que pertencemos a estatutos diferentes para pertencermos a um só género. Somos todos irmãos de espécie, reunidos em torno de um desejo pacífico de liberdade e de igualdade."
Frequentada, há meio século, por comunistas e não comunistas, a Festa do Avante! ganhou, ao longo dos anos, uma mística muito própria, que a torna um evento único no panorama cultural e político nacional. Pioneira na programação, que reune músicos nacionais e internacionais e harmoniza sons, estilos e culturas, a “Festa”, como também é, simplesmente, chamada pelos mais “íntimos”, é mais do que um comício, mais do que um festival de verão e mais do que um convívio popular. 
Estive na primeira edição, em 1976, que se realizou na FIL, em Lisboa. Até se fixar na Quinta da Atalaia, Seixal, num terreno comprado pelo PCP, após subscrição, andou por mais três locais. 
Nestes 50 anos, fui dezenas de vezes à Festa do Avante!, a mais recente das quais na edição de 2024. Contudo, na minha memória, a mais presente, continua a ser a primeira. Tinha 22 anos e fui com a minha namorada. Ambos tinhamos simpatia pelo PCP. Foi, pois, com toda a naturalidade que estivémos presentes na primeira Festa do Avante!, na antiga FIL, no ano de 1976.  Tinha 22 anos e todos os sonhos do mundo e acreditava que "A vitória era difícil, mas era nossa!" e que "O povo unido jamais será vencido!"Lembro-me, sobretudo, de ter ficado deslumbrado com a descoberta de um artista, para mim até ao momento completamente deconhecido, que se viria a tornar uma das maiores figuras da música angolana e do mundo, de seu nome Waldemar Bastos.
Imagem: daqui

Edição de 1976

A primeira edição da Festa do Avante! foi realizada em setembro de 1976, na antiga Feira Internacional de Lisboa. O local já fora usado pelo PCP em 74 e 75 para passagens de ano e iniciativas do jornal Avante!. No entanto, existiam problemas como o seu tamanho diminuto e problemas securitários, nomeadamente o atentado bombista que se deu três dias antes da sua estreia.

Edições de 1977 e 1978

Em 1977, no âmbito da segunda edição, a Associação Industrial Portuguesa recusa ceder o espaço para a realização da Festa, para além de exigir ao PCP que cobrisse os estragos causados pela bomba. Escolheu-se mudar para um local ao ar livre, devido à natureza de um acontecimento popular e de massas.

No início, procurou-se utilizar a Quinta das Conchas, mas devido a preocupações ambientais o local não foi cedido. A segunda e terceira edição, em 1977 e 1978 respetivamente, realizaram-se no hipódromo do complexo desportivo do antigo estádio Nacional, até ser impedido pelo governo Mota Pinto/PPD/CDS, a pretexto de uma construção que nunca se chegou a realizar.

Edições de 1979 a 1987

De 1979 a 1986, realizou-se no Alto da Ajuda, mais precisamente, no Casalinho da Ajuda em Monsanto. No entanto, a impossibilidade de reutilização das infraestruturas era agravada pela vastidão do terreno, precisando de muitas pessoas para as construir.

Em 1987, a recusa da cedência do terreno pouco antes da realização da edição pelo então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Krus Abecasis, impossibilitou a realização da edição desse ano.

Edições de 1988 e 1989

De 1988 a 1989, realizou-se na Quinta do Infantado, em Loures. No entanto, esta era uma solução provisória, já que, devido a pertencer a um particular, requeria uma despesa extraordinária.

Edições de 1990 à actualidade

Devido às dificuldades das edições passadas, o PCP realizou uma campanha de angariação de fundos. Como resultado, ainda na edição de 1989, o então secretário-geral Álvaro Cunhal anunciou a Quinta da Atalaia, no Seixal, como o novo e definitivo local de realização da Festa do Avante!. A aquisição da Quinta da Atalaia permitiu a reutilização das infraestruturas e eram evadidas as «burocracias do foro finceiro e de prazos».

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

E comandante já há?..

Polícia Municipal na Figueira da Foz prevista para primeiro trimestre de 2027

"O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, prevê que, no primeiro trimestre de 2027, esteja em funcionamento o corpo da Polícia Municipal, com um efetivo de 15 agentes.

Na sessão de Câmara de hoje, o executivo aprovou, por maioria, a abertura de concurso externo para a admissão de 15 agentes municipais de segunda classe

A autarquia da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, aprovou no final de 2025 a proposta de regulamento e funcionamento do corpo da Polícia Municipal, que representará um encargo anual na ordem de meio milhão de euros."

Os anos loucos dos recordes do turismo figueirense acabaram?..

O relatório da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) para o setor do turismo relativo ao segundo trimestre de 2026 destaca uma subida de dormidas e hóspedes em abril e maio e uma quebra em junho.


Palavras da presidente da direção da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, Vitória Abreu, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.
“A leitura que fazemos é de atenção, mas sem alarmismo. A Figueira da Foz entrou no verão com uma base turística claramente mais forte do que há dois anos, mas será importante acompanhar os resultados do terceiro trimestre para perceber se a evolução registada em junho corresponde apenas a uma correção após um ano particularmente forte ou se traduz o início de uma tendência de abrandamento”.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Comissão de Trabalhadores da Lusa pede a Aguiar-Branco que tome posição perante “grave ameaça” do deputado Pedro Frazão

"Num vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado e vice-presidente da Direção Nacional do Chega, colocou em causa a integridade dos jornalistas da Lusa na elaboração de textos jornalísticos e admitiu o encerramento da agência."

Eis o vídeo em causa sacado daqui.

Os velhos despejados

Foto: Diário as Beiras 

Texto Luís Osório

"Helena e João Paulo tiveram uma vida. Natais de família, Subsídio de Férias e até ambições. Hoje, têm uma velha carrinha de mercadorias onde dormem estacionados no Parque do Escravote. Em Eiras, transformado num dormitório de Coimbra, celebra-se uma Feira Medieval, mas entre churros, porcos no espeto e cavaleiros de brincar, dois seres humanos lavam a roupa no fontanário e tomam banho com um regador.

Leio a notícia e vejo a fotografia publicada no Diário das Beiras. A sua história é igual a centenas de outras. Há quem boceje e passe à próxima notícia – quase todos os dias nos falam das casas e da impossibilidade de pagar rendas, dos despejos de velhos obrigados a gastar os seus últimos dias na rua, a dormir em estações de comboio ou em carrinhas de transporte, quando têm a fortuna de guardar uma última chave que abre uma última fechadura.

Estes foram despejados e não têm como encontrar uma solução. Os dois estão unidos por uma relação que não foi perfeita e por uma infeção respiratória que, ainda assim, os uniu na desgraça.

Tantos partidos e não há um único que apresente uma proposta utópica, porventura irrealizável, certamente ingénua, mas que possa ajudar a discutir o problema dos nossos mais velhos, dos mais desamparados, dos que se rebentaram a trabalhar e já não podem mais, dos que não podemos deixar que vivam os seus dias do fim a estender a mão por não poderem pagar uma renda?

Será assim tão estratosférico pensar numa solução? Encontrar uma aldeia desabitada, fazer nascer um lugar de amparo, mobilizar o país?"

Sai moção ou não sai moção?..

Via Público


«Luís Neves tornou-se o centro do Governo. Se deixar as suas funções, isso significará uma vitoria de interesses obscuros, de desejos de vingançа ou, usando um termo próximo dos que o próprio gosta de usar, do mal. Basicamente, foi isto que tentou dizer ao país no discurso que fez ontem na Madeira.... 

... qualquer partido tem legitimidade para questionar autoridade política de Luís Neves enquanto ministro. Coisa diferente são as insinuações feitas por André Ventura nesta semana: "Só falta ver o ministro a passar droga na rua." Isto pelo facto de conduzir um carro apreendido a um narcotraficante. Declarações inadmissíveis, que mergulham o debate político numa autêntica lama.»

"Ação de condómina prejudica utentes da APPACDM com mobilidade reduzida"

"Isto é discriminação", algo que nos devia inquietar a todos como cidadãos que não queremos viver numa sociedade do "faz de conta"

Via Diário as Beiras

“Uma rampa pode ser apenas uma estrutura física para quem não precisa dela. Para uma pessoa que utiliza uma cadeira de rodas, significa poder entrar e sair. Significa autonomia. Significa dignidade”.

Nota de rodapé
Este assunto não é novo.
Recordo palavras de Isabel Maia, membro da Assembleia Municipal da Figueira da Foz. Passo a citar:  
"O que está a acontecer é grave e profundamente vergonhoso!
A APPACDM da Figueira da Foz, que há tantos anos apoia pessoas com necessidades de saúde mental especiais promovendo a sua autonomia e inclusão social - atividade que como munícipe agradeço e terei o gosto de apoiar - está a ser pressionada a sair do espaço onde funciona o Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI).
Tudo porque alguns moradores não querem os seus utentes no edifício.
Isto não é só falta de empatia, nem egoísmo...
É discriminação.
É exclusão.
É o reflexo de uma sociedade que fala muito em inclusão, mas que ainda não aprendeu a praticá-la porque não sente o que verbaliza.
As pessoas com deficiência NÃO são um incómodo.
São cidadãos, com direitos, voz e dignidade.
Fechar ou expulsar um serviço essencial não é solução — é um retrocesso social gigantesco!
Dizer NÃO a esta situação é defender uma comunidade mais justa e humana.
Precisamos de equidade, respeito e inclusão REAL — não apenas nos discursos, mas nas tomadas de decisão concretas que afetam as nossas famílias .
Apoiar a APPACDM é apoiar a dignidade de todos, a minha, a tua a de todos e todos podemos vir a ser utentes, não se esqueçam: somos todos diferentes, mas devemos ser todos realmente HUMANOS!"

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Nem tudo está perdido

 ... ainda existem bandidos bons

"Quanto mais sei de Luís Neves, mais dele gosto. Comecei por desconfiar quando ouvi das trapalhadas da piscina, que é tanque, e do empreiteiro, com pinta de dançarino dos Alunos de Apolo, antes de o lugar se ter tornado albergue de “betos”, que pagam para os pobres os ensinarem a dançar bolero e quizomba.

Felizmente chegaram mais notícias do ministro – que havia um atrelado e se passeia no carro do Xuxas, o gangster dos gangsters. Notícias que o credibilizam. Não como ministro, mas como polícia.

"Luís Neves é um dos melhores da história da PJ. É impoluto no essencial – (...). Estavam à espera do quê? Que fosse certinho? Que tivesse tudo em ordem? Que os seus amigos fossem catedráticos de Física Quântica e que discutisse Tomás de Aquino em pequenos-almoços, na Versalhes?"

Talvez o país não tenha a perceção do perfil para se chegar ao topo na Judiciária. Os melhores inspetores da PJ não despacham o almoço com um pastel de massa tenra e um sumo natural de frutos vermelhos. É gente que suja as mãos, vive na noite, se dá com matadores e traficantes, prostitutas e chulos, carteiristas e ladrões.

É essa a vida de um polícia da Judiciária, se for realmente bom. Se não o for, se achar isto desprezível, não sobrevive um ano na rua.

Luís Neves é um dos melhores da história da PJ. É impoluto no essencial – se não o fosse teria uma outra casa, um outro monte, nunca estaria num ermo em que eu não passaria uma noite, mesmo que me pagassem.

Estavam à espera do quê? Que fosse certinho? Que tivesse tudo em ordem? Que os seus amigos fossem catedráticos de Física Quântica e que discutisse Tomás de Aquino em pequenos-almoços, na Versalhes?

Pela minha parte pode ficar no MAI. Prefiro ter este bandido bom, com provas constantes de serviço ao país e coragem, do que um choninhas… sobretudo se parecer perfeito."

Abram os olhos: por isso é que as sanguessugas querem privatizar a SEGURANÇA SOCIAL

OE2026: excedente da Segurança Social sobe para 4.415,8 milhões de euros

"A Segurança Social registou um excedente de 4.415,8 milhões de euros até julho, acima dos 3.214,9 milhões de euros reportados no mesmo período de 2025, de acordo com a síntese de execução orçamental.

O documento, hoje divulgado pela Entidade Orçamental (antiga DGO-Direção-Geral do Orçamento), revelou que a receita efetiva da Segurança Social atingiu 27.632,6 milhões de euros, um valor superior aos 25.459,7 milhões de euros de 2025.

Por sua vez, a despesa efetiva foi de 23.216,8 milhões de euros, valor que compara com os 22.244,8 milhões de euros somados em igual período do ano anterior.

Entre janeiro e julho, destacam-se rubricas como o complemento ao apoio extraordinário para crianças e jovens (40,5%), o complemento da prestação social para a inclusão (39,8%) e o subsídio de apoio ao cuidador informal (21,1%).

No sentido oposto, aparecem rubricas como a parcela de atualização extraordinária de pensões (-33%), os subsídios correntes – Programas Operacionais (-9,5%) e ações de formação profissional com suporte no Fundo Social Europeu (-9,3%)."

Corte de trânsito no troço da Esplanada Silva Guimarães é para repetir

"... sabemos que há pessoas que não concordam", mas "a medida será aplicada nos fins de semana com bom tempo, implicando, de novo, o condicionamento de trânsito entre a rotunda da Ponte do Galante e a zona interditada".
"A rua da Liberdade, no Bairro Novo, vai entrar em obras de substituição de infraestruturas básicas a seguir ao fim de época balnear. A empreitada arrancará ainda este mês."